Apesar de muito mais "novato" que o Walzer e Ricardo, também leciono em faculdade. Embora seja particular (UVA), e seja na área de odonto, tenho apenas o curso de especializaçao. Estou fazendo somente agora meu mestrado, nao mais por imposiçao da instituiçao mas por vontade própria. Leciono na graducao e na pós-graducao de Odontologia, especificamente na disciplina de prótese.
Desde quando comecei, há uns 5 anos, era formado há apenas 1 1/2 ano e tava concluindo minha especializaçao.
Há uma relaçao para número de alunos e professores com diferentes titulaçoes. Desde especialista até doutores.
Como o Walzer mesmo fala, há os que nao sabem o q é saliva. apenas com um canudo enfiado nao sei onde. Me considero nao um prático empírico, como conhecemos muitos tb, que deixam a pesquisa e a teoria de lado e usam a prática somente, tornando-se "clinicões"; mas, sempre estudei e continuo estudado, até porque a exigência que vem dos alunos no força a dar o melhor e nos aprimorarmos. Pelo menos me cobro desta maneira.
Nem 8 nem 80. A exigência do MEC em ter determinado número de títulos por instituiçao fez com q surgissem milhares de cursos de mestrado profissionalizante que na minha opiniao, praticamente, vedem canudos de mestre...
Quando à entrada em universidades, através de concursos, torna-se tarefa quase impossível visto que as vagas só se abrem quando algum professor morre ou se aposenta. Titulaçao exigida é normalmente com grau de Doutor. AInda assim, normalmente entra a chamada "bola da vez". O cara com titulaçao, comumente obtida dentro da casa, que está lá como substituto (quase estagiário, como disse Walzer) e q é preferido para a vaga. Salvo uma peixada maior da CAPES ou seja lá o q for que "peça" pra colocar flano, preterindo a entrada do que seria da vez....
Aina tem muito papo dentro disso.
Abraços
Em 14/06/06, Walzer Abrahão Poubel <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Não era elogio. É a verdade. Vejo seu esforço em exercer bem a sua
profissão.
Mas vou encerrar o assunto porque esse negócio de email acaba conduzindo
o papo para aonde as vezes a gente não deseja. Um dia vamos discutir
isso ao vivo.
Mas aproveitando, deixa eu te perguntar uma coisa pertinente ao que você
faz.
Quais cursos de informática da área de engenharia civil (ou que possam
ser útil a quem tem essa formação)estão disponíveis nos lugares aonde vc
leciona.(se vc preferir podemos levar esse assunto para pvt)
Ricardo Portella wrote:
>
> Não sei se foi um elogio, mas agradeço mesmo assim. Ser excessão é fato
> positivo em qualquer situação.
>
> Sem a sua titulação vc não poderia estar exercendo sua profissão e se
> insistisse sofreira os rigores da lei...
>
> Isto vale para qualquer profissão, principalmente as profissões ditas de
> formação superior.
>
> O que acontece é que alguns acham que a profissão de professor pode ser
> exercida por qualquer pessoa que saiba muito alguma coisa, mas se mudamos
> para a medicina, por exemplo, estas mesma pessoas querem o diploma para
> aceitar este profissional. Trata-se de uma distorção histórica, ser
> professor soa como "faço um bico e vou ensinando o que sei". Isto é um erro
> e uma falácia pois a profissão de professor requer qualificação tanto quanto
> a de dentista ou médico ou advogado.
>
> []´s
> Ricardo Portella.
>
> ----- Original Message -----
> From: "Walzer Abrahão Poubel" <[EMAIL PROTECTED]>
> To: <[email protected]>
> Sent: Tuesday, June 13, 2006 6:29 PM
> Subject: Re: [infoetc] ANALISE, PROJETO E GERENCIA DE SISTEMAS - POS
> GRADUACAO - CONFIRMADO -
>
> Você também é excessão, não é regra. Eu não conheço você mas acompanho o
> seu trabalho e de outros que são regra.
