Concordo com o último texto do Marcelo Borghí. Percebo esta americanização
adentrando inclusive nas nossas raízes (já perceberam aquele efeito meio
robótico nos vocais por aí? como se a música para soar profissional
necessitasse - talvez mais devido aos mixadores, engenheiros de som, do que
pelos artistas).

E parece que é mais fácil hoje para a maioria da molecada assimilar música
com guitarra elétrica e batera (se for eletrônica, mais ainda, rs). É só
checar no que o sertanejo foi se transformando (não que não existam os que
gostam da sonoridade antiga).

Quanto a inteligência e cultura - concordo plenamente com a parte da
inteligência/raciocínio (quero ver o Hawkins ou o Steve Jobs fazerem igual
ao Garrincha).

Não sei se concordam, mas acho que TUDO é cultura. São culturas diferentes.
A cultura de quem cresce num determinado local, numa determinada situação, é
cultura. Para uns, a cultura do outro pode parecer rudimentar, diferente,
sei lá, mas é cultura. Cultura de alface (pra ser bem tosco), não é cultura?
É a maneira como se cresce. Todos têm cultura - o que há é a diferença
cultural, não a superioridade cultural. Ninguém tem mais cultura que
ninguém. Quem não tem cultura é quem não nasceu nem cresceu, não foi criado,
cultivado... enfim.

No quesito futebol - aí vai muito de interpretação. Eu mesmo acho o Alex
(alexotan, vão querer me bater) bão como o Zizou. As jogados de ambos foram
colírio para meus pobres olhos que não estavam aqui para apreciar Pelé,
Garrincha, Di Stefano, Ademir, Puskas, Friedenrich, (quem vier falar que
escrevi este errado, que soletre o nome do 7 da Alemanha então, kk) e
sabe-se lá mais quem era bom no tempo do Charles e das ferrovias inglesas.

Não sou o samba em pessoa, mas... 'se estou errado, me perdoa'.
_______________________________________________
Tribuna mailing list
[email protected]
http://www.samba-choro.com.br/cgi-bin/mailman/listinfo/tribuna

Responder a