Marcus,

Vamos por partes:

[EMAIL PROTECTED] wrote:
Senhores,

Essa questão pode ser olhado por essa ótica que é a ótica do colaborador da empresa. Como ótica do gerente e responsável pelo suporte existem questões ainda não resolvidas o que pode causar um risco.
O que é plenamente compreensível, afinal é o dinheiro da empresa que está em jogo.
A marca Open Office não pode ser usada então o projeto pode ser chamado openoffice.org mas o programa não ( a versão 2.0 adotará outro nome)
A marca Open Office é registrada por uma empresa do Rio de Janeiro. Não é novidade pois já aconteceu nos EUA também, daí o nome do projeto e do produto ser OpenOffice.org. Aqui no Brasil iremos adotar outro nome que já está registrado para que este problema não volte a ocorrer. Mesmo assim, a utilização de uma marca previamente registrada é um problema do distribuidor e não do usuário de boa fé. É por isso que a Conectiva distribuia o OOo com o nome de Conectiva Office. O mesmo ocorre com outras distros e produtos como o Free Office do Freedows.
As licenças copyleft estão sendo questionadas pela marcas e patentes dos eua. O Unix questiona que o Linux por exemplo usa o código fonte do Unix.
As licenças GPL e LGPL não estão sendo questionadas judicialmente em nenhum lugar. Muito pelo contrário. O que vemos são decisões judiciais que demonstram a aplicabilidade destas licenças. O que está sendo discutido é o sistema de patentes norte-americano que vem se mostrando uma verdadeira camisa de força para todos, inclusive e especialmente para as pequenas empresas americanas. A versão 3 da GPL, que está sendo preparada, vem para atender a esta "peculiaridade" do mercado norte-americano.

O processo que a SCO move contra a IBM não está demonstrando nada. Muito pelo contrário. Recomendo a leitura do site http://www.groklaw.net onde a Pamela Jones faz um acompanhamento dia-a-dia do processo. Na verdade, a SCO está com dificuldades até para comprovar que é dona do código, onde parte dos direitos é disputada pela Novell.
Onde eu gostaria de chegar.....
O Software livre possue riscos.
O software livre possue custos.
Com relação a riscos, todos os que vc mencionou não passam de FUD (Fear Uncertainty and Doubt) propagados pela indústria "tradicional" de software. Na verdade, o único risco que poderia ser atribuído à utilização de Software Livre é a questão de suporte. Mas mesmo este "risco" torna-se uma oportunidade para as empresas que se vêm livres da possibilidade de depender de um único fornecedor.
Mas pesando em uma balança ele ainda é muito mais vantajoso que o M$.
Não gostaria de gerar polêmicas só gostaria que os seus gerentes fiquem esclarecidos com o maior número de informações possível sobre o OpenOffice.org antes de adotar esta excelente ferramenta.
O que acho que devemos propagar não é mais a idéia que o OOo é apenas uma alternativa ao MS-Office. O OOo é MELHOR! Melhor em todos os aspectos: recursos, portabilidade, segurança... Esta é a tecla em que temos que bater. Queremos que as empresas adotem o OOo porque ele é melhor e não ser apenas uma alternativa aos pacotes comerciais existentes.

Um abraço,

Salomon

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