Caro Marcussi,

   Fico feliz ao saber que contribuí com meus 10 centavos...
E agradeço pelas informações que me passou sobre tarifas e horários. Tenho falado sobre isto em palestras e cursos, e realmente não sabia das 8,5 horas. Eu também pensava que eram 9 h.
   Quando terminar a tese divulgue aqui na lista ou mande cópia digital.

   Grande abraço e sucesso pra você.
Fernando

[EMAIL PROTECTED] escreveu:

 Caro Mendonça,

Bingo! Boa parte do trabalho que estou desenvolvendo consiste no que você escreveu. Qual seria o ponto ótimo matemáticamente? Irrigando somente a noite você aumenta a vazão e, consequentemente, o diâmetro de tubulação (custo fixo) e a demanda de potência da bomba também (custo operacional - variável). A espinha dorsal no que estou trabalhando está justamente nisso. Mas para rodar de maneira automatizada o meu algoritmo, eu precisaria equacionar o "fator" custo fixo da motobomba, pela potência requerida da mesma. O que está dando uma dor de cabeça tremenda, pois não estou conseguindo as informações comerciais. Só para informar, no que tange ao custo variável, segundo informações que obtive junto a CPFL paulista (depois de ficar horas no telefone e falar com 7 "especialistas" diferentes): 60% de desconto, no estado de SP, é relativo a tarifa rural de: 0,1768 R$/kw, ou seja, a tarifa cai para 0,0707 R$/kw no período de 21:30 da noite às 06:00 da manhã, ou seja, são 8 horas e 30 minutos de "janela economica" para o irrigante. Uma observação, todos os artigos que estudamos para termos um V-zero de partida estavam errados, ou por que constavam uma "janela economica" de 9 horas ou porque os critérios estabelecidos de pré-venda de energia, junto a fornecedora, estavam baseados em leis da época do regime militar. Outra informação interessante, segundo o pessoal da CPFL paulista, é que o medidor é por conta deles. Por que será?

A discussão só tende a melhorar nossos conhecimentos na área! Agradeço as observações!

 Muito grato!




Citando Fernando Campos Mendonça <[EMAIL PROTECTED]>:

Caro Marcussi,

Gostaria de acrescentar que é preciso dar atenção à tarifação de energia, pois é um custo variável que interfere grandemente no custo fixo. Por exemplo, o uso de tarifas horo-sazonais.

Ao usar tarifas horo-sazonais muda o custo da energia gasta, especialmente na irrigação noturna. O desconto é de 60% no Sudeste, 70% no Centro-Oeste e 90% no Nordeste. Com descontos assim é vantajoso irrigar apenas à noite, apesar do aumento de vazão, diâmetro da tubulação e potência da bomba.

Fiz algumas simulações simples em irrigação por aspersão e o resultado é bastante positivo. Depois conversei com colegas que trabalham com aspersão convencional, aspersão em malha e pivôs centrais. Todos me disseram que muitos proprietários estão redimensionando equipamentos para irrigar somente à noite. Em pivôs se irriga um quadrante por noite.

Acho que acabei pondo mais "água no feijão", mas não poderia deixar de participar dessa discussão interessante.

   Um abraço e sucesso pra você.

Fernando Campos Mendonça
Embrapa Pecuária Sudeste
São Carlos - SP
(16) 3361-5611
   [EMAIL PROTECTED] escreveu:

Caro Jorge,

Primeiramente agradeço a resposta. Foi muito elucidativa em diversos pontos, principalmente no que tange aos "estoques parados" de moto bombas, o que realmente faz crescer uma anomalia de preços no comércio.
Vou tentar resumir o que estou tentando fazer.
Estou montando um algoritmo de otimização matemática de diâmetros de tubulações, em irrigação localizada, tendo como principais parâmetros de análise de simulação a disponibilidade de água por dia e a quantidade de horas de funcionamento do conjunto moto bomba. Esses dois fatores determinarão a vazão do sistema e, consecutivamente todo o manejo e custos fixos de implementação. Análisarei, dentre a hidráulica de todo o sistema (com 6 eq. de perda de carga) os custos: fixo, operacional e d´água. O que estou querendo fazer basicamente, no que tange ao fator custo fixo da moto bomba, dentro deste algoritmo, é "criar" uma função que me dê o custo da moto bomba, segundo a potência encontrada. Sendo que após toda otimização feita, pelo programa, dois resultados que obtenho são de vazão do sistema e altura manométrica total de bombeamento (considerando, dentre outros fatores, diferentes declividades do terreno que pretendo simular no projeto). Todas as variáveis e normas usuais de projeto estão sendo consideradas, conforme a literatura. Entendo como teoricamente factível do ponto de vista acadêmico. A questão é saber se algum revendedor ou fabricante de moto bombas me disponibilizaria estes dados. Entrei em contato com dois fabricantes por e-mail, nesta última semana, mas até agora não obtive resposta.
Qualquer indicação, ou sugestão, sempre serão bem-vindas!

