Tu trabalha com o Helinho? Paulo Brasil? Ricardo Lessa? Flávio Chapelin?
Um dos que montaram o curso de Odontologia da UVA foi o Osvaldo Corpas
que trabalhou comigo na UERJ, mas era professor convidado e entrou lá na
época da revolução com uma missão do Celimar.


Ney Pacheco wrote:
> 
> Apesar de ainda nao ter me manifestado até então, me vejo no meio de
> toda essa discussão.
> Apesar de muito mais "novato" que o Walzer e Ricardo, também leciono
> em faculdade. Embora seja particular (UVA), e seja na área de odonto,
> tenho apenas o curso de especializaçao. Estou fazendo somente agora
> meu mestrado, nao mais por imposiçao da instituiçao mas por vontade
> própria. Leciono na graducao e na pós-graducao de Odontologia,
> especificamente na disciplina de prótese.
> Desde quando comecei, há uns 5 anos, era formado há apenas 1 1/2 ano e
> tava concluindo minha especializaçao.
> Há uma relaçao para número de alunos e professores com diferentes
> titulaçoes. Desde especialista até doutores.
> Como o Walzer mesmo fala, há os que nao sabem o q é saliva. apenas com
> um canudo enfiado nao sei onde. Me considero nao um prático empírico,
> como conhecemos muitos tb, que deixam a pesquisa e a teoria de lado e
> usam a prática somente, tornando-se "clinicões"; mas, sempre estudei e
> continuo estudado, até porque a exigência que vem dos alunos no força
> a dar o melhor e nos aprimorarmos. Pelo menos me cobro desta maneira.
> Nem 8 nem 80. A exigência do MEC em ter determinado número de títulos
> por instituiçao fez com q surgissem milhares de cursos de mestrado
> profissionalizante que na minha opiniao, praticamente, vedem canudos
> de mestre...
> Quando à entrada em universidades, através de concursos, torna-se
> tarefa quase impossível visto que as vagas só se abrem quando algum
> professor morre ou se aposenta. Titulaçao exigida é normalmente com
> grau de Doutor. AInda assim, normalmente entra a chamada "bola da
> vez". O cara com titulaçao, comumente obtida dentro da casa, que está
> lá como  substituto (quase estagiário, como disse Walzer) e q é
> preferido para a vaga. Salvo uma peixada maior da CAPES ou seja lá o q
> for que "peça" pra colocar flano, preterindo a entrada do que seria da
> vez....
> Aina tem muito papo dentro disso.
> Abraços
> 
> Em 14/06/06, Walzer Abrahão Poubel <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> 
>      Não era elogio. É a verdade. Vejo seu esforço em exercer bem
>      a sua
>      profissão.
>      Mas vou encerrar o assunto porque esse negócio de email
>      acaba conduzindo
>      o papo para aonde as vezes a gente não deseja. Um dia vamos
>      discutir
>      isso ao vivo.
>      Mas aproveitando, deixa eu te perguntar uma coisa pertinente
>      ao que você
>      faz.
>      Quais cursos de informática da área de engenharia civil (ou
>      que possam
>      ser útil a quem tem essa formação)estão disponíveis nos
>      lugares aonde vc
>      leciona.(se vc preferir podemos levar esse assunto para pvt)
> 
>      Ricardo Portella wrote:
>      >
>      > Não sei se foi um elogio, mas agradeço mesmo assim. Ser
>      excessão é fato
>      > positivo em qualquer situação.
>      >
>      > Sem a sua titulação vc não poderia estar exercendo sua
>      profissão e se
>      > insistisse sofreira os rigores da lei...
>      >
>      > Isto vale para qualquer profissão, principalmente as
>      profissões ditas de
>      > formação superior.
