E como tem Leonardo, além deste Tsunami chamado Fabiana Cozza Tem Ligiana Costa 
Sp,  Lena Machado de São Luiz do Maranhão, Juliana Amaral de Sp, Juliana 
Ribeiro 
de Salvador, Ilessi do Rj, Adriana Moreira Sp, Carmen Queiroz Pr, Ione Papas de 
Sp, Ilana Volcov Sp, Marilise Rossato Sp , Monica Salmaso Sp, Selma Boragian 
Sp Mariene de Castro Salvador,  Mariana Baltar Rj, Aline Calixto Bh, Ana Costa 
Rj e por aí... O que ocorre é que sempre vem alguem citar referencias, citar o 
saudosismo, Elis, Elizeth e achar que nada se faz de bom ou novo. Tem muita 
coisa boa por aí bebendo nas fontes passadas e mostrando Trabalho nove e 
interessante em termos de composição e interpretação dizendo que renovação não 
é 
uma "doença" erradicada.
Eu por mim estou muito feliz por esta safra de Cantoras que aparecem a cada dia.
Só pra ficar no terreno feminino.


________________________________
De: Leonardo Galvão <[email protected]>
Para: Tribuna Samba-Choro <[email protected]>
Enviadas: Segunda-feira, 12 de Julho de 2010 18:46:12
Assunto: Re: [S-C] Res: O BRASIL NÃO PERDEU - RUBENS LEMOS


Primeiramente Marcelo, parabéns pelo texto.

Parabéns também ao Eugênio.

Sei que o texto de vcs falam de perspectivas diferentes, mas acabam convergindo 
na mesma coisa: está faltando algo no samba e no futebol. Agora, estou mais 
inclinado à opinião do Eugênio quando fala que se a gente ficar num patamar de 
comparação entre aqueles que estão tentando fazer um trabalho com aqueles que 
já 
consagraram sua obra, é no mínimo uma desvantagem terrível. Logo, acho que 
temos 
uma safra de bons talentos no samba que surge, seja "relendo" antigas músicas 
seja compondo outras que só a peneira do tempo vai definir se é algo pra se 
eternizar; então, vamos esperar mais uns 30 anos pra saber se houveram talentos 
ou não...hehehehe

Mas o que falar de cantoras como Fabiana Cozza com sua voz de estremecer 
quarteirões, acho o trabalho dela primoroso; Roberta Sá com a sua doçura de 
encantar os mais exigentes ouvidos; Teresa Cristina "inventando o velho"; fora 
outras cantoras que, eu por morar em Natal, não tenho acesso; mas que tem coisa 
boa na área, ah! Isso tem.

Abraços a todos

Leonardo - Natal
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From: [email protected]
To: [email protected]
Date: Mon, 12 Jul 2010 18:03:36 -0300
Subject: Re: [S-C] Res: O BRASIL NÃO PERDEU - RUBENS LEMOS


