Acontece que a Petrobrás não deixou de ter lucro. E os fundos de pensão são 
feitos exatamente para isso. Para manter a paridade entre ativos e inativos e 
são sustentados pelos empregados e pela empresa na proporção de 1x1.
Além disso a própria notícia dá conta do gasto da Petrobrás para que empregados 
migrem para um plano que os desvincule desse direito aderindo a novas regras da 
Petros. Além da contratação de 7.500 novos empregados. Quer comprar direitos de 
dos que para ela trabalharam, contratar novos e não quer que o lucro diminua? 
Maravilha. Assim até eu, malandro.
Isto também é o que está tentando a Caixa e já conseguiu em parte e o BB. Só 
que ontem foi criada mais uma associação para a defesa da FUNCEF e para 
batalhar por nossos direitos. Provavelmente já no próximo mês estaremos 
entupindo a justiça do trabalho com processos contra a Caixa e mesmo que pareça 
incoerente, contra o Fundo também pois há negociatas e má administração que 
dilapidam o nosso patrimônio.
A Petros é o segundo maior fundo do país, atrás da PREVI (BB) e à frente da 
FUNCEF, o terceiro. E os fundos foram criados pra isso: garantir aos empregados 
uma assistência e uma aposentadoria dignas.
Pra você ter uma idéia, a PREVI é três vezes maior que o Banco. São informações 
que não vazam muito mas nada mais justo que assim seja. Quem construiu a 
grandeza de uma empresa tem o direito de receber em troca a vida de trabalho 
que nela deixou.
Quando tivermos o anarquismo consolidado as coisas serão diferentes mas 
enquanto formos subjugados por governos, sejam de que regime forem eu vou 
batalhar contra eles e querer os direitos que adquiri através dos anos em que 
trabalhei para eles sejam estatais ou não as empresas.

Carlos Antônio.


----- Original Message ----- 
From: akleber 
To: [EMAIL PROTECTED] ; [EMAIL PROTECTED] ; [email protected] ; 
[EMAIL PROTECTED] 
Sent: Saturday, May 12, 2007 5:45 PM
Subject: [gl-L] Fundo de pensão derruba lucro da Petrobras


e lá se vai a joia da coroa republicana, "privatizada" por uns poucos 
sindicalistas....
mesmo com aumento de produção = queima de estoques estratégicos...

e sem nenhum processo licitatorio

Fundo de pensão derruba lucro da Petrobras 
Gasto de R$ 1 bi com o Petros mais custos extras com contratação de 7.500 
funcionários elevam despesas da estatal

Ganho da empresa no primeiro trimestre cai 38% e fica em R$ 4,1 bi; aumento de 
extração é destaque positivo do período

PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO 

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 4,131 bilhões no primeiro trimestre 
de 2007, com queda de 38% em relação ao mesmo trimestre de 2006 (R$ 6,675 
bilhões). Na comparação com o quatro trimestre de 2006, quando lucrou R$ 5,2 
bilhões, a retração foi de 21%. O resultado ficou abaixo das expectativas do 
mercado, de cerca de R$ 5 bilhões.
Foi a primeira vez, desde pelo menos o quarto trimestre de 1999, que o lucro 
trimestral da Petrobras não foi o maior do país. A Vale do Rio Doce lidera a 
lista dos ganhos de janeiro a março, com R$ 5,1 bilhões.
Segundo o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, o maior impacto para 
a redução do lucro decorreu dos gastos de R$ 1 bilhão que a companhia teve para 
que os funcionários aderissem às novas regras do fundo de pensão Petros. O 
ganho também foi afetado com a contratação de 7.500 funcionários, o que elevou 
os custos.
A Petros tinha um déficit estimado em R$ 4,5 bilhões no fim de 2006. Para 
cobri-lo, a Petrobras tem reservada em seu balanço uma provisão de R$ 6 
bilhões. Os gastos contabilizados neste trimestre são referentes apenas aos 
incentivos dados aos funcionários para aderirem às mudanças, como a que 
desvincula o reajuste dos benefícios de aposentados e pensionistas dos aumentos 
dos funcionários da ativa.
Barbassa disse que no primeiro trimestre a companhia sofreu ainda com a alta 
dos custos de produção de derivados de petróleo. Isso porque formou estoques de 
óleo cru com preços mais altos no ano passado e que foram refinados agora.
Segundo o executivo, esse efeito causou também uma perda de R$ 1 bilhão no 
primeiro trimestre e é mais difícil de ser avaliado pelo mercado, o que explica 
a diferença entre as previsões e o lucro.
A valorização do real também teve influência. Reduziu o lucro da companhia em 
R$ 570 milhões -a estatal tem ativos no exterior cotados em dólar que são 
contabilizados com valor menor no balanço quando convertidos em real.
Outro efeito negativo foi a redução do preço do petróleo. A cotação do barril 
tipo Brent passou de US$ 61,80 no 1º trimestre de 2006 para US$ 57,80 no mesmo 
período deste ano.
Com o aumento de custos, sobrou menos dinheiro em caixa, indicador medido pelo 
Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização). A queda 
foi de 22%, ficando em R$ 10,993 bilhões no primeiro trimestre do ano.

Destaque positivo
Já o faturamento somou R$ 38,894 bilhões no período -alta de 8% na comparação 
com o mesmo trimestre de 2006 em razão do aumento da produção de petróleo e 
derivados.
Foi a expansão da produção o destaque positivo do balanço, segundo Barbassa. A 
alta ficou em 3% no primeiro trimestre, quando a extração de óleo em campos 
nacionais atingiu 1,8 milhão de barris/dia.
Em sua previsão, Luiz Octávio Broad, analista da corretora Ágora, já previa a 
redução do lucro devido a custos maiores, especialmente pela repactuação do 
plano Petros e pelas novas contratações. Ainda assim, estimava um lucro de R$ 
5,3 bilhões no trimestre. "Os custos aumentaram sem que a produção tivesse 
crescido no mesmo ritmo para compensar."
Já Marcos Paulo Fernandes, da corretora Fator, previa lucro de R$ 5,6 bilhões. 
Para ele, o volume de óleo produzido no primeiro trimestre "foi baixo e 
inferior às expectativas iniciais".


 

Responder a