Caro Jakson e demais,

Acredito que a contextualização do uso dessas palavras pode ser atendida pela criação de um dicionário temático de 'Palavras Raras'.

 O projeto de Dicionários Temáticos pode ser visto aqui:

 http://www.broffice.org/dicionarios_tematicos

e corresponde aos termos característicos ao uso do BrOffice.org por usuários com interesse regional ou em alguma área do conhecimento. A idéia é justamente que esses dicionários não interfiram na correção ortogrática padrão, mas atendam perfis específicos de uso.

Poderíamos, então, criar um dicionário de 'Palavras Raras' contendo esses termos pouco utilizados. Caberia ao usuário baixar o dicionário e instalá-lo por conta própria. Obviamente que isso não resolve a questão semântica, mas poderia ser um caminho para que eventuais perfis de trabalho pudessem ser parcialmente atendidos.

Sugiro que você verifique o projeto e faça alguns testes com os dicionários já existentes para conhecer como essa implementação funciona. Se achar adequada a criação de um dicionário de 'Palavras Raras', poste seus comentários aqui na lista.

 Abraço,
 Gustavo Pacheco.



Citando Jakson Alves de Aquino <[email protected]>:

Olá Raimundo,

A minha idéia era que o próprio usuário definisse as palavras raras, e
pudesse optar por usar ou não o recurso. Mas seus argumentos me
convenceram que para o BrOffice esse recurso não teria muito a
acrescentar, pois o CoGroo poderia detectar o problema. Talvez a
sugestão continue válida para o OpenOffice funcionando em outras línguas
 e para necessidades específicas de indivíduos e organizações. Por
exemplo, para evitar expressões consideradas politicamente inconvenientes.

Parabéns a toda a equipe pelo grande trabalho!

Jakson

Raimundo Santos Moura wrote:
O Jakson é grande colaborador do nosso projeto. Seu conhecimento nos
auxiliou bastante na elaboração do Vero. Sua sugestão para detecção de
parônimos de uso incomum já vem de longas datas.

Acho válida, porém muito complicada de se implementar com a estrutura atual.
Teríamos que criar regras para cada situação, o dificultaria a organização e
gerenciamento do Léxico. Ademais, o conceito de "raro" irá depender muito do
senso particular de cada um.

Como sugestão, para a atual situação, poderíamos elencar parônimos tidos
como "muito incomuns" e os incluir na lista de autocorreção, e sugerir esta
alternativa aos usuários, para aqueles termos de rara utilização em seus
vocabulários.

Não nos esqueçamos que estas medidas auxiliam, mas não resolvem o problema.
Há ainda uma enormidade de parônimos muito usados, os quais não há como
serem ignorados, que frequentemente induzem os usuários a erros, tais como:


Análise - Analise
Auxílio - Auxilio
ás - as - às
Caía - Caia
Conserto - Concerto
dá - da
Está - Esta
Fórmula - Formula
Influência - influencia
irá - ira
Notícia - Noticia
Obtêm - Obtém
país - pais
pôde - pode
Porquê - Porque - Por que
Prática - Pratica
Prático - Pratico
Providência -  Providencia
Saía - Saia
Secretária - Secretaria
Têm - Tem
Traía - Traia
trás - traz
etc.

Situações que só uma ferramenta para análise sintática poderia resolver. No
caso, o CoGroo.

Abraços

Raimundo


Em 28/03/09, [email protected] <[email protected]> escreveu:
Olá Jakson

Neste caso eu estou limitado aos recursos que disponho, i.e. as
ferramentas de tradução e correção ortográfica. Criar uma lista dessas no
contexto do BrOffice não é fácil e nem saberia por onde começar.

O BrOffice consiste em 80.000 palavras na interface e 480.000 palavras na
ajuda distribuídos em 400 arquivos.

A correção ortográfica não é trivial com este volume. Alguns complicadores:

- Anglicismos consagrados no jargão de informática e que não estão no
vocabulário da lingua portuguesa (e.g. "Media Player")

- uma quantidade boçal de termos que não sao traduzidos (HTML, FTP, ISO, e
quase todos os trechos que são códigos Basic, comandos de sistema
operacional ou nomes de produtos ou tecnologias utilizadas no
BrOffice.org)

Com este dois complicadores, o verificador para a toda hora e o infeliz
tem de clicar para ignorar o termo. Em alguns arquivos, são mais de 3
paradas por frase em média. Em poucos minutos, deve-se parar e respirar
pra não perder a concentração.

Também há o fato das ferramentas não terem um corretor atualizado ou
poderoso. Neste particular, utilizei o kbabel com o Aspell nativo do KDE
para a versão 3.0. Insatisfeito, adaptei o Vero do Raimundo Moura para
funcionar no Aspell e na versão 3.1 teremos o BrOffice.org com a nova
ortografia.

Dai que, em tese, o BrOffice será um espelho da qualidade que o Vero puder
lhe dar, atenuada pela imperfeição do operador humano (eu). Sendo o Vero
muito extenso (muitas palavras) este tipo de erro poderá ocorrer aqui ou
ali e só mesmo apontando caso-a-caso.

Olivier

Olá!

Fiz minha inscrição na lista para sugerir que a correção ortográfica
do OpenOffice ficaria melhor se ele fosse capaz de considerar palavras
raras como um tipo de erro ortográfico. Não tenho condições de
contribuir para a implementação desta característica, mas fica a
sugestão.

Assim como o OpenOffice, o editor de textos vim realça as palavras
digitadas erroneamente com um sublinhado vermelho. Mas o vim tem mais
algumas opções de verificação ortográfica. Ele verifica palavras
compostas por duas palavras separadas por hífen, indica se uma palavra
é ortograficamente incorreta numa região, mas correta em outra, e
pode, ainda, realçar "palavras raras". Cabe ao usuário do vim definir
quais são essas palavras raras. No meu caso, defini as palavras da
lista abaixo como raras porque, embora ortograficamente corretas, elas
raramente são usadas sem acentuação:

alivio
anuncio
apanagio
ate
auxilio
beneficio
calculo
consorcio
contagio
contrario
divorcio
domicilio
especifico
espolio
estagio
historia
indicio
individuo
inicio
inventario
legitimo
negocio
obsequio
obvio
oficio
plagio
prefacio
premio
prenuncio
pressagio
prestigio
principio
privilegio
pronuncio
propicio
providencio
publica
publicas
reinicio
repudio
sequencio
silencio
sitio
suplicio
vicio

Obrigado a todos que trabalham no desenvolvimento do OpenOffice/BrOffice!

Jakson Aquino
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