Gente

Que maravilha na mensagem abaixo o encurtador de endereços do nosso amigo Professor Sérgio F. Lima!

http://psfl.in/d4

Claro, é software livre. ;-)

E, como acontece amiúde, pode ser personalizado. Repararam que o endereço base é a sigla profissional do Sérgio, seguido de .in?

Veja o software: http://yourls.org.

Há alguns meses atrás eu tinha olhado o software e me pareceu um pouco complicado de instalar no meu domínio www.ufrgs.br/soft-livre-edu. Olhei agora e... não mudei de opinião. :-(

Abraços.

_______________________________
Paulo Francisco Slomp
http://www.ufrgs.br/psicoeduc
Acionado com Software Livre
http://www.ufrgs.br/soft-livre-edu

Em 20-08-2012 13:00, "Aprendendo Física - " escreveu:
Olá Henrique e todos,

Eu quis registrar (e compartilhar) essa discussão... para tanto eu
publiquei um texto sobre o tema. Coloquei um trecho do seu ótimo texto
(com os devidos créditos).

http://psfl.in/d4

abraços
Sérgio Lima


Consta nas coordenadas do espaço-tempo que...  Henrique Sant'Anna escreveu:
Olá pessoal,

Sou professor no Instituto Federal Do Rio Grande do Sul e, a um ano
atrás,
tentando divulgar formatos abertos no IFRS, divulguei a mensagem a seguir.

Ela certamente pode ser aperfeiçoada para se adequar ao contexto de cada
um
de vocês. Se tiverem mais ideias neste sentido, compartilhem conosco!

Segue a mensagem:

-------------------------------------

From: Henrique Sant'Anna<[email protected]>
Date: 2011/3/23
Subject: Por que PDF ?


Colegas,

Trabalhando na área de educação é natural que estejamos constantemente
consumindo, digerindo, produzindo informação e conhecimento. A
informática
como ferramenta de comunicação e pesquisa não é apenas de grande
auxílio, como
também fundamental neste processo interminável de crescimento /
evolução /
aprendizado.

A quase totalidade do mar de informação em que vivemos imersos está em
*formato
digital*. Neste caso, existem alguns cuidados que devemos tomar e regras
que podemos seguir a fim de evitar *poluição virtual*.

Ao produzirmos material (textos, apresentações, planilhas, etc) com os
editores de nossa escolha, salvamos no formato correspondente de tal
editor: doc, docx, odt, ppt, pps, pptx, ppsx, odp, xls, xlsx, ods, odf,
etc... Cada programa, e versão deste programa, produz um tipo diferente
de
arquivo, incompatível (em diferentes graduações) com todos os outros
programas existentes.

Os fabricantes de programas
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_propriet%C3%A1rio>proprietários<http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_propriet%C3%A1rio>se
esforçam para que cada nova versão vendida por eles seja incompatível
com a versão anterior, criada e vendida por eles próprios. Isto obriga a
nós, usuários, a comprar a versão nova, por não conseguirmos mais
abrir os
arquivos que as pessoas tem nos enviado por e-mail.

Não podemos esperar que nossos colegas de trabalho e alunos tenham a
mesma
versão instalada do programa. Eles podem ter uma versão mais antiga:
cada
versão nova de um programa proprietário não sai por menos de R$500,
para
ser usado em casa ou pequenos escritórios. A licença
para empresas grandes e setor público chega a R$1.300  - por cada
computador com office instalado!

A fim de facilitar a compatibilidade devemos ter em mente uma política de
distribuição de conteúdo digital, que varia entre dois formatos, de
acordo
com o nosso propósito ao publicar o arquivo:


  1) Para os arquivos cujo o conteúdo *não precisa ser editado*, mas
*apenas
lido* por quem os recebe: *formato PDF*.

ABNT NBR ISO
19005-1:2009<http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=29182>.
Esta parte da ABNT NBR ISO 19005 especifica como utilizar o Portable
Document Format (PDF) 1.4 para a preservação de longo prazo de
documentos
eletrônicos. É aplicável a documentos contendo combinações de dados
tipos
de caracteres, imagens raster ou vetor.

Os sistemas operacionais MacOS e GNU/Linux por padrão já permitem ler e
salvar em PDF. No Windows, é fácil fazer a instalação do PDFCreator,
programa
livre<http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre>  e gratuito que permite
salvar em PDF a partir de qualquer editor. O
BROffice<http://www.broffice.org/>,
também permite salvar em PDF, mesmo sem o PDFCreator instalado.

A grande vantagem do PDF é que, além de ser um padrão ISO / ABNT, o
arquivo
PDF será aberto para leitura e impressão de forma idêntica em qualquer
computador. Diferente do que aconteceria se o arquivo fosse enviado com
formato DOC.

