Olá Joel, e demais interessados. Gostaria de responder, o que é atinente a questão dos advogados, sobre um outro prisma. Em primeiro lugar, quando você menciona o "corporativismo", podemos pensar em um sentido mais amplo. Em qual esfera de atuação, seja jurídica, social, política, empresarial, comercial, acadêmica, até esportiva, não há a defesa dos princípios pessoais, de quem frequente esse "sistema" ??? O "corporativismo", e aqui digo a defesa de qualquer classe, existe e não é somente no sistema jurídico, mas em qualquer organização, que se haja conhecimento no Brasil, tanto corporativismo empresarial, governamental, agremiativo, institucional, estatal, etc... que seja.
Agora falar em um corporativismo, e dizer no sentido do: "pior sentido da palavra" , isso é englobar toda uma classe jurídica, e isso eu não concordo. Há bons e maus profissionais em qualquer seara que se atue, intitular esse corporativismo maléfico, ser mais preponderante na classe advocatícia , tendo em vista um "corporativismo no pior sentido da palavra" , é usar de inverdades quando atingida uma classe, na sua totalidade. Sem dizer, que é um total desconhecimento de causa, e desconhecimento do sistema como um todo. Vou tentar falar sem o "juridiquês" , que nos é taxado. Quando se fala em "brechas" , em causas/cláusulas dúbias, elas assim existem, não por culpa dos advogados em si, utilizamos as "brechas" que existem, é óbvio, mas que há por uma quebra das leis, que não acompanham o sistema jurídico atual como um todo. Vamos pensar, em um Sistema que beneficiasse somente uma parte, ou cláusulas pétreas, que não são mutáveis, em relação a nova realidade jurídica, como resolveríamos tal celeuma?? Há de deixar bem claro aqui, que no Brasil, tem todo um Sistema Organizacional, que nos move, as LEIS, que são aqui taxadas de, ambíguas, disformes, dúbias, não são feitas pelos advogados, mais sim pelo Poder Legislativo, representado pelos legisladores, homens que devem elaborar as leis que regulam o Estado. O poder legislativo por sua vez, é constituído pelo Senado Federal , Câmara dos deputados. Os estados brasileiros também possuem o Poder Legislativo (composto pelos deputados estaduais), assim como os municípios (composto pelos vereadores). Além de fazer as leis, cabe aos integrantes do Poder Legislativo, aprovar ou rejeitar as leis propostas pelo Poder Executivo, fiscalizar, entre outras atribuições. No Brasil, os integrantes deste poder são eleitos pelo povo, através de eleições diretas. Assim sendo, o que cabe aos advogados, é o trabalho de deixar mais igualitário as lacunas das leis, que poderiam favorecer uma parte, e que poderiam não deixar homogêneo os Direitos das partes envolvidas em uma questão. O Direito serve para isso, tentar igualitar o que antes estava desigual, para podermos transformar essas "faltas", no mais puro Direito que deve ser atribuído a parte que não tem ninguém que a proteja. No que tange a sua fala, em relação aos "os advogados podem ser responsáveis pela supressão de direitos invidividuais ( como prisão, etc..). Tenho que deixar claro, quando se fala em "Direitos Individuais", representam um conjunto de limitacões do ESTADO em face das pessoas que com ele se relacionam. Só nos pautamos pelo que está na Constituição, e o que lá prevê, atuamos nesse ínterim, o que há dirimido e redigido na Constituição, é o que nos dá base para defesa ou acusação, do que não estiver em consonância com as "normas atribuídas , lá contidas na Carta Magna. Os limites são os já criados, as normas que estão lá contidas, sejam assecuratórias, sejam as garantias fundamentais, partiremos dessa premissa, para utilizarmos de nossa atuação. Se há a "supressão" de tais direitos, pode ter certeza, que será por normas que não se coadunam com as normas previstas, ou quando há a falta de regulamentação lá prevista. Se há discrepâncias, erros de conduta dos profissionais, é por isso que existe toda uma regulamentação da Classe Jurídica, como um todo, aqui incluindo Ministério Público, Procuradoria, etc.., para que verifiquem e supram tais irregularidades. Mas isso há no Sistema Jurídico, como um todo. É óbvio que fica gritante, quando ocorre tais desvios, por tratar-se do bem primordial, "A Vida" , em um sentido geral, mas se não fosse profissionais sérios e engajados, que estão aí em suas atuações, teríamos uma DESORDEM, e ao invés de uma Democracia, viveríamos em uma Milícia, em uma ANARQUIA. Concordo com o amigo Joel de Oliveira, em uma vertente, "A minha preocupação é que estejam classificando os profissionais pela lógica dos vestais de plantão. No Supremo, onde muitos se sentem supra-humanos e profissões como jornalismo, músico etc sejam consideradas inferiores e/ou desqualificadas. " E digo mais, parafraseando "Alexander Pope" ..."Feliz é o destino da inocente vestal, esquecida pelo mundo que ela esqueceu, Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Cada