Fundos de pens�o lamentam decis�o do Supremo
Os fundos de pens�o receberam como uma ducha de �gua fria a decis�o do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada quinta-feira, de considerar que essas institui��es s�o pass�veis de tributa��o, pois n�o podem ser consideradas de assist�ncia social.

''O objeto da discuss�o no julgamento espec�fico foi o Imposto sobre Propriedade Territorial Urbano (IPTU), o que � um imposto marginal para o setor, mas a senten�a abre um precedente perigoso'', disse o advogado Adacir Reis, que defende diversas causas dos fundos de pens�o. Por isso ele receia que outras quest�es sejam decididas a favor do Fisco.
Reis disse que os fundos t�m mais de 80 a��es para serem apreciadas nos tribunais superiores, com valores acima de R$ 12 bilh�es. ''N�o perdemos a guerra, mas perdemos uma batalha importante'', disse.

O presidente da Associa��o Brasileira das Entidades Fechadas de Previd�ncia Privada (Abrapp), Carlos Caldas, se disse decepcionado e considera que a decis�o do STF representa um verdadeiro abalo ao setor e inibe a forma��o de poupan�a de longo prazo no Pa�s. Ele critica a atitude do Governo, que estaria caminhando no sentido oposto ao dos modelos adotados nos pa�ses mais desenvolvidos, como os Estados Unidos.

O setor congrega 270 institui��es no Pa�s, com patrim�nio consolidado de R$ 136 bilh�es, 1,74 milh�o de associados, al�m de 5,1 milh�es de dependentes, em sua maioria concentrados nas grandes empresas estatais (Banco do Brasil, CEF, Petrobras) ou que foram recentemente privatizadas (Sistema Telebras, Vale do Rio Doce, etc.).

ABALO. Se a posi��o do STF se repetir em outros julgamentos - esse � o principal receio do setor -, as funda��es poder�o sofrer um abalo consider�vel em seu caixa, enchendo, em igual propor��o os cofres da Receita Federal. Al�m dos R$ 12 bilh�es que est�o em discuss�o (sobre os quais incidem multas e juros), a Receita defende que o setor pague Imposto de Renda, contribui��o social e PIS sobre as suas receitas.

Para a al�quota atual, o setor passaria a pagar 20% de IR sobre ativos financeiros, 3% da Cofins e 0,65% de PIS, o que reduziria drasticamente a rentabilidade l�quida das suas aplica��es. Isso equipararia o setor a um banco ou a uma seguradora, observou um especialista

 
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