Caro André,
na boa, os Novos Baianos já fizeram de forma muito competente esta mistura
de guitarra eletrica e bateria com samba em musicas que inclusive até já
viraram classicos em nossa cultura, tais como (besta é tu, com qualquer
dois mil reis, tinindo trincando, menina dança, emuitas outras...) ... além
de terem feito incriveis releituras de (Na cadencia do Samba, Brasil
Pandeiro, Brasileirinho, Chiclete com Banana), isso sem contar as primeiras
experimentacoes do tropicalismo de gil, caetano & cia ou mais recentemente
Mundo Livre S/A, ou o proprio saudoso chico science arriscou neste campo com
a musica Samba Makossa, por exemplo. O mais legal é que mesmo com todas
estas misturas, a tradicional roda de samba continua firme e forte...é
preciso entender que uma coisa não acaba com a outra, simplesmente elas se
somam
viva o antropofagismo
salve
*Chiclete com banana
*Gordurinha e Almira Castilho
Eu só boto be-bop no meu samba
Quando o Tio Sam tocar um tamborim
Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba
Quando ele aprender que o samba não é rumba
Aí eu vou misturar Miami com Copacabana
Chiclete eu misturo com banana
E o meu samba vai ficar assim
Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
Eu quero ver a confusão
Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
É o samba rock, meu irmão
É, mas em compensação
Eu quero ver o boogie-woogie de pandeiro e violão
Quero ver o Tio Sam de frigideira
Numa batucada brasileira
Quero ver o Tio Sam de frigideira
Numa batucada brasileira
Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
Eu quero ver a confusão
Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
Tirurururiu bop-be-bop-be-bop
Espia o samba rock, meu irmão
2008/5/21 André Carvalho <[EMAIL PROTECTED]>:
> Pois é, Eugênio... A história da música brasileira tem suas evoluções.
> Ainda bem que algumas "experimentações" ficam no campo dos testes. Já pensou
> uma roda de samba com guitarra elétrica e bateria? Não ia ficar bom, né?
> ainda bem que essas invenções não dão em nada.
>
> abração
>
> André
>
>
> Em 21/05/08, Eugenio Raggi <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
>> O pior de tudo...
>>
>> É que tem gente que ainda acha que as rodas de samba surgiram como que
>> do nada; como se não fossem uma alternativa nova para a releitura de
>> alguns maxixes, sembas e lundus, ou mesmo juntar tudo isso num "algo
>> só" (depois reescrito historicamente como gênero -samba!) e fazer algo
>> que se colocava como demanda cultural.
>>
>> Ecos de que "essa gente" "agredia" a essência do Lundu, do xaxado, do
>> semba, do xote, da modinha devem ter sido ouvidas aos montes....
>>
>> Essa turma de "poluidores culturais", que inventou a simplicidade do
>> cavaquinho e ousou juntar percussões e harmonias elaboradas num mesmo
>> tipo de "movimento musical" deve mesmo ter sido taxada de....sei lá o
>> que....
>>
>> Alguma dessas Madames Mag da vida deve ter dito que Mestre Patápio ou
>> mesmo o Callado deveriam, estar "se remexendo no caixão".
>>
>> A história realmente sempre se repete....sempre como tragédia...
>>
>>
>> Abs,
>>
>> Eugenio
>>
>>
>>
>>
>> Em 21/05/08, Leonardo Oliveira Freitas<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>> >
>> > Salve Salve
>> >
>> > Pessoal, tenho a releitura como algo extremamente produtivo.
>> Principalmente
>> > quando se tem domínio e conhecimento daquilo que se faz. Estudar a fundo
>> a
>> > obra de Noel e depois a fundo o Maracatu, e fazer arranjos misturando
>> essas
>> > duas vertentes, por exemplo; seria algo extremamente rico, e sem duvida
>> > alguma, produtivo para a música brasileira. Tenho certeza que isso não
>> > atrapalha e nem distorce a obra original de Noel, que continuará sempre
>> ai,
>> > apreciada por todos, inclusive pelos defensores das misturas e
>> rearranjos.
