Huaahauahauahauahauahauahauahauaahauahauahauahauahauahauahaua
Hauahauahauahauahauahauahauahauahauaahauahauahauahauahauahauahauahauahaauahauaha

Minha nossa...tsc-tsc

Abraçss

Eugenio Raggi <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: Exatamente Caio,

Quem consome o som do ABBA são os suecos bem educados nas melhores
escolas do mundo. Aliás, dizem que em Estolcomo estão, há muitas
décadas, as melhores escolas públicas do planeta.

É lá que estudaram os maiores fãs do ABBA.

Relacionar bom gosto musical com eficiência em educação chega a ser ingênuo.




Em 20/03/08, Caio Pontual escreveu:
> Vc nunca perde a oportunidade de xingar, por que isso?......
>  Acho que vc não faz nenhum esforço para entender, o que alguem diz quando
>  não é concordar com suas colocações.
>  Eu não falei de quem produz,eu falei de quem consome, são coisas totalmente
>  diferentes....
>
>  Fui.
>
> Caio Pontual
>
>
>  ----- Original Message -----
>  From: "Eugenio Raggi" 
>
> To: "Caio Pontual" 
>  Sent: Wednesday, March 19, 2008 2:29 PM
>  Subject: Re: [S-C] RE: É para rir ou para chorar =3F?=
>
>
>  Pois é, Caio,
>
>  Quando tivermos uma população com a escolaridade do nível da Suécia
>  teremos o nosso verdadeiro ABBA.
>
>  The winner takes it all...
>
>  Quanta estupidez associar alguma coisa à outra.
>
>  Nossos maiores gênios musicais são aqueles que jamais frequentaram a escola.
>
>  Quanto à gente feito Waldick, Celestino...Poxa, você nunca iria
>  entender mesmo...
>
>  Em 19/03/08, Caio Pontual escreveu:
>  > Não vejo relação entre o que foi dito e o que representou o Vicente
>  >  Celestino na nossa música, que tem uma obra piegas por natureza, mas que
>  > nem
>  >  por isso perde o seu valor por isso, a questão colocada pelo Alexandre,
>  > se
>  >  entendi bem, é o nivelamento por baixo, quanto a qualidade musical
>  > colocada
>  >  na mídia. Na minha humilde opinião, enquanto não tivermos uma população
>  >  minimamente bem escolarizada (ontem mesmo estava lendo um artigo que
>  > dizia
>  >  que a qualidade das nossas escolas (públicas e privadas) são das piores
>  > do
>  >  mundo) essa realidade não muda.
>  >
>  >
>  >  Abraços.
>  >  Caio Pontual
>  >
>  >
>  >  ----- Original Message -----
>  >
>  > From: "Eugenio Raggi" 
>  >  To: "Tribuna" 
>  >  Sent: Tuesday, March 18, 2008 11:05 PM
>  >  Subject: Re: [S-C] RE: É para rir ou para chorar =3F?=
>  >
>  >
>  >
>  > Alexandre,
>  >
>  >  O que você convenientemente chama de "crise de valores" chega a ser
>  >  risível. Ser reverente, delicado, receptivo, ter gratidão, livrar-se
>  >  de preconceitos, desnudar a alma, reconhecer erros do passado, abrir
>  >  mão da estupida obtusidade heteroxa juvenil, enxergar alternativas
>  >  diferentes pra cultura, enfim, trilhar novas perspectivas
>  >  transmutou-se um desvio ético.
>  >
>  >  Quanto a Caetano e Gil...Putz...Falta-lhe mesmo conhecimento, preparo
>  >  para lidar com o assunto. A Tropicália era por si só, a mais
>  >  concessiva, condescendente e tolerante de todas as atmosferas musicais
>  >  já produzidas neste país. Muito antes do exílio, Caetano, Gil e Gal já
>  >  apostavam na singeleza, na primitividade, na pieguice bela e ubíqua de
>  >  nossa alma cultural. "Coração Materno", de Vicente Celestino, peça
>  >  obrigatória para que se conheça o que é sentimentalismo,
>  >  catastrofismo, bizarrice, cafonice mesmo, no "strictu sensu", não faz
