Acerca do assunto, em seguida,  abaixo-assinado do Conselho Regional
da Ordem dos Músicos do Brasil no Espírito Santo.
 O texto está registrado no seguinte endereço: 
 http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4726 [1]  .
 Caio Tiburcio
 On Seg 27/07/09 06:12 , josé americo    sent:
     CAIO, ESSA é UMA BOA BRIGA. AJUDE OS MúSICOS DO BRASIL. ABS.
----- ORIGINAL MESSAGE -----  FROM: JORGE CARDOSO  TO: UNDISCLOSED
RECIPIENTS:  SENT: SUNDAY, JULY 26, 2009 6:31 PM SUBJECT: Fwd:
PROFISSÃO DE MUSICO AMEAÇADA 
 ---------- Forwarded message ----------
 From: 
 Date: 2009/7/23
 Subject: PROFISSÃO DE MUSICO AMEAÇADA
 To: 
 URGENTÍSSIMO!!!  
  Está no ar um abaixo-assinado, pedindo por hora, ampla discussão
sobre o tema: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4726 [2] 
              Através do presente este Conselho Regional da Ordem
dos Músicos do Brasil no Espírito Santo, encaminha anexo  a
Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental- ADPF 183- da
Exmª Procuradora Geral da República Drª Deborah Macedo Duprat de
Britto Pereira, a  qual requer a suspensão da Lei Federal 3857/60,
que regulamenta a Profissão de Músico.
          Na oportunidade, solicitamos respeitosamente a análise
criteriosa ao que propõe a medida pleiteada, em relação ao fim da
regulamentação do exercício profissional do músico, cuja
conquista em 1960,  fora de suma importância para aqueles que
exercem a atividade. Esclarecendo que  antes a criação da Lei
3857/60, não havia, para os músicos, reconhecimento perante ao
exercício de uma profissão. Sua extinção será como retroagirmos
no tempo, na época em que o músico não tinha seu reconhecimento
como um profissional, não poderia se identificar como tal, contudo
tampouco abrir um crédito no mercado e contas em Bancos.
Salientando, entretanto, sobre o trâmite dos contratos de trabalho
entre os músicos e seus contratantes, cujo documento atualmente é
firmado através da expedição de Nota Contratual, a qual é
obrigatória para qualquer contratação artístico musical perante o
Ministério do Trabalho em suas Portarias Ministeriais
            Outrossim, não será mais possível o músico se
aposentar como tal, desfrutando dos benefícios que a profissão
requer, quando acidentalmente, por exemplo um guitarrista  se deparar
com problemas nas articulações dos dedos,  o mesmo não poderá
requerer, tampouco usufruir o benefício da Previdência Social, pelo
motivo da falta de reconhecimento sobre  o instrumento do próprio
trabalho, que  dependerá da perfeita mobilização de suas mãos.
         Salientamos o que ocorrerá aos maestros, regentes de
orquestras,  professores  de música, os quais terão sua profissão
arrancada após se dedicarem anos e muitas vezes toda a sua vida ao
Estudo da Música. Bem como aos alunos de professores sem a devida
formação profissional, ilustrando que a falta de conduta, de um
professor quando ministra, por exemplo, uma aula de canto, poderá
causar danos irreversíveis ao aluno, como já estudo previamente
comprovados pela fonoaudiologia. 
          Poderíamo citar inúmeros danos com a extinção desta
artística profissão, mas finalmente frizamos que a Arguição
Interposta no Supremo Tribunal Federal não faz a distinção
adequada entre a profissão do músico ( aquele que faz da música
profissão) e a liberdade de expressão artística e Cultural, com
inevitável prejuizo aqueles que se dedicam a esse labor. Há
manifesta confusão entre a profissão de músico e a liberdade de
expressão.
          Portanto rogamos a todas as autoridades públicas, e a
sociedade civil que participe do Ato de protesto  em relação a
medida requerida pela Exmª Procuradora, clicando no link acima,
endossando o abaixo assinado manifestando o interesse de toda a
sociedade, principalmente da classe musical, junto ao Congresso
Nacional para que o delicado tema seja aberto a classe e a sociedade
em geral.
          Agradecendo imensamente vossa atenção, colocamo-nos a
vosso inteiro dispor.