>> > Acredito que ouvir uma ou outra versão vai do gosto de cada um, mas
>> > trabalhar para um aprofundamento da música brasileira é trabalho de
>> todos os
>> > músicos, compromisso com nossa música sincera e com sua qualidade. Essas
>> > misturas atualmente vem acontecendo muito no Brasil, e músicos quase
>> > "inquestionaveis" defendem essa prática, como Caetano e Gilberto Gil,
>> > inclusive através da música eletrônica e da música internacional, como o
>> > jazz por exemplo. Acredito que este recurso vem sendo, obviamente, visto
>> > como mais um passo em nossa música.
>> >
>> > Abraços
>> >
>> > Leo
>> >
>> > > Date: Wed, 21 May 2008 09:15:04 -0300
>> > > From: [EMAIL PROTECTED]
>> > > To: [EMAIL PROTECTED]
>> > > Subject: Re: [S-C] FW: Obra de Noel
>> > > CC: [EMAIL PROTECTED]; [EMAIL PROTECTED];
>> > [email protected]; [EMAIL PROTECTED]
>> >
>> > >
>> > > Se (parte da) obra caiu em domínio público, é normal que o pessoal
>> comece
>> > a
>> > > mexer nela. Regravem de todas as maneiras que quiserem, porque o samba
>> de
>> > > Noel é intacto em sua essencia. Podem colocar uma bateria funk no "com
>> que
>> > > roupa"... eu vou continuar ouvindo as versões com cavaquinho e violão.
>> > >
>> > > O fato é que, no momento em que ressoar uma guitarra distorcida em
>> algum
>> > > samba do mestre, ele vai se remexer no caixão...
>> > >
>> > >
>> > > Em 20/05/08, vini correia <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>> > > >
>> > > > salve salve
>> > > > para ajudar na reflexão, vejam que interessante este trecho da
>> > entrevista
>> > > > com o Nei Lopes feita pela Rede Brasil...
>> > > > ajuda a entender também o pensamento do mestre
>> > > > "o samba nào está no formol"
>> > > >
>> > > > abs
>> > > >
>> > > >
>> > <http://www.redebrasil.tv.br/salto/entrevistas/nei_lopes.htm>
>> > > >
>> > > > -------------------
>> > > >
>> > > >
>> > > > *Salto – O senhor acredita que o samba ainda é visto de maneira
>> > > > preconceituosa?*
>> > > >
>> > > > Nei Lopes – Absolutamente, completamente preconceituosa. O samba é
>> > sempre
>> > > > associado, primeiro por suas origens negras, o samba é sempre
>> associado
>> > à
>> > > > escravidão, associado à pobreza, é associado à favelização,
>> associado à
>> > > > criminalidade, e essa é a grande estratégia que é usada pela
>> indústria
>> > > > cultural globalizante, no sentido de colocar o samba numa condição
>> > > > subalterna sempre. E é também uma estratégia que compõe todo esse
>> > complexo
>> > > > de dominação e de colonização cultural. Uma das estratégias também é
>> > taxar
>> > > > o
>> > > > samba como uma coisa imóvel, como uma coisa velha, como uma coisa
>> que
>> > não
>> > > > se
>> > > > renova. Eu escrevi um livro, há uns dois anos, chamado Samba b – a –
>> ba,
>> > o
>> > > > samba que não se aprende na escola. Esse livro mereceu oito páginas
>> de
>> > uma
>> > > > revista elegante, uma revista finíssima que é editada em São Paulo,
>> > > > editada,
>> > > > inclusive com muito patrocínio do Governo. Então, é uma revista
>> muito
>> > > > bonita, de altíssimo nível, ela tem papel couchê, custa caríssimo
>> nas
>> > > > bancas... Essa revista se ocupou do meu livro, num artigo altamente
>> > > > tendencioso, usou 8 páginas para falar do meu livro, acusando o
>> livro de
>> > > > coisas: que o livro era passadista, era reacionário. O título da
>> chamada
>> > de
>> > > > capa dessa crítica, veja bem, dizia assim: "Nei Lopes – O samba em
>> > formol".
