Olá Henrique e todos, Eu quis registrar (e compartilhar) essa discussão... para tanto eu publiquei um texto sobre o tema. Coloquei um trecho do seu ótimo texto (com os devidos créditos).
http://psfl.in/d4 abraços Sérgio Lima Consta nas coordenadas do espaço-tempo que... Henrique Sant'Anna escreveu: > Olá pessoal, > > Sou professor no Instituto Federal Do Rio Grande do Sul e, a um ano > atrás, > tentando divulgar formatos abertos no IFRS, divulguei a mensagem a seguir. > > Ela certamente pode ser aperfeiçoada para se adequar ao contexto de cada > um > de vocês. Se tiverem mais ideias neste sentido, compartilhem conosco! > > Segue a mensagem: > > ------------------------------------- > > From: Henrique Sant'Anna <[email protected]> > Date: 2011/3/23 > Subject: Por que PDF ? > > > Colegas, > > Trabalhando na área de educação é natural que estejamos constantemente > consumindo, digerindo, produzindo informação e conhecimento. A > informática > como ferramenta de comunicação e pesquisa não é apenas de grande > auxÃlio, como > também fundamental neste processo interminável de crescimento / > evolução / > aprendizado. > > A quase totalidade do mar de informação em que vivemos imersos está em > *formato > digital*. Neste caso, existem alguns cuidados que devemos tomar e regras > que podemos seguir a fim de evitar *poluição virtual*. > > Ao produzirmos material (textos, apresentações, planilhas, etc) com os > editores de nossa escolha, salvamos no formato correspondente de tal > editor: doc, docx, odt, ppt, pps, pptx, ppsx, odp, xls, xlsx, ods, odf, > etc... Cada programa, e versão deste programa, produz um tipo diferente > de > arquivo, incompatÃvel (em diferentes graduações) com todos os outros > programas existentes. > > Os fabricantes de programas > <http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_propriet%C3%A1rio>proprietários<http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_propriet%C3%A1rio>se > esforçam para que cada nova versão vendida por eles seja incompatÃvel > com a versão anterior, criada e vendida por eles próprios. Isto obriga a > nós, usuários, a comprar a versão nova, por não conseguirmos mais > abrir os > arquivos que as pessoas tem nos enviado por e-mail. > > Não podemos esperar que nossos colegas de trabalho e alunos tenham a > mesma > versão instalada do programa. Eles podem ter uma versão mais antiga: > cada > versão nova de um programa proprietário não sai por menos de R$500, > para > ser usado em casa ou pequenos escritórios. A licença > para empresas grandes e setor público chega a R$1.300 - por cada > computador com office instalado! > > A fim de facilitar a compatibilidade devemos ter em mente uma polÃtica de > distribuição de conteúdo digital, que varia entre dois formatos, de > acordo > com o nosso propósito ao publicar o arquivo: > > > 1) Para os arquivos cujo o conteúdo *não precisa ser editado*, mas > *apenas > lido* por quem os recebe: *formato PDF*. > > ABNT NBR ISO > 19005-1:2009<http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=29182>. > Esta parte da ABNT NBR ISO 19005 especifica como utilizar o Portable > Document Format (PDF) 1.4 para a preservação de longo prazo de > documentos > eletrônicos. à aplicável a documentos contendo combinações de dados > tipos > de caracteres, imagens raster ou vetor. > > Os sistemas operacionais MacOS e GNU/Linux por padrão já permitem ler e > salvar em PDF. No Windows, é fácil fazer a instalação do PDFCreator, > programa > livre <http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre> e gratuito que permite > salvar em PDF a partir de qualquer editor. O > BROffice<http://www.broffice.org/>, > também permite salvar em PDF, mesmo sem o PDFCreator instalado. > > A grande vantagem do PDF é que, além de ser um padrão ISO / ABNT, o > arquivo > PDF será aberto para leitura e impressão de forma idêntica em qualquer > computador. Diferente do que aconteceria se o arquivo fosse enviado com > formato DOC. > > 2) Para os arquivos que devam permitir* *a *edição do conteúdo* por > quem os > recebe: *formato ODF* <http://pt.wikipedia.org/wiki/OpenDocument>.