Gimolim, meu caro:

Chico Buarque esteve ano passado aqui em Brasília para duas apresentações 
apenas, no Centro de Convenções, o ingresso foi caro, salvo engano, em torno de 
R$ 70,00 o ingresso mais barato. Só faltou sair porrada no local da venda de 
ingressos, tal era o número de pessoas que não conseguiram comprar. Eu fui uma 
delas. Público para um artista como o Chico Buarque NÃO FALTA, isso eu lhe 
garanto. Assisto Chico Buarque desde os 12 anos de idade quando vi seu primeiro 
show no Teatro Casagrande, no Leblon, ao lado do MPB 4, em 1973. Sempre 
enfrentei filas terríveis para comprar ingressos para suas raras turnês - 
Francisco, Paratodos e As Cidades. Rio de Janeiro e São Paulo podem até, 
eventualmente, ver o Chico Buarque, o restante do país, não. Chico Buarque é 
tão raro por essas bandas quanto nota de R$ 100,00 no bolso do trabalhador. 
Outra coisa, não conheço nenhum show de artista desse nível que não seja 
patrocinado e, em geral, são patrocínios fortíssimos, empresas grandes, 
poderosas, que não associam seus nomes a quaisquer "produtos". Esse papo de que 
produtor corre o risco de perder dinheiro com shows desse porte é mentira 
deles, é prá continuar a explorar os incautos e encher as burras de dinheiro 
como sempre fizeram. Que fique bem claro, estou me referindo aos mega-shows e 
aos mega-produtores.


Abraços. Sonia Palhares



> From: [EMAIL PROTECTED]
> To: [EMAIL PROTECTED]; [EMAIL PROTECTED]
> Subject: Re: [S-C] Re: Preços de shows
> Date: Wed, 16 Jan 2008 03:46:12 -0200
> CC: [EMAIL PROTECTED]; [EMAIL PROTECTED]; [EMAIL PROTECTED]; 
> [email protected]
>
> Pessoal.
> Embora não possa falar com profundidade sobre esse assunto, não me parece
> que os valores dos ingressos sejam altos por conta da ganância dos
> produtores. Os chachês de Paulinho da Viola e de Chico são caros. E ainda
> existem as despesas com mídia. Esses custos são pouco diluídos no valor
> final do ingresso porque esses artistas não atraem um público de massa, como
> Ivete Sangalo, Banda Calypso, etc. Para o produtor, por outro lado, fica
> mais fácil cobrar um ingresso mais caro porque ele calcula existir uma
> platéria mais elitizada disposta a pagar esse valor (mas ele tem que
> calcular certinho, pois se existir vazio na platéia, é ele quem estará
> perdendo). Ninguém prega prego sem estopa: se esses artistas fossem capazes
> de atrair um público maior, com certeza os organizadores estariam fazendo
> shows em lugares maiores e ganhando proporcionalmente mais dinheiro, caso
> contrário estariam reduzindo o valor do ingresso para ter a casa mais cheia.
> É claro que nenhum cantor gosta de fazer um show com pouca gente, por maior
> o chachê que esteja recebendo. Porém, no caso da apresentação do Paulinho, o
> produtor possivelmente superestimou o poder aquisitivo do público, e quem
> deixou de lucrar foi ele. A resposta do Chico, por sua vez, foi genial, como
> ele costuma ser. Mas aquela máxima de que "o artista tem que ir onde o povo
> está", para os medalhões, é pura utopia. Não digo que estejam errados...
> vivemos num país capitalista, e nenhum cantor merece ser criticado por não
> cobrar um cachê "mais baratinho", mesmo que isso inviabilize o acesso do
> povão e de parcela de seus fãs. Todos nós, se pudermos, quereremos vender
> nosso peixe mais caro (ressalvados os casos de ações beneficentes, pois
> essas todo ser humano consciente deve, de vez em quando, praticar).
> Abraços,
> Gimolim.
> Ps: Não sou empresário, não sou produtor de show; sou um fã que,
> infelizmente, não tem coragem de gastar seu dinheiro comprando ingresso a
> esse preço informado.

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