>> > > > Eu absolutamente não advogo que o samba tenha que ficar
>> "museificado",
>> > > > tenha
>> > > > que ficou imóvel, nada disso, eu sou uma das pessoas que mais
>> propugnam
>> > > > pela
>> > > > visibilidade, pela diversidade, pela multiplicidade do samba. Agora
>> > mesmo,
>> > > > estamos aqui no estúdio, estou concluindo mais uma produção, mais um
>> > disco
>> > > > meu, um disco em que eu procuro evidenciar essa diversidade, por
>> > exemplo. É
>> > > > um disco de samba com algumas informações afro-cubanas, porque eu
>> acho
>> > que
>> > > > os universos do samba são irmãos. São muito semelhantes, são duas
>> coisas
>> > > > que
>> > > > se cruzam a todo momento, o que não acontece, por exemplo, com a
>> música
>> > > > afro
>> > > > norte-americana, em relação à brasileira. Os negros americanos não
>> > usaram
>> > > > tambor, foram historicamente despossuídos do tambor pela
>> colonização,
>> > pela
>> > > > evangelização dos protestantes. Enquanto que os negros da
>> > > > América-hispânica,
>> > > > da América portuguesa, como, nós, usaram sempre o tambor. Então,
>> você
>> > pega
>> > > > a
>> > > > música de Cuba, a música de Porto Rico, a música da República
>> > Dominicana, a
>> > > > música do Haiti, até o próprio Prata, do Uruguai até a Argentina, há
>> uma
>> > > > similitude entre essas músicas, porque elas têm origens comuns, a
>> origem
>> > na
>> > > > grande civilização Banto, lá do Congo, Angola e adjacências, o que
>> não
>> > > > ocorre com a música dos Estados Unidos. Então, você pega um samba e
>> o
>> > > > associa com a música afro-hispânico, a música centro-americana, é
>> > > > absolutamente coerente, não é colonização, nem coisa nenhuma. Você
>> está
>> > > > promovendo o encontro entre parentes que foram, de uma certa forma,
>> > > > dispersos pela escravidão e etc. e tal. Então, eu procuro no meu
>> > trabalho,
>> > > > sempre que posso, chamar o samba para essas associações e exatamente
>> por
>> > > > isso. Para mostrar que o samba é plurifacetado, o samba é um gênero
>> > musical
>> > > > altamente rico, não é velho, porque ele se renova a cada momento,
>> desde
>> > o
>> > > > primeiro samba, registrado como samba, que foi "Pelo telefone", a
>> gente
>> > > > observa que, a cada década, há uma renovação da expressão dessa
>> > pluralidade
>> > > > do samba, que também está vivo até hoje por causa disso. E, às
>> vezes,
>> > até é
>> > > > meio difícil perceber essa diversidade, inclusive em sub-gêneros,
>> que às
>> > > > vezes são mostrados como gênero, como por exemplo, a Bossa Nova, é
>> um
>> > > > samba,
>> > > > é uma forma de fazer samba. O choro como forma instrumental de se
>> tocar
>> > o
>> > > > samba, o chamado sambop, o samba jazz surgido aqui no Rio de Janeiro
>> no
>> > > > contexto da Bossa Nova, o samba de piano, baixo e bateria. Aí está
>> um
>> > dos
>> > > > poucos momentos em que a tradição norte-americana e a tradição
>> > brasileira
>> > > > se
>> > > > encontram. Mas se encontram por via do jazz primeiro, mas o jazz
>> tocado
>> > com
>> > > > um acento de samba e por aí vai. Então, o samba é essa diversidade,
>> > > > inclusive essas formas mais modernas, supostamente mais modernas,
>> que
>> > > > emanam
>> > > > da Bahia com muita sensualidade, com muita, o chamado samba-axé, ou
>> > samba
>> > > > de
>> > > > quebradeira, são tradições também bastante arcaicas do Recôncavo
>> > Bahiano,
>> > > > das quais indústria cultural se apropriou. Então, o que eu procuro
>> fazer
>> > > > sempre, é mostrar essa diversidade, essa pluralidade e mostrar que o
>> > samba
>> > > > está vivo aí, não está velho e não está no formol.