>  >  parte do repertório de "Tropicália ou panis et circensis" por acaso. A
>  >  Tropicália foi a primeira a enxergar os valores enraizados de nossa
>  >  importantíssima e bela simploriedade, brejeirice e cafonice. O Brasil
>  >  é um país cafona, extravagante, grotesco, brega, sentimentalóide. E a
>  >  Tropicália viu isso, com muito carinho.
>  >
>  >  E para que não fiquem dúvidas sobre o que eu quero dizer, acho tudo
>  >  isso a grande fortuna de nossa herança cultural. É exatamente a nossa
>  >  opção pelo simplório, pelo sentimental, pelo barango, pela pieguice é
>  >  que produz a mais rica das culturas deste planeta.
>  >
>  >  Você citou aí Waldick Soriano. Fico pensando o que alguém feito você
>  >  sabe a respeito dele. Poucos artistas nesse país são tão vastos, tão
>  >  formidavelmente complexos feito ele. É a cara da nossa gente.
>  >  Discriminado, criativo, desprezado, sagaz, excluído, bruto e sensível
>  >  num mesmo instante, marginalizado, amado, odiado, capaz do mais
>  >  estúpido dos arroubos à mais notável das sapiências. Complexo, quase
>  >  incompreensível. Principalmente pra quem vive de conceitos prontos,
>  >  feito você.
>  >
>  >  Paulinho da Viola, por ser tolerante, consciente, contemporâneo, por
>  >  não entrar na onda estúpida do achincalhe, transformou-se, nesse seu
>  >  sofisma sórdido, em um porta-voz dessa "crise de valores" que você
>  >  criou. Se entendi bem você é um donatário incorruptível da ética, mais
>  >  consistente moralmente do que Renato Teixeira, Jorge Aragão ou
>  >  Paulinho da Viola, proprietário do inquestionável bom gosto, da mais
>  >  sublime sofisticação de paladar cultural.
>  >
>  >  "Mas, e o povo? Ora, o povo. O povo é mera massa de manobra, que cai
>  >  nas mãos gananciosas da (sempre ela!) Indústria Cultural." Êita
>  >  argumentinho surrado, sofisminha de merda, repetido aos quatro cantos.
>  >
>  >  Quem sabe a bizarrice, o catastrofismo, a pieguice, a tragicomédia
>  >  grotesca de Vicente Celestino, já endeusada e valorizada há 4 décadas
>  >  pelo Tropicalismo, possa vir aqui te ajudar a entender um pouco do que
>  >  é a cultura desse país:
>  >
>  >  "E a correr o campônio partiu
>  >  Como um raio na estrada sumiu
>  >  E sua amada quão ficou
>  >  A chorar na estrada tombou
>  >  Chega subleme o campônio
>  >  Encontra a mãezinha ajoelhada a rezar
>  >  Rasga-lhe o peito o demônio
>  >  Tombando a velhinha aos pés do altar
>  >  Tira do peito sagrando da velha mãezinha
>  >  O pobre coração e volta a correr proclamando
>  >  Vitória, vitória tem minha paixão
>  >  Mais em meio da estrada caiu
>  >  E na queda uma perna partiu
>  >  E a distância saltou da mão
>  >  Sobre a terra o pobre coração
>  >  Nesse instante uma voz ecoou
>  >  Magoou-se pobre filho meu
>  >  Vem buscar-me filho, aqui estou
>  >  Vem buscar-me que ainda sou teu!"
>  >
>  >  (Vicente Celestino - Coração Materno)
>  >
>  >  Abs,
>  >
>  >  Eugenio.
>  >
>  >
>  >  Em 19/03/08, Eugenio Raggi escreveu:
>  >  > Alexandre,
>  >  >
>  >  > O que você convenientemente chama de "crise de valores" chega a ser
>  >  > risível. Ser reverente, delicado, receptivo, ter gratidão, livrar-se
>  >  > de preconceitos, desnudar a alma, reconhecer erros do passado, abrir
>  >  > mão da estupida obtusidade heteroxa juvenil, enxergar alternativas
>  >  > diferentes pra cultura, enfim, trilhar novas perspectivas
