Em dom, 13 mai 2001, Wagner Klein da Silva escreveu:
> Ent�o, e cada comprador ganhou o direito de explora��o exclusiva at�
> 2002, � uma "reserva de mercado", chame do que quiser, pra mim �
> monop�lio... :)
DOIS compradores ganharam o direito de explora��o para cada �rea. � na
realidade um duop�lio at� 2002. Mas, duop�lio n�o � monop�lio.
De qualquer forma voc� tem um pouco mais de liberdade que nos tempos da
Telebr�s. Naquela �poca era s� e somente s� a Telebr�s.
Para a �rea de dados, hoje, voc� tem v�rias empresas oferecendo servi�os de
comunica��o.
Eu atuo nesse mercado e posso oferecer aos meus clientes v�rias op��es.
Antes era s� Telesp ou s� Embratel, ambas empresas da mesma holding, a Telebr�s.
Em vez de competir, eles eram unha e carne, e trabalhar com um implicava em
trabalhar com outro.
Acho que voc� n�o viveu nessa �poca. Era o inferno da tecnologia de
comunica��es.
> O que voc� acha da PROIBI��O de usar "telefonia sobre IP" que a
> Telef�nica *imp�e* para prover o servi�o speedy?
Isso atende aos interesses do Governo que n�o quer ver provedores de acesso
cobrando servi�os de provimento de acesso sem pagar os impostos de
telecomunica��es.
> Ali�s, existe essa proibi��o no Speedy Bussines?
Existe.
> Por que uma empresa de televis�o a cabo n�o pode mudar sua tecnologia
> (e mesmo abandonar a transmiss�o de sinal de televis�o) e passar a
> oferecer acesso bidirecional de alta velocidade e telefonia sobre IP?
> Simplesmente n�o pode!
Existe limites t�cnicos, mas existe tamb�m o problema da conecess�o do servi�o
p�blico. As empresas de presta��o de servi�o p�blico de telecomunica��es t�m de
cumprir certas diretrizes da Anatel. As empresas de televis�o n�o est�o nesse
balaio. Mas h� tramita��es no congresso para modificar a lei e permitir que
empresas de TV a cabo possam se enquadrar nos modelos de presta��o de servi�os
de telecom.
>
> Continue a analisar o que cada um pode ou n�o fazer em telefonia e
> ver� que n�o existe equidade, as empresas de telefonia tem o direito
> exclusivo de explorar este mercado. Hoje � uma, amanh� duas ou mais,
> mas infelizmente n�o pode ser "quantas quiserem" pelo simples fato de
> limita��es de a��o f�sica sobre a cidade.
� um verdadeiro cabo-de-guerra econ�mico e de poder pol�tico. Esse mesmo
problema est�o enfrentando empresas dos EUA e Europa.
> Mas ser� que precisa mesmo ser assim como � hoje?
>
> Se as empresas de telefonia forem livres para fazer o que quiserem e
> ainda assim manter seus direitos exclusivos sobre o fornecimento de
> "link galv�nico", logo elas s�o as provedoras, depois as hospedeiras,
> depois as fornecedoras exclusivas de todo e qualquer servi�o via
> Internet.
Essa tend�ncia j� foi apontada mais de uma vez por especialistas do setor. N�o
� � toa que BG tratou rapidinho de constituir uma empresa de conte�do se
associando � NBC e a empresas de telecom. Ele sabe que o futuro tende para
isso (venda de licen�as j� era).
> Uai, "apenas"? Ent�o speedy j� � um crime, ou no m�nimo um abuso
> praticado pelas teles! ;)
Voc� achou o pulo do gato. O servi�o Speedy deveria ser apenas para conectar
voc� ao seu provedor que teoricamente est� conectado ao Backbone da Internet.
Mas a Telef�nica TEM um backbone. Ent�o por que n�o conectar o usu�rio direto
ao backbone da Telef�nica sem passar pelo provedor?
Mas a� o provedor ia ficar de fora e iria chiar. Ent�o eu, Telef�nica, fa�o um
acordo com eles: o tr�fego vai para meu backbone, mas o usu�rio paga ao
provedor pelo "acesso". Assim o provedor recebe a grana, que em �ltima
inst�ncia � o que lhe interessa, e ainda n�o tem de investir em acesso de alta
velocidade.
S� que o usu�rio "sabido" n�o � trouxa e sabe que sua conex�o est� direto no
backbone da Telef�nica e que nenhum sinal passa pelo provedor.
A Telef�nica n�o est� nem a� para isso. O que interessa a ela � que o usu�rio
compre o servi�o e passe a pagar pela mesma linha de cobre uma tarifa mensal de
R$50 ou R$60, no m�nimo, em vez dos mirrados R$19 de assinatura b�sica por um
par de cobre que s� trafega voz.
