Caros colegas,

Muito interessante ter-se chegado á preocupação com os valores da água e com
os valores da energia.
Se esta discussão tivesse sido feita em 1700, não falaríamos de motores a
diesel, nem eletricos nem outros quaisquer, e muito menos de custo de
energia.
Interessante também o parágrafo que alerta para o "futuro".
Também , nem no passado 1800, nem no futuro, mas no Agora, temos de resolver
os problemas que outras entidades nos colocam, umas, donas da energia,
mexendo nos preços a seu belo interesse, e outros no âmbito da  ecologia,
ditando ordens de consumo, rotulados de mais ou menos conveniencia, como se
os estudos hidricos e estudos de planejamento agrícola territorial
estivessem concluidos, e melhor do que isso, certos.

As dúvidas quanto ao que se deve fazer tendem a aparecer e a sufocar pela
sua abundância, colocando em risco brilhantes ou menos brilhantes idéias
sobre modelos matemáticos que, bem entendido, são louváveis, e com os quais
tenho muito prazer em colaborar pois fazem parte do meu barco no qual
estamos todos, tentando que não afunde, mas que nos leve a bom porto.

Com isto pretendo deixar anotado que o que nos impõe restrições de valores
de energia e de vazões de água, são variáveis que talvez não se mantenham em
um futuro próximo.

Anotar também que o atual paradigma que consome muita água e muita energia,
talvez seja rompido em breve,
o consumode água pode ser racionalizado para um planejamento, que se existe,
pode estar servindo interesses não Brasileiros, e o consumo de energia
passar a ser gratuito a partir de estudos simples que estão em marcha para a
separação da água em hidrogénio e oxigénio, alimentando motores de combustão
interna, Ciclo Otto, ou Diesel, ou Células a Combustível, ligadas a
tradicionais motores eletricos.

Pretendo também sinalizar que existem já projetos em que estes dispositivos
de eletrólise funcionam , aliviando os custos de consumo de combustíveis bem
como de energia eletrica.

Pensar nestas possibilidades pode temperar o esforço de algo que se pense
ser extremamente importante e chegar á conclusão de que talvez a Montanha
esteja parindo um Rato!

Deixar também, mais uma vez nestas páginas da Irriga L que o Hidrogénio da
água tem um valor próximo a um Virtual Zero,
e que tenho vindo a ensair seu desempenho em viaturas automóveis, que como
sabemos têm um Motor ciclo OTTO, o qual pode ser ligado a geradores de
energia eletrica, e com isto poderemos substituir os atuais fornecedores de
energia e lógicamente sumir com a conta energética, liberando os
equipamentos para 24 horas de funcionamento por dia, ajeitando por tabela as
vazões de tanto apreço do IBAMA e outras entidades que fiscalizem o
equilibrio ecológico.

Filosofia?  Perguntem a 1700 se naquela época o petróleo não era filosofia ,
bem como as hidrelétricas.

Penso que, no presente, o Planejamento para cultivar o que realmente
interessa á nação, para manter viva e sadia a sua população resolve boa
parte dos problemas energéticos e ecológicos.
Porém, não vou falar de quais interesses, hoje instalados no bolo económico
do Brasil iriamos afetar com esta mudanças.

Atenciosamente,
Engº Jorge de Sousa
[EMAIL PROTECTED]
0xx3838212228







----- Original Message ----- 
From: <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[email protected]>
Sent: Friday, December 08, 2006 5:09 PM
Subject: Re: Fw: [Irriga-l] Custo fixo de sistema de bombeamento




  Caros colegas,

  outro fator interessante, que estamos análisando, é o custo por
metro cúbico de água, no custo operacional total. O custo da água é
responsável por uma pequena porcentagem de todo o custo operacional do
sistema de irrigação. Isto demonstra que o "disciplinador" do
irrigante, quanto a melhoria da eficiência do sistema, continuará
sendo o custo da energia de bombeamento, e não o custo do metro cúbico
de água em si. Considerando R$ 0,01/m3.
  As "contendas de outorga" para o irrigante serão temas interessante
para o futuro próximo. Principalmente levando-se em consideração o uso
multiplo da água, como ressaltou o colega Luis.

  Abraços!



