Corroborando com o Benilton,
Estamos na era dos totalflex e de médico e estatístico todo mundo tem um pouco. Quantas pessoas ja tomaram um paracetamol/dipirona/doril sem ir ao médico? Quantas ja fizeram um gráfico de barras/média/regressão sem ser estatístico? Se a dor continuar ou se for algo mais grave, vou ao médico. Se os resíduos não estão ok e/ou eu não sei o que fazer, procuro um estatístico. Acho que todos temos alguma noção de ambas as coisas. Pergunte a uma pessoa no ponto de ônibus quanto falta para o próximo ônibus passar? Uma resposta típica é 'uns x minutos mais ou menos'. Pergunte a uma pessoa que está com dor de cabeça se ela sabe a causa. Talvez ela responda que é porque andou ao sol sem chapeu (ou tomou chuva, etc.). Num modelo linear simples, eu sei (juntando álgebra/geometria e estatística) que E(Y_i | X_i,\beta) cresce \beta unidades se incremento uma unidade em X. Mas o profissional da área dos dados precisa saber a interpretação prática, se essa relação é espúria, etc. Elias. > >eu nao sei se suas perguntas foram direcionadas a mim. Entretanto, como minha >ultima participacao neste off-topic, ficam minhas respostas: Estatistica e' >multidisciplinar e, como tal, sua aplicacao depende do "OK" de varios >profissionais. > > >Entao, no seu exemplo do IPEA, eu ficaria tristemente surpreso se os >resultados de analises estatisticas fossem cegamente implementados sem a >revisao por um profissional como um cientista politico, sociologo, >epidemiologista ou alguem da saude-publica (tudo dependendo da aplicacao em >particular). > > >Sobre o meu exemplo da analise de residuos... O que eu quis dizer e' q ha' >tarefas para as quais outros profissionais podem ser perfeitamente treinados >para a execucao. > > >b > > > >2012/11/30 Danielle Steffen <[email protected]> > >O medico quando faz "cagada" na profissao dele mata so o paciente. Qdo um >estatistico trata mal os seus residuos, por exemplo, dependendo da area de >atuacao, ele mata milhares de pessoas de fome, sede, de doencas devido ao mau >planejamento urbano. porque nossas analises subsidiam decisoes, e decisoes >matam muito mais do que um mau bisturi. >> >> >>Me lembro sempre da entrevista do Mac Namara, The Fog of The War, onde ele >>comenta sobre os estudos que ele tinha feito sobre a efetividade dos >>bombardeios aereos no Japao, na WWII. Esse cara matou milhares de pessoas com >>a precisao das estatisticas que ele desenvolveu. >> >> >>Quanta gente no IPEA nao mata um montao de pessoas (nao estou dizendo que >>seja real, ok?)? Eh so dizer que o municipio X tem um IDH maior do que >>realmente tem, e as verbas para esse municipio, o que eh reservado do Bolsa >>Familia pra populacao, verbas pra educacao, vai tudo pro municipio vizinho. E >>ai? Falta de verba pra comprar medicamentos de gripe, hipertensao, diabetes, >>isso nao mata? >> >> >>Calcular residuos, isso eh muito generico. Regressao entao, ate minha mae >>faz, de vidas passadas. O que vc quer dizer com isso? O Varian, no Google, >>calcula muitas regressoes. A minha filha, que fez AP Statistics no 12o grade >>aqui, tb calcula. Esses residuos tem o mesmo impacto? >> >> >>Abs, >>Danielle >> >> >> >>________________________________ >> De: Richard Santos <[email protected]> >>Para: [email protected] >>Enviadas: Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012 23:46 >>Assunto: Re: [R-br] Áreas correlatas - Hospitais são acusados de substituir >>médicos por enfermeiros em cirurgias >> >> >> >>Pessoas só lendo livros, sem nem se formado em nada correlato com a medicina, >>já curaram seus filhos. O mesmo perigo de erro que tem na medicina tem na >>estatística também. Só que na medicina vai preso se fizer errado. Mesmo assim >>não falta gente querendo ganhar dinheiro praticando medicina sem ser médico >>também. Isso é natural da falha de ética humana. >> >> >>Em 30 de novembro de 2012 02:41, Richard Santos >><[email protected]> escreveu: >> >>Não, software é a ferramenta, se não o médico não podia indicar remédios, >>porque quem tem diploma nessa área é o farmacêutico. Então estatístico pode >>usar ferramenta sim, o cara da engenharia da computação não entende de >>estatística, só projetou o instrumento. >>>Entendo que vocês discordam da minha opinião de que "ciências humanas >>>inclusive é mais intuitivo do que ciências exatas. Quanto à quantidade de >>>conhecimento estatística é tão robusta quanto medicina." >>>Pois já que um estatísico não conseguiria lidar com uma parada cardíaca no >>>meio de uma cirurgia, e um médico conseguiria lidar com problemas de análise >>>de resíduo numa regressão, é porque a quantidade de conhecimento de >>>estatística é bem menor do que o de medicina. >>>Eu não sei se é tão difícil lidar com uma parada cardíaca... mais pelo menos >>>do que entender de matemática e lidar com resíduos esquisitos... >>>sinceramente. Um