Prezado Marcussi e colegas da lista Gostaria de contribuir com esta discussão indicando a tese de doutorado do Prof. João Luis Zocoler, da Unesp de Ilha Solteira. Considero um dos melhores trabalhos já elaborados sobre o tema:
Zocoler, João Luis. Modelo para dimensionamento econômico de sistemas de recalque em projetos hidroagrícolas. Piracicaba, 1998, 107 p. (Doutorado) Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, USP Como o Marcussi é estudante da EESC, poderá solicitar a tese para consulta na biblioteca Abraços a todos Anderson -- Anderson Soares Pereira - [EMAIL PROTECTED] Pesquisador - Irrigação e Recursos Hídricos Embrapa Meio Ambiente - www.cnpma.embrapa.br - Jaguariúna/SP Tel: (19) 3867-8725 - Fax: (19) 3867-8740 Envie seus comentários, sugestões ou reclamações para [EMAIL PROTECTED] Embrapa Meio Ambiente - Certificada ISO 9001:2000 > Bom, já que começamos com essa "feijoada"... > > Concordo com as opiniões do Jorge e do Eduardo, não dá para > generalizar nesse caso. São muitas variáveis, e cada uma que se > acrescenta tem um efeito exponencial nas análises. Entretanto, como > disse o Jorge, quem quer trazer algum progresso nesse campo tem de estar > disposto a dedicar um bom tempo ao planejamento do estudo. > > E da última mensagem do Jorge posso acrescentar que um dos maiores > problemas no Brasil é que falta firmeza de conduta. A regulamentação > muda muito e fica difícil fazer um planejamento de longo prazo. E na > irrigação temos de pensar tudo num horizonte mínimo de dez anos. > > A maioria dos governantes gosta de empurrar problemas com a barriga, > que por sinal tem crescido bastante. Vejam o exemplo do déficit da > Previdência, a carga e a profusão (confusão?) de impostos, a dificuldade > de transformar conhecimento em inovação etc., etc. > > "Entre mortos e feridos", se salvarmos 5% de "bons elementos" na > Agricultura estaremos felizes, pois também não adianta ficar > desperdiçando recursos por aí e reclamar que o governo não faz seu > trabalho, se também não fazemos o nosso. > > Muitos dos problemas do Brasil advêm de nossa falta de planejamento > estratégico e da baixa participação de técnicos e produtores nas > decisões sobre os rumos do País. É sempre útil lembrar que quando mudam > as leis, mudam nossos rumos. Quantos de nós estão participando das > decisões sobre mudanças nas leis e regulamentações que norteiam nosso > País? E aqui me incluo entre os "pecadores por omissão". > > Marcussi, sua tese acaba de se transformar em discussão filosófica. > Afinal, é sempre bom nos lembrarmos que o nome completo do curso é > doutorado em filosofia da ciência, mais facilmente lembrado quando > usamos o PhD. > > Abraços a todos e perdoem-me a verve um tanto exagerada de hoje. > > Fernando > > Jorge escreveu: >> Caro Marcussi, >> >> Volto aqui porque é um prazer tratar dos temas hidraulica, irrigação, >> energia etc. >> Aproveito para concordar com o Fernando e convidá-lo a "botar mais água >> no feijão". >> Entendi seus objectivos mas quanto á pergunta que fica, "se os >> fornecedores de motobombas e sistemas de irrigação fornecem dados >> confiáveis", apenas posso lhe transmitir o que tenho de experiência >> nessa área industrial e comercial: Todas as informações serão volúveis e >> pouco confiáveis na medida em que essas entidades estão na "corda bamba >> " da economia, conforme lhe dei a entender. >> Eu próprio sou fornecedor de equipamentos e sistemas de bombeamento mas >> não confio na perenidade de informações confiáveis uma vez que a rede de >> componentes que formam preços finais, é muito diversa e oscilante. >> Aliás, "botando mais água no feijão", a economia do setor que você está >> cuidando, apresenta hoje sinais de preocupação. >> As manipulações de preços de energia que existem para certas regiões, >> são fatos destorcidos de uma ausência de planejamento total em termos de >> Agricultura, o que atropela tudo que esteja relacionado com ela, >> energia, fábricas de bombas, fabricas de tubos, revendedores, técnicos, >> agricultores, Embrapa, enfim todos que se envolvem com a situação atual >> de excesso de alimentos. >> Embora existam pessoas no Brasil que passam fome, não o fazem por falta >> de alimentos, mas por distorção na distribuição de renda e por >> desconhecimento dos órgãos governamentais de como planejar um País. >> A realidade que se impõe no Brasil é que ele tem de se adequar á >> excelência de produtividade, o que significa que poucos e bons >> produtores