Atenciosamente
Marli Leal Carneiro
Presidente do CR OMB ES 
 Em tempo:
 É ISSO, GENTE!!! ESTUDE O CASO E SE POSICIONE.......O
ABAIXO-ASSINADO É SOMENTE PARA QUE O DELICADO TEMA SEJA ABERTO À
CLASSE E À SOCIEDADE EM GERAL, PORTANTO ASSINE, OK? 
  SaudaçõES CulturaES!!! 
  GARDENIA MARQUES (((d*-*b))) 
  Venha fazer parte do CCAC-Clube Capixaba de Artes e Cultura
  Acesse: www.clube-ccac.ning.com [3] www.myspace.com/gardeniamarques
[4] 
  MSN: [email protected] [5] 
  Orkut: Gardenia Marques 
  (27)9956-3539
 On Seg 27/07/09 16:16 , Melissa de Araujo Borges
[email protected] sent:
 Olá, Marcos e demais tribuneiros.
 Agora, sim, acho que as colocações anteriores que você fez, foi
bem explicada nesse e-mail. Concordo, que a área jurídica, ser
entendida e levada, somente como uma "ciência filosófica" , é de
longe uma ilusão. "Teoria" é uma coisa, a prática, é outra bem
diferente. Obviamente, utilizamos da filosofia, mas não que seja o
mote principal, que irá dimensionar o âmbito de atuação no caso.
A repercussão da conclusão das decisões, são concretas,
imediatas/mediatas, na vida das pessoas. Quanto à "autodefesa", tem
que ser explicado alguns parâmetros, ela é um desdobramento, do
princípio da ampla defesa, que já nos é dado, por ser uma
"Garantia Fundamental". Então, o que seria a "autodefesa"? Seria o :
a) direito de audiência; b) direito de presença e; c) direito de
postulação pessoal . Se formos pensar, o remédio constitucional
"Habeas Corpus", já é uma utilização do tal princípio, por se
tratar de uma "ação" que pode ser impetrada por qualquer pessoa,
não sendo necessária a presença de advogado ou pessoa qualificada,
nem tampouco de folha específica para se interpor tal procedimento. 
 Já no "âmbito civil" etc..., já não pode ser assim entendida,
já que para tanto, é preciso de capacidade postulatória (defesa
técnica), para área processual. Então, o que vemos? Uma hora, as
garantias se complementam, outras, se divergem. Não vejo em suma,
como ser totalmente praticada em ambas as áreas de atuações
jurisdicionais e processuais. Vejo sim, a utilização de tal
garantia, por exemplo, na persecução criminal, quando englobada no
princípio da ampla defesa. Já que, no Processo Penal, todavia, esse
instituto, recebe uma forma toda própria, distinta da que normalmente
possui nos demais tipos de processo – ou seja, nos processos civis e
administrativos. Em casos específicos e pontuais, a autodefesa, seria
uma atuação bem aproveitada, quando surgisse algum erro judicial,
por exemplo. Isso já foi até julgado pelo STJ. Tenho que mencionar
que, o direito de autodefesa, está consignado em Tratados
Internacionais, os quais , o Brasil é signatário, assim sendo,
está incorporado em nosso Sistema, uma hora pode ser utilizado,
mesmo que convergendo em outras garantias fundamentais, como já foi
até objeto de utilização em nosso ordenamento.
 Quanto ao "corporativismo", agora você já deixou bem claro. E
quanto ao anacronismo do sistema jurídico, é nítido e claro. As
leis, e o próprio sistema jurídico como um todo, não consegue
acompanhar à globalização das informações que chegam a todo
minuto. No mais, o assunto é interminável, e falaríamos dele muito
ainda, mas o canal , é de Samba & Choro. Porém, como o Direito
engloba todos meandros, e foi aqui mencionado, por isso temos que
citar e debater, mesmo às vezes sendo "enfadonho", e parecendo
desproporcional com o assuntos que são veiculados, e o local parecer
não ser o da referida discussão, tem que ser respondido. E confesso,
que é uma paixão para mim, o Direito, tanto quanto a música. E
quando é mencionado, é bom ser dissecado, para não haver dúvidas,
como fizemos. Até porque, ajuda muitos a entenderem o próprio
mecanismo jurídico e a própria sociedade, como um todo. Qualquer
coisa, estamos em "off", digo, e-mail particular, para maiores
dúvidas, ou perguntas sobre o assunto etc... rsss. 
