Em Qui, 2005-09-15 às 18:03 -0300, HDO - Seu Help Desk Ainda Melhor escreveu:
Querem saber é A QUEM RECLAMAR OU RESPONSABILIZAR
QUANDO ALGUM PROBLEMA ACONTECER. E nos casos de Linux,

No caso do Linux, para quem realmente é importante "ter a quem culpar", há no mínimo duas distribuições corporativas q atendem perfeitamente a esse requisito: o Red Hat Enterprise (e suas variantes) e o Novell SUSE Enterprise. Qdo vc compra uma subscrição com suporte deles isso fica bem caracterizado pelo acordo de nível de serviço embutido no contrato. Inclusive, quem compra licenças de Windows Server "na caixinha" tbém não conta com suporte (de verdade) ou a possibilidade de "ter a quem culpar", já q a EULA isenta o fabricante de responsabilidades civis e penais. Vc realmente já viu alguém ser indenizado pela MS pelo documento q perdeu em um crash do MS Office ou pelos prejuízos causados pelos worms que se aproveitam de falhas de segurança do Windows Server??? :-)

Quem realmente usa produtos proprietários em seus servidores corporativos sabe muito bem q o "ter a quem culpar" depende de contratos de suporte, os quais são pagos *além* das licenças de uso...

OpenOffice, etc isso fica um pouco complicado de fazer.

No caso do OpenOffice, vale a questão de fechar o contrato de suporte com acordos de nível de serviço decentes com empresas locais ou internacionais. O problema aqui é a qtd de opções. Em nível mundial, só conheço a IBM e a própria Sun entre as q fornecem suporte corporativo (a preços "corporativos" tbém)...


A quem vão responsabilizar caso algo não funcione direito?

Com quem assinarão um contrato com direitos e deveres?

Acho q respondi isso na parte inicial da msg...

Só lembrando: Free/Livre and Open Source Software possui custos e riscos (como qualquer software). Administrar esses riscos envolve planejamento, investimento e custa, sim, uma grana (não vou entrar no mérito se mais ou menos do q no modelo proprietário). Acho q o maior problema é q muitos administradores ainda não entenderam que usar Software Proprietário TBÉM envolve riscos a serem gerenciados.

Por exemplo, se eu sou um órgão público, ou mesmo uma empresa privada, e tenho de manter documentos arquivados por dezenas de anos (registros pessoais, por explo, q devem ser mantidos até sei lá qtos anos após a morte da pessoa), é arriscado investir em um meio de armazenamento de baixa duração e em um formato de arquivo fechado. A Microsoft, por explo, acabou de perder seus contratos com o Estado de Massachussets, nos EUA, justamente pq se recusou a adotar um formato de arquivo realmente aberto. Aliás, ela já deixou claro q NÃO vai adotar o formato aberto definido pela OASIS (da qual ela mesma faz parte) para documentos de escritório: o Open Document Text (ODT), q é justamente o formato padrão do OpenOffice.org 2.0.

Se eu resolvo manter o MS Office, tenho de estar consciente q terei de fazer um esforço maior na parte de arquivos da organização para garantir a perenidade dos documentos ali armazenados. Em tempos de Sarbanney-Oxley, isso faz muuuuita diferença...


[ ]s,

Olival Jr.

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