Citando Luis Preto <[EMAIL PROTECTED]>:

> Marcussi:
> A otimização econômica pode ter seus fatores limitantes, um deles é
> com relação à vazão máxima de projeto, que está consicionada à
> disponibilidade hídrica , seja de um corpo hídrico superficial ou
> subterrâneo. A busca de otimização de custos de energia elétrica, em
>  função de uma tarifa promocional noturna, dada pelo setor elétrico,
>  limita no mínimo à metade, a disponibilidade hídrica de corpos
> hídricos superficiais, restringindo dessa forma, os usos múltiplos
> de recursos hídricos na bacia hidrográfica onde se localiza a
> captação, já que a outorga não considera somente volume retirado,
> mas a vazão também.
> A otimização do projeto em função dos custos de produção na
> irrigação, focados nos descontos noturnos dados pelo setor elétrico,
>  restringe e limita o acesso à água de outros usuários de recursos
> hídricos. Com certeza haverá situações em que se poderá dimensionar
> o equipamento de irrigação para trabalhar 8,5 horas/dia, mas essas
> situações serão exceção e não a regra geral (21horas/dia).
> Acrescento que em bacias com restrição hídrica, o ideal seria
> dimensionar para trabalhar 24horas/dia.
> O assunto é  bem interessante, eu desejo sucesso na empreitada.
> Abraço
> Luis A. Preto
> Especialista em Recursos Hídricos
> Superintendência de Usos Múltiplos
> Agência Nacional de Águas
> [EMAIL PROTECTED]
> www.ana.gov.br
> (61)2109-5332
> (61)2109-5369
>
> ----- Original Message ----- From: "Fernando Campos Mendonça"
> <[EMAIL PROTECTED]>
>
>
>> Caro Marcussi,
>>
>>   Fico feliz ao saber que contribuí com meus 10 centavos...
>>   E agradeço pelas informações que me passou sobre tarifas e
>> horários. Tenho falado sobre isto em palestras e cursos, e
>> realmente não sabia das 8,5 horas. Eu também pensava que eram 9 h.
>>   Quando terminar a tese divulgue aqui na lista ou mande cópia digital.
>>
>>   Grande abraço e sucesso pra você.
>> Fernando
>>
>> [EMAIL PROTECTED] escreveu:
>>>
>>> Caro Mendonça,
>>>
>>> Bingo! Boa parte do trabalho que estou desenvolvendo consiste no
>>> que você escreveu. Qual seria o ponto ótimo matemáticamente?
>>> Irrigando somente a noite você aumenta a vazão e,
>>> consequentemente, o diâmetro de tubulação (custo fixo) e a demanda
>>>  de potência da bomba também (custo operacional - variável). A
>>> espinha dorsal no que estou trabalhando está justamente nisso. Mas
>>>  para rodar de maneira automatizada o meu algoritmo, eu precisaria
>>>  equacionar o "fator" custo fixo da motobomba, pela potência
>>> requerida da mesma. O que está dando uma dor de cabeça tremenda,
>>> pois não estou conseguindo as informações comerciais.
>>> Só para informar, no que tange ao custo variável, segundo
>>> informações que obtive junto a CPFL paulista (depois de ficar
>>> horas no telefone e falar com 7 "especialistas" diferentes):
>>> 60% de desconto, no estado de SP, é relativo a tarifa rural de:
>>> 0,1768 R$/kw, ou seja, a tarifa cai para 0,0707 R$/kw no período
>>> de 21:30 da noite às 06:00 da manhã, ou seja, são 8 horas e 30
>>> minutos de "janela economica" para o irrigante. Uma observação,
>>> todos os artigos que estudamos para termos um V-zero de partida
>>> estavam errados, ou por que constavam uma "janela economica" de 9
>>> horas ou porque os critérios estabelecidos de pré-venda de
>>> energia, junto a fornecedora, estavam baseados em leis da época do
>>>  regime militar.
>>> Outra informação interessante, segundo o pessoal da CPFL paulista,
>>>  é que o medidor é por conta deles. Por que será?
>>>
>>> A discussão só tende a melhorar nossos conhecimentos na área!
>>> Agradeço as observações!
>>>
>>> Muito grato!
>>>
>>>
>>>
>>>
>>> Citando Fernando Campos Mendonça <[EMAIL PROTECTED]>:
>>>