leigo já conseguiu inúmeras vezes fazer voltar um paciente >>>com respiração boca a boca e massagem cardíaca. Imagina com treinamento e >>>aparelhos... desse jeito que eu to falando é igualzinho falam com a >>>estatística.. que é fácil treinar alguém em estatística, etc etc. No fundo >>>será que não é verdade? Eu tendo a pensar que pessoas falam que estatística >>>é fácil e medicina não, não porque seja de verdade, mas por outros motivos, >>>que o conselho de medicina já é mais consagrado, e que pessoas acham que >>>podem errar à vontade em estatística, ganhando dinheiro. Na medicina tb tem >>>gente querendo ganhar dinheiro, mas vai preso se for pego. Eu acho que é por >>>isso, não acho mais fácil estatística. Medicina é bem mais intuitivo! A >>>gente cura até sem treinamento! Agora um leigo entender estatística, ai meu Deus, que sofrimento ensinar alguém que não tem talento nato para isso, ufa! >>>Richard >>> >>>Em 29 de novembro de 2012 19:26, Benilton Carvalho >>><[email protected]> escreveu: >>> >>> >>>Estatistica e' uma area multidisciplinar. Ha' situacoes que um profissionais >>>de outra area com o devido treinamento podem executar tarefas especificas >>>tao bem quanto um Estatistico de carteirinha. IMHO, a palavra-chave para a >>>nossa area e' colaboracao, nao exclusividade. >>>> >>>> >>>>Se formos por este caminho (fechar as portas de areas multidisciplinares), >>>>logo voce tera' de parar de escrever linhas de codigo em R, SAS, SPSS ou o >>>>q quer que seja sua linguagem preferida, pq quem tem o diploma nessa area >>>>e' o pessoal da Ciencia/Engenharia de Computacao. >>>> >>>> >>>>Se vc quiser pensar em cirurgia como algo tambem multidisciplinar, e' >>>>facil... Basta o profissional da outra area ter tambem um treinamento >>>>adequado e problema resolvido... O lance e' que o treinamento adequado >>>>neste caso basicamente se resume a uma nova graduacao + alguns anos de >>>>residencia + especializacoes. >>>> >>>> >>>>Pra ser sincero, a gente precisa pensar em atividades comuns de cada >>>>profissional... Para um estatistico, nao e' incomum fazer uma regressao e >>>>ter q lidar com residuos que nao se comportam como esperado.... Para um >>>>cirurgiao, nao e' incomum ter que lidar com algo inesperado qdo o paciente >>>>esta "aberto"... >>>> >>>> >>>>Na minha opiniao, e' mais facil eu treinar o medico p fazer uma regressao e >>>>lidar com o problema dos residuos esquisitos, do que ele me ensinar a fazer >>>>uma hepactomia e resolver o problema de um paciente tendo uma parada >>>>cardiaca no meio do procedimento.... >>>> >>>> >>>> >>>> >>>>b >>>> >>>> >>>> >>>>2012/11/29 Richard Santos <[email protected]> >>>> >>>>Se profissionais de áreas correlatas podem exercer as profissões >>>>>correlatas, esse caso não precisaria ter punição, certo? Porque >>>>>ciências humanas inclusive é mais intuitivo do que ciências exatas. >>>>>Quanto à quantidade de conhecimento estatística é tão robusta quanto >>>>>medicina. E ambas causam mortes quando feito errado. É essa opinião >>>>>que eu não entendo, para mim, profissão é coisa muito séria. Abraços, >>>>>Richard >>>>> >>>>>http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/11/27/interna_cidadesdf,335920/hospitais-sao-acusados-de-substituir-medicos-por-enfermeiros-em-cirurgias.shtml >>>>> _______________________________________________ >>>>>R-br mailing list >>>>>[email protected] >>>>>https://listas.inf.ufpr.br/cgi-bin/mailman/listinfo/r-br >>>>>Leia o guia de postagem (http://www.leg.ufpr.br/r-br-guia) e forneça >>>>>código mínimo reproduzível. >>>>> >>>> >>>>_______________________________________________ >>>>R-br mailing list >>>>[email protected] >>>>https://listas.inf.ufpr.br/cgi-bin/mailman/listinfo/r-br >>>>Leia o guia de postagem (http://www.leg.ufpr.br/r-br-guia) e forneça código >>>>mínimo reproduzível. >>>> >>> >> >>_______________________________________________ >>R-br mailing list >>[email protected] >>https://listas.inf.ufpr.br/cgi-bin/mailman/listinfo/r-br >>Leia o guia de postagem (http://www.leg.ufpr.br/r-br-guia) e forneça código >>mínimo reproduzível. >> >> >>_______________________________________________ >>R-br mailing list >>[email protected] >>https://listas.inf.ufpr.br/cgi-bin/mailman/listinfo/r-br >>Leia o guia de postagem (http://www.leg.ufpr.br/r-br-guia) e forneça código >>mínimo reproduzível. >> > >_______________________________________________ >R-br mailing list >[email protected] >https://listas.inf.ufpr.br/cgi-bin/mailman/listinfo/r-br >Leia o guia de postagem (http://www.leg.ufpr.br/r-br-guia) e forneça código >mínimo reproduzível. > > _______________________________________________ R-br mailing list [email protected] https://listas.inf.ufpr.br/cgi-bin/mailman/listinfo/r-br Leia o guia de postagem (http://www.leg.ufpr.br/r-br-guia) e forneça código mínimo reproduzível.