> > O que o governo teme � que as empresas ofere�am comuta��o de voz via
> > IP, contornando o sistema de impostos montado para cobrar ICMS,
> > Fistel e outros impostos em cima das conex�es consideradas puramente
> > "telef�nicas".
>
> Imposto � imposto, quando isso se tornar significativo eles passam a
> cobrar o equivalente das empresas de acesso.
Mas e o lobby da empresas de Telecom?
O dia em que voz sobre IP for permitido, no dia seguinte as empresas de telecom
estar�o oferecendo o servi�o.
> N�o subestime a capacidade do governo de taxar!
Eu n�o duvido disso! Mas o governo tamb�m sofre press�o dos grupos econ�micos,
telecomunica��es por exemplo, que n�o querem que simples provedores de acesso
ofere�am esses produtos.
ELES, telecom, � que querem oferec�-lo, se quiserem.
:) A �nica
> incompet�ncia cr�nica do governo � n�o cobrar impostos sobre grandes
> fortunas, sobre terras improdutivas, sobre milhon�rios donos de
> empresas falidas, ... :(
Isso � em qualquer lugar do mundo, infelizmente. O que � o Partido Republicano,
nos EUA? � o partido que representa esses caras que voc� citou a� em cima.
O Bush n�o est� autorizando explora��o de petr�leo em reservas ecol�gicas em
nome do "povo" americano?
A verdade � que grupos econ�micos ment�m seus interesses atrav�s de seus
representantes no Governo.
N�o que concorde com isso, mas essa � a realidade.
> Qual o percentual de provedores que n�o usam as empresas de telefonia?
> Que eu conhe�a, somente as empresas especializadas em acesso via r�dio
> e tv a cabo, sendo que link de fibra �tica custa os tubos. Acesso via
> r�dio est� ganhando um bom terreno em edif�cios. Eu quero ver o que
> vai acontecer com o 802.11b...
� bem pouco, mas � lucrativo. Vender acesso �s empresas talvez d� mais
dinheiro. As empresas pagam em fun��o do que isso pode alavancar de neg�cios e
n�o como uma despesa, como v� o usu�rio dom�stico.
> Voc� n�o entendeu o detalhe da palavra "CONVENCIONAL". A �nica
> empresa que pode passar "cobre" pelas ruas, hoje, � a Telef�nica.
A V�sper s� n�o fez isso porque cobre � uma tecnologia ultrapassada e muito
cara. Se "convencional" � o cobre, ent�o s� existe a Telef�nica, mesmo. E parece
que n�o vai existir outra. Ningu�m vai mais investir em cobre.
> Embratel com telefonia convencional??? Aqui em SAMPA? Se ela tem
> algo assim, acho que s� em lugares ermos onde s� tem meia d�zia de
> clientes... :)
N�o, n�o. � na cidade, mesmo. Para grandes empresas que t�m muitas liga��es
interurbanas e internacionais. Ano que vem ou no m�ximo em 2003, a Embratel vai
entrar de sola nas casas das pessoas como o faz a Telef�nica. Eu ando
conversando com a turma l�.
> > A Intelig tamb�m atua em S�o Paulo, especialmente em provedores.
>
> Como? Passe um link se poss�vel. N�o existem detalhes na p�gina deles.
Esses dias mesmo, passei uma proposta para um cliente que tinha a Intelig como
concorrente. O cliente fica no centro de S�o Paulo, bem perto do Teatro
Municipal.
> > Concorr�ncia n�o � mesmo um barato?
>
> E � o que n�o pode acabar na �rea de provimento de acesso, seja qual
> for o meio de comunica��o.
Eu concordo. � uma pena ver a morte de provedores e a concentra��o dos neg�cios
na m�o de duas ou tr�s empresas. Vai ficar que nem cimento: s� Votorantim.
Da mesma forma que � ruim ver distribui��es Linux ficando para tr�s ou se
fundindo com outras.
Quem perde � o cliente que fica sem op��es.
> Ali�s, fui verificar a p�gina do speedy e ela n�o funciona no Nescape!
> :(
Funciona no meu, mas meio capenga. As letras ficam min�sculas demais.
> Que tal amanh� a Telef�nica informar: somente browser IE + Win2002
> podem ser usados para acessar p�ginas web...
O site da Telef�nica funciona "meia-boca" no Netscape. Antes funcionava beleza.
Eles usam muito Flash. Um erro. Bastava um site leve, elegante e funcional.
No dia em que me for�arem a usar IE, v�o ouvir.
J� peitei v�rios webmasters que fazem sites imposs�veis de ver no Netscape.
Eles n�o ser�o os primeiros.
[]s
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Edgard Lemos
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