entonces, eu me lembro de ter lido alguns livros do Levy, ter ido em conferencias e tals. na ultima que estive, ele expos essa tal de lingua ou linguagem que ele diz ter criado (!?). acreditem, e' piracao total! o cara surtou, e foi quando meus temores quanto ao seu otimismo visionario se confirmaram.
mas tambem nao podemos negar que nao foi so' eu que cai' nesse engodo... muita gente foi nesse embalo, ate' porque naquele momento havia mais perguntas do que criticas e avaliacoes profundas sobre alguns temas. o que nao confio mais sao as premissas de onde ele parte, tais como: - pensar o mundo a partir da internet e nao o inverso - nao pensar nos processos globalizantes e sua complexidade, como fez com competencia Milton Santos, lentamente, mas profundamente. Sendo rigoroso com suas fontes de pesquisa e seu proprio pensar, tendo uma visao mais ampla sobre a mundializacao em curso. Ou como ele gostava de escrever, do globalitarismo - acreditar piamente, como salientou sstalker, em processos e tempos lineares - nao se perguntar se ha', realmente, inteligencias individuais - crer em chupa-cabras Leiamos Milton Santos: ... '' Durante seculos, acreditaramos que os homens mais velozes detinham a inteligencia do Mundo. A literatura que glorifica a potencia incluiu a velocidade como essa forca magica que permitiu aa Europa civilizar primeiro e empurrar, depois, a "sua" civilizacao para o resto do mundo. Agora, estamos descobrindo que, nas cidades, o tempo que comanda, ou vai comandar, e' o tempo dos homens lentos. Na grande cidade, hoje, o que se da' e' tudo ao contrario. A forca e' dos "lentos" e nao dos que detem a velocidade elogiada por um Virilio em delirio, na esteira de um Valery sonhador. Quem, na cidade, tem mobilidade - e pode percorre-la e esquadrinha'-la - acaba por ver pouco, da cidade e do mundo. Sua comunhao com as imagens, frequentemente prefabricadas, e' a sua perdicao. Seu conforto, que nao desejam perder, vem, exatamente, do convivio com essas imagens. Os homens "lentos", para quem tais imagens sao miragens, nao podem, por muito tempo, estar em fase com esse imaginario perverso e ir descobrindo as fabulacoes. E' assim que eles escapam ao totalitarismo da racionalidade, aventura vedada aos ricos e aas classes medias. Desse modo, acusados por uma literatura sociologica repetitiva, de orientacao ao presente e de incapacidade instrospectiva, sao os pobres que, na cidade, mais fixamente olham para o futuro. Na cidade "luminosa", moderna, hoje, a "naturalidade" do objeto tecnico cria uma mecanica rotineira, um sistema de gestos sem surpresa. Essa historicizacao da metafisica crava no organismo urbano areas constituidas ao sabor da modernidade e que se justapoem, superpoem e contrapoem ao uso da cidade onde vivem os pobres, nas zonas urbanas 'opacas'. Estes sao os espacos aproximativos e da criatividade, opostos aas zonas luminosas, espacos da exatidao. Os espacos inorganicos e' que sao abertos, e os espacos regulares sao fechados, racionalizados e racionalizadores. Por serem "diferentes", os pobres abrem um debate novo, inedito, aas vezes silencioso, aas vezes ruidoso, com as populacoes e as coisas ja' presentes. E' assim que eles reavaliam a tecnoesfera e a psicoesfera, encontrando novos usos e finalidades para objetos e tecnicas e tambem novas articulacoes praticas e novas normas, na vida social e afetiva. Diante das redes tecnicas e informacionais, pobres e imigrantes sao passivos, como todas as demais pessoas. E' na esfera comunicacional que eles, diferentemente das classes ditas superiores, sao fortemente ativos. '' ... ------------------------------------ GAMBIARRA NA VEIA !!!!!! abczos mbraz -- ൬βռăʒ
_______________________________________________ Lista de discussão da MetaReciclagem Envie mensagens para [email protected] http://lista.metareciclagem.org
