Marcos, o que eu não aceito é essa diferença de ver as profissões. Eu vejo como qualquer outra profissão. Se o cara quer tocar como hobby, que toque em casa, no quarto, festa de aniversário em sua casa... No mais, profissionalize-se!!
Só o que me faltava era eu ser formado em qualquer coisa que seja, e tenha o hobby de fazer curativo nas pessoas. Não vou ser enfermeiro nas horas vagas por isso. Músico é profissão como qualquer outra!! Tem que ser tratada com respeito, e também com burocracia, como qualquer outra!! Joel, só não concordo com a tua idéia de iniciar uma campanha de desregulamentar a profissão de advogado, pq estaria sendo favorável às atitudes que eu julgo serem erradas. O meu discurso é exatamente o contrário: diplomar e profissionalizar as profissões. Felicidades, um forte abraço e um grande beijo. Artur de Bem (48) 9969-0311 http://arturdebem.blogspot.com E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina / Onde nasceu JK / Que a Princesa Leopoldina / Arresolveu se casá..." (Sérgio Porto) 2009/7/25 Marcos Virgílio <[email protected]> > Olá Joel, e todos os outros,Faz tempo que estou para responder à sua > "provocação". Primeiro dizer que a curiosidade acadêmica é essa mesmo: eu > estudo a urbanização pelo prisma da produção musical, e a questão da > profissionalização dos músicos me parece um aspecto importante dessa > interface. Mas não tenho maiores referências sobre o assunto, queria me > aprofundar um pouco mais. > Fora isso, não tenho nenhum interesse em defender a causa dos advogados, > para mim uma categoria de um corporativismo no pior sentido da palavra. Mas > acho que não dá para falar só deles sem questionar o sistema jurídico todo, > os meandros processuais, o linguajar cifrado, as brechas e dubiedades das > leis... Os profissionais do direito conseguiram se tornar necessários, > infelizmente. Mas não deixo de ver com simpatia sua ideia de autodefesa! > O único receio que tenho em comparar músicos com advogados é que, enquanto > um atua numa esfera artística (o que quer que isso signifique) e, muitas > vezes, ligadas ao lazer, os advogados podem ser responsáveis pela supressão > de direitos individuais (como a prisão, etc.), então pelo grau de > responsabilização de uma profissão e outra, talvez seja preciso mesmo haver > um controle social maior (e quando digo controle social, não acho que > signifique necessariamente estatal). E quando esse controle é menos > necessário (aparentemente), o simples fato de ter-se tornado uma profissão > talvez exija que haja mesmo algum tipo de regulamentação. Não é tanto a > questão de achar que músico é dom, é inspiração, etc. Mas sem dúvida, para > muitos, é um hobby, um lazer. Para quem pretende viver profissionalmente de > música, é legal que exista alguma normatização, mas talvez pudesse haver > também algum estágio intermediário para quem não quer ser profissional, mas > nem por isso quer deixar de se expressar artisiticamente. Enfim, tenho mais > questões que respostas, mas tenho gostado de pensar sobre isso em seus > diversos aspectos. > Abraços, > Marcos Virgílio _______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
