Saudações!

O custo estimado da aquisição da caixa, Machado, está no documento, por volta 
de R$ 150 milhões.

O momento de restrição, em que a maioria dos órgãos e empresas públicas foram 
orientados a cortar gastos, é propício para falar com o ministro Levy, 
especificamente sobre os benefícios financeiros que a adoção de SL pode trazer. 
Alguém que possua mais facilidade no contato, como o Mazzoni, que pertence ao 
mesmo Ministério, poderia fazer essa interlocução.

Dessa conversa, a estratégia pode passear por outras instâncias superiores e 
depois descer como determinação para os gestores dos órgãos.  Provavelmente, 
deverá demandar muita negociação, mas penso ser um caminho que pode ser efetivo.

Abraço!
Salatiel Robson


De: [email protected] 
[mailto:[email protected]] Em nome de Andre 
Felipe Machado
Enviada em: sexta-feira, 28 de agosto de 2015 09:41
Para: [email protected]
Assunto: Re: [Cisl-comunidade] TÁ NA HORA DE TER UMA LAVA BITS / consegi

Olá,
Muito bom relato e análise.
E repararam que não são apenas 118 mil licenças de ms-office na CEF.
Há milhares de licenças de SQL Server, de Exchange, de windows, de AD, etc, 
etc, etc.
Nem quero imaginar o custo final disso tudo, que me dará vertigem.
E  tudo já possui substitutos livres até superiores em estabilidade , 
escalabilidade, desempenho.
Com uma fração desse dinheiro, poderia ser investido em equipes de melhorias de 
software livres (importação de docs formatados?), e ou contratos de suporte  
turn-key ponta a ponta.
É perceptível que bastam umas poucas pessoas em cargos chave para acontecerem 
tais decisões.
As empresas de software proprietário as identificaram e as convenceram.
Não adiantam milhares de servidores públicos entenderem onde, quando e como o 
software livre é mais capaz se esquecemos de convencer as pessoas chave.
Mas temos no CISL uma abordagem delineada?
Imaginemos que seja agendada uma reunião de 20 minutos com uma dessas pessoas 
chave.
E então?
Que material e informações levar?
Vocês sabiam que uma apresentação para tal perfil é beeem diferente?
Quais as várias alternativas de linhas de diálogo?
O que e como pensam os tomadores de decisão governamentais?
O que precisam e o que desejam resolver?
Até agora estamos "pregando para o coro da igreja". Isso serve para reforço 
reenergização interna do grupo. Mas e os que ainda não enxergaram a luz?
É preciso encarar isso como um projeto.
Podemos estar gastando preciosas homem hora  resolvendo problemas técnicos que 
são até irrelevantes para os tomadores de decisão, e deixando de lado coisas 
que são importantes para eles.
Lembrem que esta lista aqui é aberta ao público. E que as abordagens de diálogo 
eventualmente delineadas não poderiam ser facilmente anuladas pelas empresas de 
software proprietário.

Imagino que o consegi deva deixar as oficinas e palestras técnicas para nós 
escovadores de bits no passado (existem outros bons eventos para nós) e focar 
em um modelo adequado para tomadores de decisão governamentais (que ainda não 
conheço).
Ou que se crie um novo evento focado para tomadores de decisão governamentais.
Vocês já foram nesses eventos de empresas proprietárias para tomadores de 
decisão?

Obrigado.
André Felipe


Em 28/08/2015 08:37:27, Frederico Cabral de Menezes escreveu:
Bom dia!