>>>> Caro Marcussi,
>>>>
>>>>   Gostaria de acrescentar que é preciso dar atenção à tarifação
>>>> de energia, pois é um custo variável que interfere grandemente no
>>>>  custo fixo. Por exemplo, o uso de tarifas horo-sazonais.
>>>>
>>>>   Ao usar tarifas horo-sazonais muda o custo da energia gasta,
>>>> especialmente na irrigação noturna. O desconto é de 60% no
>>>> Sudeste,  70% no Centro-Oeste e 90% no Nordeste. Com descontos
>>>> assim é  vantajoso irrigar apenas à noite, apesar do aumento de
>>>> vazão,  diâmetro da tubulação e potência da bomba.
>>>>
>>>>   Fiz algumas simulações simples em irrigação por aspersão e o
>>>> resultado é bastante positivo. Depois conversei com colegas que
>>>> trabalham com aspersão convencional, aspersão em malha e pivôs
>>>> centrais. Todos me disseram que muitos proprietários estão
>>>> redimensionando equipamentos para irrigar somente à noite. Em
>>>> pivôs  se irriga um quadrante por noite.
>>>>
>>>>   Acho que acabei pondo mais "água no feijão", mas não poderia
>>>> deixar de participar dessa discussão interessante.
>>>>
>>>>   Um abraço e sucesso pra você.
>>>>
>>>> Fernando Campos Mendonça
>>>> Embrapa Pecuária Sudeste
>>>> São Carlos - SP
>>>> (16) 3361-5611
>>>>   [EMAIL PROTECTED] escreveu:
>>>>>
>>>>> Caro Jorge,
>>>>>
>>>>> Primeiramente agradeço a resposta. Foi muito elucidativa em
>>>>> diversos pontos, principalmente no que tange aos "estoques
>>>>> parados" de moto bombas, o que realmente faz crescer uma
>>>>> anomalia de preços no comércio.
>>>>> Vou tentar resumir o que estou tentando fazer.
>>>>> Estou montando um algoritmo de otimização matemática de
>>>>> diâmetros  de tubulações, em irrigação localizada, tendo como
>>>>> principais  parâmetros de análise de simulação a disponibilidade
>>>>>  de água por  dia e a quantidade de horas de funcionamento do
>>>>> conjunto moto  bomba. Esses dois fatores determinarão a vazão do
>>>>>  sistema e,  consecutivamente todo o manejo e custos fixos de
>>>>> implementação.  Análisarei, dentre a hidráulica de todo o
>>>>> sistema (com 6 eq. de  perda de carga) os custos: fixo,
>>>>> operacional e d´água.
>>>>> O que estou querendo fazer basicamente, no que tange ao fator
>>>>> custo fixo da moto bomba, dentro deste algoritmo, é "criar" uma
>>>>> função  que me dê o custo da moto bomba, segundo a potência
>>>>> encontrada.  Sendo que após toda otimização feita, pelo
>>>>> programa, dois  resultados que obtenho são de vazão do sistema e
>>>>>  altura manométrica total de bombeamento (considerando, dentre
>>>>> outros fatores,  diferentes declividades do terreno que pretendo
>>>>>  simular no  projeto). Todas as variáveis e normas usuais de
>>>>> projeto estão sendo consideradas, conforme a literatura.
>>>>> Entendo como teoricamente factível do ponto de vista acadêmico.
>>>>> A questão é saber se algum revendedor ou fabricante de moto
>>>>> bombas me disponibilizaria estes dados. Entrei em contato com
>>>>> dois  fabricantes por e-mail, nesta última semana, mas até agora
>>>>>  não  obtive resposta.
>>>>> Qualquer indicação, ou sugestão, sempre serão bem-vindas!
>>>>>
>>>>> Muito grato!
>>>>>
>>>>> Citando Jorge <[EMAIL PROTECTED]>:
>>>>>
>>>>>> Caro Marcussi,
>>>>>>
>>>>>> Li sua comunicação, mas através dela não consigo lhe prestar as
>>>>>>  informações
>>>>>> que pretende, de modo a entender que estarei fazendo com isso
qualquer
>>>>>> trabalho útil, especialmente em termos académicos.
>>>>>> Isto porque as fontes de informação que você indica, comerciantes de
>>>>>> sistemas de bombeamento, não têm por norma, práticas muito coerentes
em
>>>>>> termos de valores para cada sistema de bombeamento. O momento
>>>>>> económico do
>>>>>> Brasil também será coerente com a maior divagação em termos de
