é, ouvi dizer que tem muito bandido atrás do chiclete mesmo. formigas atrás do 
açúcar, né? afinal, quem pode comprar abadá?

o carnaval de rua do Rio tem aumentado; o de Pernambuco sempre esteve lá e o 
das cidades históricas de Minas também tem recebido mais turistas. sem cordas

acho que a discussão não é se o turismo de Salvador vai perder arrecadação - e 
a sua economia nem é mais só fundada no turismo - e sim, se haverá jeito das 
classes altas também se divertirem um pouco na informalidade (tadinhos), mesmo 
que, para isso, precisem de um bando de trogloditas espremendo o povão da pipoca

um abraço
Remo
  ----- Original Message ----- 
  From: Harley 
  To: [email protected] 
  Sent: Sunday, March 01, 2009 11:44 AM
  Subject: RES: [S-C] O ABADÁ É A NOVA SENZALA


  Nessa discussão eu tenho que entrar ... Não sou dono da verdade mas não vejo
  o Carnaval de Salvador dessa forma (citado pelo Roberto).

  Em Salvador ainda existem muitos blocos sem corda, e são principalmente
  blocos puxados pelos artistas e bandas que fazem muito sucesso com o público
  local. É visível que o povo todo se diverte (negros, brancos e inclusive
  turistas estrangeiros ou não). Agora, não dá para todo mundo ir atrás do
  Chiclete com Banana...

  Gente, se vocês vissem como é a pipoca dos blocos do Chiclete com Banana,
  vocês entenderiam do que eu falo. A quantidade de pivetes e bandidos que
  seguem o bloco pela pipoca é impressionante. O Carnaval (com cordas ou não)
  é uma grande festa. Não há como ter festa sem segurança. Sem segurança os
  turistas fogem. Sem turistas o dinheiro não entra em Salvador.

  É inquestionável o retorno econômico que o evento Carnaval leva para a
  cidade de Salvador. Investimentos e visibilidade nunca vistos em qualquer
  outra época ou festa do ano. A quantidade de negócios que são fechados,
  investimentos de grandes empresas etc. Se não forem as cordas e os camarotes
  para fornecer um pouco de segurança aos turistas que lotam a cidade
  (trazendo muito dinheiro, dólares e euros), Salvador tende a perder demais.
  Todos os comerciantes e prestadores de serviços fazem a festa nessa época
  (taxis, restaurantes, hotéis, pousadas e até os moradores do interior que
  vão pra cidade vender qualquer coisa e dormir na rua durante o carnaval). E
  a prefeitura também arrecada uma enormidade...

  Eu vejo alguns baianos criticando as cordas e tal, mas se o 'carnaval das
  cordas' acabar, a própria cidade tende a se empobrecer mais. Admiro muito
  Carlinhos Brown mas quando ele pede carnaval sem cordas, ele não pensa nas
  pessoas que dependem do dinheiro dos turistas nessa época. É claro que o
  sonho de todos é que a situação seja favorável durante todo o ano, mas pelo
  menos a época do Carnaval é uma época de prosperidade geral. Muitos pagam
  suas dívidas do ano todo só com o trabalho do carnaval (só eu ouvi isso de 2
  taxistas esse ano, imagina o restante da população que trabalha nessa
  época).

  É isso, gente. Acho que o Carnaval de Salvador é um Carnaval onde todos se
  divertem. Quem está lá pulando atrás do trio, segurando a corda, curtindo na
  pipoca ou nos trios sem corda, cada um se diverte à sua maneira. Quanto à
  isso não há diferença nem segregação!

  Abraço,
  Harley Medeiros
  [email protected] 
  -----Mensagem original-----


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