On Wed, Mar 18, 2020 at 10:07 AM Flavio Bello Fialho <[email protected]> wrote: > Um critério fundamental para o Brasil é que todas as trunk devem ser > pavimentadas. Em outros países, pode ser aceitável uma trunk não pavimentada, > como no caso do Canadá, onde boa parte do ano a estrada está coberta de neve, > mas no Brasil a erosão das chuvas deixa várias estradas não-pavimentadas > inviáveis (às vezes até as pavimentadas).
No Brasil é mais necessário flexibilizar esse critério do que no Canadá. Uma estrada de neve é bem mais perigosa do que uma estrada de terra depois da chuva. Eu concordo que deva ser pavimentada, mas acho que, no caso do critério escolhido indicar que seria trunk ignorando a pavimentação, deveria ser primary se não for pavimentada. Jogar uma conexão muito importante para o nível secundário apenas pela falta da pavimentação é rebaixar demais a importância da via. Eu a rebaixaria para secundária se for de leito natural, mas em geral as vias importantes são implantadas e suficientes para a quantidade de tráfego atual delas. Temos que lembrar que as vias importantes, mesmo antes de pavimentadas, são eixos indutores, e que o desenvolvimento econômico e urbano ocorre ao seu redor mesmo ainda nessa etapa. > Um exemplo é a rota entre Boa Vista e Georgetown, que não é pavimentada no > lado da Guyana. Faria mais sentido, ao invés dessa rota, classificar como > trunk a rota entre Boa Vista e Ciudad Guayana, na Venezuela, que é > pavimentada e imagino que tenha um fluxo de veículos bem maior. Não vejo problema em ser trunk do lado brasileiro e primary do lado guianense. Pequenas alternâncias assim nas fronteiras transnacionais poderiam ser permitidas, o ruim é ficar alternando várias vezes ao longo da via. Extrapolando o contexto da conversa, essa rota também poderia ser trunk nas proximidades de Georgetown, indo pela ideia de que malhas separadas devem estar enraizadas em cidades grandes. (Antes de fazer qualquer alteração na Guiana, teríamos que conversar com a comunidade local, que no caso creio que seja predominantemente composta por mapeadores holandeses ou estrangeiros em geral.) > Acho que o trabalho ficou bom como exemplo ilustrativo, mas as rotas devem > ser discutidas com calma Acho que sim também. Mas não qualificaria ainda como "ilustrativo," para fazer esse tipo de afirmação é necessário analisar bem os detalhes. > talvez focando em um estado de cada vez. A tendência ao fazer assim é criar ilhas de critérios diferentes. Acho melhor tentarmos encontrar uma proposta mais integradora e menos segregadora. Isso ajuda tanto a consumir os dados em aplicativos quanto a manter o mapa ao longo do tempo com menos divergências entre os mapeadores. > É importante também incluir critérios físicos, como foi feito no RS (rodovias > duplicadas com mais de 10 km de extensão são trunk). Se a rodovia foi > duplicada é porque ela tem importância. É muito caro duplicar uma rodovia. É um requisito do qual eu historicamente discordo e, ao misturar os critérios, acaba produzindo confusão para o usuário do mapa e para os novos mapeadores. Quase sempre esses casos podem ser melhor justificados de outras formas. _______________________________________________ Talk-br mailing list [email protected] https://lists.openstreetmap.org/listinfo/talk-br