valores
>>>>>> porque uns estão bem de situação económica e vão vender caro, outros
tem
>>>>>> contas vencidas e por conta de urgências, vendem barato.
>>>>>> Ambos os limites podem ser bastante afastados da realidade de valores
>>>>>> "normais" de venda de um sistema em comercio "honesto".
>>>>>> Você se arrisca a concluir falsamente, com premissas falsas.
>>>>>> Por outro lado, não indica outros elementos do sistema de
>>>>>> bombeamento, como
>>>>>> disnivel de sucção, distância da bomba á água, distância entre
>>>>>> a bomba e o
>>>>>> local de destino da água, bem como curvas, lombas, e outros acidentes
>>>>>> geográficos no trajecto da adutora.
>>>>>> Lembro ainda que o diâmetro escolhido tem de ter capacidade de vazão
em
>>>>>> termos de economia e deverá ter também um perfil vertical do seu
>>>>>> caminhamento para avaliar a espessura da parede dessa tubulação
>>>>>>  por forma a
>>>>>> garantir a resistência da mesma, tendo em conta a economia dos
>>>>>> custos. Os
>>>>>> custos energéticos, a potência do motor, a capacidade e
>>>>>> rendimento da bomba,
>>>>>> qualidade e marca dos equipamentos, durabilidade estimada, etc,
>>>>>>  são outras
>>>>>> peças da composição do sistema.
>>>>>> Ou seja, se pretende encontrar respostas confiáveis, penso que
>>>>>> deve centrar
>>>>>> suas conclusões em dados menos volúveis que os dados
>>>>>> comerciais,  mas sim, se
>>>>>> ater aos dados técnicos onde você encontra, tranquilamente, um espaço
>>>>>> indiscutível de seriedade.
>>>>>> Se tiver interesse em devassar esse lado técnico, no qual
>>>>>> confio, poderei
>>>>>> acompanhar qualquer debate sobre hidraulica e sistemas de
>>>>>> bombeamento, mas
>>>>>> creio que deve embasar melhor a situação de campo, nem que ela
>>>>>> seja apenas
>>>>>> uma situação imaginária. Servirá concerteza para um excelente
exercício
>>>>>> técnico de hidraulica.
>>>>>> Depois de definir o equipamento , aí sim, pode fazer uma concorrência
>>>>>> comercial ou uma consulta muito mais credível.
>>>>>>
>>>>>> Atenciosamente,
>>>>>> Engº Jorge de Sousa
>>>>>> [EMAIL PROTECTED]
>>>>>> 0xx3838212228
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>> ----- Original Message -----
>>>>>> From: <[EMAIL PROTECTED]>
>>>>>> To: <[email protected]>
>>>>>> Sent: Friday, December 01, 2006 8:39 AM
>>>>>> Subject: [Irriga-l] Custo fixo de sistema de bombeamento
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>> Caros colegas,
>>>>>>
>>>>>> preciso fazer uma tabela, para posterior análise de regressão, de
>>>>>> custo de sistema de bombeamento, em função do produto da altura
>>>>>> manométrica e da vazão do mesmo. Pensei em vazões em torno de 20 m3/h
>>>>>> e altura manométrica entre 10 e 50 mca e, vazões em torno de 50 m3/h
e
>>>>>> altura manométrica entre 50 e 100 mca. Os valores são aproximados.
>>>>>> Também preciso das informações da potência atreladas ao respectivo
>>>>>> custo.
>>>>>>
>>>>>> Algum colega trabalha com revenda de conjunto motobomba? Ou poderiam
>>>>>> indicar alguém ou empresa que poderia me fornecer estes dados?
>>>>>>
>>>>>> Grato pela atenção!
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
>>>>>>
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>>>>>> --Francisco Marcussi
>>>>>> (Doutorando em Engenharia Hidráulica e Saneamento)
>>>>>> Escola de Engenharia de São carlos - USP - SHS
>>>>>> Av. Trabalhador Sãocarlense, 400
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> Irriga-l mailing list
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> http://listas.feis.unesp.br/cgi-bin/mailman/listinfo/irriga-l



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Francisco Marcussi
(Doutorando em Engenharia Hidráulica e Saneamento)
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