Pelo que foi colocado pela fenadados, a empresa deu abertura para negociar o piso durante a discussão, mas aparentemente não é interesse da direção do movimento fazê-lo, apesar de ser de interesse de boa parte dos funcionários, que podem deixar de ser funcionários em poucos meses ou anos se isso não for pra frente. A questão é conseguir mobilizar as pessoas interessadas no aumento do piso e levá-las para as assembléias locais.
 
Acredito que custa pouco tentar negociar isso agora, apesar da direção do movimento ser contrária (como normalmente é em relação a qualquer reivindicação da base, preferem suas idéias esdrúxulas e seus ideias sindicais de 1930). A existência de ideais democráticos nessas estruturas antigas é rara, não costumam estar dispostas a discutir, buscam imposições da direção para baixo, não costumam escutar a base quando não é do interesse da direção da fenadados. 
 
Esperar um novo plano de cargos acho que não é produtivo, ele só sairá depois do ano que vem e se tem um problema atual na empresa.
 
 
[]'s.
 


 
On 5/30/06, daniellimaCG <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
Caros,

Muito já foi discutido a respeito desta questão das perdas
históricas e, sinceramente, acredito que são praticamente
irrecuperáveis. Nenhum governo vai assumir o ônus de repor
perdas de governos anteriores, não será assim com o PT,
nem com o PSDB, nem com qualquer outro P*** que venha a
comandar esse País. Além do que, ao assinar o ACT dos anos
em que ocorreram as perdas, em momentos em que não houve a
mobilização necessária, os trabalhadores, de certa forma,
aceitaram estas perdas. Em função disso, todos os anos
vemos estas cláusulas constarem na pauta de reinvidicação
e serem solenemente descartadas por ambos os lados durante
as negociações até a assinatura do ACT.

Então por que estas cláusulas continuam a constar na ata?
Por uma questão política sim. Para que possam embasar as
demais reinvidicações e para dar força de mobilização aos
trabalhadores para evitar que isto venha a ocorrer
novamente.

Por outro lado, este é um ano de eleição e o governo atual
já sinalizou que quer repor as perdas que causou aos
servidores, certamente para usar isso a seu favor em
Outubro. Isso nos dá margem para lutar para que estas
medidas se estendam também a nós. Sendo assim, essa
proposta que aprovamos em Recife está totalmente embasada
(4,63% de IPCA + 2,37% de Aumento real concedido pelo DEST
ao setor elétrico + 9,71% de perdas do governo Lula),
o que a torna "defendível" e, conseqüêntemente, mais
factível.

Mudando um pouco de assunto, Wesley, salvo engano, você é
de BH não é? Você poderia explicar uma informação que nos
foi passada na assembléia de hoje de que Minas Gerais
tinha aprovado a greve mas não conseguiu realizá-la e
o pessoal trabalhou normalmente. Ficamos todos sem
entender como isso foi possível. Não podemos fraquejar
agora.

[]'s

Daniel

--- Em [email protected], "Wesley Cabral" <[EMAIL PROTECTED]>
escreveu

>
> Caro Tiago,
>
> Se pedir as perdas foi uma questão puramente politica ela não
deveria estar
> na pauta inicial.
> Se não podemos cobrar de uma nova diretoria as perdas das passsadas,
o PT
> vai trocar a diretoria do serpro agora e não darão aumento nenhum
para nós.
>
> A discução que se diz do piso, nada mais é que um aumento
diferenciado com
> vistas a uma diminuição da amplitude da tabela salarial. Isto é
muito usado
> quando se dá um abono com um valor fixo, que é posteriormente
incorporado ao
> salário.
>
> Este é o momento sim. Temos que discutir e colocar as idéias. E
conseguir o
> máximo que cada um pode alcançar.
>
> []´s
>
> Wesley
>
>
>
>
> Em 30/05/06, Tiago Bastos <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

