Seria interessante adicionar o endereço para baixar o PDFCreator:

http://sourceforge.net/projects/pdfcreator

Abraços.

Paulo

Em 20-08-2012 11:29, Henrique Sant'Anna escreveu:
Olá pessoal,

Sou professor no Instituto Federal Do Rio Grande do Sul e, a um ano
atrás, tentando divulgar formatos abertos no IFRS, divulguei a mensagem
a seguir.

Ela certamente pode ser aperfeiçoada para se adequar ao contexto de cada
um de vocês. Se tiverem mais ideias neste sentido, compartilhem conosco!

Segue a mensagem:

-------------------------------------

From: *Henrique Sant'Anna* <[email protected]
<mailto:[email protected]>>
Date: 2011/3/23
Subject: Por que PDF ?


Colegas,

Trabalhando na área de educação é natural que estejamos constantemente
consumindo, digerindo, produzindo informação e conhecimento. A
informática como ferramenta de comunicação e pesquisa não é apenas de
grande auxílio,como também fundamental neste processo interminável de
crescimento / evolução / aprendizado.

A quase totalidade do mar de informação em que vivemos imersos está em
*formato digital*. Neste caso, existem alguns cuidados que devemos tomar
e regras que podemos seguir a fim de evitar *poluição virtual*.

Ao produzirmos material (textos, apresentações, planilhas, etc) com os
editores de nossa escolha, salvamos no formato correspondente de tal
editor: doc, docx, odt, ppt, pps, pptx, ppsx, odp, xls, xlsx, ods, odf,
etc... Cada programa, e versão deste programa, produz um tipo diferente
de arquivo, incompatível (em diferentes graduações) com todos os outros
programas existentes.

Os fabricantes de programas
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_propriet%C3%A1rio>proprietários
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_propriet%C3%A1rio> se esforçam
para que cada nova versão vendida por eles seja incompatível com a
versão anterior, criada e vendida por eles próprios. Isto obriga a nós,
usuários, a comprar a versão nova, por não conseguirmos mais abrir os
arquivos que as pessoas tem nos enviado por e-mail.

Não podemos esperar que nossos colegas de trabalho e alunos tenham a
mesma versão instalada do programa. Eles podem ter uma versão mais
antiga: cada versão nova de um programa proprietário não sai por menos
de R$500, para ser usado em casa ou pequenos escritórios. A licença
para empresas grandes e setor públicochega a R$1.300  - por cada
computador com office instalado!

A fim de facilitar a compatibilidade devemos ter em mente uma política
de distribuição de conteúdo digital, que varia entre dois formatos, de
acordo com o nosso propósito ao publicar o arquivo:


1) Para os arquivos cujo o conteúdo *não precisa ser editado*, mas
*apenas lido* por quem os recebe:*formato PDF*.

ABNT NBR ISO 19005-1:2009
<http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=29182>. Esta parte da ABNT
NBR ISO 19005 especifica como utilizar o Portable Document Format (PDF)
1.4 para a preservação de longo prazo de documentos eletrônicos. É
aplicável a documentos contendo combinações de dados tipos de
caracteres, imagens raster ou vetor.

Os sistemas operacionais MacOS e GNU/Linux por padrão já permitem ler e
salvar em PDF. No Windows, é fácil fazer a instalação do PDFCreator,
programa livre <http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre> e gratuito
que permite salvar em PDF a partir de qualquer editor. O BROffice
<http://www.broffice.org/>, também permite salvar em PDF, mesmo sem o
PDFCreator instalado.

A grande vantagem do PDF é que, além de ser um padrão ISO / ABNT, o
arquivo PDF será aberto para leitura e impressão de forma idêntica em
qualquer computador. Diferente do que aconteceria se o arquivo fosse
enviado com formato DOC.

2) Para os arquivos que devam permitir**a *edição do conteúdo* por quem
os recebe: *formato ODF* <http://pt.wikipedia.org/wiki/OpenDocument>.*

*
ABNT NBR ISO/IEC 26300:2008
<http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=1549>.Esta é a
especificação do formato Open Document format for Office Applications
(OpenDocument), um formato de arquivo aberto, baseado em XML para
aplicações de escritório, baseado no OpenOffice.org XML [OOo].