Bem, primeiro, obrigado pelo menino, rs. Chegar quase a meio século se 
imaginando um menino é bem estimulante.
Mas não se trata de amaciar, não tava endurecido, rs.
Mas a gente acaba uma hora concordando aqui, discordando ali... porém sempre 
respeitando muito. No fundo a questão era a comparação entre 
música/cultura/futebol. A gente acabou saindo um pouco do foco, mudando de 
assunto, falando mais de paixão do que de razão. Mas acho que o ponto 
principal, 
sem ser saudosista é: uns estão indo, poucos estão chegando. Porém qualidade 
sempre existe. Hoje globalização e efeitos mercantilistas deturpam muito a 
solidez da nossa cultura, do nosso esporte e de outras frentes.
Dizem que pra se conhecer bem um povo, basta ouvir a música que eles ouvem e 
assistir o esporte que eles praticam.
Enfim, estamos chegando numa era sem fronteiras em que, nosso esporte está 
sendo 
mais praticado na europa do que em casa. Esportes diferentes, eletrônicos estão 
entrando. Hoje se escuta aqui dentro menos samba, menos choro, menos bossa, 
menos xaxado, menos maxixe, menos de tudo que seja de raiz. E se escuta mais 
RAP, maneirismos americanos, música americana, funk, breganejos, axés, 
calipsos e música eletrônica. Jovens estão perdendo a virgindade cada vez mais 
cedo, indo a baladas cada vez mais americanizadas e aprendendo a difundir e 
escutar culturas de outros povos, enquanto que aprendem cada vez menos sobre a 
nossa.
O amigo arquiteto citou Niemeyer e eu que sou professor de música cito que, 
hoje, perguntar a nossos jovens alunos se eles sabem quem é Toquinho ou até 
Lenine, pra não ir tão longe. Rita Lee, Guilherme Arantes ou Raul Seixas que 
são 
mais póximos da cultura que eles ouvem inclusive e ouvir um "ah, esses eu 
conheço" é muito raro. 1 em cada 200 ou 300 jovens tem alguma noçao do que 
esses 
artistas históricos representam.
Sobre carioquismo... discordo. Não sou carioca, acho o futebol carioca o pior 
praticado no Brasil hoje e se fosse bairrismo, iria falar de Nilmar ou Pato que 
são jovens valores do meu estado. Ou Dirceu, Aladim, Alex, Rogério Ceni, 
 Sicupira, Kléberson, Ricardinho ou outros nomes já consagrados do meu estado.
Estava apenas tentando ser realista, afinal todos devemos saber como o futebol 
jogado hoje é feio. Iniesta se consagrou ontem? Sim, com méritos. É um grande 
jogador. Mas antes perdeu 3 ou 4 gols impossíveis de perder e por preciosismo, 
falta de visão e falta de habilidade mesmo. Lembrar da passada de pé na Bola 
que 
Ronaldo deu no goleiro Kingston em 2006 e ver que o tão afamado Robben não sabe 
fazer isso, pois teve duas chances de entortar o Casillas e meter pro gol 
vazio, 
mas certificar-se que ee não tem a mínima noção de como fazer isso, torna o 
feliz hábito de assistir futebol muito irritante hoje em dia. E esse dois 
pseudo-gênios, são campeão e vice mundiais hoje. Duas seleções que nunca foram 
além, chegaram, uma ganhou. Porquê? O futebol espanhol e holandês hoje estõ 
melhores do que na época de Raúl, Michel, Butragueño, Hierro, Guardiola, 
Cruyff, 
Resembrick, Blind, Neskeens, Gullit, Van Basten, Rijkaard, Koeman, De Boer e 
outros? Claro que não. Ambas as seleções finalistas são medíocres. Vangloriar 
Puyol como grande Zagueiro e Vam Bommel ou Kuyt como os jogadores mais 
versáteis 
da Holanda é no mínimo deprimente. O que aconteceu é que as grandes seleções 
que 
antes tinham grandes craques caíram. Não foi Holanda que melhorou, nem a 
Espanha 
que aprendeu a jogar melhor. Foi o resto que decaiu  e hoje, é notório: O 
futebol está nivelado por baixo e o mesmo vem acontecendo com nossa música, 
nosso cinema, nossa literatura, nosso teatro (que hoje só copia musicais 
americanos), nossa teledramaturgia, nossos programas de auditório, nossos 
eventos culturais, nossa arquitetura, nossa medicina, nossa EDUCAÇÃO, sobretudo.
Quanto a jogador não ser inteligente. Acaba sendo um pouco preconceituoso. Hoje 
existem linhas educacionais que comprovam diversos tipos de eixos de 
inteligência (linguìstico, raciocínio-lógico, corporal-cinestésico, espacial, 
interpessoal, intrapessoal, musical, pictórico, naturalista e emocional) é a 
Teoria das Inteligências Múltiplas, desenvolvida pelo professor Howard Gardner, 
grande educador que, assim como Niemeyer ou Jobim, quando se for, poucos 
chegarão para ocupar o lugar dele também.
Portanto a inteligência espacial e cinestésica, pode sim ser importante para um 
atleta e deve ser tratada como inteligência real. Se ela não for suficiente 
para 
ele ser um atleta profissional, será importante na sua formação para exercer 
outras inteligências, como ser motorista, professor de educação física, 
militar, 
ator, dançarino, diversas outras atividades onde essas habilidades são 
essenssiais. O que acontece com a maioria no Brasil e em muitos outros países é 
que eles vêem de baixo, não tem muita oportunidade de estudar com qualidade, e 
o 
esporte e a música são talvez a melhor forma deles mudarem de vida. Não 
confundir cultura/inteligência/raciocínio. São 3 coisas muito diferentes, mas 
que se interdependem.
Antigamente a gente dizia que o homem é um animal, como todos os outros, porém 
o 
que o diferenciava de outros animais era a inteligência. "HOMEM, ANIMAL 
INTELIGENTE". Os mais antigos vão se lembrar. Hoje isto está ultrapassado. 
Sabe-se que uma formiga tem inteligência. A diferença é que o homem pode 
buscar, 
com sua inteligência, seja ele uma assumidade ou um analfabeto, ampliar sua 
cultura e para tanto ele usa uma atividade que outros animais não têm. O 
raciocínio. "HOMAM, ANIMAL QUE RACIOCINA".
E digamos, raciocinar com a bola no pé, tendo de aprender outros idiomas pra 
poder jogar em outros países e ter inteligência pra não matar prostitutas, 
ex-amantes e outras afins, não é tarefa para qualquer mortal comum. E se uma 
formiga pode ser inteligente. Um atleta que acaba estudando medicina, 
jornalismo, geografia, educação física, tornando-se profissionais em outras 
áreas após o fim da curta carreira ou mesmo técnicos profissionais, também 
podem 
ter inteligência. 


