Prezados(as)

Desculpem me envolver nesta discussão.

Mas este tema segurança hídrica é de fato muito importante e deve ser sim 
tratado em todos os aspectos.

Aqui no IAC, estamos desenvolvendo e implementando o Sistema de alerta de seca 
antecipado, e procurando manter a rede meteorológica para poder dar suporte.

Dentre os vários itens, como ainda estou como Presidente da FUNDAG, estamos 
envidando esforços para realizar alguns simpósios nesta área como_ Segurança 
Hídrica-Variabilidade Climática  e Recursos naturais- outro como Mudanças 
climáticas e saúde humana- Reciclagem de Resíduos Urbanos- Segurança Alimentar 
e Qualidade de Vida-

Há alguns anos nos da área de agrometeorologia tentávamos apresentar 
informações de que a situação hídrica do Estado não estava caminhando muito 
bem.Mas!!!!!!!!!!!!

Assim, espero que possa lhe enviar mais informações e detalhes destes simpósios.

Um abraço a todos(as)

Brunini

 

De: Irriga-l [mailto:[email protected]] Em nome de Marco 
Viana - RPA Consultoria
Enviada em: sábado, 7 de fevereiro de 2015 08:10
Para: '[email protected]: Grupo de Discussão em 
Agricultura Irrigada'; [email protected]
Cc: 'Irriga-L Irriga Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada'
Assunto: [Irriga-l] RES: Crise hídrica

 

Bom dia

 

Perfeita as colocações, mas entendo que precisamos de mais técnicos no campo 
para esclarecer e acompanhar os produtores rurais.

Também tenho um netinho!!!

Abraços

 

Marco Viana

Superintendente 

Rua Casemiro de Abreu, 950 

Vila Seixas - Ribeirão Preto - SP 

CEP 14020-193
(55 16 3602-0900 /55 16 3237-4249 / 55 16 99180-2132 / 55 16 981752662

Descrição: GIFC-2

 

De: Irriga-l [mailto:[email protected]] Em nome de 
cianosales
Enviada em: sábado, 7 de fevereiro de 2015 01:40
Para: [email protected]; [email protected]
Cc: Irriga-L Irriga Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada
Assunto: Re: [Irriga-l] Crise hídrica

 

GESTÃO DAS ÁGUAS

Água para meus netinhos. Netinhos chegaram; E agora!

 

*José Luciano Sales

**Felipe Muniz Gadelha Sales

   <http://diariodopovo-pi.com.br/Jornal/> http://diariodopovo-pi.com.br/Jornal/

 

Os negócios para terem eficácia precisam de água e o agronegócio da 
fruticultura que depende da irrigação e que tem papel relevante no suporte de 
serviços, este requer um grande aporte, e para ter esta em disponibilidade 
faz-se necessário ter uma fábrica de água e cuidá-la. E o que vem a ser cuidar 
dela; É criar condições favoráveis para que o ciclo vital da água se realize de 
forma mais intensa. Para isso é preciso recuperar e preservar áreas de 
nascentes e proteger os cursos d’água com a ampliação da cobertura florestal em 
suas margens o máximo possível, evitar erosão ou controlá-las e enxergar que a 
não preservação é um dano ao patrimônio humano.

Os órgãos especializados na gestão de água e mananciais no Brasil, como a 
Agência Nacional de Águas – ANA, as Universidades e outros Gestores, vêm 
alertando, há alguns anos, ”Água e Meio Ambiente / III Programa de Suporte 
Técnicoà Gestão de Recursos Hídricos” – 1998, que a gestão de água no Brasil é 
casual, não é integrada e não tem uma relação direta com a questão fundamental 
da produção da água. No entanto, o cuidado com rios e mananciais é fundamental 
para que as empresas de captação e tratamento possam ter disponível água de boa 
qualidade.

O tema produção de água esteve presente na “discussão” do Código Florestal, 
aprovado em 2012, quando a redução das áreas de proteção às margens de cursos 
d’água foi colocada como fator fundamental para o aumento de produtividade nas 
propriedades rurais.

