> como o caso do Stallman chamar o Linux de GNU/Linux. P*rra, ele nao
> escreveu o programa, quem � ele pra decidir como se chama? Al�m do
Desculpa cara, mas aqui voc� deu uma escorregada.
Linux � "somente" o kernel. Muitos de n�s sabemos disso.
Acontece que o resto do sistema n�o � "Linux", � GNU. A� � que est� a
briga dele.
Todo mundo chama o sistema inteiro de Linux, quando na verdade ele � GNU
(Seguindo a sua linha de pensamento "Pombas, o Linus s� escreveu o kernel,
quem � ele para decidir como se chama um pacote inteiro (distribui��o) de
softwares?")
A� � que est� a quest�o: Linus n�o fez nada, o nome simplesmente surgiu.
E s� escreveu o kernel - o gcc, o emacs, o CVS, o apache e tantas outras
coisas n�o foi ele que escreveu tamb�m... E s�o ferramentas GNU.
Linus, que gosta de manter-se afastado de pol�tica, n�o registrou o
Linux (kernel) como GPL (pelo menos at� onde sei), mas d� o direito de
qualquer um fazer o que bem entender com o seu c�digo... (A� pode entrar
algo que n�o sei, pois ele n�o programa o kernel sozinho h� muito tempo...)
O Stallman viu todo o seu trabalho ideol�gico ser "roubado" (claro que
n�o � essa a express�o certa - n�o nesse tom depreciativo, pelo menos) por
gente apol�tica, e que nomeou todo o pacote como Linux. Nada de "GNU" no
nome, apenas descrito como sendo "free" (que no ingl�s � frequentemente
confundido com "gr�tis"). A mensagem que ele pretendia transmitir com o seu
software livre ficou meio em segundo plano (que apenas para os mais
informados conheciam) para uma alternativa que a maioria das pessoas
entendeu como "software gr�tis".
Como todo ideologista, ele d� muito mais import�ncia � transmiss�o da
sua mensagem do que � aprecia��o (alheia) ao seu trabalho. Por isso, ele
pede que se for para continuar chamado DISTRIBUI�OES de Linux, que a chamem
ent�o GNU/Linux, dando o cr�dito a quem � devido e ainda assim chamando a
aten��o e abrindo espa�o para a pergunta �bvia das pessoas: "O que � GNU?"
De acordo com Stallman, em uma *distribui��o* GNU/Linux, vem um sistema
pronto de softwares GNU que utiliza o kernel Linux, entendeu? :)
> Segundo a FSF isso n�o � verdade:
>
> http://www.fsf.org/licenses/gpl-faq.html
>
> PERGUNTA: "I would like to release a program I wrote under the GNU GPL,
> but I would like to use the same code in non-free
> programs."
>
> RESPOSTA: "To release a non-free program is always ethically tainted,
> but legally there is no obstacle to your doing this. If you
> are the copyright holder for the code, you can release it under various
> different non-exclusive licenses at various times."
>
> Ou seja, voc� pode usar programas GPL para produzir software
> propriet�rio.
Booom..... j� � um pouco complicado, o "software propriet�rio" aque
geralmente se referem aqui na lista �:
1. C�digo fechado (exclui programas Open Source, claro)
2. Direitos de c�pia
Sem d�vidas o Emacs � propriedade do Stallman, pode ter certeza. Por�m,
n�o conhe�o ningu�m que tenha pago para us�-lo. Se a pessoa n�o tem o
direito de copiar o software, ent�o ele n�o � livre, e n�o � GPL.
Concordo que h� maneiras de um empresa vingar mesmo assim, mas � esperar
muito que empres�rios vejam esta mudan�a na forma de administrar seus
neg�cios facilmente...
E "fechar o c�digo", conforme esta parte do FAQ que voc� passou, � at�
poss�vel - DESDE QUE voc� tenha escrito o programa inteiro, bem-entendido.
Caso contr�rio, necas.
> > N�o. Pq impede que eu distribua meu software como quiser.
>
> Todas as licen�as de software propriet�rio tamb�m o s�o.
>
> J� que licen�a de software propriet�rio impede de distribuir seu
> programa como quiser e a GPL tamb�m o impede, por que a reclama��o?
Lembrando tamb�m que a Microsoft est� proibindo seus novos produtos de
produzir software GPL.
> > > O DOJ disse que a Microsoft, uma empresa, usou o IE, um produto,
> > > para sufocar um concorrente, a Netscape.
> >
> > Ent�o quer dizer que software "livre" s�o id�ias, mas software
> > propriet�rio � um produto? N�o sabia que na justa e igualit�ria
> > comunidade Linux existiam dois pesos e duas medidas.
Pode ter certeza que se o o pessoal da KDE deliberadamente impedisse o
StarOffice ou qualquer outro concorrente do KOffice de rodar normal no KDE,
ele tamb�m seria ser considerado monopolista.