>> > > >
>> > > > *Salto – Por que o senhor acredita que o conceito de pluralidade
>> > cultural
>> > > > ganha tanta importância no mundo hoje?*
>> > > >
>> > > > Nei Lopes – Eu acho que há uma dualidade de pensamento aí, eu acho
>> que
>> > os
>> > > > intelectuais, os intelectuais "do bem" (risos), procuram enfatizar a
>> > > > questão
>> > > > da pluralidade e procuram valorizar essa questão. Ao passo que
>> outras
>> > > > expressões intelectuais que não são tão "do bem" assim, que estão
>> > visando
>> > > > muito mais o capital, são expressão de um capitalismo bastante
>> perverso,
>> > > > bastante massacrante, já não valorizam a pluralidade do jeito que a
>> > > > intelectualidade do bem valoriza. Porque não interessa... o mundo
>> hoje é
>> > > > comandado por corporações, cada vez menos corporações. Digamos que
>> hoje
>> > > > você
>> > > > tem conglomerados, uns 4 ou 5 conglomerados comandando a cultura no
>> > mundo
>> > > > inteiro. Então, evidente, que quanto mais se concentra o poder nas
>> mãos
>> > > > desses conglomerados, menos a pluralidade interessa. Você tem, para
>> > dominar
>> > > > o mercado, você tem que ter um mercado homogêneo. Então, essa
>> > homogeneidade
>> > > > é contra todo tipo de pluralidade. Eu acho que quem valoriza a
>> > pluralidade
>> > > > somos nós, eu, você (apontando para a equipe do Salto), os
>> espectadores
>> > aí
>> > > > que estão assistindo ao nosso programa, mas o grande, o Big Brother
>> que
>> > > > manda nessa história toda, eu acho que ele não gosta de pluralidade
>> não.
>> > > >
>> > > > *Salto – O senhor acredita que a música popular brasileira retrata a
>> > > > pluralidade cultural do país?*
>> > > >
>> > > > Nei Lopes – Olha, existem duas músicas populares brasileiras, dois
>> > > > escaninhos de música popular brasileira. Existe a música popular
>> > brasileira
>> > > > que é espontânea, de criação popular mesmo e essa você vai encontrar
>> > onde?
>> > > > Nas produções independentes, nos centros mais afastados. E existe
>> outra
>> > > > música imposta por essa indústria de que nós estamos falando, cujos
>> > > > porta-vozes são os meios de comunicação atrelados a essa indústria.
>> A
>> > gente
>> > > > teve, dias atrás, a entrega de um prêmio, que é supostamente o
>> prêmio
>> > mais
>> > > > importante da música popular brasileira, em que não houve nenhuma
>> > premiação
>> > > > para o gênero samba, houve para o hip hop, para o universo pop, mas
>> no
>> > > > entanto, numa estratégia, aquela coisa do álibi, numa espécie de
>> álibi,
>> > o
>> > > > que os organizadores do prêmio fizeram? Pegaram o Jamelão, o nosso
>> > grande
>> > > > José Bispo Clementino dos Santos, nosso grande mangueirense, botaram
>> lá
>> > e
>> > > > fizeram um grande final da premiação com Jamelão, mais a Escola de
>> Samba
>> > da
>> > > > mangueira. É sempre assim! Efetivamente o samba não tem nada a ver,
>> não
>> > > > participa do mercado, isso na visão deles, mas aí como álibi, para
>> não
>> > > > dizer
>> > > > que são anti-samba, ou antinacionais, o que que fazem? Pegam alguém
>> que
>> > > > representa alguma coisa do samba e bota num "gran finale", num
>> oba-oba e
>> > > > etc
>> > > > e tal. Quer dizer, então o que a gente vê é isso. Apesar disso tudo,
>> > existe
>> > > > hoje uma produção musical independente muito forte, no Brasil
>> inteiro.
>> > > > Existe uma rede natural e espontânea de troca de informações, a
>> internet
>> > > > inclusive veio facilitar muito isso. Os artistas do samba estão
>> > trabalhando
>> > > > e muito bem, eu inclusive, em todo país, sempre sendo prestigiado,
>> > sempre
>> > > > sendo chamados, independente de qualquer coisa, Evidentemente que
>> > ninguém
>> > > > do
>> > > > samba, pelo menos o que eu conheça, à exceção de uns dois ou três,
>> que
>> > > > merecidamente está lá no pódio, à exceção de um ou dois que a
>> indústria
>> > > > cultural admitiu. Nenhum sambista está andando de BMW, tendo
>> jatinhos,
>> > etc
>> > > > e
>> > > > tal... Mas, pelo menos, os que estão trabalhando estão conseguindo,
>> como
>> > > > trabalhadores, ter uma remuneração condizente dentro dos padrões
>> > nacionais.
