O medico quando faz "cagada" na profissao dele mata so o paciente. Qdo um 
estatistico trata mal os seus residuos, por exemplo, dependendo da area de 
atuacao, ele mata milhares de pessoas de fome, sede, de doencas devido ao mau 
planejamento urbano. porque nossas analises subsidiam decisoes, e decisoes 
matam muito mais do que um mau bisturi.

Me lembro sempre da entrevista do Mac Namara, The Fog of The War, onde ele 
comenta sobre os estudos que ele tinha feito sobre a efetividade dos 
bombardeios aereos no Japao, na WWII. Esse cara matou milhares de pessoas com a 
precisao das estatisticas que ele desenvolveu.

Quanta gente no IPEA nao mata um montao de pessoas (nao estou dizendo que seja 
real, ok?)? Eh so dizer que o municipio X tem um IDH maior do que realmente 
tem, e as verbas para esse municipio, o que eh reservado do Bolsa Familia pra 
populacao, verbas pra educacao, vai tudo pro municipio vizinho. E ai? Falta de 
verba pra comprar medicamentos de gripe, hipertensao, diabetes, isso nao mata?

Calcular residuos, isso eh muito generico. Regressao entao, ate minha mae faz, 
de vidas passadas. O que vc quer dizer com isso? O Varian, no Google, calcula 
muitas regressoes. A minha filha, que fez AP Statistics no 12o grade aqui, tb 
calcula. Esses residuos tem o mesmo impacto?

Abs,
Danielle


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 De: Richard Santos <[email protected]>
Para: [email protected] 
Enviadas: Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012 23:46
Assunto: Re: [R-br] Áreas correlatas - Hospitais são acusados de substituir 
médicos por enfermeiros em cirurgias
 

Pessoas só lendo livros, sem nem se formado em nada correlato com a medicina, 
já curaram seus filhos. O mesmo perigo de erro que tem na medicina tem na 
estatística também. Só que na medicina vai preso se fizer errado. Mesmo assim 
não falta gente querendo ganhar dinheiro praticando medicina sem ser médico 
também. Isso é natural da falha de ética humana.


Em 30 de novembro de 2012 02:41, Richard Santos <[email protected]> 
escreveu:

Não, software é a ferramenta, se não o médico não podia indicar remédios, 
porque quem tem diploma nessa área é o farmacêutico. Então estatístico pode 
usar ferramenta sim, o cara da engenharia da computação não entende de 
estatística, só projetou o instrumento.
>Entendo que vocês discordam da minha opinião de que "ciências humanas 
>inclusive é mais intuitivo do que ciências exatas. Quanto à quantidade de 
>conhecimento estatística é tão robusta quanto medicina."
>Pois já que um estatísico não conseguiria lidar com uma parada cardíaca no 
>meio de uma cirurgia, e um médico conseguiria lidar com problemas de análise 
>de resíduo numa regressão, é porque a quantidade de conhecimento de 
>estatística é bem menor do que o de medicina.
>Eu não sei se é tão difícil lidar com uma parada cardíaca... mais pelo menos 
>do que entender de matemática e lidar com resíduos esquisitos... sinceramente. 
>Um leigo já conseguiu inúmeras vezes fazer voltar um paciente com respiração 
>boca a boca e massagem cardíaca. Imagina com treinamento e aparelhos... desse 
>jeito que eu to falando é igualzinho falam com a estatística.. que é fácil 
>treinar alguém em estatística, etc etc. No fundo será que não é verdade? Eu 
>tendo a pensar que pessoas falam que estatística é fácil e medicina não, não 
>porque seja de verdade, mas por outros motivos, que o conselho de medicina já 
>é mais consagrado, e que pessoas acham que podem errar à vontade em 
>estatística, ganhando dinheiro. Na medicina tb tem gente querendo ganhar 
>dinheiro, mas vai preso se for pego. Eu acho que é por isso, não acho mais 
>fácil estatística. Medicina é bem mais intuitivo!  A gente cura até sem 
>treinamento! Agora um
 leigo entender estatística, ai meu Deus, que sofrimento ensinar alguém que não 
tem talento nato para isso, ufa!
>Richard
>
>Em 29 de novembro de 2012 19:26, Benilton Carvalho 
><[email protected]> escreveu:
>
>
>Estatistica e' uma area multidisciplinar. Ha' situacoes que um profissionais 
>de outra area com o devido treinamento podem executar tarefas especificas tao 
>bem quanto um Estatistico de carteirinha. IMHO, a palavra-chave para a nossa 
>area e' colaboracao,  nao exclusividade.
>>
>>
>>Se formos por este caminho (fechar as portas de areas multidisciplinares), 
>>logo voce tera' de parar de escrever linhas de codigo em R, SAS, SPSS ou o q 
>>quer que seja sua linguagem preferida, pq quem tem o diploma nessa area e' o 
>>pessoal da Ciencia/Engenharia de Computacao.
>>
>>
>>Se vc quiser pensar em cirurgia como algo tambem multidisciplinar, e' 
>>facil... Basta o profissional da outra area ter tambem um treinamento 
>>adequado e problema resolvido... O lance e' que o treinamento adequado neste 
>>caso basicamente se resume a uma nova graduacao + alguns anos de residencia + 
>>especializacoes.
>>
>>
>>Pra ser sincero, a gente precisa pensar em atividades comuns de cada 
>>profissional... Para um estatistico, nao e' incomum fazer uma regressao e ter 
>>q lidar com residuos que nao se comportam como esperado.... Para um 
>>cirurgiao, nao e' incomum ter que lidar com algo inesperado qdo o paciente 
>>esta "aberto"...
>>
>>
>>Na minha opiniao, e' mais facil eu treinar o medico p fazer uma regressao e 
>>lidar com o problema dos residuos esquisitos, do que ele me ensinar a fazer 
>>uma hepactomia e resolver o problema de um paciente tendo uma parada cardiaca 
>>no meio do procedimento....
>>
>>
>>
>>
>>b
>>
>>
>>
>>2012/11/29 Richard Santos <[email protected]>
>>
>>Se profissionais de áreas correlatas podem exercer as profissões
>>>correlatas, esse caso não precisaria ter punição, certo? Porque
>>>ciências humanas inclusive é mais intuitivo do que ciências exatas.
>>>Quanto à quantidade de conhecimento estatística é tão robusta quanto
>>>medicina. E ambas causam mortes quando feito errado. É essa opinião
>>>que eu não entendo, para mim, profissão é coisa muito séria. Abraços,
>>>Richard
>>>
>>>http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/11/27/interna_cidadesdf,335920/hospitais-sao-acusados-de-substituir-medicos-por-enfermeiros-em-cirurgias.shtml
>>>
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