> >
> >      Wesley,
> >
> >
> >
> > desde o início ficou muito claro que as perdas históricas
pertencentes à
> > proposta inicial foi mais uma forma de registro político do que
qualquer
> > outra coisa. É impossível você querer que uma diretoria,
politicamente e
> > economicamente, aceite arcar com más administrações do passado.
Creio sim,
> > esta proposta ser sábia, e deixa claro que a discussão do piso
deva ser
> > retomada nas discussões a respeito do PGCS. É muito improvável,
que dentro
> > de uma campanha salarial, uma proposta de mudança de piso
diferenciada (que
> > a meu ver deveria acontecer) passe por uma plenária nacional do
sindpd e
> > chegue à empresa. Isso terá que ser revisto na mudança do plano de
> > carreiras. Creio sim essa proposta ser sábia e possível de ser
atendida.
> > Estou começando a perceber, pelo menos na minha regional, que uma
luta por
> > uma proposta onde os percentuais são impraticáveis, está
desmotivando muita
> > gente e tornando o movimento mais fraco. Precisamos conhecer bem a
história
> > dessas campanhas salariais para ver que uma proposta desse tipo
será sim
> > possível. Um abraço.
> >
> > ------------------------------
> > From: *"Wesley Cabral" <[EMAIL PROTECTED]>*

> > Reply-To: [EMAIL PROTECTED]
> > To: [EMAIL PROTECTED]
> > Subject: *Re: [serpro] CONTRA-PROPOSTA*
> > Date: *Tue, 30 May 2006 14:46:09 -0300*
> >
> >
> >
> > E as perdas historicas?
> >
> > Puramente cair de 98 para 14, dá descredito as propostas dos
> > trabalhadores. Tem que ter uma clausula que viabilize os 98, e não
puramente
> > esquece-lo.
> >
> > Esta proposta nao ataca a fala da empresa de piso. E deixa uma
arma para
> > ser usada pela empresa.
> >
> > Pessoal, quero deixar bem claro, que temos que ser sabios.
> >
> > Qualquer contraproposta dos empregados tem que:
> > Referenciar os 98%, instituir um valor a ser pago inicialmente,
prevendo
> > pagamento futuro do restante, sem contar que seja dada uma
abertura ao piso
> > para que a empresa não use essa arma.
> >
> > []´s
> >
> > Wesley
> >
> >
> >
> >
> > Em 30/05/06, tbastos2004 <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

> > >
> > >    Pessoal,
> > >
> > >   é cresecente entre as representações regionais dos trabalhadores
> > > de que é a hora da apresentação de uma contra-proposta; para que não
> > > percamos mais tempo neste jogo de empurra-empurra. Portanto, hoje,
> > > às 11:30 Horas foi votada em assembléia do Sindpd-PE juntamente com
> > > todos os trabalhadores serprianos uma contra-proposta que irá ser
> > > apresentada em plenária nacional. É importante salientar que tal
> > > proposta é de extrema preocupação com a responsabilidade econômica,
> > > política e ética do movimento para com a empresa. Achamos muito mais
> > > importante apresentarmos cifras factíveis a perder tempo com
> > > percentuais absurdos como andam circulando. Gostaria que todos
> > > apreciassem a mesma e levassem em discussão nas assembléias das
> > > vossas regionais. Segue:
> > >
> > > - Reposição das perdas do ano = 4,63% (IPCA);
> > > - Reposição das perdas da categoria no atual governo = 9,71%  ;
> > > - Aumento real = 2,37% (valor proposto pelo setor elétrico e aceito
> > > pelo DEST);
> > > - Aumento dos demais benefícios (ticket, auxílo creche, etc) =
> > > 14,34%  (4,63 + 9,71 );
> > > - Pagamento imediato da PPLR;
> > > - O não aumento do percentual de participação no plano de saúde;
> > > - Isonomia entre os trabalhadores (Licença Prêmio e Anuênio);
> > > - Retomada imediata após a campanha salarial da discussão a respeito
> > > do PGCS;
> > > - Permanência das demais cláusulas da proposta inicial.
> > >
> > >   Achamos ser a melhor proposta apresentada até o momento.
> > > Permanecemos em greve.
> > >
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