prece aceita, cada desejo renunciado" É o que vivemos atualmente, pauta-se na pseuda inocência do, "não sei, não vi" , "não vivi" , apagar todos os resquícios do que foi feito, ou encoberto. Assim sendo, quem não quer ser uma "INOCENTE VESTAL"??? PS: Deus NOS livre, da desregulamentação da advocacia, a coisa já está complicada, imagina ao contrário??? Abraços Melissa ______________________________________________________________________________________________________________________ > Date: Sat, 25 Jul 2009 15:17:51 -0300 > Subject: Re: [S-C] Músico não é mais profissão > From: [email protected] > To: [email protected] > > Olá Joel, e todos os outros,Faz tempo que estou para responder à sua > "provocação". Primeiro dizer que a curiosidade acadêmica é essa mesmo: eu > estudo a urbanização pelo prisma da produção musical, e a questão da > profissionalização dos músicos me parece um aspecto importante dessa > interface. Mas não tenho maiores referências sobre o assunto, queria me > aprofundar um pouco mais. > Fora isso, não tenho nenhum interesse em defender a causa dos advogados, > para mim uma categoria de um corporativismo no pior sentido da palavra. Mas > acho que não dá para falar só deles sem questionar o sistema jurídico todo, > os meandros processuais, o linguajar cifrado, as brechas e dubiedades das > leis... Os profissionais do direito conseguiram se tornar necessários, > infelizmente. Mas não deixo de ver com simpatia sua ideia de autodefesa! > O único receio que tenho em comparar músicos com advogados é que, enquanto > um atua numa esfera artística (o que quer que isso signifique) e, muitas > vezes, ligadas ao lazer, os advogados podem ser responsáveis pela supressão > de direitos individuais (como a prisão, etc.), então pelo grau de > responsabilização de uma profissão e outra, talvez seja preciso mesmo haver > um controle social maior (e quando digo controle social, não acho que > signifique necessariamente estatal). E quando esse controle é menos > necessário (aparentemente), o simples fato de ter-se tornado uma profissão > talvez exija que haja mesmo algum tipo de regulamentação. Não é tanto a > questão de achar que músico é dom, é inspiração, etc. Mas sem dúvida, para > muitos, é um hobby, um lazer. Para quem pretende viver profissionalmente de > música, é legal que exista alguma normatização, mas talvez pudesse haver > também algum estágio intermediário para quem não quer ser profissional, mas > nem por isso quer deixar de se expressar artisiticamente. Enfim, tenho mais > questões que respostas, mas tenho gostado de pensar sobre isso em seus > diversos aspectos. > Abraços, > Marcos Virgílio > > > 2009/7/19 JOEL <[email protected]> > > > Olá Marcos, > > Seja bem-vindo à Tribuna, > > Não sei exatamente ao que você se refere quando diz que tem curiosidade > > acadêmica; se para efeito de estudos ou não. Pouco importa! > > Aproveito, no entanto, sua deixa para provocar-lhe numa refelxão, dentro da > > sua lógica: Qual a razão de o advogado ter diploma se o direito é uma > > ciência filosófica? Como filosofia de defesa dos direitos que todos nós > > temos, por quê somos forçados a contratar advogados para nos defender quando > > poderíamos, todos, pormover a auto-defesa em qualqeur situação. Os > > tribunais, salvo os especiais, não aceitam a auto-representação de não > > advogado. Os formados têm que passar por uma banca examinadora para poderem > > advogar e aquele que é formado, inscrito na OAB e que não paga, por qualquer > > razão sua contribuição, não pode exercer a advocacia. > > A minha preocupação é que estejam classificam as profissionais pela lógica > > dos vestais de plantão no Supremo onde muitos se sentem supra-humanos > > eprofissões como jornalismo, músico etc sejam consideradas inferiores e/ou > > desqualificadas. > > Não sou músico nem jornalista mas devemos nos preocupar com certas decisões > > de cima para baixo, como você diz preocupado. > > Vamos multiplicar essa idéia de desprofissionalizar os advogados apra > > vermos no que vai dar; quais serão as reações porque na mesma linha de seu > > raciocínio, não teríamos advogados de porta de cadeia pois que cada um teria > > que estudar e muito para ser notável poupando os incautos dos maus > > profissionais pela seleção natural. > > abraços > > Joel de Oliveira > > Brasília/DF > > 2009/7/17 Marcos Virgílio <[email protected]> > > > > Bom dia a todos, > >> Esta é minha primeira postagem na Tribuna, e o assunto me interessa por > >> uma > >> série de motivos. Eu gostaria de conhecer melhor a história deste processo > >> que é a profissionalização do músico, por uma curiosidade acadêmica. Mas o > >> pouco que conheço (dessa história e de música, já que sou não mais que um > >> amador) me faz pensar que essa questão deveria ser toda repensada mesmo, > >> mas > >> é uma pena que a iniciativa tenha que ter partido de cima