----- Original Message ----- 
>From: CIDAO 
>To: Marcello Pereira Borghí ; [email protected] 
>Sent: Monday, July 12, 2010 10:13 AM
>Subject: Re: [S-C]Res: O BRASIL NÃO PERDEU - RUBENS LEMOS
>
>
>Ta começando a amacia né menino rsrss
>CIDÃO
>----- Original Message ----- 
>>From: Marcello Pereira Borghí 
>>To: [email protected] 
>>Sent: Monday, July 12, 2010 5:54 AM
>>Subject: Re: [S-C]Res: O BRASIL NÃO PERDEU - RUBENS LEMOS
>>
>>
>>Maravilha de texto Marcos. De babar e ler de joelhos! Parabéns. Assino 
embaixo!
>>----- Original Message ----- 
>>>From: Marcos Virgílio 
>>>To: [email protected] 
>>>Sent: Sunday, July 11, 2010 1:18 PM
>>>Subject: Re: [S-C]Res: O BRASIL NÃO PERDEU - RUBENS LEMOS
>>>
>>>Vou deixar de lado a discussão futebolística: não é que não interesse ou 
>>>esteja 
>>>repreendendo ninguém, mas fiquei mais instigado com a comparação 
>>>futebol-MPB, e 
>>>a pergunta geral "há/haverá novos talentos como os que nos acostumamos a 
>>>venerar 
>>>do passado?". Como arquiteto, peço permissão para colocar também a 
>>>arquitetura 
>>>no baile, porque a pergunta também corre por lá: depois de Niemeyer, mais 
>>>ninguém?
>>>Acho que o problema é de parâmetro. Enquanto Niemeyer, ou 
>>>Chico/Caetano/Gil/Tom, 
>>>ou Pelé/Garrincha forem os modelos de comparação para tudo de novo que 
>>>surge, 
>>>vai ficar difícil achar alguém. Acho sim que há certo saudosismo nisso (eu 
>>>mesmo 
>>>não escapo, porque não acho que nada em música popular alcance os Beatles, 
>>>mas 
>>>isso já é outra história).
>>>Esses tidos como "gênios" foram beneficiados por um conjunto de 
>>>circunstâncias 
>>>muito favoráveis que se somaram ao talento (inegável, mas insuficiente para 
>>>explicar a projeção toda). A idéia mesmo de "gênio" é altamente 
>>>questionável. 
>>>Parece que basta a pessoa ser genial e o mundo inteiro se curvará à sua 
>>>genialidade. Existe, porém, a questão da oportunidade: a pessoa estar no 
>>>lugar 
>>>certo no momento certo. E ter amigos. Porque são estes que atribuem a alguém 
>>>o 
>>>status de gênio. Não é o próprio. Se não, certamente já teríamos tido muitos 
>>>outros (Arrigo Barnabé, por exemplo, continua achando que é um gênio acima 
>>>dos 
>>>mortais).
>>>Ninguém nunca achou estranho que todos esses "gênios" frequentavam os mesmos 
>>>circuitos, conheciam-se uns aos outros (isso quando não eram amigos 
>>>íntimos), 
>>>etc? Não é muita coincidência que todos esses gênios tenham se juntado num 
>>>mesmo 
>>>lugar ao mesmo tempo?
>>>Engraçado é que essa "nostalgia" já vem sendo notada e criticada há muito 
>>>tempo: 
>>>ainda nos anos 70 tinha um Raul Seixas cantando "eu não nego que a poesia 
>>>dos 50 
>>>é bonita, mas todo sentimento dos 70 onde é que fica?", ou ainda o Belchior 
>>>sentenciando "nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam 
>>>não, 
>>>você diz que depois deles não apareceu mais ninguém". Será que mais uma vez 
>>>é a 
>>>gente "que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem"?
>>>
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