 Mas voltando à discussão principal : "Regulamentação, ou não da
profissão". Músico não é profissão? Se sim, e houver uma
relação contratual, ou empregatícia, que seja, há que ter algum
respaldo, quanto à essa relação. Compreendendo tantos direitos,
como deveres. Se há uma relação de trabalho, músico/contratante,
há toda uma implicação sobre esse vínculo empregatício, ou
contratual. Porém, há toda uma categoria de músicos. Se há
"músicos amadores", "cantores da noite", etc.. tem que haver
cláusulas específicas, que abarquem as condições desses músicos.
Assim, não haverá, discriminação e minimalismo de serem
incluídos, como profissionais ou não. Agora, se é em regulamento,
ou qual ordenamento pode ser previsto, o primordial é, ser levado em
conta, quem faz música, seja profissional, seja amador. A proibição
de se atuar, é o que não pode haver mesmo.
 Abraços
 Melissa 

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 > Date: Mon, 27 Jul 2009 11:25:43 -0300
 > Subject: Re: [S-C] Músico não é mais profissão
 > From: [email protected] [6]
 > To: [email protected] [7]
 > 
 > Eu devo ter me expressado muito mal, mas o que escrevi não tinha
nenhum
 > propósito de ofender nenhuma classe profissional. O que eu estava
dizendo é
 > que a profissão de advogado está inserida num sistema que
envolve
 > responsabilidades grandes demais para ser considerada apenas uma
"ciência
 > filosófica". Seria ingenuidade considerar o Direito desta forma,
uma vez que
 > a atuação dos diversos profissionais do direito (advogados
inclusive, mas
 > não apenas) tem repercussões práticas, concretas e imediatas
sobre a vida
 > das pessoas. Não está em discussão quem faz as leis, quem as
executa e o
 > porquê de o sistema ser assim ou assado, mas nas condições
atuais, vejo como
 > impraticável a possibilidade de autodefesa. Por mais que eu
considere que
 > esta poderia sim ser uma possibilidade a considerar em certos
casos.
 > Quando falo em corporativismo "no pior sentido da palavra", posso
estar
 > fazendo uma generalização absurda, de fato, e peço desculpas
por isso. Mas
 > não é, nem de longe, "total desconhecimento". Meu convívio com
pessoas
 > integrantes do sistema jurídico (advogados, juízes, etc) é
estreito o
 > bastante para eu conhecer razoavelmente os problemas desse sistema
- que,
 > independentemente deste ou daquele bom profissional (e eu conheço
muitos
 > desses) - permanece com uma série de hábitos já anacrônicos,
que eles mesmos
 > admitem. Mas não quero alimentar essa discussão, pois este não
é o forum
 > para isso.
 > 
 > Voltemos à profissão do músico. O que eu pretendia afirmar é
que a atuação
 > irregular de um músico não põe em risco a vida ou os direitos
individuais de
 > ninguém (no máximo, causa algum incômodo), então não faz
sentido ter sobre
 > essa profissão o mesmo tipo de controle que há sobre outras
profissões como,
 > por exemplo, a de engenheiro. Isto não quer dizer que não deva
haver nenhum
 > controle ou disciplinamento. Pela simples razão de que o músico
é, na
 > sociedade atual, uma profissão - ou seja, há quem venda sua
força de
 > trabalho nesta atividade, e uma vez estabelecida uma relação de
trabalho
 > nesta sociedade capitalista, o músico não difere essencialmente
de um
 > profissional como qualquer outro. Deve haver algo, então, que
regulamente
 > esta relação. O que está em discussão, parece, é até que
ponto a profissão
 > de músico é específica o suficiente para ter sua própria
regulamentação.
 > Mas eu insisto em que há músicos e músicos. Deveria haver algum
tipo de
 > permissão ou autorização para a prática pública de música
amadora, sem que
 > esta significasse rebaixar a condição de trabalho de quem é
profissional.
 > Acho que em algumas áreas não há muito o que discutir: músico
de orquestra,
 > de estúdio, etc, tem que ser profissional - o que quer que isso
implique.
 > Mas há zonas de conflito: os músicos da noite, por exemplo.