>> > > > Isso é importante, nós somos trabalhadores da música, não somos?
>> Ninguém
>> > > > nasceu para ser "superstar", ser "popstar". Então, a gente tendo a
>> > > > remuneração condigna, tendo a possibilidade de cuidar direitinho da
>> > saúde,
>> > > > tendo a possibilidade de aos 62 anos ter essa aparência bonita,
>> modéstia
>> > à
>> > > > parte, então tudo bem, está tudo certo, está tudo legal.
>> > > >
>> > > >
>> > > > na íntegra:
>> > http://www.redebrasil.tv.br/salto/entrevistas/nei_lopes.htm
>> > > >
>> > > >
>> > > >
>> > > >
>> > > >
>> > > > 2008/5/20 Eugenio Raggi <[EMAIL PROTECTED]>:
>> > > >
>> > > > > Vini,
>> > > > >
>> > > > > Na prática, parafraseando o exemplo do purismo arquitetônico, é
>> como
>> > > > > se tivéssemos de manter locações sem instalações elétricas, um
>> espaço
>> > > > > tombado onde não se possa sequer estalar uma rede lógica, por que
>> > > > > danificaria o aspecto original.
>> > > > >
>> > > > > Proibir releituras, misturas e outras utilizações daquilo que é um
>> > > > > patrimônio do povo (e a ele legalmente pertence!!) é um ato
>> insano,
>> > > > > pretensioso e covarde.
>> > > > >
>> > > > > Perdoai-os, Nei Lopes, eles não entendem nada daquilo que você
>> diz....
>> > > > >
>> > > > > Abs,
>> > > > >
>> > > > > Eugenio
>> > > > >
>> > > > >
>> > > > >
>> > > > >
>> > > > >
>> > > > > Em 20/05/08, vini correia<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>> > > > > > meus caros, este tema mais uma vez me chamou a atençao...
>> > > > > >
>> > > > > > qual o problema fazer uma releitura de uma obra de dominio
>> publico?
>> > > > > > qual o problema um artista mostrar sua impressao, sua
>> interpretacao
>> > > > > sobre
>> > > > > > uma obra original?
>> > > > > > qual o problema fazer um noel versão drum n bass eletronico??
>> > > > > > ou noel versão
>> > reggae-dub-cubano-trip-hop-sei-lá-o-que??
>> > > > > >
>> > > > > > Isso não é desmerecer o seu trabalho, talento e importancia,
>> muito
>> > > > pelo
>> > > > > > contrário!
>> > > > > >
>> > > > > > sinto muito, mas vou ter que por lenha nesta conversa de
>> botequim...
>> > > > > >
>> > > > > > faz um tempo que conheci um trabalho de uns musicos brasileiros
>> > > > chamado
>> > > > > > beatles n choro . Trata-se de releituras instrumentais de
>> algumas
>> > > > > musicas
>> > > > > > dos beatles numa linguagem e estrutra de choro. Cara, ficou
>> muito
>> > > > > curioso
>> > > > > > e criativo este antropofagismo! E a meu ver isto não é nenhum
>> > > > > desrespeito
>> > > > > > para com a obra original...é uma homenagem linda! Até recomendo!