competentes, jogarão os muitos e incompetentes sobreviventes >> da agricultura para fora da mesma. >> Ou seja, 5% de 180.000 de Brasileiros, equivalentes a 9.000.000 deverão >> se ocupar de uma agricultura planejada, produzindo tudo o que os >> 180.000.000 necessitam para sua alimentação. >> Resultado a esperar: Cerca de 50.000.000 de agricultores a falir, >> engrossarão as fileiras do MST. >> Essa a tendência Mundial que se cumpriu nos EEUU, se alinha na CE e >> também por aqui não escaparemos. >> De quebra, e por ironia, todas as 'palavras de ordem', que por aí servem >> as atuais politicas, cairão por terra como "Fome no Mundo", Falta de >> Água", "Falta de Energia" Ou seja, produtos que seus donos querem >> aumentar o preço. >> Vá em frente com seu Doutorado, porque há muito o que fazer nessa área, >> mas com certeza , não para repetir os paradigmas atuais. >> Os Governos sabem disso mas não têm coragem de o afirmar. Pior é não >> saberem resolver o problema. Muito pior é não quererem resolvê-lo. >> >> Atenciosamente, >> Engº Jorge de Sousa >> [EMAIL PROTECTED] >> 0xx3838212228 >> >> >> ----- Original Message ----- >> From: "Fernando Campos Mendonça" <[EMAIL PROTECTED]> >> To: "IRRIGA-L: Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada" >> <[email protected]> >> Sent: Saturday, December 02, 2006 12:48 PM >> Subject: Re: [Irriga-l] Custo fixo de sistema de bombeamento >> >> >> >>> Caro Marcussi, >>> >>> Gostaria de acrescentar que é preciso dar atenção à tarifação de >>> energia, pois é um custo variável que interfere grandemente no custo >>> fixo. Por exemplo, o uso de tarifas horo-sazonais. >>> >>> Ao usar tarifas horo-sazonais muda o custo da energia gasta, >>> especialmente na irrigação noturna. O desconto é de 60% no Sudeste, 70% >>> no Centro-Oeste e 90% no Nordeste. Com descontos assim é vantajoso >>> irrigar apenas à noite, apesar do aumento de vazão, diâmetro da >>> tubulação e potência da bomba. >>> >>> Fiz algumas simulações simples em irrigação por aspersão e o >>> resultado é bastante positivo. Depois conversei com colegas que >>> trabalham com aspersão convencional, aspersão em malha e pivôs >>> centrais. >>> Todos me disseram que muitos proprietários estão redimensionando >>> equipamentos para irrigar somente à noite. Em pivôs se irriga um >>> quadrante por noite. >>> >>> Acho que acabei pondo mais "água no feijão", mas não poderia deixar >>> de participar dessa discussão interessante. >>> >>> Um abraço e sucesso pra você. >>> >>> Fernando Campos Mendonça >>> Embrapa Pecuária Sudeste >>> São Carlos - SP >>> (16) 3361-5611 >>> >>> >>> >>> [EMAIL PROTECTED] escreveu: >>> >>>> Caro Jorge, >>>> >>>> Primeiramente agradeço a resposta. Foi muito elucidativa em diversos >>>> pontos, principalmente no que tange aos "estoques parados" de moto >>>> bombas, o que realmente faz crescer uma anomalia de preços no >>>> comércio. >>>> Vou tentar resumir o que estou tentando fazer. >>>> Estou montando um algoritmo de otimização matemática de diâmetros de >>>> tubulações, em irrigação localizada, tendo como principais parâmetros >>>> de análise de simulação a disponibilidade de água por dia e a >>>> quantidade de horas de funcionamento do conjunto moto bomba. Esses >>>> dois fatores determinarão a vazão do sistema e, consecutivamente todo >>>> o manejo e custos fixos de implementação. Análisarei, dentre a >>>> hidráulica de todo o sistema (com 6 eq. de perda de carga) os custos: >>>> fixo, operacional e d´água. >>>> O que estou querendo fazer basicamente, no que tange ao fator custo >>>> fixo da moto bomba, dentro deste algoritmo, é "criar" uma função que >>>> me dê o custo da moto bomba, segundo a potência encontrada. Sendo que >>>> após toda otimização feita, pelo programa, dois resultados que obtenho >>>> são de vazão do sistema e altura manométrica total de bombeamento >>>> (considerando, dentre outros fatores, diferentes declividades do >>>> terreno que pretendo simular no projeto). Todas as variáveis e normas >>>> usuais de projeto estão sendo consideradas, conforme a literatura. >>>> Entendo como teoricamente factível do ponto de vista acadêmico. A >>>> questão é saber se algum revendedor ou fabricante de moto bombas me >>>> disponibilizaria estes dados. Entrei em contato com dois fabricantes >>>> por e-mail, nesta última semana, mas até agora não obtive resposta. >>>> Qualquer indicação, ou sugestão, sempre serão bem-vindas! >>>> >>>> Muito grato! >>>> >>>> Citando Jorge <[EMAIL PROTECTED]>: >>>> >>>> >>>>> Caro Marcussi, >>>>> >>>>> Li sua comunicação, mas através dela não consigo lhe prestar as >>>>> informações >>>>> que pretende, de modo a entender que estarei fazendo com isso >>>>> qualquer >>>>> trabalho útil, especialmente em termos académicos. >>>>> Isto porque as fontes de informação que você indica, comerciantes de >>>>> sistemas de bombeamento, não têm por norma, práticas muito coerentes >>>>> em >>>>> termos de valores para cada sistema de bombeamento. O momento >>>>> económico do >>>>> Brasil também será coerente com a maior divagação em termos de >>>>> valores >>>>> porque uns estão bem de situação económica e vão vender caro, outros >>>>> >> tem >> >>>>> contas vencidas e por conta de urgências, vendem barato. >>>>> Ambos os limites podem ser bastante afastados da realidade de valores >>>>> "normais" de venda de um sistema em comercio "honesto". >>>>> Você se arrisca a concluir falsamente, com premissas falsas. >>>>> Por outro lado, não indica outros elementos do sistema de >>>>> bombeamento, como >>>>> disnivel de sucção, distância da bomba á água, distância entre a >>>>> bomba e o >>>>> local de destino da água, bem como curvas, lombas, e outros acidentes >>>>> geográficos no trajecto da adutora. >>>>> Lembro ainda que o diâmetro escolhido tem de ter capacidade de vazão >>>>> em >>>>> termos de economia e deverá ter também um perfil vertical do seu >>>>> caminhamento para avaliar a espessura da parede dessa tubulação por >>>>> forma a >>>>> garantir a resistência da mesma, tendo em conta a economia dos >>>>> custos. Os >>>>> custos energéticos, a potência do motor, a capacidade e rendimento da >>>>> bomba, >>>>> qualidade e marca dos equipamentos, durabilidade estimada, etc, são >>>>> outras >>>>> peças da composição do sistema. >>>>> Ou seja, se pretende encontrar respostas confiáveis, penso que deve >>>>> centrar >>>>> suas conclusões em dados menos volúveis que os dados comerciais, mas >>>>> sim, se >>>>> ater aos dados técnicos onde você encontra, tranquilamente, um espaço >>>>> indiscutível de seriedade. >>>>> Se tiver interesse em devassar esse lado técnico, no qual confio, >>>>> poderei >>>>> acompanhar qualquer debate sobre hidraulica e sistemas de >>>>> bombeamento, mas >>>>> creio que deve embasar melhor a situação de campo, nem que ela seja >>>>> apenas >>>>> uma situação imaginária. Servirá concerteza para um excelente >>>>> exercício >>>>> técnico de hidraulica. >>>>> Depois de definir o equipamento , aí sim, pode fazer uma concorrência >>>>> comercial ou uma consulta muito mais credível. >>>>> >>>>> Atenciosamente, >>>>> Engº Jorge de Sousa >>>>> [EMAIL PROTECTED] >>>>> 0xx3838212228 >>>>> >>>>> >>>>> >>>>> >>>>> >>>>> >>>>> ----- Original Message ----- >>>>> From: <[EMAIL PROTECTED]> >>>>> To: <[email protected]> >>>>> Sent: Friday, December 01, 2006 8:39 AM >>>>> Subject: [Irriga-l] Custo fixo de sistema de bombeamento >>>>> >>>>> >>>>> >>>>> Caros colegas, >>>>> >>>>> preciso fazer uma tabela, para posterior análise de regressão, de >>>>> custo de sistema de bombeamento, em função do produto da altura >>>>> manométrica e da vazão do mesmo. Pensei em vazões em torno de 20 m3/h >>>>> e altura manométrica entre 10 e 50 mca e, vazões em torno de 50 m3/h >>>>> e >>>>> altura manométrica entre 50 e 100 mca. Os valores são aproximados. >>>>> Também preciso das informações da potência atreladas ao respectivo >>>>> custo. >>>>> >>>>> Algum colega trabalha com revenda de conjunto motobomba? Ou >>>>> poderiam >>>>> indicar alguém ou empresa que poderia me fornecer estes dados? >>>>> >>>>> Grato pela atenção! >>>>> >>>>> >>>>> >>>>> >>>>> >>>>> >>>>> >>>>> >>>>> -- >>>>> Francisco Marcussi >>>>> (Doutorando em Engenharia Hidráulica e Saneamento) >>>>> Escola de Engenharia de São carlos - USP - SHS >>>>> Av. Trabalhador Sãocarlense, 400 >>>>> CEP 13566-590 - Caixa Postal 359 >>>>> São Carlos - SP - Brasil >>>>> >>>>> _______________________________________________ >>>>> Irriga-l mailing list >>>>> [email protected] >>>>> http://listas.feis.unesp.br/cgi-bin/mailman/listinfo/irriga-l >>>>> >>>>> >>>>> _______________________________________________ >>>>> Irriga-l mailing list >>>>> [email protected] >>>>> http://listas.feis.unesp.br/cgi-bin/mailman/listinfo/irriga-l >>>>> >>>>> >>>> >>>> --Francisco Marcussi >>>> (Doutorando em Engenharia Hidráulica e Saneamento) >>>> Escola de Engenharia de São carlos - USP - SHS >>>> Av. 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