Talvez se
 > pudesse estabelecer que uma casa que queira cobrar entrada ou
couvert
 > artístico tivesse a obrigação de contratar músicos
profissionais (e aí
 > contratar mesmo, com algum registro, remuneração mínima,
direitos
 > trabalhistas, etc.). Se a casa não quer arcar com isso, pode
chamar músicos
 > amadores e não cobrar nada de ninguém - aí o músico também
não cobra, mas
 > não é proibido de se exibir. Se tiver algum material próprio
para vender, ou
 > quer "passar o chapéu" depois, também não é proibido. Enfim,
acho que se
 > trata de ajustar a regra à realidade, e não o contrário.
 > 
 > Marcos Virgílio
 > 
 > 2009/7/25 Melissa de Araujo Borges 
 > 
 > > Olá Joel, e demais interessados.
 > >
 > > Gostaria de responder, o que é atinente a questão dos
advogados, sobre um
 > > outro prisma. Em primeiro lugar, quando você menciona o
"corporativismo",
 > > podemos pensar em um sentido mais amplo. Em qual esfera de
atuação, seja
 > > jurídica, social, política, empresarial, comercial,
acadêmica, até
 > > esportiva, não há a defesa dos princípios pessoais, de quem
frequente esse
 > > "sistema" ??? O "corporativismo", e aqui digo a defesa de
qualquer classe,
 > > existe e não é somente no sistema jurídico, mas em qualquer
organização, que
 > > se haja conhecimento no Brasil, tanto corporativismo
empresarial,
 > > governamental, agremiativo, institucional, estatal, etc... que
seja.
 > >
 > > Agora falar em um corporativismo, e dizer no sentido do: "pior
sentido da
 > > palavra" , isso é englobar toda uma classe jurídica, e isso eu
não concordo.
 > > Há bons e maus profissionais em qualquer seara que se atue,
intitular esse
 > > corporativismo maléfico, ser mais preponderante na classe
advocatícia ,
 > > tendo em vista um "corporativismo no pior sentido da palavra" ,
é usar de
 > > inverdades quando atingida uma classe, na sua totalidade. Sem
dizer, que é
 > > um total desconhecimento de causa, e desconhecimento do sistema
como um
 > > todo. Vou tentar falar sem o "juridiquês" , que nos é taxado.
Quando se fala
 > > em "brechas" , em causas/cláusulas dúbias, elas assim existem,
não por culpa
 > > dos advogados em si, utilizamos as "brechas" que existem, é
óbvio, mas que
 > > há por uma quebra das leis, que não acompanham o sistema
jurídico atual como
 > > um todo. Vamos pensar, em um Sistema que beneficiasse somente
uma parte, ou
 > > cláusulas pétreas, que não são mutáveis, em relação a
nova realidade
 > > jurídica, como resolveríamos tal celeuma?? Há de deixar bem
claro aqui, que
 > > no Brasil, tem todo um Sistema Organizacional, que nos move, as
LEIS, que
 > > são aqui taxadas de, ambíguas, disformes, dúbias, não são
feitas pelos
 > > advogados, mais sim pelo Poder Legislativo, representado pelos
legisladores,
 > > homens que devem elaborar as leis que regulam o Estado. O poder
legislativo
 > > por sua vez, é constituído pelo Senado Federal , Câmara dos
deputados. Os
 > > estados brasileiros também possuem o Poder Legislativo
(composto pelos
 > > deputados estaduais), assim como os municípios (composto pelos
vereadores).
 > > Além de fazer as leis, cabe aos integrantes do Poder
Legislativo, aprovar ou
 > > rejeitar as leis propostas pelo Poder Executivo, fiscalizar,
entre outras
 > > atribuições.
 > >
 > > No Brasil, os integrantes deste poder são eleitos pelo povo,
através de
 > > eleições diretas. Assim sendo, o que cabe aos advogados, é o
trabalho de
 > > deixar mais igualitário as lacunas das leis, que poderiam
favorecer uma
 > > parte, e que poderiam não deixar homogêneo os Direitos das
partes envolvidas
 > > em uma questão.
 > >
 > > O Direito serve para isso, tentar igualitar o que antes estava
desigual,
 > > para podermos transformar essas "faltas", no mais puro Direito
que deve ser
 > > atribuído a parte que não tem ninguém que a proteja.
 > >
 > > No que tange a sua fala, em relação aos "os advogados podem
ser
 > > responsáveis pela supressão de direitos invidividuais ( como
prisão, etc..).