Os programas BROffice <http://www.broffice.org/>, OpenOffice
<http://www.openoffice.org/>, LibreOffice <http://www.libreoffice.org/>,
KOffice <http://www.koffice.org/>, IBM Lotus Symphony
<http://symphony.lotus.com/software/lotus/symphony/home.nsf/home> já vem
com suporte ao formato ISO/ABNT ODF, possuem versões para Linux, MacOS e
Windows - com a vantagem de serem totalmente gratuitos, mesmo para uso
comercial. Já o Microsoft Office
<http://www2.buyoffice.microsoft.com/bra/product.aspx?family=o14_officepro&country_id=BR&WT.mc_id=ODC_ptBR_Pro_Buy>
só oferece suporte ao ODF em sua versão 2010, ainda assim trata-se de um
suporte parcial.


Existem também outras importantes razões para utilizarmos os formatos
ISO/ABNT em nossos arquivos digitais.

*Como ser humano e pessoa solidária:*

O preço de um programa proprietário de computador é muito mais caro que
o elevado preço que pagamos em dinheiro. Ao comprarmos e instalarmos um
programa proprietário
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_propriet%C3%A1rio> estamos também
pagando com a nossa liberdade, somos obrigados a aceitar um contrato que
diz não a nossa humanidade e solidariedade.

Mesmo que tenhamos pago os mais de R$ 500 isto não é o suficiente, não
podemos repassar tal programa nem mesmo aos nossos mais queridos,
precisamos concordar em sedar nosso natural ímpeto de fazer o bem ao
próximo.
Somos proibidos, por contrato, de ajudar aos nossos colegas, nossos
alunos, nossos amigos e até mesmo nossa própria família.


Pior que isto, os fabricantes destes programas, em benefício próprio,
difundem a ideia de que ajudar ao próximo é o mesmo que invadir navios,
roubar, matar e violentar sexualmente aos seus tripulantes. Ou seja, que
ser bom é ruim. Tal relação é absurda e inaceitável, até mesmo uma
simples reflexão nos bastaria para constatar o engano que há nesta
concepção.

Neste contexto, uma forma de manter nossa humanidade e solidariedade é
utilizando programas livres
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre>, nos negando a aceitar
contratos absurdos que vão contra às virtudes mais nobres que fazem de
nós verdadeiros seres humanos.Deste modo podemos repassar nossos
programasa quem quisermos e sermos, por isto, considerados pessoas boas:
benevolentes e solidárias. Felizmente sem o risco de sofrer da abominosa
comparação com assassinos ladrões de navios.


*Como cidadão brasileiro e servidor público:*

Quando falamos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia temos um
fator essencial para que o Brasil deixe de atribuir seu crescimento (de
mais de 7% em 2010) majoritariamente a exportação de matéria prima.
Segundo o Índice Global de Inovação (INSEAD
<http://www.globalinnovationindex.org/>) em 2009 o Brasil caiu 18
posições quanto a inovação, indo para a 69ª posição, atrás de Uruguay
(53ª) e Africa do Sul (51ª).

Ainda assim, a opinião oficial da Microsoft
<http://tools.folha.com.br/print?url=http://www1.folha.uol.com.br/tec/798606-microsoft-critica-posicao-do-governo-brasileiro-sobre-o-software-livre.shtml&site=emcimadahora>
é de que o governo brasileiro deveria parar de investir no
desenvolvimento de tecnologia para apenas consumi-la, isto porque,
segundo esta empresa, a inovação deveria estar apenas no setor privado.

Felizmente o governo federal enxerga além, nos últimos 8 anos tem
investido sistematicamente em software livre, seja no seu
desenvolvimento ou no treinamento dos servidores públicos. Este dinheiro
investido permanece no Brasil, gerando emprego e renda, em vez de ser
remetido para o exterior pela compra de licenças proprietárias que não
nos permitiriam redistribuir ou estudar os softwares.

Do ponto de vista legal, o conceito de software livre foi estendido para
o de Software Público Brasileiro <http://www.softwarepublico.gov.br/>.
Em outras palavras, o software livre é um bem público, de propriedade de
todos nós, cidadãos brasileiros: não precisamos adquiri-lo, pois já nos
pertence. Dele podemos fazer uso comum, compartilhar, estudar e
aperfeiçoar este software, sem proibições. A nova presidência também
deixa clara a opção em favor do software público, através do Ministério
do Planejamento, Orçamento e Gestão (Instrução Normativa publicada no
DOU 19/01/2011 - Seção 1), onde nossa liberdade é garantida com o
software livre / público:

*liberdade nº 0:* a liberdade para executar o programa, para qualquer
propósito;

*liberdade nº 1:* a liberdade de estudar como o programa funciona e
adaptá-lo para as suas necessidades, sendo o acesso ao código-fonte um
pré-requisito para esta liberdade;

*liberdade nº 2:* a liberdade de redistribuir cópias de modo que você
possa ajudar ao seu próximo;

*liberdade nº 3:* a liberdade de aperfeiçoar o programa e liberar os
seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie, sendo
o acesso ao código-fonte um pré-requisito para esta
liberdade;

Podemos ver daí que software livre é uma questão de liberdade, não de preço.