2) Para os arquivos que devam permitir* *a *edição do conteúdo* por
quem os
recebe: *formato ODF*<http://pt.wikipedia.org/wiki/OpenDocument>.*

*
ABNT NBR ISO/IEC
26300:2008<http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=1549>
. Esta é a especificação do formato Open Document format for Office
Applications (OpenDocument), um formato de arquivo aberto, baseado em XML
para aplicações de escritório, baseado no OpenOffice.org XML [OOo].

Os programas BROffice<http://www.broffice.org/>,
OpenOffice<http://www.openoffice.org/>,
LibreOffice<http://www.libreoffice.org/>, KOffice
<http://www.koffice.org/>,
IBM Lotus
Symphony<http://symphony.lotus.com/software/lotus/symphony/home.nsf/home>já
vem com suporte ao formato ISO/ABNT ODF, possuem versões para Linux,
MacOS
e Windows - com a vantagem de serem totalmente gratuitos, mesmo para uso
comercial. Já o Microsoft
Office<http://www2.buyoffice.microsoft.com/bra/product.aspx?family=o14_officepro&country_id=BR&WT.mc_id=ODC_ptBR_Pro_Buy>só
oferece suporte ao ODF em sua versão 2010, ainda assim trata-se de um
suporte parcial.


Existem também outras importantes razões para utilizarmos os formatos
ISO/ABNT em nossos arquivos digitais.

*Como ser humano e pessoa solidária:*

O preço de um programa proprietário de computador é muito mais caro que
o
elevado preço que pagamos em dinheiro. Ao comprarmos e instalarmos um
programa
proprietário
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_propriet%C3%A1rio>estamos
também pagando com a nossa liberdade, somos obrigados a aceitar um
contrato que diz não a nossa humanidade e solidariedade.

Mesmo que tenhamos pago os mais de R$ 500 isto não é o suficiente, não
podemos repassar tal programa nem mesmo aos nossos mais queridos,
precisamos concordar em sedar nosso natural ímpeto de fazer o bem ao
próximo.
Somos proibidos, por contrato, de ajudar aos nossos colegas, nossos
alunos,
nossos amigos e até mesmo nossa própria família.


Pior que isto, os fabricantes destes programas, em benefício próprio,
difundem a ideia de que ajudar ao próximo é o mesmo que invadir navios,
roubar, matar e violentar sexualmente aos seus tripulantes. Ou seja, que
ser bom é ruim. Tal relação é absurda e inaceitável, até mesmo uma
simples
reflexão nos bastaria para constatar o engano que há nesta concepção.

Neste contexto, uma forma de manter nossa humanidade e solidariedade é
utilizando programas livres<http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre>,
nos negando a aceitar contratos absurdos que vão contra às virtudes mais
nobres que fazem de nós verdadeiros seres humanos. Deste modo podemos
repassar nossos programas a quem quisermos e sermos, por isto,
considerados
pessoas boas: benevolentes e solidárias. Felizmente sem o risco de sofrer
da abominosa comparação com assassinos ladrões de navios.


*Como cidadão brasileiro e servidor público:*

Quando falamos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia temos um fator
essencial para que o Brasil deixe de atribuir seu crescimento (de mais de
7% em 2010) majoritariamente a exportação de matéria prima. Segundo o
�ndice Global de Inovação (INSEAD
<http://www.globalinnovationindex.org/>)
em 2009 o Brasil caiu 18 posições quanto a inovação, indo para a 69ª
posição, atrás de Uruguay (53ª) e Africa do Sul (51ª).

Ainda assim, a opinião oficial da
Microsoft<http://tools.folha.com.br/print?url=http://www1.folha.uol.com.br/tec/798606-microsoft-critica-posicao-do-governo-brasileiro-sobre-o-software-livre.shtml&site=emcimadahora>é
de que o governo brasileiro deveria parar de investir no
desenvolvimento
de tecnologia para apenas consumi-la, isto porque, segundo esta empresa, a
inovação deveria estar apenas no setor privado.

Felizmente o governo federal enxerga além, nos últimos 8 anos tem
investido
sistematicamente em software livre, seja no seu desenvolvimento ou no
treinamento dos servidores públicos. Este dinheiro investido permanece no
Brasil, gerando emprego e renda, em vez de ser remetido para o exterior
pela compra de licenças proprietárias que não nos permitiriam
redistribuir
ou estudar os softwares.