Mas n�o � o caso por dois motivos:
1. O KDE n�o � a �nica op��o
2. Como eles v�o conseguir impedir que produtos concorrentes rodem no
KDE, se ele � software livre? Pega os fontes, faz as modifica��es
necess�rias e lan�a um patch na instala��o do SOffice... Isso sem contar o
mico de que o pessoal do KDE n�o poderia refutar a acusa��o de concorr�ncia
desleal...
N�o tem dois pesos e duas medidas. A GPL � apenas um concorrente (e
muito bom), que al�m de tudo impede a stagna��o proposital (para fins
comerciais) do software... As empresas descobriram que, com o advento do
software livre, eles v�o ter que fazer melhoramentos REAIS nos seus produtos
ao inv�s de apenas trocar a GUI por uma mais bonitinha e incrementar o
n�mero da vers�o...
> O DOJ poderia muito bem ter dito que IE s�o um conjunto de id�ias, mas
> disse que o IE � um produto. N�o somos n�s que vamos contrari�-los.
�? E se eles decidirem que a UCITA � uma lei razo�vel e que deve ser
aplicada, voc� diria a mesma coisa?
Estou do mesmo lado que voc�, estou apenas expondo o fato do argumento
ser �til para qualquer lado (o que impede ele de ser um bom argumento).
> O software livre n�o �, e n�o est� sendo usado como, ferramenta para
> pr�ticas comerciais ilegais. Essa argumenta��o j� foi derrubada pelo
> pr�prio DOJ.
E nem precisava, pois o GPL n�o pode ser considerado uma fonte DIRETA de
renda. O maior potencial de lucro do GPL para a maior parte das pessoas �
indireto...
Assist�ncia (adapta��o de c�digo), auditor, desenvolvimentos de
ferramentas de distribui��es, gerente de inform�tica (cargo que muitas
empresas julgaram "desnecess�rio" pela aparente facilidade do Windows, e no
final s� se ferram), treinamento, etc.
E pra quem ia falar "ah, mas a� � fogo o windows voc� n�o precisa de
treinamento".
N�o precisa o escambau - para usar como usu�rio-final (digitador,
contador, etc) voc� aprende sozinho sem frescura nenhuma (ou acham que v�o
te dar acesso root pra instalar programa na empresa, sem voc� ser t�cnico?).
E mesmo para windows, que � supostamente mais f�cil, uma digitadora com
curso b�sico de windows no curr�culo vai ter mais valia para o empregador do
que uma digitadora que possa at� saber melhor, mas n�o tem o curso. (�
dif�cil fazer um teste para todos os candidatos, n�? Antes de tudo
selecionam-se curr�culos)...
Por�m, pra quem fala do WinNT, MESMO que fosse verdade que ele � t�o
f�cil assim, voc� acredita mesmo que uma empresa te contrataria para cuidar
da rede sem que voc� tivesse um �nico curso ou certifica��o no curr�culo?
Voc� poderia ser um mago, e mesmo assim n�o teria chance - a n�o ser que
conhecesse o dono e conseguisse provar para ele que sabe.
E diga-se de passagem, quando certas profiss�es da �rea de inform�tica
forem regulamentadas (se j� n�o o s�o), voc� vai ter que ter treinamento do
mesmo jeito - seja pra Linux ou pra Windows.
> > Eu sou um t�cnico, dou valor ao aspecto t�cnico/acad�mico da coisa.
> > Eu sinceramente, estou para ver algum desenvolvimento significativo
> > da inform�tica devido a software livre. O compilador da FSF �
> > revolucion�rio? N�o, nao �. A biblioteca de funcoes C, �? Tamb�m nao.
> > O Linux, �? Nao. E os ambientes gr�ficos? Tampouco.
�, mas eles servem muito bem ao prop�sito.
A quest�o n�o � necessariamente ser melhor, mas ter op��o. Se voc� tem
uma op��o GNU e uma propriet�ria, e escolheu a propriet�ria, BELEZA. Voc�
teve escolha!
Agora se voc� n�o estiver satisfeito com ambos, voc� pode peger o que j�
existe mais pr�ximo ao que voc� quer em GNU e fazer voc� mesmo . Claro que
se for pensar em "voc� sozinho" n�o d� nada, mas se voc� for uma empresa e a
solu��o ideal � t�o interessante, voc� poderia destacar uma empresa (ou uns
programadores da sua pr�pria) para desenvolver o que voc� quer.
E n�o precisa nem distribuir, se quiser. *PELO QUE SEI*, voc� s� �
obrigado a dar os fontes se voc� DISTRIBUIR o programa - se n�o quiser
distribuir, n�o precisa dar os fontes.
Jokka
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