>> > > > > >
>> > > > > > é uma grande bobagem comparar releituras de clássicos da música
>> > > > > brasileira
>> > > > > > como se fossem terriveis e ameaçadoras interferencias em obras
>> > > > > > arquitetonicas tombadas.... Ambos podem ser patrimonio
>> histórico,
>> > mas
>> > > > > uma
>> > > > > > coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. A música é
>> abstrata, a
>> > > > > obra
>> > > > > > arquitetonica é concreta (palpável). Ao contrario da
>> arquitetura,
>> > com
>> > > > a
>> > > > > > musica podemos explorar inumeras versoes e ainda conservar a sua
>> > obra
>> > > > > > original de forma intacta, na voz do autor e o escambau!! Olha
>> que
>> > > > legal
>> > > > > > esta diversidade, esta pluralidade!! Temos inumeras opcoes para
>> > > > escolher
>> > > > > > quando e qual versao ouvir e gostar. Olha que bacana! Se vc só
>> gosta
>> > > > da
>> > > > > > versao original, escute a versao original e nao perca seu tempo
>> com
>> > > > > aquele
>> > > > > > discurso de que o mundo está perdido, vai de mal a pior,
>> > blablabla...
>> > > > > >
>> > > > > > é preciso respeitar o gosto dos outros, gente!! Já vi pessoas
>> > ouvindo
>> > > > > > emocionadas a Beth cantando Feitiço da Vila e outras amarradonas
>> > > > ouvindo
>> > > > > a
>> > > > > > versao original de noel pelo vinil ou mp3. Qual é o problema?
>> Deixem
>> > > > > cada um
>> > > > > > ser feliz do seu jeito!! Vamos parar com esta coisa ranzinza, e
>> > > > > > conspiratória .... Certas criticas negativas me soam como a
>> história
>> > > > da
>> > > > > > música do proprio noel:
>> > > > > >
>> > > > > > "Quem é você que não sabe o que diz? Meu Deus do Céu, que
>> palpite
>> > > > > infeliz!"
>> > > > > >
>> > > > > >
>> > > > > > viva a diversidade!!
>> > > > > >
>> > > > > > abs
>> > > > > > Vini Correia
>> > > > > >
>> > > > > >
>> > > > > >
>> > > > > >
>> > > > > >
>> > > > > > 2008/5/19 Caio Pontual <[EMAIL PROTECTED]>:
>> > > > > >
>> > > > > >
>> > > > > > > Bem, eu concordo com vc no que diz respeito a manutenção da
>> obra
>> > > > como
>> > > > > ela
>> > > > > > > foi concebida, por respeito e pela manutenção (ou conservarão)
>> da
>> > > > > própria.
>> > > > > > > Porém não vejo problema quando se faz adaptações ou arranjos
>> > dessas
>> > > > > mesmas
>> > > > > > > obras porem mantendo (ou respeitando) a melodia original,
>> concordo
>> > > > com
>> > > > > vc
>> > > > > > > quando muitas vezes transforma-se uma música que era
>> originalmente
>> > > > um
>> > > > > gênero
>> > > > > > > e transforma-se em outro ou quando o arranjo deturpa
>> totalmente a
>> > > > > melodia,
>> > > > > > > aí sim é condenável. Portanto é preciso bom censo e tb porque
>> não,
>> > > > bom
>> > > > > > > gosto.
>> > > > > > >
>> > > > > > > Um abraço.
>> > > > > > > Caio Pontual
>> > > > > > >
>> > > > > > > ----- Original Message ----- From: "Daniel Capu" <
>> > > > > > > [EMAIL PROTECTED]>
>> > > > > > > To: "Caio Pontual" <[EMAIL PROTECTED]>
>> > > > > > > Sent: Monday, May 19, 2008 9:38 AM
>> > > > > > > Subject: Re: [S-C] FW: Obra de Noel
>> > > > > > >
>> > > > > > >
>> > > > > > > Particularmente, Caio, em se tratando de Noel, sou contra
>> qualquer
>> > > > > > > manifestação criativa com a sua obra. Isso, por que, partilho
>> e
>> > vou
>> > > > > mais
>> > > > > > > além da opinião do Nei. Além de ser uma obra atual, de temas -
>> > > > > letras,
>> > > > > > > melodias - como você naturalmente conhece, a riqueza da obra
>> é, e
>> > > > > sempre
>> > > > > > > será, a sua preservação como fora concebida. Numa analogia de
>> > > > sentido,
>> > > > > > > seria
>> > > > > > > como pegarmos uma obra arquitetônica tombada como patrimônio
>> > > > histórico
>> > > > > e
>> > > > > > > colocá-la à disposição de alguns arquitetos modernosos para
>> > > > intervirem
>> > > > > na
>> > > > > > > fachada, modificando-a. O propósito desse projeto é justamente
>> > esse.
