(retomando, resposta inline) Em 8 de julho de 2015 12:19, Raniere Silva <[email protected]> escreveu:
> Para mim, > fazer-cracia e meritocracia são valores diferentes. > +1, sim. Teoricamente a fazer-cracia está contida na meritocracia, é um caso onde o único mérito é o fazer. > > Na fazer-cracia, > valorizamos aqueles que possuem iniciativa para fazer alguma coisa. > E.g. a opinião daqueles que escrevessem no blog (voluntários ou não) teria > maior peso na resolução de alguma questão. > A fazer-cracia tem seus limites, e na maioria das comunidades que a adotam (inclusive OKBr) são os limites do "acolhimento à participação"... Aqueles que "fazem demais" (participam) acabam se tornando associados e ganham direitos (peso) por outros fundamentos democraticos. Em todas essas comunidades existem hierarquias auto-organizativas (não confundir com "hierarquia militar"), e a fazer-cracia é um mecanismo típico dos "niveis hierárquicos mais baixos", onde o simples "custo de discussão" já seria um custo muito alto. Exemplo: na Wikipedia 99% dos acentos e virgulas não são discutidos, são fazer-craticos. > > Na meritocracia, > valorizamos aqueles que possuem mérito > (que como já falaram é algo difícil de mensurar). > +1. Sim, o "score de mérito" é a coisa mais delicada (assim como a criação e acúmulo de "riqueza de mérito") PS: todavia o mérito, desde os tempos de Confúcio, não precisa ser uma moeda para criar riquezas e poder, nem precisa ser algo eterno (carteira de motorista se renova) é apenas um "filtro de barreira mínima"... É esse "filtro meritocrático" é talvez o que vale a pena ser discutido. > E.g. em uma reestruturação do blog a seleção de um novo gerenciador de > conteúdo > seria feita por quem tivesse o maior grau de formação em ciência da > computação > e a opinião dos autores seriam ignoradas. > > O "score" ou "filtro de mérito" é super-delicado, talvez nem caiba a palavra "mérito" (que lembra curriculum e diplomas)... Por outro lado, acho que é ingenuidade dizer que "todos podem tudo a todo tipo de decisão": o filtro é necessário até para reduzir custos e viabilizar a participação consistente (com valores) e construtiva. Filtros típicos: * pedir que se manifeste quem tem interesse e pode se comprometer de fato com a agenda da questão, * verificar quem já participou alguma vez na vida, * pedir que declare publicamente na Lista que já leu o Estatuto, * ..., * restrição a associados. PS: na "gestão de conteúdos" exemplificada (acima Raniere), o que se desenvolve democraticamente (sem barreiras à participação) são as chamadas "curadorias democráticas", que deveriam existir na OKBr. > Claro que a meritocracia pode ser baseada na fazer-cracia > mas eu considero que a fazer-cracia seja o termo mais adequado > se o que desejarmos é ter uma comunidade ao modelo de software livre. > Interessante relembrar modelos e fixar quais seriam "modelos de referência" (Apache? Linux? MySQL? Java? com quais exemplos nós nos identificamos?) para podermos discutir. > > Raniere > > _______________________________________________ > okfn-br mailing list > [email protected] > https://lists.okfn.org/mailman/listinfo/okfn-br > Unsubscribe: https://lists.okfn.org/mailman/options/okfn-br > >
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