Elida,
 
� a Resolu��o CFM 1.480/97 que regulamentou o procedimento diagn�stico da morte encef�lica no Brasil, a mando do artigo 3o. da Lei dos Transplantes.
Estarei enviando-a junto com seu anexo que geralmente n�o est� junto com ela e ... � justamente a parte mais importante.
 
Os 12 neurologistas que conceberam a Resolu��o, determinando como avaliar a morte encef�lica para fins de transplante, queriam ficar an�nimos para, segundo eles e o pr�prio CFM, poderem fazer uso do prest�gio das Institui��es de Ensino e Hospitalares a que pertenciam na avaliza��o das normas elaboradas por eles.
 
� importante registrar que nenhum deles tinha mandato dessas institui��es para usarem seus nomes e sequer as mesmas sabiam que tal seria feito.
 
Nesse processo em tramita��o em S�o Paulo, em janeiro de 1998, obtive a juntada das Atas de debates da Comiss�o T�cnica Brasileira da Morte Encef�lica, onde est� expressamente admitido por v�rios de seus participantes que eles elaboraram um progn�stico de morte e n�o um diagn�stico de morte encef�lica.  Foi admitida a antecipa��o da morte encef�lica para fins de transplante.
 
� o tr�fico de �rg�os oficializado dentro da medicina, considerando a grande lucratividade dos transplantes.  A quest�o realmente � econ�mica e de lucro m�ximo.  Se n�o fosse assim, 70% dos transplantes (que s�o renais) realizados no Brasil poderiam ser evitados pela simples preven��o de monitoramento da press�o alta do candidato futuro � reposi��o renal.
 
H� outras declara��es al�m da de A. Gabai, como:
 
1."Eu acho que o mais importante que o diagn�stico � o progn�stico.
Qual � a diferen�a?
O que interessa � fam�lia e o que interessa fundamentalmente � comunidade
m�dica � se aquele indiv�duo vai sair do coma ou n�o.  Se � um coma
irrevers�vel ou se ele � vi�vel para a vida.
Isso � um progn�stico.  E da�? Qual � o problema?  Isso � uma heresia?  Isso
� m� pr�tica da medicina? Eu acho que n�o se configura isso".
(Wilson Sanvito, Professor de Ci�ncias M�dicas da Santa Casa de S�o Paulo,
membro da Comiss�o T�cnica da Morte Encef�lica um dos elaboradores da
Resolu��o CFM 1.480/97, que estabeleceu o procedimento "diagn�stico" para
determina��o da morte encef�lica, p�g. 963 da A��o Declarat�ria n�mero
98.0039872-4, ajuizada contra o Cremesp na 17a. Vara Federal de S�o Paulo)


2 - "� que o conceito de morte encef�lica � realmente progn�stico ou
diagn�stico?  O que � importante para o nosso conceito � um conceito de
impossibilidade de retorno a uma qualidade de vida".
 
(Luiz Manreza, tamb�m integrante dessa Comiss�o T�cnica, p�gina 963 do mesmo
processo, Conselheiro do CFM)


3 - "A preocupa��o nossa � em um pa�s que tem um sistema jur�dico t�o
complicado como o Brasil voc� n�o ter algo documental em rela��o a isso.
Foi por a� a decis�o",
disse Nei Moreira Lima da Silva, Diretor do Conselho Federal de Medicina,
p�gina 1015 do mesmo processo quando foi afirmado que os exames
complementares da Resolu��o 1.480/97 s�o realizados para proteger os m�dicos
de poss�veis processos judiciais ...


Coma e Morte Encef�lica s�o coisas diferentes, portanto, quando eles n�o
falaram em homic�dio, falaram em eutan�sia nessas declara��es.
 
S� isso demonstra o poder acima da lei que os �rg�os de classe profissionais possuem
no Brasil.  No caso do CFM ele determina quem vive e quem morre.
 
�rg�o de Classe deve satisfa��es para a sociedade principalmente. 
 