Nós aqui na Conab fizemos grande esforço no sentido da adoção de softwares 
livres e de código aberto, esforço que se iniciou em 2003 com o planejamento 
(escolha da plataforma, estabelecimento de critérios para adoção de software, 
prospecções, justificativas). Os frutos começaram a ser colhidos já em 2004 e 
ao final de 2007 estimou-se a economia de R$ 10 milhões. No período seguinte, 
de 2008 a 2013, a economia superou 58 milhões de reais. É evidente, ao meu ver, 
que a economia, embora relevante, não seja o benefício mais importante, pois 
acredito que a segurança, portabilidade, estabilidade, independência, liberdade 
de escolha, disponibilidade e velocidade de correção sejam características 
muito mais importantes e estão fortemente presentes nos softwares livres de 
código aberto.
Com todas essas importantes características presentes é incompreensível sob os 
pontos de vista técnico, econômico, ético e moral que tenhamos que assistir o 
descaso que a grande maioria dos órgãos públicos faz ao não fazer uso forte da 
imensa gama de software livre disponível ou de software público .
Os gestores públicos que não admitem adotar software livre e de código aberto, 
ao meu ver, não deveriam estar ocupando os cargos que ocupam, pois é seu dever 
zelar pela coisa pública.
O pior de tudo que o fato de muitos órgãos não adotarem, por exemplo, uma suíte 
de automação de escritório livre, provoca retrocesso nos órgãos que a adotam e 
que interfaceiam com estes órgãos arredios. É o que vem acontecendo com a Conab 
nesse quesito, pois muitos usuários alegam que recebem de outros órgãos 
documentos em formato proprietário e quando vão utilizá-los na suíte livre se 
deparam com desformatação, aí justificam precisar da suíte proprietária. Por aí 
vê-se que a responsabilidade do gestor ultrapassa em muito as fronteiras do seu 
órgão, atingindo, certa e diretamente, outros órgãos e a sociedade como um todo 
que se vê obrigada a adquirir o software proprietário para abrir os documentos 
disponibilizados nos portais públicos ou cair na ilegalidade de utilizar sem 
licenciamento.
Nesse diapasão, é inconcebível que os órgãos de controle não adotem e não 
auditem a si próprios e aos outros órgãos nesse quesito e também não teçam 
recomendações. Todavia, como um órgão de controle pode recomendar tal prática 
se ele mesmo não está aderente aos princípios que a norteiam? Lembro-me que há 
alguns anos, enquanto a Conab estava no meio do processo de migração de 
MS-Office para o OpenOffice (hoje utilizamos o LibreOffice), o TCU promovia em 
toda a sua casa o "MS-Office Day". Aí fica difícil!!!
Então, concluindo, falta uma série de ações coordenadas a partir da decisão das 
esferas mais altas do poder público, de forma contundente, definitiva e 
obrigatória.
Não precisamos mais de discurso, precisamos de ações com estabelecimento de 
prazos para suas conclusões.
Estamos falando de mais de uma década, não dá pra ficar repetindo a mesma 
ladainha. Estou cansado de assistir a falta de compromisso da maioria dos 
gestores públicos e nenhuma reação daqueles que têm o poder da caneta!

Frederico Cabral de Menezes.

On 28-08-2015 07:18, Felipe Braga wrote:

Isso é ação de quem vê a situação atual bem diferente da de 10 ou 15 anos 
atrás, o que passa longe de ser real (mas o que a imprensa hegemônica tenta 
fazer a população acreditar todos os dias :/)

Como sugestão, peço que assistam o documentário "O Mercado de Notícias", de 
2014 (tem torrent no kat.cr<http://kat.cr>)

[]'s
Em 28/08/2015 06:51, "Eliane Domingos de Sousa" 
<[email protected]> escreveu:
Felipe,

Estou sim, exaltada, revoltada, cansada. Todos os dias vejo o noticiário assim: 
falta educação, falta saúde ... prefeito do partido A, B, C tiram do povo e 
enriquecem as custas do povo, por qualquer brecha que se tenha. Seja em 
software, seja em quentinhas para presídios e por aí vai ...

Como ver um tipo de coisas como essas e não falar?


Em 28.08.2015 06:19, Felipe Braga escreveu:
Calma moça: vc tá um pouco exaltada :-)

O juiz Moro não é o criador da operação (que é da PF), mas apenas
personagem dela (talvez o que tenha maior apelo midiático...).
 E há várias operações da PF em curso, talvez com tanta
importância quanto a Lava-Jato (não querendo diminuir importância
dela =]): mas ela parece, pela imprensa, a única operação em curso
:/

Concordo, claro, que desrespeito à legislação (na forma da [lei de
licitações] 8666/93, IN 04 / 2008, 8135/2013, etc) deva ser
investigada e punida :-)

* sabia que a lei de licitações, a 8667/93, nem é seguida pela
Petrobras? Existe legislação específica pra empresa (que talvez
facilite os problemas que hoje vemos pela Lava-Jato), pela desculpa da
"agilidade", mas isso é "mal e porcamente" noticiado pela imprensa...
(uma curiosidade: áreas de negócio da empresa, ao menos na TI, são
chamadas internamente de "Agilidades" - por aí dá pra ter ideia da
resistência cultural na empresa para obedecer a 8666...)
Em 27/08/2015 22:16, "Eliane Domingos de Sousa"
<[email protected]> escreveu:
Minha nossa, quando é que o Juiz Sérgio Moro​ vai fazer uma Lava
BITS. O Brasil passando um sufoco desgraçado e a brecha com
aquisição de software comendo solto em órgão público. ISSO TEM
DE PARAR!!!! Não justifica há muito tempo gastar uma fortuna com
ferramentas de escritório. ISSO É UMA BRECHA!!!! TEMOS DE FAZER
ALGUMA COISA. COMPARTILHEM!!! É O MEU, O SEU, O NOSSO DINHEIRO QUE
ESTÁ SENDO USADO NESSA BRINCADEIRA.
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my time at IBM that culture isn’t just one aspect of the game; it *IS* the 
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