>      >
>      > O que acontece é que alguns acham que a profissão de
>      professor pode ser
>      > exercida por qualquer pessoa que saiba muito alguma coisa,
>      mas se mudamos
>      > para a medicina, por exemplo, estas mesma pessoas querem o
>      diploma para
>      > aceitar este profissional. Trata-se de uma distorção
>      histórica, ser
>      > professor soa como "faço um bico e vou ensinando o que
>      sei". Isto é um erro
>      > e uma falácia pois a profissão de professor requer
>      qualificação tanto quanto
>      > a de dentista ou médico ou advogado.
>      >
>      > []´s
>      > Ricardo Portella.
>      >
>      > ----- Original Message -----
>      > From: "Walzer Abrahão Poubel" <[EMAIL PROTECTED]>
>      > To: <[email protected]>
>      > Sent: Tuesday, June 13, 2006 6:29 PM
>      > Subject: Re: [infoetc] ANALISE, PROJETO E GERENCIA DE
>      SISTEMAS - POS
>      > GRADUACAO - CONFIRMADO -
>      >
>      > Você também é excessão, não é regra. Eu não conheço você
>      mas acompanho o
>      > seu trabalho e de outros que são regra.
>      > Eu sou professor de Oclusão, Dor Orofacial e Disfunção
>      > Temporo-mandibular da Faculdade de Odontologia da UERJ
>      desde 1979, mas
>      > já era professor do Estado antes disso. Tenho 37 anos de
>      magistério.
>      > Discordo da sua teoria que a Titulação e mais importante
>      que a
>      > experiência, pode ser burocraticamente, mas concordo em
>      parte que quando
>      > as duas andam junto, podemos ter um professor ideal(mas há
>      excessões),
>      > mas isso não é verdade quando temos a titulação sem a
>      experiência(também
>      > temos excessões). Alás, sempre temos excessões.
>      >
>      > Ricardo Portella wrote:
>      > >
>      > > Prezado Divino,
>      > > sou mestre pela PUC, Engenheiro pelo CEFET-RJ e
>      psicólogo pela UNESA. Como
>      > > professor desde 1979 (27 anos) e coordenador de cursos
>      desde 1997 (10
>      > > anos)
>      > > já preparei muitos projetos pedagógicos e recebi cerca
>      de 20 comissões de
>      > > reconhecimento de cursos do MEC e ouso afirmar que a
>      titulação é mais
>      > > importante que a experiência. Quando as duas andam
>      junto, temos o
>      > > professor
>      > > ideal.
>      > >
>      > > Existem muitos consultores e auto-didatas que, como
>      você, são excelentes
>      > > professores, mas isto não é a regra e sim a excessão que
>      confirma a regra.
>      > >
>      > > Os cursos LATO-SENSU habilitam ao magistério superior,
>      pois formam
>      > > especialistas que são aceitos normalmente pelo MEC na
>      composição do corpo
>      > > docente de um curso superior. Isto é um fato.
>      > >
>      > > []´s
>      > > Ricardo Portella.
>      > > www.rafrom.com.br
>      > >
>      > > ----- Original Message -----
>      > > From: "DivListas" <[EMAIL PROTECTED]>
>      > > To: "Ângelo Acauã" <[email protected]>
>      > > Sent: Tuesday, June 13, 2006 12:34 PM
>      > > Subject: Re[2]: [infoetc] ANALISE, PROJETO E GERENCIA DE
>      SISTEMAS - POS
>      > > GRADUACAO - CONFIRMADO -
>      > >
>      > > Respondendo a Ângelo:
>      > >
>      > > > A afirmação do Ricardo procede, mas a do Walzer tb...
>      xz A
>      > > > questão é "nem tanto ao mar, nem tanto à terra",
>      existem
>      > > > casos e casos.
>      > >
>      > >   Parabéns  Ângelo,  pela  exposição concisa e
>      pertinente do
>      > >   assunto,  sobre  o  qual  parecemos torcedores de
>      futebol,
>      > >   "todo mundo acha que entende".