 > > Tenho que deixar claro, quando se fala em "Direitos
Individuais",
 > > representam um conjunto de limitacões do ESTADO em face das
pessoas que com
 > > ele se relacionam. Só nos pautamos pelo que está na
Constituição, e o que lá
 > > prevê, atuamos nesse ínterim, o que há dirimido e redigido na
Constituição,
 > > é o que nos dá base para defesa ou acusação, do que não
estiver em
 > > consonância com as "normas atribuídas , lá contidas na Carta
Magna. Os
 > > limites são os já criados, as normas que estão lá contidas,
sejam
 > > assecuratórias, sejam as garantias fundamentais, partiremos
dessa premissa,
 > > para utilizarmos de nossa atuação. Se há a "supressão" de
tais direitos,
 > > pode ter certeza, que será por normas que não se coadunam com
as normas
 > > previstas, ou quando há a falta de regulamentação lá
prevista. Se há
 > > discrepâncias, erros de conduta dos profissionais, é por isso
que existe
 > > toda uma regulamentação da Classe Jurídica, como um todo,
aqui incluindo
 > > Ministério Público, Procuradoria, etc.., para que verifiquem e
supram tais
 > > irregularidades. Mas isso há no Sistema Jurídico, como um
todo. É óbvio que
 > > fica gritante, quando ocorre tais desvios, por tratar-se do bem
primordial,
 > > "A Vida" , em um sentido geral, mas se não fosse profissionais
sérios e
 > > engajados, que estão aí em suas atuações, teríamos uma
DESORDEM, e ao invés
 > > de uma Democracia, viveríamos em uma Milícia, em uma ANARQUIA.
 > >
 > > Concordo com o amigo Joel de Oliveira, em uma vertente, "A minha
 > > preocupação é que estejam classificando os profissionais pela
lógica dos
 > > vestais de plantão. No Supremo, onde muitos se sentem
supra-humanos e
 > > profissões como jornalismo, músico etc sejam consideradas
inferiores e/ou
 > > desqualificadas. " E digo mais, parafraseando "Alexander Pope"
..."Feliz é
 > > o destino da inocente vestal, esquecida pelo mundo que ela
esqueceu, Brilho
 > > eterno de uma mente sem lembranças. Cada prece aceita, cada
desejo
 > > renunciado"
 > >
 > > É o que vivemos atualmente, pauta-se na pseuda inocência do,
"não sei, não
 > > vi" , "não vivi" , apagar todos os resquícios do que foi
feito, ou
 > > encoberto. Assim sendo, quem não quer ser uma "INOCENTE
VESTAL"???
 > >
 > > PS: Deus NOS livre, da desregulamentação da advocacia, a coisa
já está
 > > complicada, imagina ao contrário???
 > >
 > > Abraços
 > >
 > > Melissa
 > >
 > >
 > >
______________________________________________________________________________________________________________________
 > >
 > >
 > >
 > > > Date: Sat, 25 Jul 2009 15:17:51 -0300
 > > > Subject: Re: [S-C] Músico não é mais profissão
 > > > From: [email protected] [9]
 > > > To: [email protected] [10]
 > >
 > > >
 > > > Olá Joel, e todos os outros,Faz tempo que estou para
responder à sua
 > > > "provocação". Primeiro dizer que a curiosidade acadêmica é
essa mesmo: eu
 > > > estudo a urbanização pelo prisma da produção musical, e a
questão da
 > > > profissionalização dos músicos me parece um aspecto
importante dessa
 > > > interface. Mas não tenho maiores referências sobre o
assunto, queria me
 > > > aprofundar um pouco mais.
 > > > Fora isso, não tenho nenhum interesse em defender a causa dos
advogados,
 > > > para mim uma categoria de um corporativismo no pior sentido da
palavra.
 > > Mas
 > > > acho que não dá para falar só deles sem questionar o
sistema jurídico
 > > todo,
 > > > os meandros processuais, o linguajar cifrado, as brechas e
dubiedades das
 > > > leis... Os profissionais do direito conseguiram se tornar
necessários,
 > > > infelizmente. Mas não deixo de ver com simpatia sua ideia de
autodefesa!