Outra questão importante é entender que parte da “função social” da terra é 
preservar os serviços ambientais por ela prestados. Assim, os proprietários e 
produtores rurais devem fazer parte de uma grande rede de produtores de água, 
capacitados, com tecnologia, assistência técnica e os recursos necessários para 
a identificação de nascentes e cursos d’água eventualmente secos pela derrubada 
da mata e implantação de plantios ou pastagens, e a realização das ações 
necessárias para a recuperação e preservação dessas fontes de água. Quem 
poderia e pode fazer esse papel são os Extensionistas, Técnicos que estão 
presentes em todos os municípios dos Estados e que estão perto dos produtores 
rurais, os quais devem ser apoiados em ações que ajudem a proteger os 
mananciais em sua propriedade ou adjacentes da contaminação por qualquer tipo 
de produto químico utilizado nas lavouras ou com os animais. Esses produtos 
quando levados aos rios são contaminantes de alto impacto para a biodiversidade 
e torna o tratamento da água muito caro.Precisa ser feito um trabalho nas 
Escolas envolvendo alunos, professores, Diretores, Coordenadores Pedagógicos 
com apoio das Secretarias de Educação, trabalhando a sensibilidade da 
preservação ambiental. Encimado em Capacitação promovida a nível Estadual.

A segurança hídrica precisa ser vista com mais amplitude política (não só 
agora/ano político), uma política que abranja todos os setores em que esse 
líquido se locomova; desde as nascentes dos rios, os sistemas de recalque, 
coletas, tratamento, transformação, distribuição e despoluição. Até pouco só se 
falava em segurança alimentar, mas esta depende da segurança hídrica, como bem 
diziaThomas Malthus “o mundo vai passar fome porque a produção de alimentos é 
mais lenta que o crescimento da população”. Sem água não há produção de 
alimentos.

Não se pode esquecer que temos muitas perdas d’água, não só na agriculturamasem 
todo o sistema de abastecimento para humanos. Precisa investir em novas 
estações de tratamento, precisa de novos sistemas de distribuição, em novas 
Adutoras, que perdem um significativo volume d’água que ao aparecerem 
vazamentos passam horas e às vezes dias para serem consertados, e quando essa 
águaé para consumo humano, que já é tratada.

Nesse início do mês de agosto de 2014, Encerrou-se o prazo para ter acabado com 
os lixões e cadê os aterros sanitários? Esses lixões que são colocados em 
locais onde os chorumes desembocam em mananciais, se transformando em agentes 
poluidores. A preocupação em fabricar água é a construção de sistemas de coleta 
de esgoto, estações de tratamento, proteçãodos mananciais e uma sensibilização 
de toda a sociedadepara uma visão que inclua a recuperação ambiental dos rios e 
mananciais onde a preservação e a gestão devem caminhar de mãos dadas.

A nossa gestão da água é feita por bacias hidrográficas em um sistema de 
gerenciamento de recursos hídricos, e em muitos casos apoiados por comitês de 
bacias. O Estado do Piauí apresenta uma divisão hidrográfica em doze bacias ou 
regiões hidrográficas, cuja região hidrográfica é a mais extensa, dentre as 
vinte e cinco bacias da Vertente Nordeste, a qual apresenta grandes diferenças 
inter-regionais tanto em termos de desenvolvimento econômico e social quanto em 
relação à disponibilidade hídrica. Tem, também, uma das bacias mais importante 
do Nordeste, que é a Região Hidrográfica do Parnaíba que é hidrologicamente a 
segunda mais importante da Região Nordeste, ficando atrás apenas da bacia do 
rio São Francisco.Os principais afluentes do Parnaíba são os rios: Balsas, 
situado no Maranhão; Poti e Portinho, cujas nascentes localizam-se no Ceará; e 
Canindé, Piauí, Uruçuí-Preto, Gurguéia e Longa, no Piauí, mas, uma bacia 
hidrográfica é um sistema integrado e deve ser gerida por inteiro, 
independentemente de quantos Estados a compartilhem.

*Engenheiro Agrônomo, M.Sc. Irrigação e Drenagem.

**Engenheiro Agrônomo, M.Sc. Irrigação e Drenagem, 

cursandoTecnologia em Gestão Ambiental. 

 Apresentando trabalhos no evento “CongressoTécnico - CONTECC/Sociedade Oficial 
da Engenharia e da Agronomia – SOEA, Teresina –Pi, 12 a 15 de agosto 2014.

 <mailto:[email protected]> [email protected]

 <mailto:[email protected]> [email protected]

 

  _____  


De: [email protected]
Enviada: Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2015 19:44
Para: [email protected]
Assunto: [Irriga-l] Crise hídrica

Boa tarde a todos!

Nosso Presidente da ABID, o querido Helvecio me pediu o relato e algumas 
informações e ainda documentos sobre esta crise hidrica que se abate sobre São 
Paulo. Não consegui atente-lo no tempo e prazo que ele merece, o faço agora, 
mas pensei oportuno compartilhar também com vocês algumas informações e pontos 
de vista. 