> Eu sou professor de Oclusão, Dor Orofacial e Disfunção
> Temporo-mandibular da Faculdade de Odontologia da UERJ desde 1979, mas
> já era professor do Estado antes disso. Tenho 37 anos de magistério.
> Discordo da sua teoria que a Titulação e mais importante que a
> experiência, pode ser burocraticamente, mas concordo em parte que quando
> as duas andam junto, podemos ter um professor ideal(mas há excessões),
> mas isso não é verdade quando temos a titulação sem a experiência(também
> temos excessões). Alás, sempre temos excessões.
>
> Ricardo Portella wrote:
> >
> > Prezado Divino,
> > sou mestre pela PUC, Engenheiro pelo CEFET-RJ e psicólogo pela UNESA. Como
> > professor desde 1979 (27 anos) e coordenador de cursos desde 1997 (10
> > anos)
> > já preparei muitos projetos pedagógicos e recebi cerca de 20 comissões de
> > reconhecimento de cursos do MEC e ouso afirmar que a titulação é mais
> > importante que a experiência. Quando as duas andam junto, temos o
> > professor
> > ideal.
> >
> > Existem muitos consultores e auto-didatas que, como você, são excelentes
> > professores, mas isto não é a regra e sim a excessão que confirma a regra.
> >
> > Os cursos LATO-SENSU habilitam ao magistério superior, pois formam
> > especialistas que são aceitos normalmente pelo MEC na composição do corpo
> > docente de um curso superior. Isto é um fato.
> >
> > []´s
> > Ricardo Portella.
> > www.rafrom.com.br
> >
> > ----- Original Message -----
> > From: "DivListas" <[EMAIL PROTECTED]>
> > To: "Ângelo Acauã" <[email protected]>
> > Sent: Tuesday, June 13, 2006 12:34 PM
> > Subject: Re[2]: [infoetc] ANALISE, PROJETO E GERENCIA DE SISTEMAS - POS
> > GRADUACAO - CONFIRMADO -
> >
> > Respondendo a Ângelo:
> >
> > > A afirmação do Ricardo procede, mas a do Walzer tb... xz A
> > > questão é "nem tanto ao mar, nem tanto à terra", existem
> > > casos e casos.
> >
> > Parabéns Ângelo, pela exposição concisa e pertinente do
> > assunto, sobre o qual parecemos torcedores de futebol,
> > "todo mundo acha que entende".
> >
> > Particularmente o assunto é de total interesse, já que
> > atuo a tanto tempo como professor em diversas atividades
> > sem ter qualquer formação acadêmica que me permita
> > participar de concursos ou mesmo concorrer de igual para
> > igual quando há vagas para lecionar.
> >
> > Tenho medo de fazer cursos que serviriam apenas para me
> > dar um "diproma" e que depois simplesmente seja recusado,
> > é muita grana e tempo para investir em algo que cada
> > instituição interpreta a lei de um jeito.
> >
> > Conheço pessoas extremamente capacitadas que dão aulas em
> > universidades ou instituições importantes, mas são
> > tratados como párias, como se fizessem um favor em
> > deixa-los lecionar, enquanto no corpo docente há os
> > verdadeiros sangue-sugas que nada fazem a não ser ter um
> > diploma... nem mesmo se preocupam em dar aulas, ficam
> > apenas atrapalhando.
> >
> > Walzer é um grande amigo meu, que estimo muito e não falo
> > que pertença a um grupo ou outro porque nunca acompanhei
> > seu trabalho nesta área, mas tenho certeza que se resolver
> > falar mais sobre o assunto poderá esclarecer melhor este
> > ambiente.
> >
> > Fui consultor de informática em diversas escolas, dei
> > aulas de informática para alunos e professores e criei
> > planos de estudo, assim como participei de diversas
> > atividades para as quais não tinha qualquer formação
> > acadêmica, estava cercado de gente que tinha, era uma
> > questão de dividir conhecimentos.
