Obrigado pela contribuição, Gustavo. Acho que coloca alguns pontos interessantes. Pena que o Tom usou o seu e-mail para não responder nenhuma das minhas perguntas... (que estavam justamente tentando achar um ponto de consenso)
Correndo o risco de voltar para a discussão filosófica, que era justamente o que estava tentando evitar... O texto que o Edgar passou defende que é preciso ter igualdade de oportunidade para a meritocracia valer? (porque foi isso que eu entendi olhando BEM por cima) A ideia que eu estava comentando, representada pelo trecho que peguei da página da wiki, é que não existe igualdade de oportunidade. Pequenas diferenças na vida de uma pessoa (no trecho fala de ser o primeiro ou segundo filho) farão com que ela tenha motivações, aptidões, visões de mundo distintas, não fazendo mais sentido você usar a mesma métrica para pessoas distintas. Mas voltando ao ponto principal, o que estávamos aplicando desde março havia sido acordado coletivamente (inclusive com você, Tom) fazendo daquilo um consenso. Se acha que algo não deu certo, e quer mudar, acho ótimo. Temos sempre que rever nossas práticas e aprimorá-las. Mas o que exatamente não deu certo? Será que não conseguimos tratar esses pontos ao invés de romper com tudo ficar discutindo valores sem saber direito as implicações deles? [2015-08-13 07:50] Everton Zanella Alvarenga: > Olá Gustavo. > > Seja bem-vindo. Eu gostaria de registrar que gostei muito de sua intervenção > para auxiliar na chegada de um consenso sobre o tema proposto. Essas formas de > avaliação social é justamente o que acredito que podemos chegar e gostei da > sua > proposta em tentar achar uma intersecção. > > Concordo plenamente que essa leitura atual do significado de meritocracia está > contaminando a discussão, por esse motivo, desde o começo, eu disse "Fica aqui > a proposta para a meritocracia ser um de nossos valores como organização. E > depois podemos escrever uma redação o que queremos dizer com isso, já que nem > sempre ela se aplica (e. g., quando as condições iniciais e de ambiente não > são > de igualdade)." > > Desde a proposta inicial da discussão, eu alertei que a meritocracia nem > sempre > se aplica, citando um exemplo das desigualdades. Por isso mesmo acho a > sugestão > de leitura do Edgar na enciclopédia de filosofia de Stanford sobre igualdade > de > oportunidade é muito válida. > > Algumas manifestações parecem expor algo que já discutimos aqui em outros > contexto, a tirania do pensamento único, muito manifestado nas últimas > eleições > e que resultaram numa polarização pouco salutar, cuja principal causa é, na > minha opinião, a intolerância com formas diferentes de pensar. > > Agora temos que buscar quais seriam essas formas de recompensa diante do nosso > trabalho, que deve ter um propósito mais claramente definido. Numa outra > questão, que também causou divergências muito disruptivas, ficou claro que há > pontos de vista diferentes sobre os rumos da organização e como ela deve ser > conduzida. E teremos que aprender a trabalhar juntos com as diferenças ou cada > um criar seu empreendimento, após acordado civilisadamente que discordamos. > > Mas o caminho é esse, busca o consenso e seu olhar mais externo trouxe luz > para > a discussão. Vamos tentar achar esses mecanismos que apontou e ver as > vantagens > e desvantagens de cada valor sendo proposto (curiosamente, ambos valores foram > propostos por mim e um deles estou revendo ;). > > Everton > > Em 12 de agosto de 2015 16:43, Gustavo Sales <[email protected]> escreveu: > > Olá, pessoas. Tudo bom? > > Resolvi fazer minha primeira contribuição e em tema controverso. É um > risco > que assumo. Afinal ainda estou tomando contato com a cultura da OK-Br. > > Assim, peço, antecipadamente, desculpas caso minha intenção em colaborar > esteja fora do momento e/ou do foro adequados. > > Ao que puder perceber, há por um lado a preocupação com uma melhoria na > governança e por outro o receio que questões levantadas na sociedade sobre > a meritocracia contaminem a organização. > > Gostaria de dizer que, com o olhar ainda não enviesado pela política > organizacional, vejo uma intersecção interessante que talvez possa ser > explorada. > > Com certeza, a fazer-cracia é importante para que as iniciativas tomem > forma com o mínimo de "fricção" organizacional possível. Por outro lado, > talvez os resultados do que se faz podem não ser adequados àquilo que a > organização necessita. Se fiz uma leitura correta e esse é o problema de > governança que se apresenta, acredito ser possível explorar formas de > haver > controle social dos resultados apresentados. Em outras palavras, não > haveria motivo para ferir a fazer-cracia em si, mas sim a adição de > mecanismo para avaliação das ações. > > Assim, as "recompensas" organizacionais não seriam apenas pautadas em quem > mais fez, como seria na "fazer-cracia", mas também seriam pautadas na > avaliação social das ações (pode-se argumentar que há análise de mérito > neste quesito). > > Sendo assim, não haveria imposição alguma à livre-iniciativa dentro da > organização, mas estaria-se endereçando a preocupação com a governança. > > Uma possível forma de implementação, seria uma avaliação das ações por > parte de todos envolvidos em dada ação. Poderia-se implementar tal > avaliação em ambiente eletrônico, com indicadores como, por exemplo: > aderência aos objetivos da OK-Br, observação de prazos negociados, > atingimento das metas estabelecidas pelo grupo participante da ação, etc. > Tal avaliação poderia ser 360 graus. > > O que acham? Acreditam que em algum ponto deste email há algo que possa > ser > expandindo para a construção de consenso mínimo sobre o tema? > > Muito obrigado pela paciência com o novato aqui :D > > Forte abraço, > > Gustavo > > _______________________________________________ okfn-br mailing list [email protected] https://lists.okfn.org/mailman/listinfo/okfn-br Unsubscribe: https://lists.okfn.org/mailman/options/okfn-br