Celso Galli Coimbra
 
 
-----Mensagem Original-----
Enviada em: Ter�a-feira, 14 de Mar�o de 2000 09:47
Assunto: Re: [DTOAMBIENTAL] O Poder Politico e Economico dos Orgaos de Classe Profissionais

Oi, voce tem esta decis�o? Gostaria muito de le-la.
Elida S�guin
-----Mensagem original-----
De: Celso Galli Coimbra <[EMAIL PROTECTED]>
Para: Direito Ministerio Publico Pegasus <[EMAIL PROTECTED]>; Lista Direito Ambiental Pegasus <[EMAIL PROTECTED]>
Cc: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>; Nair Spessatto <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2000 18:15
Assunto: [DTOAMBIENTAL] O Poder Politico e Economico dos Orgaos de Classe Profissionais

A quest�o da responsabilidade dos �rg�os de classe profissionais no Brasil
� de grande amplitude.
 
Para ser entendido o que segue exemplifiquei com
a Resolu��o elaborada pelo CFM que por determina��o
legal elaborou os crit�rios diagn�sticos da morte encef�lica
no Brasil para fins de transplantes.
 
Em processo judicial em S�o Paulo, o anonimato dos autores
dessa Resolu��o foi desfeito, ocasi�o em que um de seus respons�veis,
Alan Gabai, afirmara sobre a mesma:

Alberto Alan Gabai

"� fundamental entender tamb�m que infelizmente
no mundo atual o custo / benef�cio � uma coisa muito importante.
Hoje em dia o fluxo de dinheiro permeia todas as atividades humanas.
Ent�o, n�o s� para mitigar o sofrimento desnecess�rio do paciente,
como para mitigar o sofrimento da fam�lia, tamb�m mitiga-se o gasto
excessivo com o diagn�stico da morte encef�lica".
 
(A. Gabai, membro da Comiss�o T�cnica da Morte Encef�lica,
Chefe da Disciplina de neurologia
da Escola Paulista de Medicina, p�gina 977
da A��o Declarat�ria n�mero 98.0039872-4,
ajuizada contra o Cremesp na 17a. Vara Federal de S�o Paulo)
 
 
 
Celso Galli Coimbra
 
 
 
 
-----Mensagem Original-----
Enviada em: Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2000 16:06
Assunto: [MaisBrasil] En: [Direito_Saude] O Poder Politico e Economico dos Orgaos de Classe Profissionais

From: "Cristianne Rozicki" <[EMAIL PROTECTED]>


Esta mensagem faz questionar a falta do exerc�cio da cidadania, pela popula��o, por ser mantida alienada e distante do poder de reclamar e de fiscalizar.

 
----- Original Message -----
Sent: Friday, February 25, 2000 8:36 AM
Subject: [Direito_Saude] O Poder Politico e Economico dos Orgaos de Classe Profissionais

 
Repasso o e-mail  abaixo como questionamento ao exec�cio
de poder N�O fiscalizado
desempenhado pelos �rg�os
de classe profissionais brasileiros,
que possuem mais for�a sobre a vida da popula��o
e o ambiente do  que se consegue perceber.
 
As gest�es de todos os �rg�os de classe que representam
atividades profissionais
operadoras direta ou indiretamente com a sa�de e o ambiente
devem ser cobrados em suas responsabilidades com a sociedade,
e n�o apenas para com a classes profissionais que lhes sustentam.
 
Inclua-se entre esses os CFM e regionais.
 
Todos eles, CFM, CFF  e CFQ  (faltou algum?)
possuem poder decis�rio desde a qualidade de vida
at� determinar quem vive e quem morre.
 
Muitas vezes atrav�s de portarias e resolu��es.
 
T�m um poder pol�tico e econ�mico enormes,
n�o percebidos e n�o fiscalizados no Brasil.
 