 > > > O único receio que tenho em comparar músicos com advogados
é que,
 > > enquanto
 > > > um atua numa esfera artística (o que quer que isso
signifique) e, muitas
 > > > vezes, ligadas ao lazer, os advogados podem ser responsáveis
pela
 > > supressão
 > > > de direitos individuais (como a prisão, etc.), então pelo
grau de
 > > > responsabilização de uma profissão e outra, talvez seja
preciso mesmo
 > > haver
 > > > um controle social maior (e quando digo controle social, não
acho que
 > > > signifique necessariamente estatal). E quando esse controle é
menos
 > > > necessário (aparentemente), o simples fato de ter-se tornado
uma
 > > profissão
 > > > talvez exija que haja mesmo algum tipo de regulamentação.
Não é tanto a
 > > > questão de achar que músico é dom, é inspiração, etc.
Mas sem dúvida,
 > > para
 > > > muitos, é um hobby, um lazer. Para quem pretende viver
profissionalmente
 > > de
 > > > música, é legal que exista alguma normatização, mas talvez
pudesse haver
 > > > também algum estágio intermediário para quem não quer ser
profissional,
 > > mas
 > > > nem por isso quer deixar de se expressar artisiticamente.
Enfim, tenho
 > > mais
 > > > questões que respostas, mas tenho gostado de pensar sobre
isso em seus
 > > > diversos aspectos.
 > > > Abraços,
 > > > Marcos Virgílio
 > > >
 > > >
 > > > 2009/7/19 JOEL 
 > > >
 > > > > Olá Marcos,
 > > > > Seja bem-vindo à Tribuna,
 > > > > Não sei exatamente ao que você se refere quando diz que
tem curiosidade
 > > > > acadêmica; se para efeito de estudos ou não. Pouco
importa!
 > > > > Aproveito, no entanto, sua deixa para provocar-lhe numa
refelxão,
 > > dentro da
 > > > > sua lógica: Qual a razão de o advogado ter diploma se o
direito é uma
 > > > > ciência filosófica? Como filosofia de defesa dos direitos
que todos nós
 > > > > temos, por quê somos forçados a contratar advogados para
nos defender
 > > quando
 > > > > poderíamos, todos, pormover a auto-defesa em qualqeur
situação. Os
 > > > > tribunais, salvo os especiais, não aceitam a
auto-representação de não
 > > > > advogado. Os formados têm que passar por uma banca
examinadora para
 > > poderem
 > > > > advogar e aquele que é formado, inscrito na OAB e que não
paga, por
 > > qualquer
 > > > > razão sua contribuição, não pode exercer a advocacia.
 > > > > A minha preocupação é que estejam classificam as
profissionais pela
 > > lógica
 > > > > dos vestais de plantão no Supremo onde muitos se sentem
supra-humanos
 > > > > eprofissões como jornalismo, músico etc sejam consideradas
inferiores
 > > e/ou
 > > > > desqualificadas.
 > > > > Não sou músico nem jornalista mas devemos nos preocupar
com certas
 > > decisões
 > > > > de cima para baixo, como você diz preocupado.
 > > > > Vamos multiplicar essa idéia de desprofissionalizar os
advogados apra
 > > > > vermos no que vai dar; quais serão as reações porque na
mesma linha de
 > > seu
 > > > > raciocínio, não teríamos advogados de porta de cadeia
pois que cada um
 > > teria
 > > > > que estudar e muito para ser notável poupando os incautos
dos maus
 > > > > profissionais pela seleção natural.
 > > > > abraços
 > > > > Joel de Oliveira
 > > > > Brasília/DF
 > > > > 2009/7/17 Marcos Virgílio 
 > > > >
 > > > > Bom dia a todos,
 > > > >> Esta é minha primeira postagem na Tribuna, e o assunto me
interessa
 > > por
 > > > >> uma
 > > > >> série de motivos. Eu gostaria de conhecer melhor a
história deste
 > > processo
 > > > >> que é a profissionalização do músico, por uma
curiosidade acadêmica.
 > > Mas o
 > > > >> pouco que conheço (dessa história e de música, já que
sou não mais que
 > > um
 > > > >> amador) me faz pensar que essa questão deveria ser toda
repensada
 > > mesmo,
 > > > >> mas
 > > > >> é uma pena que a iniciativa tenha que ter partido de cima
pra baixo, e
 > > não
 > > > >> a
 > > > >> partir de um movimento dos próprios músicos.
 > > > >> Me parece que isso já foi assim quando da criação da OMB
ou da
 > > > >> regulamentação da profissão. Esse paternalismo de dizer
quem pode ser
 > > > >> considerado músico e qual a formação necessária para
isso me parece
 > > > >> exagerado para os dias de hoje, mas é lamentável que os
próprios
 > > músicos
 > > > >> nunca tenham promovido um debate consistente sobre isso.