>  >  > transmutou-se um desvio ético.
>  >  >
>  >  > Quanto a Caetano e Gil...Putz...Falta-lhe mesmo conhecimento, preparo
>  >  > para lidar com o assunto. A Tropicália era por si só, a mais
>  >  > concessiva, condescendente e tolerante de todas as atmosferas musicais
>  >  > já produzidas neste país. Muito antes do exílio, Caetano, Gil e Gal já
>  >  > apostavam na singeleza, na primitividade, na pieguice bela e ubíqua de
>  >  > nossa alma cultural. "Coração Materno", de Vicente Celestino, peça
>  >  > obrigatória para que se conheça o que é sentimentalismo,
>  >  > catastrofismo, bizarrice, cafonice mesmo, no "strictu sensu", não faz
>  >  > parte do repertório de "Tropicália ou panis et circensis" por acaso. A
>  >  > Tropicália foi a primeira a enxergar os valores enraizados de nossa
>  >  > importantíssima e bela simploriedade, brejeirice e cafonice. O Brasil
>  >  > é um país cafona, extravagante, grotesco, brega, sentimentalóide. E a
>  >  > Tropicália viu isso, com muito carinho.
>  >  >
>  >  > E para que não fiquem dúvidas sobre o que eu quero dizer, acho tudo
>  >  > isso a grande fortuna de nossa herança cultural. É exatamente a nossa
>  >  > opção pelo simplório, pelo sentimental, pelo barango, pela pieguice é
>  >  > que produz a mais rica das culturas deste planeta.
>  >  >
>  >  > Você citou aí Waldick Soriano. Fico pensando o que alguém feito você
>  >  > sabe a respeito dele. Poucos artistas nesse país são tão vastos, tão
>  >  > formidavelmente complexos feito ele. É a cara da nossa gente.
>  >  > Discriminado, criativo, desprezado, sagaz, excluído, bruto e sensível
>  >  > num mesmo instante, marginalizado, amado, odiado, capaz do mais
>  >  > estúpido dos arroubos à mais notável das sapiências. Complexo, quase
>  >  > incompreensível. Principalmente pra quem vive de conceitos prontos,
>  >  > feito você.
>  >  >
>  >  > Paulinho da Viola, por ser tolerante, consciente, contemporâneo, por
>  >  > não entrar na onda estúpida do achincalhe, transformou-se, nesse seu
>  >  > sofisma sórdido, em um porta-voz dessa "crise de valores" que você
>  >  > criou. Se entendi bem você é um donatário incorruptível da ética, mais
>  >  > consistente moralmente do que Renato Teixeira, Jorge Aragão ou
>  >  > Paulinho da Viola, proprietário do inquestionável bom gosto, da mais
>  >  > sublime sofisticação de paladar cultural.
>  >  >
>  >  > "Mas, e o povo? Ora, o povo. O povo é mera massa de manobra, que cai
>  >  > nas mãos gananciosas da (sempre ela!) Indústria Cultural." Êita
>  >  > argumentinho surrado, sofisminha de merda, repetido aos quatro cantos.
>  >  >
>  >  > Quem sabe a bizarrice, o catastrofismo, a pieguice, a tragicomédia
>  >  > grotesca de Vicente Celestino, já endeusada e valorizada há 4 décadas
>  >  > pelo Tropicalismo, possa vir aqui te ajudar a entender um pouco do que
>  >  > é a cultura desse país:
>  >  >
>  >  > "E a correr o campônio partiu
>  >  > Como um raio na estrada sumiu
>  >  > E sua amada quão ficou
>  >  > A chorar na estrada tombou
>  >  > Chega subleme o campônio
>  >  > Encontra a mãezinha ajoelhada a rezar
>  >  > Rasga-lhe o peito o demônio
>  >  > Tombando a velhinha aos pés do altar
>  >  > Tira do peito sagrando da velha mãezinha
>  >  > O pobre coração e volta a correr proclamando
>  >  > Vitória, vitória tem minha paixão
>  >  > Mais em meio da estrada caiu
>  >  > E na queda uma perna partiu
