A questão da responsabilidade dos
órgãos de classe profissionais no Brasil
é de grande amplitude.
Para ser entendido o que segue exemplifiquei
com
a Resolução elaborada pelo
CFM que por determinação
legal elaborou os critérios
diagnósticos da morte encefálica
no Brasil para fins de transplantes.
Em processo judicial em São Paulo, o
anonimato dos autores
dessa Resolução foi desfeito, ocasião em que um de
seus responsáveis,
Alan Gabai, afirmara sobre a mesma:
Alberto Alan Gabai
"É fundamental entender também
que infelizmente
no mundo atual o custo / benefício é
uma coisa muito importante.
Hoje em dia o fluxo de dinheiro permeia todas as
atividades humanas.
Então, não só para mitigar o
sofrimento desnecessário do paciente,
como para mitigar o sofrimento da família,
também mitiga-se o gasto
excessivo com o diagnóstico da morte
encefálica".
(A. Gabai, membro da Comissão Técnica
da Morte Encefálica,
Chefe da Disciplina de neurologia
da Escola Paulista de Medicina, página 977
da Ação Declaratória
número 98.0039872-4,
ajuizada contra o Cremesp na 17a. Vara Federal de
São Paulo)
Celso Galli Coimbra
-----Mensagem Original-----
Enviada em: Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2000 16:06
Assunto: [MaisBrasil] En: [Direito_Saude] O Poder Politico e
Economico dos Orgaos de Classe Profissionais
From: "Cristianne Rozicki" <[EMAIL PROTECTED]>
Esta mensagem faz questionar a falta do
exercício da cidadania, pela população, por ser mantida
alienada e distante do poder de reclamar e de fiscalizar.
----- Original Message -----
Sent: Friday, February 25, 2000 8:36 AM
Subject: [Direito_Saude] O Poder Politico e Economico dos Orgaos
de Classe Profissionais
Repasso o e-mail abaixo como
questionamento ao execício
de poder NÃO fiscalizado
desempenhado pelos órgãos
de classe profissionais brasileiros,
que possuem mais força sobre a vida da
população
e o ambiente do que se consegue
perceber.
As gestões de todos os órgãos
de classe que representam
atividades profissionais
operadoras direta ou indiretamente com a
saúde e o ambiente
devem ser cobrados em
suas responsabilidades com a sociedade,
e não apenas para com a classes
profissionais que lhes sustentam.
Inclua-se entre esses os CFM e
regionais.
Todos eles, CFM, CFF e CFQ (faltou
algum?)
possuem poder decisório desde a qualidade de
vida
até determinar quem vive e quem
morre.
Muitas vezes através de portarias e
resoluções.
Têm um poder político e
econômico enormes,
não percebidos e
não fiscalizados no Brasil.
São indevidamente colocados, mesmo por
disposições
legais, como a da lei dos transplantes que
remeteu à
responsabilidade do CFM a elaboração
da Resolução
que diagnostica morte encefálica, acima de
qualquer
suspeita.
E colocados acima das leis.
Veja-se o ânimo provado judicialmente que
esteve presente
na Resolução do CFM referida: interesse
econômico na antecipação
da morte e
proteção do diagnosticante frente ao judiciário.
Suas atividades, por serem de interesse mais
público
do que de outros deveriam ser fiscalizadas pelo
Ministério
Público, assim como suas
eleições.
Celso Galli Coimbra
----Mensagem Original-----
De: <
[EMAIL PROTECTED]>
Para:
Recipients of conference <
[EMAIL PROTECTED]>
Enviada
em: Sábado, 19 de Fevereiro de 2000 10:09
Assunto:
Inoperância do CRQ e CRF
From: "Ernesto Ubiratan
Marchiori" <
[EMAIL PROTECTED]>
Prezados
Senhores Ambientalistas
Um dos fatos que tem me chamado a
atenção ultimamente é a falta de
posicionamento
político - falta de ação - dos Conselhos
Regionais de
Química e os Conselhos Regionais de Farmácia,
extendendo a crítica aos seus Representantes Federais.
(CFQ, e CFF). Afinal para que serve estes
Conselhos?
A Sociedade Brasileira tem enfrentado graves problemas na esfera de
ação
destes conselhos tais como :
* Remédios adulterados na suas
composições.
* Remédios falsificados em laboratórios
clandestinos.
* Remédios que são superfaturados com gordas margens de
lucro.
* Uma associação chamada "ABIFARMA",
cheia de lobbistas "cara-de-pau" que jamais tivemos
notícia na Terra Brazilis.
* Muita gasolina falsificada com solventes rafinados e outros sub
produtos
de refinarias, que tornam impossivel a regulagem de um
carburador ou uma
injeção eletrônica, um verdadeiro
cocktail de venenos.
* Alimentos contaminados sem fiscalização
adequada.
* Carnes não inspecionadas.
* Falta de monitoramento da qualidade das nossas
águas.
* Falta de controle fisico-químico das nossas água dos
nossos solos e do
nosso ar...e por aí vai...
Para
não ficar cansativo vou ficar nestes exemplos acima.
Se voce , cidadão brasileiro , pagador de impostos
(e de promessas de campanhas), cobrar uma explicação ou
uma
responsabilidade civel de algum orgão verificará
que se
inicia um belo "jogo de volley" um passando a
responsabilidade
para o outro, sendo que o último passará a
responsabilidade
para o primeiro formando uma bela ciranda de
inoperância.
Aí é que deveria servir para alguma
coisa este CRQ e o CRF ,
já que são apartidários (?) .
Deveriam participar das câmaras , cobrar resultados,
agilizar
a imprensa , mostrar algum serviço para a sociedade.
Não
fazem absolutamente nada.
Como Engenheiro Químico observo ha decadas
estes Conselhos
bastante avidos e competentes na arrecadação de anuidades
,
e estas verbas sendo utilizadas somente para Viagens de
Aperfeiçoamentos,
Seminários, Congressos
Internacionais...Cocktails e jantares de
confraternização -
das diretorias - e só.
Sem contar que as diretorias não
se renovam ha décadas.
Eu era menino de usar calça curta e já ouvia falar de
certos nomes
que ainda se perpetuam nestas presidências destes
famigerados Conselhos.
Até a "Nomeklatura do
Kremlin" da antiga URSS mostrou sinais de
renovação...
e aqui nada !!!
Um abraço ecologico para
todos.
~~~~~
( o o
)
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