Este tema insegurança hídrica preocupa a toda população e está em jogo os 
diferentes seguimentos da sociedade e temos trabalhado bastante em uma agenda 
propositiva em contraponto a encontrar um "bode expiatório" para a crise, que 
tem muito mais razão de ser pela instabilidade climática (periodo chuvoso 
atípico) e a falta de planejamento ou visão de administradores públicos nas 
esferas municipal, estadual e federal.

Não gosto de divulgar assuntos ou manifestações que considero inadequadas ou 
mal intencionadas, mas o faço agora porque penso que se agricultura e 
especialmente os que labutam direta ou indiretamente na agricultura irrigada 
ficarem assistindo sentados, é o nosso setor que perderá e muito.

Por exemplo, entendo como absurdo - para ser elegante - o artigo "Nova praga" 
vindo de um  engenheiro civil experiente (60 anos),  assessor da presidência do 
Nuclep - Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A., empresa estatal responsável pela 
produção de equipamentos de grande porte e que foi subsecretário de Energia do 
Rio (1999-2000). Leiam e tirem suas conclusões.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/200473-nova-praga.shtml

Outras besteiras são encontradas todos os dias na imprensa.

Mas a Folha de São Paulo deu a oportunidade de colocarmos o nosso ponto de 
vista na matéria "Conflito das águas". 
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vaivem/2015/01/1581954-conflito-das-aguas.shtml

A parte mais controversa é aquele que destaca que "Responsável por 72% do 
consumo de água, agricultura pode reduzir uso em 20% com boas práticas de 
irrigação". Pois bem, este número é oficial da ANA e vem da página 89 da 
Conjuntura dos Recursos Hídricos. Acesso em
http://arquivos.ana.gov.br/institucional/spr/conjuntura/PDFs%20agregados/ANA_Conjuntura_Recursos_Hidricos_Brasil_capitulos_.pdf

Felizmente encontramos jornalistas sensatos, como este artigo "Na crise 
hídrica, meia verdade bastou para a torneira seguir jorrando" de Matheus 
Pichonelli.
https://br.noticias.yahoo.com/blogs/matheus-pichonelli/na-crise-hidrica-meia-verdade-bastou-para-manter-160105504.html

Nesta agenda, na condição de professor da UNESP Ilha Solteira, Diretor da ABID 
- Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem e membro do Conselho do GIFC - 
Grupo de Irrigação e Fertirrigação em Cana temos trabalhado em conjunto com o 
Presidente da ABID Helvecio Mattana Saturnino e os Diretores do GIFC Patrick 
Francino Campos e Marco Viana, entre outros profissionais.

Penso que em relação ao uso da água devemos incorporar todos os usos 
consumtivos as estatistiscas, como por exemplo a geração de energia eletrica, 
ou retirar a a irrigação do calculo conjunto aos usos no saneamento, na 
industria, na desedentação animal, etc.

Para se ter uma ideia do que acontece por aqui, consumindo ou usando - como 
queiram - 3560 m3/s, somente a Usina Hidreletrica de Ilha Solteira tem a 
equivalencia em um unico dia do que usa em irrigacao em mais de 6,0 milhoes de 
hectares num dia com uma lamina bruta de 5,0mm. O irrigante que está montante 
da usina está gastando grana para ir buscar a agua (NPSH disponível, 
lembram????) e o irrigante a juzante da usina, nada, literalmente de braçada.

Há ineficiencias no uso da agua na agricultura, mas repudio veementemente a 
ideia de que os irrigantes são os vilões da crise.  Há muito o que fazer em 
todos os seguimentos econômicos.

Para fomentar a discussão e o convencimento, temos nos manifestado semanalmente 
através do Pod Irrigar - o Pod Cast da Agricultura Irrigada 
(http://podcast.unesp.br/podirrigar) às quintas-feiras e no Blog da Área de 
Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira 
(http://irrigacao.blogspot.com.br) aos domingos. 

Pod Casts - http://podcast.unesp.br/podirrigar
[PodIrrigar] Engenheiro agrônomo da Unesp sinaliza os melhores sistemas e 
condições para aquisição dos projetos de irrigação
http://podcast.unesp.br/podirrigar-05022015-podirrigar-engenheiro-agronomo-da-unesp-sinaliza-os-melhores-sistemas-e-condicoes-para-aquisicao-dos-projetos-de-irrigacao
[PodAcqua] Irrigação mais eficiente pode dar alívio à crise
http://podcast.unesp.br/podacqua-06012015-podacqua-irrigacao-mais-eficiente-pode-dar-alivio-a-crise
[PodIrrigar] Especialista da Unesp orienta sobre o consumo e uso de água em 
tempos de crise hídrica
http://podcast.unesp.br/podirrigar-30012015-podirrigar-especialista-da-unesp-orienta-sobre-o-consumo-e-uso-de-agua-em-tempos-de-crise-hidrica
PodIrrigar] Crise por água e energia será resolvida no campo e agricultores 
possuem papel relevante no cenário
http://podcast.unesp.br/podirrigar-23012015-podirrigar-crise-por-agua-e-energia-sera-resolvida-no-campo-e-agricultores-possuem-papel-relevante-no-cenario