* > > * > ABNT NBR ISO/IEC > 26300:2008<http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=1549> > . Esta é a especificação do formato Open Document format for Office > Applications (OpenDocument), um formato de arquivo aberto, baseado em XML > para aplicações de escritório, baseado no OpenOffice.org XML [OOo]. > > Os programas BROffice <http://www.broffice.org/>, > OpenOffice<http://www.openoffice.org/>, > LibreOffice <http://www.libreoffice.org/>, KOffice > <http://www.koffice.org/>, > IBM Lotus > Symphony<http://symphony.lotus.com/software/lotus/symphony/home.nsf/home>já > vem com suporte ao formato ISO/ABNT ODF, possuem versões para Linux, > MacOS > e Windows - com a vantagem de serem totalmente gratuitos, mesmo para uso > comercial. Já o Microsoft > Office<http://www2.buyoffice.microsoft.com/bra/product.aspx?family=o14_officepro&country_id=BR&WT.mc_id=ODC_ptBR_Pro_Buy>só > oferece suporte ao ODF em sua versão 2010, ainda assim trata-se de um > suporte parcial. > > > Existem também outras importantes razões para utilizarmos os formatos > ISO/ABNT em nossos arquivos digitais. > > *Como ser humano e pessoa solidária:* > > O preço de um programa proprietário de computador é muito mais caro que > o > elevado preço que pagamos em dinheiro. Ao comprarmos e instalarmos um > programa > proprietário > <http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_propriet%C3%A1rio>estamos > também pagando com a nossa liberdade, somos obrigados a aceitar um > contrato que diz não a nossa humanidade e solidariedade. > > Mesmo que tenhamos pago os mais de R$ 500 isto não é o suficiente, não > podemos repassar tal programa nem mesmo aos nossos mais queridos, > precisamos concordar em sedar nosso natural Ãmpeto de fazer o bem ao > próximo. > Somos proibidos, por contrato, de ajudar aos nossos colegas, nossos > alunos, > nossos amigos e até mesmo nossa própria famÃlia. > > > Pior que isto, os fabricantes destes programas, em benefÃcio próprio, > difundem a ideia de que ajudar ao próximo é o mesmo que invadir navios, > roubar, matar e violentar sexualmente aos seus tripulantes. Ou seja, que > ser bom é ruim. Tal relação é absurda e inaceitável, até mesmo uma > simples > reflexão nos bastaria para constatar o engano que há nesta concepção. > > Neste contexto, uma forma de manter nossa humanidade e solidariedade é > utilizando programas livres <http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre>, > nos negando a aceitar contratos absurdos que vão contra à s virtudes mais > nobres que fazem de nós verdadeiros seres humanos. Deste modo podemos > repassar nossos programas a quem quisermos e sermos, por isto, > considerados > pessoas boas: benevolentes e solidárias. Felizmente sem o risco de sofrer > da abominosa comparação com assassinos ladrões de navios. > > > *Como cidadão brasileiro e servidor público:* > > Quando falamos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia temos um fator > essencial para que o Brasil deixe de atribuir seu crescimento (de mais de > 7% em 2010) majoritariamente a exportação de matéria prima. Segundo o > Ãndice Global de Inovação (INSEAD > <http://www.globalinnovationindex.org/>) > em 2009 o Brasil caiu 18 posições quanto a inovação, indo para a 69ª > posição, atrás de Uruguay (53ª) e Africa do Sul (51ª). > > Ainda assim, a opinião oficial da > Microsoft<http://tools.folha.com.br/print?url=http://www1.folha.uol.com.br/tec/798606-microsoft-critica-posicao-do-governo-brasileiro-sobre-o-software-livre.shtml&site=emcimadahora>é > de que o governo brasileiro deveria parar de investir no > desenvolvimento > de tecnologia para apenas consumi-la, isto porque, segundo esta empresa, a > inovação deveria estar apenas no setor privado. > > Felizmente o governo federal enxerga além, nos últimos 8 anos tem > investido > sistematicamente em software livre, seja no seu desenvolvimento ou no > treinamento dos servidores públicos. Este dinheiro investido permanece no > Brasil, gerando emprego e renda, em vez de ser remetido para o exterior > pela compra de licenças proprietárias que não nos permitiriam > redistribuir > ou estudar os softwares. > > Do ponto de vista legal, o conceito de software livre foi estendido para o > de Software Público Brasileiro <http://www.softwarepublico.gov.br/>. Em > outras palavras, o software livre é um bem público, de propriedade de > todos > nós, cidadãos brasileiros: não precisamos adquiri-lo, pois já nos > pertence. > Dele podemos fazer uso comum, compartilhar, estudar e aperfeiçoar este > software, sem proibições. A nova presidência também deixa clara a > opção em > favor do software público, através do Ministério do Planejamento, > Orçamento > e Gestão (Instrução Normativa publicada no DOU 19/01/2011 - Seção 1), > onde > nossa liberdade é garantida com o software livre / público: > > *liberdade nº 0:* a liberdade para executar o programa, para qualquer > propósito; > > *liberdade nº 1:* a liberdade de estudar como o programa funciona e > adaptá-lo para as suas necessidades, sendo o acesso ao código-fonte um > pré-requisito para esta liberdade; > > *liberdade nº 2:* a liberdade de redistribuir cópias de modo que você > possa > ajudar ao seu próximo; > > *liberdade nº 3:* a liberdade de aperfeiçoar o programa e liberar os > seus > aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie, sendo o > acesso