>  >  > E a distância saltou da mão
>  >  > Sobre a terra o pobre coração
>  >  > Nesse instante uma voz ecoou
>  >  > Magoou-se pobre filho meu
>  >  > Vem buscar-me filho, aqui estou
>  >  > Vem buscar-me que ainda sou teu!"
>  >  >
>  >  > (Vicente Celestino - Coração Materno)
>  >  >
>  >  > Abs,
>  >  >
>  >  > Eugenio.
>  >  >
>  >  >
>  >  >
>  >  > Em 18/03/08, André Carvalho escreveu:
>  >  > > assino embaixo
>  >  > >
>  >  > > On 3/18/08, Alexandre Figueiredo Pereira 
>  >  > > wrote:
>  >  > > >
>  >  > > > Pessoal,
>  >  > > >
>  >  > > > O grande mal dos autênticos cantores de MPB é uma certa piedade que
>  >  > > > eles
>  >  > > > têm com os aproveitadores.
>  >  > > >
>  >  > > > Quanto ao Paulinho da Viola ter elogiado É O Tchan, assim como
>  > Jorge
>  >  > > > Aragão elogiar Exaltasamba e Grupo Revelação, Renato Teixeira
>  > elogiar
>  >  > > > Chitãozinho & Xororó, etc., não significa que esses canastrões da
>  >  > > > música
>  >  > > > brega-popularesca que são elogiados tenham realmente valor. Nada
>  >  > > > disso.
>  >  > > >
>  >  > > > Infelizmente o Brasil vive uma crise de valores e vemos gente
>  >  > > > histórica
>  >  > > > cometer erros. Vide o José Dirceu, figura de prestígio do movimento
>  >  > > > estudantil, se envolver com os mensaleiros. Muitas vezes por
>  > boa-fé,
>  >  > > noutras
>  >  > > > por má-fé, o que acontece é que os grandes mestres ou líderes
>  > acabam
>  >  > > tendo
>  >  > > > algum escorregão na vida.
>  >  > > >
>  >  > > > A culpa toda está na acomodação de Caetano Veloso e Gilberto Gil
>  >  > > > quando
>  >  > > > voltaram ao Brasil, em 1972. Foi como a volta de Elvis Presley do
>  >  > > > serviço
>  >  > > > militar. De repente, aquele Tropicalismo que representava o debate
>  >  > > > vivo
>  >  > > da
>  >  > > > cultura brasileira não existia mais. Virou uma condescendência
>  > geral
>  >  > > > para
>  >  > > a
>  >  > > > cafonice, para o comercialismo, e foi aí que a música brasileira
>  >  > > > descarrilou, não por falta de bons talentos, mas porque eles foram
>  >  > > perdendo
>  >  > > > espaço ao longo dos anos.
>  >  > > >
>  >  > > > Evidentemente que tem gente que gostaria de ver a MPB transformada
>  > num
>  >  > > > grande PMDB. Sabem o PMDB de hoje? Virou a casa da mãe Joana.
>  > Entrava
>  >  > > > de
>  >  > > > comunista moderado a estelionatário, de latifundiário fantasiado de
>  >  > > > progressista a dirigente esportivo populista. E essa peemedebização
>  > da
>  >  > > MPB
>  >  > > > singifica isso: entra Waldick Soriano, entra Gretchen, entra
>  >  > > > Chitãozinho
>  >  > > &
>  >  > > > Xororó, Chiclete Com Banana, Alexandre Pires, entra Tchan, entra
>  > Créu,
>  >  > > entra
>  >  > > > Marlboro, entra até Bee Gees. E todos acendendo vela para Roberto
>  >  > > > Campos,
>  >  > > > embora se proclamem "de esquerda". Lêem a revista Veja com orgulho
>  > mas
>  >  > > > a
>  >  > > > escondem com a Caros Amigos para o pessoal não desconfiar.
>  >  > > >
>  >  > > > Quero MPB de verdade. Nem que se jogue fora 99% dessa "música de
>  >  > > > sucesso"
>  >  > > > que está aí. Quero cultura brasileira, chega de vale-tudo
>  > populista!!
>  >  > > >
>  >  > > > Abraços a todos
>  >  > > >
>  >  > > > Alexandre Figueiredo
>  >  > > > Site Ensaios Patrimoniais
>  >  > > > http://br.geocities.com/alexfig1971
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