>      > >
>      > >   Particularmente  o  assunto  é  de total interesse, já
>      que
>      > >   atuo  a  tanto tempo como professor em diversas
>      atividades
>      > >   sem   ter  qualquer  formação  acadêmica  que  me
>      permita
>      > >   participar  de  concursos ou mesmo concorrer de igual
>      para
>      > >   igual quando há vagas para lecionar.
>      > >
>      > >   Tenho  medo  de  fazer cursos que serviriam apenas
>      para me
>      > >   dar  um "diproma" e que depois simplesmente seja
>      recusado,
>      > >   é  muita  grana  e  tempo  para  investir em algo que
>      cada
>      > >   instituição interpreta a lei de um jeito.
>      > >
>      > >   Conheço  pessoas extremamente capacitadas que dão
>      aulas em
>      > >   universidades   ou   instituições   importantes,  mas
>      são
>      > >   tratados  como  párias,  como  se  fizessem  um
>      favor  em
>      > >   deixa-los  lecionar,  enquanto  no  corpo  docente
>      há  os
>      > >   verdadeiros  sangue-sugas  que nada fazem a não ser
>      ter um
>      > >   diploma...  nem  mesmo  se  preocupam  em dar aulas,
>      ficam
>      > >   apenas atrapalhando.
>      > >
>      > >   Walzer  é um grande amigo meu, que estimo muito e não
>      falo
>      > >   que  pertença  a um grupo ou outro porque nunca
>      acompanhei
>      > >   seu trabalho nesta área, mas tenho certeza que se
>      resolver
>      > >   falar  mais  sobre o assunto poderá esclarecer melhor
>      este
>      > >   ambiente.
>      > >
>      > >   Fui  consultor  de  informática  em  diversas escolas,
>      dei
>      > >   aulas  de  informática  para  alunos e professores e
>      criei
>      > >   planos  de  estudo,  assim  como  participei  de
>      diversas
>      > >   atividades  para  as  quais  não  tinha  qualquer
>      formação
>      > >   acadêmica, estava cercado de gente que tinha, era uma
>      > >   questão de dividir conhecimentos.
>      > >
>      > >   Mas  apenas  uma entre mais de 50 (nunca contei, se
>      bobear
>      > >   são  mais  de  100) escolas em que já atuei reconheceu
>      meu
>      > >   trabalho,  foi  o  Colégio  Santo  Agostinho,  do
>      Rio  de
>      > >   Janeiro, única escola que me pagou para ter os
>      direitos de
>      > >   usar  um  plano  de  ensino  que  criei  para seu
>      curso de
>      > >   informática.  As  outras  simplesmente me contratavam
>      como
>      > >   "técnico  de  informática"  e  depois que sugavam tudo
>      que
>      > >   precisavam  me  dispensavam ou então simplesmente
>      nunca me
>      > >   citavam  quando  tinham  que  prestar  contas  ao
>      MEC  ou
>      > >   qualquer outro lugar.
>      > >
>      > >   Com  isso  simplesmente  abandonei  a  atividade,
>      primeiro
>      > >   porque se o próprio professor já é mal remunerado
>      imaginem
>      > >   um  auxiliar,  ou  seja, financeiramente raramente
>      valeu a
>      > >   pena  e no sentido de que meu trabalho gerasse
>      competência
>      > >   para  o  exercício  de  atividades  acadêmicas nunca
>      houve
>      > >   qualquer chance, ou seja me sentia sempre como deve
>      ter se
>      > >   sentido  o cara que era o braço direito do médico
>      Cristian
>      > >   Barnard  mas  só  após  se  aposentar foi reconhecido
>      como
>      > >   médico,  sua posição oficial na equipe foi sempre da
>      única
>      > >   profissão  que  lhe  permitiam  pela  condição  de
>      cor...
>      > >   faxineiro  e  isso  na  Äfrica,  onde  o negro deveria
>      ser
>      > >   reconhecido  como  a etnia dominante, mas infelizmente
>      não
>      > >   é.