Essa
 > > > >> institucionalização toda me lembra um modelo fabril, de
operários
 > > > >> sindicalizados e coisa do tipo, o que os músicos nunca
foram (parece).
 > > > >> Precisariam ou deveriam ser? É uma pergunta que eu ainda
sou incapaz
 > > de
 > > > >> responder. Não se consegue agremiar uma "classe" de
músicos nem para
 > > > >> debater
 > > > >> questões de seu interesse imediato ($) como a questão dos
direitos
 > > > >> autorais
 > > > >> ou questões afins...
 > > > >> Sobre o diploma de jornalismo, meu pai foi jornalista a
vida inteira
 > > sem
 > > > >> ter
 > > > >> feito faculdade para isso: o diploma não era exigido
quando ele
 > > começou, e
 > > > >> quando essa exigência passou a existir, reconheceram ao
menos que quem
 > > já
 > > > >> tem "quilometragem" teria condições pressupostas de
exercer a
 > > profissão
 > > > >> (seria como um título honoris causa ou por notório
saber). É uma
 > > > >> possibilidade...
 > > > >> Quanto a tirar empregos... bom, aqui estamos basicamente
falando de
 > > bares
 > > > >> e
 > > > >> restaurantes, certo? Porque ninguém vai querer chamar um
"metido" para
 > > > >> gravar em estúdio, para acompanhar um artista, etc, a não
ser que
 > > tenha
 > > > >> sua
 > > > >> competência reconhecida. Acho que há muitos campos em que
os
 > > diletantes
 > > > >> não
 > > > >> têm acesso tão fácil, e isso vai continuar com ou sem a
regulamentação
 > > > >> (talvez essa desregulamentação crie sim problemas em
termos de
 > > relações
 > > > >> trabalhistas, mas é outra história). Mas tocar em
bares/botecos é uma
 > > boa
 > > > >> maneira de um amador se tornar músico de verdade:
praticando, trocando
 > > > >> experiências, vivenciando o ofício, construindo uma
reputação... Acho
 > > que
 > > > >> é
 > > > >> uma grande escola. Talvez haja alguma maneira de conciliar
esses
 > > níveis
 > > > >> muito diferenciados de familiaridade com a música...
 > > > >> Abraços a todos, e é um prazer participar deste fórum!
 > > > >> Marcos Virgílio da Silva
 > > > >>
 > > > >> 2009/7/16 Remo Pellegrini 
 > > > >>
 > > > >> > isso já foi muito discutido mas nunca chegamos num
acordo
 > > > >> >
 > > > >> > há, sim, músicos muito bons que não precisaram de
estudo acadêmico.
 > > > >> > intuitivos, desenvolveram bem seus trabalhos e têm o
direito.
 > > > >> >
 > > > >> > além disso, se um boteco contrata o metido por 3 reais,
é dele que o
 > > > >> boteco
 > > > >> > precisa. não é de mim. se não contratá-lo, eles não
vão me contratar
 > > por
 > > > >> 200
 > > > >> > e não é a minha música que eles querem. então o
"metido" é o
 > > > >> profissional
 > > > >> > ideal para o estabelecimento.
 > > > >> >
 > > > >> > imagine se obrigassem que todos os motoristas fossem
profissionais.
 > > nós
 > > > >> -
 > > > >> > não taxistas, motoristas de ônibus etc - somos
"metidos" por
 > > dirigirmos
 > > > >> > nossos carros. estamos tirando trabalho de alguém que
vive disso
 > > cada
 > > > >> vez
 > > > >> > que vamos de carro ao supermercado.
 > > > >> >
 > > > >> > Artur, em 23 anos de profissão, eu nunca achei que
estava perdendo
 > > > >> trabalho
 > > > >> > porque alguém pegou um violão e saiu tocando num
boteco. e me parece
 > > que
 > > > >> > quem defende a manutenção da Ordem se preocupa mais com
o status que
 > > lhe
 > > > >> > concede a instituição. posso estar enganado, mas é o
que parece.
 > > > >> >
 > > > >> > eu só preciso tocar pra mostrar que sou músico
 > > > >> >
 > > > >> > um abraço
 > > > >> > Remo
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