Do ponto de vista legal, o conceito de software livre foi estendido para o
de Software Público Brasileiro<http://www.softwarepublico.gov.br/>. Em
outras palavras, o software livre é um bem público, de propriedade de
todos
nós, cidadãos brasileiros: não precisamos adquiri-lo, pois já nos
pertence.
Dele podemos fazer uso comum, compartilhar, estudar e aperfeiçoar este
software, sem proibições. A nova presidência também deixa clara a
opção em
favor do software público, através do Ministério do Planejamento,
Orçamento
e Gestão (Instrução Normativa publicada no DOU 19/01/2011 - Seção 1),
onde
nossa liberdade é garantida com o software livre / público:

*liberdade nº 0:* a liberdade para executar o programa, para qualquer
propósito;

*liberdade nº 1:* a liberdade de estudar como o programa funciona e
adaptá-lo para as suas necessidades, sendo o acesso ao código-fonte um
pré-requisito para esta liberdade;

*liberdade nº 2:* a liberdade de redistribuir cópias de modo que você
possa
ajudar ao seu próximo;

*liberdade nº 3:* a liberdade de aperfeiçoar o programa e liberar os
seus
aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie, sendo o
acesso ao código-fonte um pré-requisito para esta
liberdade;

Podemos ver daí que software livre é uma questão de liberdade, não de
preço.

Por esta razão, peço aos colegas do IFRS para que utilizem apenas
arquivos *
PDF* e *ODF<http://pt.wikipedia.org/wiki/OpenDocument>* (ODT, ODS, ODP,
etc..) que tem suas especificações públicas e que, deste modo, podem
ser
abertos em qualquer computador.

Mais sobre estas e outras recomendações do Governo Federal podem ser
obtidas através do e-PING (Padrões de Interoperabilidade de Governo
Eletrônico)<http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-ping-padroes-de-interoperabilidade/versoes-do-documento-da-e-ping>
.


  -------------------------------------

Saudações,

*Henrique Sant'Anna*
[email protected]
Professor - Programação - Informática
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do
Sul
Campus Avançado de Feliz - (51) 3637-2646
www.feliz.ifrs.edu.br



Em 9 de agosto de 2012 11:33, Paulo Francisco Slomp
<[email protected]>escreveu:


Retransmito mensagem de uma lista de discussão.

--------------------

Recebi um email do colégio de minhas filhas assim:

Estimados Alunos(as)

Este e-mail tem como objetivo orientar e lembrar do trabalho sobre os
municípios que deverá ser apresentado nos dias, 15, 16 e 17 de agosto
no
auditório do colégio.

Os formatos de mídias aceitas para apresentação, serão:

IMAGENS: .jpg - .gif - .png
SOM: .mp3 - .mp4 - .wma - .wav
APRESENTAÇÃO: .ppt - .pptx - .pps - .ppsx
OUTROS: .doc - .docx - .xls - .xlsx

Outros formatos não serão aceitos!!!

Qualquer dúvida entrar em contato

------------------------------**--------

Minha resposta, que pode ser melhorada, mas pode servir de subsídio
para
casos similares.


Caros/as ...

A norma brasileira e internacional prevê como formato padrão o ODF,
que
para apresentações teria terminação .ODP

Este formato é o utilizado, entre outros programas, pelos softwares
livres
OpenOffice, LibreOffice e BrOffice, que são livres e baixados
gratuitamente
para qualquer sistema operacional.

https://www.abntnet.com.br/**norma.aspx?ID=1549<https://www.abntnet.com.br/norma.aspx?ID=1549>

O formato é oficial no Brasil, como pode ser visto também no portal do
Governo Federal.

http://www.brasil.gov.br/**sobre/ciencia-e-tecnologia/**
software-livre/padroes-abertos<http://www.brasil.gov.br/sobre/ciencia-e-tecnologia/software-livre/padroes-abertos>

"O governo brasileiro realiza ações para fortalecer o uso do padrão
ODF.
Com a criação do Protocolo Brasília, empresas públicas e privadas e
órgãos
da administração pública federal, estadual e municipal assumiram o
compromisso de usar o formato padrão na troca de documentos. A versão
mais
recente do guia de interoperabilidade do Governo Federal (e-Ping), que
responde pelo esforço de manter a compatibilidade de arquivos entre
sistemas de governo, também define o ODF como padrão para todos os
órgãos
da administração pública.

Internacionalmente, o Brasil participa de um forte movimento de adoção
do
formato ODF e protesta contra a aprovação pela ISO (entidade que
congrega
os grêmios de padronização de 170 países) do OpenXML, um formato
proprietário criado pela Microsoft que obriga o usuário a utilizar
suítes
de escritório específicas. Outros países como �frica do Sul,
Venezuela,
Equador, Cuba e Paraguai também participam do movimento. "

---------

Os formatos de apresentação solicitados pela escola são fechados e
obrigam
a compra de softwares de determinados fabricantes. Ou, o que é pior, o
uso
destes softwares de forma ilegal.

Por esta razão peço que considerem a adoção da norma brasileira
integralmente ou ao menos em conjunto com os formatos citados.

pai

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http://listas.sleducacional.**org/listinfo.cgi/geral-**sleducacional.org<http://listas.sleducacional.org/listinfo.cgi/geral-sleducacional.org>

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