S�o indevidamente colocados, mesmo por disposi��es
legais, como a da lei dos transplantes que remeteu �
responsabilidade do CFM a elabora��o da Resolu��o
que diagnostica morte encef�lica, acima de qualquer
suspeita. 
 
E colocados acima das leis.
 
Veja-se o �nimo provado judicialmente que esteve presente
na Resolu��o do CFM referida: interesse econ�mico na antecipa��o
da morte e prote��o do diagnosticante frente ao judici�rio. 
 
Suas atividades, por serem de interesse mais p�blico
do que de outros deveriam ser fiscalizadas pelo Minist�rio
P�blico, assim como suas elei��es.
 
Celso Galli Coimbra
 
 
 
----Mensagem Original-----
De: <[EMAIL PROTECTED]>
Para: Recipients of conference <[EMAIL PROTECTED]>
Enviada em: S�bado, 19 de Fevereiro de 2000 10:09
Assunto: Inoper�ncia do CRQ e CRF


From: "Ernesto Ubiratan Marchiori" <[EMAIL PROTECTED]>


Prezados Senhores Ambientalistas

Um  dos fatos que tem me chamado a aten��o ultimamente � a falta de
posicionamento pol�tico -  falta de a��o -  dos Conselhos Regionais de
Qu�mica e os Conselhos Regionais de Farm�cia,
extendendo a cr�tica aos seus Representantes Federais.
(CFQ, e CFF). Afinal para que serve estes
Conselhos?
A Sociedade Brasileira tem enfrentado graves problemas na esfera de a��o
destes conselhos tais como :
* Rem�dios adulterados na suas composi��es.
* Rem�dios falsificados em laborat�rios clandestinos.
* Rem�dios que s�o superfaturados com gordas margens de lucro.
* Uma associa��o chamada  "ABIFARMA",
cheia de lobbistas "cara-de-pau" que jamais tivemos not�cia na Terra Brazilis.
* Muita gasolina falsificada com solventes rafinados e outros sub produtos
de refinarias, que tornam  impossivel a regulagem de um carburador ou uma
inje��o eletr�nica, um verdadeiro cocktail de venenos.
* Alimentos contaminados sem fiscaliza��o adequada.
* Carnes n�o inspecionadas.
* Falta de monitoramento da qualidade das nossas �guas.
* Falta de controle fisico-qu�mico das nossas �gua dos nossos solos e do
nosso ar...e por a� vai...

Para n�o ficar cansativo vou ficar nestes exemplos acima.
Se voce , cidad�o brasileiro , pagador de impostos
(e de promessas de campanhas), cobrar uma explica��o ou uma
responsabilidade civel de algum  org�o verificar� que se
inicia um belo "jogo de volley" um passando a responsabilidade
para o outro, sendo que o �ltimo passar� a responsabilidade
para o primeiro formando uma bela ciranda de inoper�ncia.

A� � que deveria servir para alguma coisa este CRQ e o CRF ,
j� que s�o apartid�rios (?) .
 
Deveriam participar das c�maras , cobrar resultados,
agilizar a imprensa , mostrar algum servi�o para a sociedade.
N�o fazem absolutamente nada.
 
Como Engenheiro Qu�mico observo ha decadas
estes Conselhos bastante avidos e competentes na arrecada��o de anuidades ,
e estas verbas sendo utilizadas somente para Viagens de Aperfei�oamentos,
Semin�rios, Congressos Internacionais...Cocktails e jantares de
confraterniza��o - das diretorias - e s�.

Sem contar que as diretorias n�o se renovam ha d�cadas.
Eu era menino de usar cal�a curta e j� ouvia falar de certos nomes
que ainda se perpetuam nestas  presid�ncias destes famigerados Conselhos.

At� a  "Nomeklatura do Kremlin" da antiga URSS mostrou sinais de
renova��o... e aqui nada !!!



Um abra�o ecologico para todos.

              ~~~~~
              ( o o )
+-.oooO--(_)--Oooo.------------------------------------------------+

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