>      > >
>      > >   Só  agora,  participando  de açÕes como Amigos da
>      Escola e
>      > >   com  previsões  de entrar no corpo docente de
>      institiuçÕes
>      > >   como  SESC  e  SENAC me sinto novamente estimulado a
>      fazer
>      > >   uma  das  coisas  que  mais  gosto e tenho competência
>      ...
>      > >   ensinar.
>      > >
>      > >   Como  o Walzer bem disse ... se entrar no assunto não
>      paro
>      > >   mais  de escrever, mas não me interessa discutir quem
>      está
>      > >   certo  ou  não  e sim o que efetivamente se faz na
>      área de
>      > >   ensino  para  permitir  que  quem tem condições de
>      ensinar
>      > >   possa faze-lo.
>      > >
>      > >   Fiz  tres  cursos  no  SENAI entre 12 e 16 anos,
>      Desenho e
>      > >   Tecnologia  Mecanica  e Eletricidade, ali tive contato
>      com
>      > >   os  melhores  professores que tive em toda a vida e
>      nenhum
>      > >   deles  tinha  essas panaquices acadêmicas, um dos
>      melhores
>      > >   era  apenas  um  ex-aluno  do  próprio  SENAI e também
>      era
>      > >   designer  industrial da Johan Fabber, as vezes levava
>      para
>      > >   a aula seus projetos de novos modelos de caneta,
>      mostrando
>      > >   como  se  produzia as ferramentas que iriam permitir
>      criar
>      > >   as máquinas de industrialização do produto, o cara era
>      uma
>      > >   fera e seu único curso era o do SENAI.
>      > >
>      > >   Claro  que  respeito e considero imprescindíveis os
>      cursos
>      > >   acadêmicos,  só  acho uma falta de senso querer exigir
>      que
>      > >   as  pessoas o façam em qualquer situação, quando não
>      nos é
>      > >   oferecida a contrapartida, ou seja, bons cursos
>      acadêmicos
>      > >   acessíveis a mais pessoas.
>      > >
>      > >   Felizmente  temos  uma lei flexível, que permite os
>      cursos
>      > >   livres  onde  o  que  vale  é  a  competência  de
>      quem os
>      > >   administra e não os diplomas que a pessoa acumula.
>      > >
>      > >   E posso estar errado na dedução, mas pelo que leio nos
>      > >   jornais há muitos reitores de universidades que estão
>      no
>      > >   cargo por indicação política e não por sua competência
>      de
>      > >   ensino.
>      > >
>      > >   Se não estou errado, não seria uma incoerência que o
>      cargo
>      > >   máximo  em  uma universidade possa ser exercido por
>      alguém
>      > >   sem os diplomas necessários enquanto isso é exigido a
>      seus
>      > >   subordinados?
>      > >
>      > >   Se  a regra da formação fosse aplicada de forma geral,
>      não
>      > >   se  poderia  permitir  que  um  semi-analfabeto
>      possa  se
>      > >   candidatar  ao  cargo  de  presidente  quando  para
>      ser um
>      > >   simples lixeiro é preciso ter diploma de primeiro
>      grau.
>      > >
>      > >     Grande abraço,
>      > >
>      > >         Divino  Leitão
>      > >         Conheça www.minimidia.com.br mais informação em
>      menos espaço.
>      > >
>      > >     Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem)
>      > >     É no casamento que a mulher adquire a sua
>      independência. Fica com a
>      > > cozinha só para ela.
>      > >
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>      > > Checked by AVG Free Edition.
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>      > --
>      > Abraços
>      > Walzer Poubel
>      > Não vote em quem você não conhece.
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>      Abraços
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> Checked by AVG Free Edition.
> Version: 7.1.394 / Virus Database: 268.9.1/369 - Release Date:
> 19/6/2006

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