>> > > > > > > Incentivar a intervenção melódica e de linguagem musical numa
>> obra
>> > > > > que, a
>> > > > > > > meu ver, não pede nem nunca vai pedir nada disso. O acesso a
>> todos
>> > > > > através
>> > > > > > > da net e a lei que permie torná-la domínio público entendo
>> como
>> > algo
>> > > > > > > positivo. Só considero "bobagem", e em nada me atrairia, um
>> > projeto
>> > > > em
>> > > > > cima
>> > > > > > > dessa causa, que entendo não existir.
>> > > > > > >
>> > > > > > > Um abraço
>> > > > > > > Daniel Capu
>> > > > > > >
>> > > > > > >
>> > > > > > > On 5/18/08 12:45 PM, "Caio Pontual" <[EMAIL PROTECTED]>
>> wrote:
>> > > > > > >
>> > > > > > > Não entendi bem sua crítica, é contra as misturas ou é o fato
>> das
>> > > > > músicas
>> > > > > > >> tornarem domínio público ?
>> > > > > > >> Um Abraço.
>> > > > > > >> Caio Pontual
>> > > > > > >>
>> > > > > > >>
>> > > > > > >> ----- Original Message -----
>> > > > > > >> From: "Daniel Capu" <[EMAIL PROTECTED]>
>> > > > > > >> To: <[email protected]>
>> > > > > > >> Sent: Friday, May 16, 2008 11:19 AM
>> > > > > > >> Subject: [S-C] FW: Obra de Noel
>> > > > > > >>
>> > > > > > >>
>> > > > > > >>
>> > > > > > >>
>> > > > > > >> Caros amigos,
>> > > > > > >>
>> > > > > > >> Acabo de ler na Folha uma matéria sobre um projeto (nem me
>> lembro
>> > > > de
>> > > > > > >> quem?)
>> > > > > > >> para a obra de Noel que começa a cair em domínio público.
>> > > > > > >> O que mais me entristece não é o oportunismo firmado nessa
>> onda
>> > de
>> > > > > que
>> > > > > > >> agora
>> > > > > > >> a moda é misturar tudo. Pegar uma miscelânea de ritmos e
>> > culturas,
>> > > > > bater
>> > > > > > >> tudo num liquidificador e servir pra um monte de gente beber
>> e
>> > > > fazer
>> > > > > uma
>> > > > > > >> cara de quem come iguaria fina, que apesar do péssimo
>> paladar,
>> > > > > esbanja um
>> > > > > > >> sorriso de satisfação.
>> > > > > > >>
>> > > > > > >> Não pretendo aqui dissertar sobre um modelo de indústria de
>> > consumo
>> > > > > > >> cultural, e muito menos criticar quem goste desse ritmo
>> frenético
>> > > > de
>> > > > > > >> consumo
>> > > > > > >> a que somos diariamente sujeitados. Esse papo de que tudo
>> agora
>> > tem
>> > > > > que
>> > > > > > >> estar na internet, ao alcance de todo mundo. ³Peraí!!² Ainda
>> leio
>> > > > na
>> > > > > > >> reportagem que essa seria uma maneira de homenagear uma das
>> > > > intenções
>> > > > > de
>> > > > > > >> Noel, dizendo ser uma característica sua se dar com todo
>> mundo.
>> > Tá
>> > > > > bom! Se
>> > > > > > >> a
>> > > > > > >> lei permite, que façam!
>> > > > > > >>
>> > > > > > >> Como o Nei lopes disse, ³acho uma grande bobagem!²
>> > > > > > >>
>> > > > > > >> Daniel Capu
>> > > > > > >> BH
>> > > > > > >>
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>> http://mail.terra.com.br/cgi-bin/reportspam.cgi?+_d=SCYzMTkzNzAwI3Blcm0hdGVycm
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>> apenas
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>> > > > > > >> Esta mensagem foi verificada pelo E-mail Protegido Terra.
>> > > > > > >> Atualizado em 16/05/2008
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>> __________
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>> > > > > > > Daniel Capuruço
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