Por esta razão, peço aos colegas do IFRS para que utilizem apenas
arquivos *PDF* e *ODF <http://pt.wikipedia.org/wiki/OpenDocument>* (ODT,
ODS, ODP, etc..) que tem suas especificações públicas e que, deste modo,
podem ser abertos em qualquer computador.

Mais sobre estas e outras recomendações do Governo Federal podem ser
obtidas através do e-PING (Padrões de Interoperabilidade de Governo
Eletrônico)
<http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-ping-padroes-de-interoperabilidade/versoes-do-documento-da-e-ping>.


-------------------------------------

Saudações,

*Henrique Sant'Anna*
[email protected]
<mailto:[email protected]>
Professor - Programação - Informática
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul
Campus Avançado de Feliz - (51) 3637-2646
www.feliz.ifrs.edu.br <http://www.feliz.ifrs.edu.br/>



Em 9 de agosto de 2012 11:33, Paulo Francisco Slomp <[email protected]
<mailto:[email protected]>> escreveu:


    Retransmito mensagem de uma lista de discussão.

    --------------------

    Recebi um email do colégio de minhas filhas assim:

    Estimados Alunos(as)

    Este e-mail tem como objetivo orientar e lembrar do trabalho sobre
    os municípios que deverá ser apresentado nos dias, 15, 16 e 17 de
    agosto no auditório do colégio.

    Os formatos de mídias aceitas para apresentação, serão:

    IMAGENS: .jpg - .gif - .png
    SOM: .mp3 - .mp4 - .wma - .wav
    APRESENTAÇÃO: .ppt - .pptx - .pps - .ppsx
    OUTROS: .doc - .docx - .xls - .xlsx

    Outros formatos não serão aceitos!!!

    Qualquer dúvida entrar em contato

    ------------------------------__--------

    Minha resposta, que pode ser melhorada, mas pode servir de subsídio
    para casos similares.


    Caros/as ...

    A norma brasileira e internacional prevê como formato padrão o ODF,
    que para apresentações teria terminação .ODP

    Este formato é o utilizado, entre outros programas, pelos softwares
    livres OpenOffice, LibreOffice e BrOffice, que são livres e baixados
    gratuitamente para qualquer sistema operacional.

    https://www.abntnet.com.br/__norma.aspx?ID=1549
    <https://www.abntnet.com.br/norma.aspx?ID=1549>

    O formato é oficial no Brasil, como pode ser visto também no portal
    do Governo Federal.

    
http://www.brasil.gov.br/__sobre/ciencia-e-tecnologia/__software-livre/padroes-abertos
    
<http://www.brasil.gov.br/sobre/ciencia-e-tecnologia/software-livre/padroes-abertos>

    "O governo brasileiro realiza ações para fortalecer o uso do padrão
    ODF. Com a criação do Protocolo Brasília, empresas públicas e
    privadas e órgãos da administração pública federal, estadual e
    municipal assumiram o compromisso de usar o formato padrão na troca
    de documentos. A versão mais recente do guia de interoperabilidade
    do Governo Federal (e-Ping), que responde pelo esforço de manter a
    compatibilidade de arquivos entre sistemas de governo, também define
    o ODF como padrão para todos os órgãos da administração pública.

    Internacionalmente, o Brasil participa de um forte movimento de
    adoção do formato ODF e protesta contra a aprovação pela ISO
    (entidade que congrega os grêmios de padronização de 170 países) do
    OpenXML, um formato proprietário criado pela Microsoft que obriga o
    usuário a utilizar suítes de escritório específicas. Outros países
    como África do Sul, Venezuela, Equador, Cuba e Paraguai também
    participam do movimento. "

    ---------

    Os formatos de apresentação solicitados pela escola são fechados e
    obrigam a compra de softwares de determinados fabricantes. Ou, o que
    é pior, o uso destes softwares de forma ilegal.

    Por esta razão peço que considerem a adoção da norma brasileira
    integralmente ou ao menos em conjunto com os formatos citados.

    pai

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