> >
> > Mas apenas uma entre mais de 50 (nunca contei, se bobear
> > são mais de 100) escolas em que já atuei reconheceu meu
> > trabalho, foi o Colégio Santo Agostinho, do Rio de
> > Janeiro, única escola que me pagou para ter os direitos de
> > usar um plano de ensino que criei para seu curso de
> > informática. As outras simplesmente me contratavam como
> > "técnico de informática" e depois que sugavam tudo que
> > precisavam me dispensavam ou então simplesmente nunca me
> > citavam quando tinham que prestar contas ao MEC ou
> > qualquer outro lugar.
> >
> > Com isso simplesmente abandonei a atividade, primeiro
> > porque se o próprio professor já é mal remunerado imaginem
> > um auxiliar, ou seja, financeiramente raramente valeu a
> > pena e no sentido de que meu trabalho gerasse competência
> > para o exercício de atividades acadêmicas nunca houve
> > qualquer chance, ou seja me sentia sempre como deve ter se
> > sentido o cara que era o braço direito do médico Cristian
> > Barnard mas só após se aposentar foi reconhecido como
> > médico, sua posição oficial na equipe foi sempre da única
> > profissão que lhe permitiam pela condição de cor...
> > faxineiro e isso na Äfrica, onde o negro deveria ser
> > reconhecido como a etnia dominante, mas infelizmente não
> > é.
> >
> > Só agora, participando de açÕes como Amigos da Escola e
> > com previsões de entrar no corpo docente de institiuçÕes
> > como SESC e SENAC me sinto novamente estimulado a fazer
> > uma das coisas que mais gosto e tenho competência ...
> > ensinar.
> >
> > Como o Walzer bem disse ... se entrar no assunto não paro
> > mais de escrever, mas não me interessa discutir quem está
> > certo ou não e sim o que efetivamente se faz na área de
> > ensino para permitir que quem tem condições de ensinar
> > possa faze-lo.
> >
> > Fiz tres cursos no SENAI entre 12 e 16 anos, Desenho e
> > Tecnologia Mecanica e Eletricidade, ali tive contato com
> > os melhores professores que tive em toda a vida e nenhum
> > deles tinha essas panaquices acadêmicas, um dos melhores
> > era apenas um ex-aluno do próprio SENAI e também era
> > designer industrial da Johan Fabber, as vezes levava para
> > a aula seus projetos de novos modelos de caneta, mostrando
> > como se produzia as ferramentas que iriam permitir criar
> > as máquinas de industrialização do produto, o cara era uma
> > fera e seu único curso era o do SENAI.
> >
> > Claro que respeito e considero imprescindíveis os cursos
> > acadêmicos, só acho uma falta de senso querer exigir que
> > as pessoas o façam em qualquer situação, quando não nos é
> > oferecida a contrapartida, ou seja, bons cursos acadêmicos
> > acessíveis a mais pessoas.
> >
> > Felizmente temos uma lei flexível, que permite os cursos
> > livres onde o que vale é a competência de quem os
> > administra e não os diplomas que a pessoa acumula.
> >
> > E posso estar errado na dedução, mas pelo que leio nos
> > jornais há muitos reitores de universidades que estão no
> > cargo por indicação política e não por sua competência de
> > ensino.
> >
> > Se não estou errado, não seria uma incoerência que o cargo
> > máximo em uma universidade possa ser exercido por alguém
> > sem os diplomas necessários enquanto isso é exigido a seus
> > subordinados?
> >
> > Se a regra da formação fosse aplicada de forma geral, não
> > se poderia permitir que um semi-analfabeto possa se
> > candidatar ao cargo de presidente quando para ser um
> > simples lixeiro é preciso ter diploma de primeiro grau.
> >
> > Grande abraço,
> >
> > Divino Leitão
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