Vera, 

Os Fundos de Pensão sempre se metem nesses negócios de hotéis. A FUNCEF cansou 
de levar no traseiro com essa prática. Há pouco tem estava tentando negociar um 
em São Paulo (o nome me foge agora) que vinha dando um prejuízo de 700 mil por 
semana.

Um beijão.

Carlos Antônio.


----- Original Message ----- 
From: Vera 
To: [email protected] 
Sent: Tuesday, May 15, 2007 12:05 AM
Subject: Re: [gl-L] Fundo de pensão derruba lucro da Petrobras



A PREVI é simplesmente dona do mega-resort Costa do Sauípe ( litoral norte da 
Bahia), o maior da América Latina. 
Mas não apostaria na administração do negócio. Era um tal de mudar de 
diretor...  Vira e mexe ACM ameaça denunciar umas coisinhas.
Sei que os hotéis não estão lá muito bem, o Sofitel já fechou.
Bom , fundo de pensão metido em mega empreendimentos como esse, sei não...


----- Original Message ----- 
From: ccarloss 
To: [email protected] 
Sent: Saturday, May 12, 2007 11:05 PM
Subject: Re: [gl-L] Fundo de pensão derruba lucro da Petrobras


Acontece que a Petrobrás não deixou de ter lucro. E os fundos de pensão são 
feitos exatamente para isso. Para manter a paridade entre ativos e inativos e 
são sustentados pelos empregados e pela empresa na proporção de 1x1.
Além disso a própria notícia dá conta do gasto da Petrobrás para que empregados 
migrem para um plano que os desvincule desse direito aderindo a novas regras da 
Petros. Além da contratação de 7.500 novos empregados. Quer comprar direitos de 
dos que para ela trabalharam, contratar novos e não quer que o lucro diminua? 
Maravilha. Assim até eu, malandro.
Isto também é o que está tentando a Caixa e já conseguiu em parte e o BB. Só 
que ontem foi criada mais uma associação para a defesa da FUNCEF e para 
batalhar por nossos direitos. Provavelmente já no próximo mês estaremos 
entupindo a justiça do trabalho com processos contra a Caixa e mesmo que pareça 
incoerente, contra o Fundo também pois há negociatas e má administração que 
dilapidam o nosso patrimônio.
A Petros é o segundo maior fundo do país, atrás da PREVI (BB) e à frente da 
FUNCEF, o terceiro. E os fundos foram criados pra isso: garantir aos empregados 
uma assistência e uma aposentadoria dignas.
Pra você ter uma idéia, a PREVI é três vezes maior que o Banco. São informações 
que não vazam muito mas nada mais justo que assim seja. Quem construiu a 
grandeza de uma empresa tem o direito de receber em troca a vida de trabalho 
que nela deixou.
Quando tivermos o anarquismo consolidado as coisas serão diferentes mas 
enquanto formos subjugados por governos, sejam de que regime forem eu vou 
batalhar contra eles e querer os direitos que adquiri através dos anos em que 
trabalhei para eles sejam estatais ou não as empresas.

Carlos Antônio.


----- Original Message ----- 
From: akleber 
To: [EMAIL PROTECTED] ; [EMAIL PROTECTED] ; [email protected] ; 
[EMAIL PROTECTED] 
Sent: Saturday, May 12, 2007 5:45 PM
Subject: [gl-L] Fundo de pensão derruba lucro da Petrobras


e lá se vai a joia da coroa republicana, "privatizada" por uns poucos 
sindicalistas....
mesmo com aumento de produção = queima de estoques estratégicos...

e sem nenhum processo licitatorio

Fundo de pensão derruba lucro da Petrobras 
Gasto de R$ 1 bi com o Petros mais custos extras com contratação de 7.500 
funcionários elevam despesas da estatal

Ganho da empresa no primeiro trimestre cai 38% e fica em R$ 4,1 bi; aumento de 
extração é destaque positivo do período

PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO 

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 4,131 bilhões no primeiro trimestre 
de 2007, com queda de 38% em relação ao mesmo trimestre de 2006 (R$ 6,675 
bilhões). Na comparação com o quatro trimestre de 2006, quando lucrou R$ 5,2 
bilhões, a retração foi de 21%. O resultado ficou abaixo das expectativas do 
mercado, de cerca de R$ 5 bilhões.
Foi a primeira vez, desde pelo menos o quarto trimestre de 1999, que o lucro 
trimestral da Petrobras não foi o maior do país. A Vale do Rio Doce lidera a 
lista dos ganhos de janeiro a março, com R$ 5,1 bilhões.
Segundo o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, o maior impacto para 
a redução do lucro decorreu dos gastos de R$ 1 bilhão que a companhia teve para 
que os funcionários aderissem às novas regras do fundo de pensão Petros. O 
ganho também foi afetado com a contratação de 7.500 funcionários, o que elevou 
os custos.
A Petros tinha um déficit estimado em R$ 4,5 bilhões no fim de 2006. Para 
cobri-lo, a Petrobras tem reservada em seu balanço uma provisão de R$ 6 
bilhões. Os gastos contabilizados neste trimestre são referentes apenas aos 
incentivos dados aos funcionários para aderirem às mudanças, como a que 
desvincula o reajuste dos benefícios de aposentados e pensionistas dos aumentos 
dos funcionários da ativa.
Barbassa disse que no primeiro trimestre a companhia sofreu ainda com a alta 
dos custos de produção de derivados de petróleo. Isso porque formou estoques de 
óleo cru com preços mais altos no ano passado e que foram refinados agora.
Segundo o executivo, esse efeito causou também uma perda de R$ 1 bilhão no 
primeiro trimestre e é mais difícil de ser avaliado pelo mercado, o que explica 
a diferença entre as previsões e o lucro.
A valorização do real também teve influência. Reduziu o lucro da companhia em 
R$ 570 milhões -a estatal tem ativos no exterior cotados em dólar que são 
contabilizados com valor menor no balanço quando convertidos em real.
Outro efeito negativo foi a redução do preço do petróleo. A cotação do barril 
tipo Brent passou de US$ 61,80 no 1º trimestre de 2006 para US$ 57,80 no mesmo 
período deste ano.
Com o aumento de custos, sobrou menos dinheiro em caixa, indicador medido pelo 
Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização). A queda 
foi de 22%, ficando em R$ 10,993 bilhões no primeiro trimestre do ano.

Destaque positivo
Já o faturamento somou R$ 38,894 bilhões no período -alta de 8% na comparação 
com o mesmo trimestre de 2006 em razão do aumento da produção de petróleo e 
derivados.
Foi a expansão da produção o destaque positivo do balanço, segundo Barbassa. A 
alta ficou em 3% no primeiro trimestre, quando a extração de óleo em campos 
nacionais atingiu 1,8 milhão de barris/dia.
Em sua previsão, Luiz Octávio Broad, analista da corretora Ágora, já previa a 
redução do lucro devido a custos maiores, especialmente pela repactuação do 
plano Petros e pelas novas contratações. Ainda assim, estimava um lucro de R$ 
5,3 bilhões no trimestre. "Os custos aumentaram sem que a produção tivesse 
crescido no mesmo ritmo para compensar."
Já Marcos Paulo Fernandes, da corretora Fator, previa lucro de R$ 5,6 bilhões. 
Para ele, o volume de óleo produzido no primeiro trimestre "foi baixo e 
inferior às expectativas iniciais".


 

Responder a