pra baixo, e não > >> a > >> partir de um movimento dos próprios músicos. > >> Me parece que isso já foi assim quando da criação da OMB ou da > >> regulamentação da profissão. Esse paternalismo de dizer quem pode ser > >> considerado músico e qual a formação necessária para isso me parece > >> exagerado para os dias de hoje, mas é lamentável que os próprios músicos > >> nunca tenham promovido um debate consistente sobre isso. Essa > >> institucionalização toda me lembra um modelo fabril, de operários > >> sindicalizados e coisa do tipo, o que os músicos nunca foram (parece). > >> Precisariam ou deveriam ser? É uma pergunta que eu ainda sou incapaz de > >> responder. Não se consegue agremiar uma "classe" de músicos nem para > >> debater > >> questões de seu interesse imediato ($) como a questão dos direitos > >> autorais > >> ou questões afins... > >> Sobre o diploma de jornalismo, meu pai foi jornalista a vida inteira sem > >> ter > >> feito faculdade para isso: o diploma não era exigido quando ele começou, e > >> quando essa exigência passou a existir, reconheceram ao menos que quem já > >> tem "quilometragem" teria condições pressupostas de exercer a profissão > >> (seria como um título honoris causa ou por notório saber). É uma > >> possibilidade... > >> Quanto a tirar empregos... bom, aqui estamos basicamente falando de bares > >> e > >> restaurantes, certo? Porque ninguém vai querer chamar um "metido" para > >> gravar em estúdio, para acompanhar um artista, etc, a não ser que tenha > >> sua > >> competência reconhecida. Acho que há muitos campos em que os diletantes > >> não > >> têm acesso tão fácil, e isso vai continuar com ou sem a regulamentação > >> (talvez essa desregulamentação crie sim problemas em termos de relações > >> trabalhistas, mas é outra história). Mas tocar em bares/botecos é uma boa > >> maneira de um amador se tornar músico de verdade: praticando, trocando > >> experiências, vivenciando o ofício, construindo uma reputação... Acho que > >> é > >> uma grande escola. Talvez haja alguma maneira de conciliar esses níveis > >> muito diferenciados de familiaridade com a música... > >> Abraços a todos, e é um prazer participar deste fórum! > >> Marcos Virgílio da Silva > >> > >> 2009/7/16 Remo Pellegrini <[email protected]> > >> > >> > isso já foi muito discutido mas nunca chegamos num acordo > >> > > >> > há, sim, músicos muito bons que não precisaram de estudo acadêmico. > >> > intuitivos, desenvolveram bem seus trabalhos e têm o direito. > >> > > >> > além disso, se um boteco contrata o metido por 3 reais, é dele que o > >> boteco > >> > precisa. não é de mim. se não contratá-lo, eles não vão me contratar por > >> 200 > >> > e não é a minha música que eles querem. então o "metido" é o > >> profissional > >> > ideal para o estabelecimento. > >> > > >> > imagine se obrigassem que todos os motoristas fossem profissionais. nós > >> - > >> > não taxistas, motoristas de ônibus etc - somos "metidos" por dirigirmos > >> > nossos carros. estamos tirando trabalho de alguém que vive disso cada > >> vez > >> > que vamos de carro ao supermercado. > >> > > >> > Artur, em 23 anos de profissão, eu nunca achei que estava perdendo > >> trabalho > >> > porque alguém pegou um violão e saiu tocando num boteco. e me parece que > >> > quem defende a manutenção da Ordem se preocupa mais com o status que lhe > >> > concede a instituição. posso estar enganado, mas é o que parece. > >> > > >> > eu só preciso tocar pra mostrar que sou músico > >> > > >> > um abraço > >> > Remo > >> > _______________________________________________ > >> > Para CANCELAR sua assinatura: > >> > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > >> > Para ASSINAR esta lista: > >> > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > >> > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: > >> > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta > >> > > >> _______________________________________________ > >> Para CANCELAR sua assinatura: > >> http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > >> Para ASSINAR esta lista: > >> http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > >> Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: > >> http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta > >> > > > > > _______________________________________________ > Para CANCELAR sua assinatura: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela > Para ASSINAR esta lista: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina > Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: > http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta _________________________________________________________________ Novo Internet Explorer 8. Baixe agora, é grátis! http://brasil.microsoft.com.br/IE8/mergulhe/?utm_source=MSN%3BHotmail&utm_medium=Tagline&utm_campaign=IE8_______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