ao código-fonte um pré-requisito para esta > liberdade; > > Podemos ver daà que software livre é uma questão de liberdade, não de > preço. > > Por esta razão, peço aos colegas do IFRS para que utilizem apenas > arquivos * > PDF* e *ODF <http://pt.wikipedia.org/wiki/OpenDocument>* (ODT, ODS, ODP, > etc..) que tem suas especificações públicas e que, deste modo, podem > ser > abertos em qualquer computador. > > Mais sobre estas e outras recomendações do Governo Federal podem ser > obtidas através do e-PING (Padrões de Interoperabilidade de Governo > Eletrônico)<http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-ping-padroes-de-interoperabilidade/versoes-do-documento-da-e-ping> > . > > > ------------------------------------- > > Saudações, > > *Henrique Sant'Anna* > [email protected] > Professor - Programação - Informática > Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do > Sul > Campus Avançado de Feliz - (51) 3637-2646 > www.feliz.ifrs.edu.br > > > > Em 9 de agosto de 2012 11:33, Paulo Francisco Slomp > <[email protected]>escreveu: > >> >> Retransmito mensagem de uma lista de discussão. >> >> -------------------- >> >> Recebi um email do colégio de minhas filhas assim: >> >> Estimados Alunos(as) >> >> Este e-mail tem como objetivo orientar e lembrar do trabalho sobre os >> municÃpios que deverá ser apresentado nos dias, 15, 16 e 17 de agosto >> no >> auditório do colégio. >> >> Os formatos de mÃdias aceitas para apresentação, serão: >> >> IMAGENS: .jpg - .gif - .png >> SOM: .mp3 - .mp4 - .wma - .wav >> APRESENTAÃÃO: .ppt - .pptx - .pps - .ppsx >> OUTROS: .doc - .docx - .xls - .xlsx >> >> Outros formatos não serão aceitos!!! >> >> Qualquer dúvida entrar em contato >> >> ------------------------------**-------- >> >> Minha resposta, que pode ser melhorada, mas pode servir de subsÃdio >> para >> casos similares. >> >> >> Caros/as ... >> >> A norma brasileira e internacional prevê como formato padrão o ODF, >> que >> para apresentações teria terminação .ODP >> >> Este formato é o utilizado, entre outros programas, pelos softwares >> livres >> OpenOffice, LibreOffice e BrOffice, que são livres e baixados >> gratuitamente >> para qualquer sistema operacional. >> >> https://www.abntnet.com.br/**norma.aspx?ID=1549<https://www.abntnet.com.br/norma.aspx?ID=1549> >> >> O formato é oficial no Brasil, como pode ser visto também no portal do >> Governo Federal. >> >> http://www.brasil.gov.br/**sobre/ciencia-e-tecnologia/** >> software-livre/padroes-abertos<http://www.brasil.gov.br/sobre/ciencia-e-tecnologia/software-livre/padroes-abertos> >> >> "O governo brasileiro realiza ações para fortalecer o uso do padrão >> ODF. >> Com a criação do Protocolo BrasÃlia, empresas públicas e privadas e >> órgãos >> da administração pública federal, estadual e municipal assumiram o >> compromisso de usar o formato padrão na troca de documentos. A versão >> mais >> recente do guia de interoperabilidade do Governo Federal (e-Ping), que >> responde pelo esforço de manter a compatibilidade de arquivos entre >> sistemas de governo, também define o ODF como padrão para todos os >> órgãos >> da administração pública. >> >> Internacionalmente, o Brasil participa de um forte movimento de adoção >> do >> formato ODF e protesta contra a aprovação pela ISO (entidade que >> congrega >> os grêmios de padronização de 170 paÃses) do OpenXML, um formato >> proprietário criado pela Microsoft que obriga o usuário a utilizar >> suÃtes >> de escritório especÃficas. Outros paÃses como Ãfrica do Sul, >> Venezuela, >> Equador, Cuba e Paraguai também participam do movimento. " >> >> --------- >> >> Os formatos de apresentação solicitados pela escola são fechados e >> obrigam >> a compra de softwares de determinados fabricantes. Ou, o que é pior, o >> uso >> destes softwares de forma ilegal. >> >> Por esta razão peço que considerem a adoção da norma brasileira >> integralmente ou ao menos em conjunto com os formatos citados. >> >> pai >> >> ______________________________**_________________ >> Geral mailing list >> [email protected] >> http://listas.sleducacional.**org/listinfo.cgi/geral-**sleducacional.org<http://listas.sleducacional.org/listinfo.cgi/geral-sleducacional.org> >> > _______________________________________________ > Geral mailing list > [email protected] > http://listas.sleducacional.org/listinfo.cgi/geral-sleducacional.org > -- ========================================= http://aprendendofisica.pro.br http://aprendendofisica.net/rede/ Aprendendo Física em Redes de Colaboração ========================================= _______________________________________________ Geral mailing list [email protected] http://listas.sleducacional.org/listinfo.cgi/geral-sleducacional.org