A cana que passa por uma crise em que a produtividade média decrescente é parte 
desta situação também tem sido alvo de criticas e o assédio da imprensa é 
grande. Aqui, duas perguntas e opiniões que compartilhamos com os colegas do 
IRRIGA-L.

"A cana irrigada é uma alternativa neste 2015 no qual o déficit hídrico deve 
continuar acentuado em várias regiões do Estado de São Paulo?" Patrick assegura 
que "a cana irrigada sempre será a alternativa para garantir a produtividade 
dos canaviais e evitar o efeito sanfona que acontece nos canaviais e em outros 
ramos do agronegócio, como o boi."
A queda da produtividade média da cana depende da quantidade de água que a cana 
recebe. Por dois anos seguidos a instabilidade e volume com que as chuvas 
chegaram trouxeram  problemas reais para o equilibrio financeiro das usinas. 
Sem produtividade elevada não há como manter o setor e a irrigação não deve ser 
vista apenas como a alavancagem da produtividade. Devemos olhar também para o 
custo de não se irrigar. Assim, acredito que São Paulo deve aproveitar a 
experiencia de exito obtida em outros Estados com o uso da irrigação e parar de 
acreditar que as chuvas virão como gostaríamos que ela viesse.
Ainda, o aumento da produtividade é fundamental para que com o aumento da 
biomassa produzida leve ao aumento da oferta da energia em sistema de 
co-geração, fundamental para a segurança energética do Brasil. 

"É viável produzir cana com irrigação diante a escassez de água?"
A aceitação por parte dos controladores das usinas de quem devem priorizar seus 
investimentos em irrigação é o primeiro passo. Mas, mesmo quando isso acontece, 
não se consegue irrigar no curto prazo grandes extensões de terra dado ao 
volume de investimentos necessários e a divisão de prioridades. Portanto, um 
Plano Diretor de Irrigação deve indicar as melhores áreas a serem irrigadas 
levando em consideração variedades e ambientes de produção e ainda 
disponibilidade e qualidade da água. Marco Viana observa que "para se produzir 
cana irrigada devemos pensar a longo prazo, desta forma podemos fazer 
acumulação de água através de barramentos, por exemplo." E Helvecio Saturnino 
lembra da experiencia exitosa em Goiás "que para a implantação e sustentação da 
agricultura irrigada através de pivôs centrais, investimentos consistentes 
foram feitos em barragens de terra, exaustivamente discutida pela ABID e 
divulgada na revista ITEM - Irrigação e Tecnologia Moderna". Portanto, deve-se 
ter um bom planejamento para se garantir a segurança hídrica dos canaviais.

O raciocinio contido na resposta acima vale para as demais culturas.

Aproveitamos para atender o pedido do amigo Caio Vinicius Leite para a 
divulgação no grupo Irriga-L do video "Nota de Repúdio" no YouTube - 
http://youtu.be/RIyPX-dayDE

Recebam todos aquele abraço e tenham um otimo FDS, se possivel, muito chuvoso!

Fernando Tangerino 

-- 
Fernando Braz Tangerino Hernandez
Área de Hidráulica e Irrigação (Hydraulics and Irrigation Division)
DEFERS - Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos
Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira
UNESP - Universidade Estadual Paulista (São Paulo State University)
Caixa Postal 34 (P.O. Box 34)
15.385-000  -  ILHA SOLTEIRA - SP - BRASIL
Phone: (0##18) 3743-1939 / 3743-1959
Bolsista de Produtividade em Pesquisa 2
www.agr.feis.unesp.br/irrigacao.php (Institucional)
Blog: http://irrigacao.blogspot.com
http://www.feis.unesp.br/#!/departamentos/fitossanidade-engenharia-rural-e-solos/docentes/ft/
 (sítio pessoal)
Academia.Edu: http://unesp.academia.edu/FernandoTangerino
FAPESP - BV-CDI: 
http://www.bv.fapesp.br/pt/pesquisador/4461/fernando-braz-tangerino-hernandez/
Lattes: http://lattes.cnpq.br/7276242706611764
Research ID: http://www.researcherid.com/rid/G-1782-2012
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&user=d73nywoAAAAJ
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