Muito grato!

Citando Jorge <[EMAIL PROTECTED]>:

Caro Marcussi,

Li sua comunicação, mas através dela não consigo lhe prestar as informações
que pretende, de modo a entender que estarei fazendo com isso qualquer
trabalho útil, especialmente em termos académicos.
Isto porque as fontes de informação que você indica, comerciantes de
sistemas de bombeamento, não têm por norma, práticas muito coerentes em termos de valores para cada sistema de bombeamento. O momento económico do
Brasil também será coerente com a maior divagação em termos de valores
porque uns estão bem de situação económica e vão vender caro, outros tem
contas vencidas e por conta de urgências, vendem barato.
Ambos os limites podem ser bastante afastados da realidade de valores
"normais" de venda de um sistema em comercio "honesto".
Você se arrisca a concluir falsamente, com premissas falsas.
Por outro lado, não indica outros elementos do sistema de bombeamento, como disnivel de sucção, distância da bomba á água, distância entre a bomba e o
local de destino da água, bem como curvas, lombas, e outros acidentes
geográficos no trajecto da adutora.
Lembro ainda que o diâmetro escolhido tem de ter capacidade de vazão em
termos de economia e deverá ter também um perfil vertical do seu
caminhamento para avaliar a espessura da parede dessa tubulação por forma a garantir a resistência da mesma, tendo em conta a economia dos custos. Os custos energéticos, a potência do motor, a capacidade e rendimento da bomba, qualidade e marca dos equipamentos, durabilidade estimada, etc, são outras
peças da composição do sistema.
Ou seja, se pretende encontrar respostas confiáveis, penso que deve centrar suas conclusões em dados menos volúveis que os dados comerciais, mas sim, se
ater aos dados técnicos onde você encontra, tranquilamente, um espaço
indiscutível de seriedade.
Se tiver interesse em devassar esse lado técnico, no qual confio, poderei acompanhar qualquer debate sobre hidraulica e sistemas de bombeamento, mas creio que deve embasar melhor a situação de campo, nem que ela seja apenas uma situação imaginária. Servirá concerteza para um excelente exercício
técnico de hidraulica.
Depois de definir o equipamento , aí sim, pode fazer uma concorrência
comercial ou uma consulta muito mais credível.

Atenciosamente,
Engº Jorge de Sousa
[EMAIL PROTECTED]
0xx3838212228






----- Original Message -----
From: <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[email protected]>
Sent: Friday, December 01, 2006 8:39 AM
Subject: [Irriga-l] Custo fixo de sistema de bombeamento



 Caros colegas,

 preciso fazer uma tabela, para posterior análise de regressão, de
custo de sistema de bombeamento, em função do produto da altura
manométrica e da vazão do mesmo. Pensei em vazões em torno de 20 m3/h
e altura manométrica entre 10 e 50 mca e, vazões em torno de 50 m3/h e
altura manométrica entre 50 e 100 mca. Os valores são aproximados.
Também preciso das informações da potência atreladas ao respectivo
custo.

 Algum colega trabalha com revenda de conjunto motobomba? Ou poderiam
indicar alguém ou empresa que poderia me fornecer estes dados?

 Grato pela atenção!








--Francisco Marcussi
(Doutorando em Engenharia Hidráulica e Saneamento)
Escola de Engenharia de São carlos - USP - SHS
Av. Trabalhador Sãocarlense, 400
CEP 13566-590 - Caixa Postal 359
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