Meus 50 centavos...
Discordo em vários pontos.
A grande questão dessa discussão não é falar sobre Office, BrOffice ou outro
pacote de edição de texto, calculos, etc..., mas no formato do arquivo!
Concordo.
Por exemplo, se hoje eu lançar um software que seja melhor, mais fácil de
trabalhar mas que não salva no formato (.PDF) daria para contar nos dedos
quantos usuários que instalaram na suas máquinas depois removeram por não
utilizar. Acho muito dificil ver um computador hoje que não tenha instalado um
plugin para (ex. flash, java, pdf, etc...).
Acho que não te entendi.
Muitos softwares não geram PDF automaticamente, tanto que existem dúzias
de geradores de PDF que instalam impressoras para fazer isso.
E nem por isso deixam de ser utilizados... haja visto várias versões do
MS Office (não sei se as novas permitem salvar PDF, mas as do tempo que
eu usava não).
O que eu estou querendo dizer é se o BrOffice desse prioridade em salvar os
arquivos em (.DOC) ao invés do (.ODT), acredito que muitos estariam usando.
Imaginem vocês, como ficaria a troca de informações, eu mando o arquivo e tenho
que ligar para a pessoa para saber se ela consegue abrir o arquivo, caso
contrário teria que converter o arquivo em outro formato para que ele consiga
abrir...
Já existe muita gente usando BrOffice (veja o número de downloads
recentemente divulgado), e acredito que sem salvar no formato .doc por
padrão. Considero um retrocesso ceder para usar um formato proprietário
ao invés de um padrão de fato, e livre.
Eu sei que é possível alterar nas configurações essa questão de salvar em outro
formato, mas só de saber que a raiz do software é outro formato e que salvando
em .DOC corre-se o risco de perder partes do arquivo... Imagine o que o Paulo
Coelho faria se lá pelas tantas ele perde-se metade do seu rascunho de um novo
título!
O risco de perder formatação é justamente porque a conversão para .doc é
empírica, uma vez que o formato doc é proprietário. Inclusive, por mim,
acho que o mais interessante para o projeto BrOffice.org/OpenOffice.org
seria apenas abrir .doc, mas jamais permitir salvar em .doc. Isso de
fato assusta usuários, afinal, porquê deixa salvar, se tem risco de não
dar certo? Deveria ser um plugin, instala e usa quem quiser.
Quanto ao Paulo Coelho, gosto é gosto, mas por mim ele pode perder
praticamente tudo o que escreve ....
Mais um exemplo, como trabalho na Engenharia, sempre usamos o CAD (.DWG) para
desenho de plantas e etc... Agora imaginem eu querer inventar um software que
faz tudo, mas não salva em (.DWG). A não ser que você esteje projetando uma
base militar ou algo que seja confidencial, acho que neste caso seria útil.
Mais um exemplo de um formato proprietário que "escraviza".
Se você quiser construir uma aplicação que realmente salve em DWG,
precisa pagar por isso.
Mas para o usuário final importa de fato o dwg?? O que vai ser usado na
obra é a versão impressa. O que vai ser mostrado para o cliente é uma
imagem. E para trocar com escritórios parceiros, não seria muito melhor
se utilizassem um formato que fosse independente de aplicação??
Ou você acha o AutoCAD barato e de fácil aquisição para que um
escritório pequeno e que está recém começando consiga comprar todas as
licenças que por certo deveria?
Canso de ver escritórios de engenharia e arquitetura que só não tem o
Windows pirateado porque vem com a máquina, até o momento da primeira
formatação... o resto tudo vem por torrent.
Concluindo
Acho, sim que o formato ODF deve permanecer, mas, em segundo plano..
Discordo completamente.
O que se precisa é investir mais em educar as pessoas.
Conheço várias pessoas que dizem que só podem usar o Word (e usam
pirata) porque precisam escrever em colaboração com outros. Quando
mostro e instalo o BrOffice para ambas as partes, e explico a questão
dos formatos de arquivo, em geral tenho visto resultados ótimos.
O que não dá para esperar é que usuários leigos instalem e se virem
sozinhos... a inércia é maior.
Quando instalo, me proponho a responder todas as dúvidas que tenham.
Mas em geral são poucas, e na maioria das vezes ficam maravilhados por
não ter mais arquivos perdidos por causa dos bugs do corretor
ortográfico do MS Word, que adora fechar automaticamente para
determinadas palavras...
A pouco ajudei um usuário do Rau-tu, recuperando o TCC dele que não
abria mais. Só foi possível porque ele fez em ODF e dava para abrir o
arquivo e corrigir "na unha", coisa praticamente impossível num .doc.
O BrOffice está evoluindo, mas precisa urgentemente de modelar o software
proporcionando ao usuário a mesma sensação de estar utilizando a do seu
concorrente.
Ele precisa ser bom no que se propõem, com boa usabilidade.
Mas não precisa, e acho que não deve, imitar o MS Office.
Acho que é questão de tempo para quebrar os paradigmas e a grande massa
compreender que é melhor para todos usar formatos livres.
E nas empresas, para a maioria o que acho que falta é disposição para,
com franqueza, questionar a outra parte se não seria possível usar por
exemplo o formato .odt no lugar de .doc. Se duvidar aposto que deve ter
várias empresas que trocam arquivos em formato .doc mas, sem saber,
ambos os lados usam o BrOffice para editar.
Abraços,
Luís Fernando
-------- Original Message --------
Subject: Res: [usuarios OOo] Office X OpenOffice
From: Daniel Ashidate <[email protected]>
To: [email protected]
Date: Sexta-feira, 29 De Janeiro De 2010 10:28:30
> Olá, sou novo por aqui, mas gostaria de deixar meu ponto de vista
nesta discussão de Office x BrOffice.
>
> A grande questão dessa discussão não é falar sobre Office, BrOffice
ou outro pacote de edição de texto, calculos, etc..., mas no formato do
arquivo!
>
> Por exemplo, se hoje eu lançar um software que seja melhor, mais
fácil de trabalhar mas que não salva no formato (.PDF) daria para contar
nos dedos quantos usuários que instalaram na suas máquinas depois
removeram por não utilizar. Acho muito dificil ver um computador hoje
que não tenha instalado um plugin para (ex. flash, java, pdf, etc...).
>
> O que eu estou querendo dizer é se o BrOffice desse prioridade em
salvar os arquivos em (.DOC) ao invés do (.ODT), acredito que muitos
estariam usando. Imaginem vocês, como ficaria a troca de informações, eu
mando o arquivo e tenho que ligar para a pessoa para saber se ela
consegue abrir o arquivo, caso contrário teria que converter o arquivo
em outro formato para que ele consiga abrir...
> Eu sei que é possível alterar nas configurações essa questão de
salvar em outro formato, mas só de saber que a raiz do software é outro
formato e que salvando em .DOC corre-se o risco de perder partes do
arquivo... Imagine o que o Paulo Coelho faria se lá pelas tantas ele
perde-se metade do seu rascunho de um novo título!
>
> Mais um exemplo, como trabalho na Engenharia, sempre usamos o CAD
(.DWG) para desenho de plantas e etc... Agora imaginem eu querer
inventar um software que faz tudo, mas não salva em (.DWG). A não ser
que você esteje projetando uma base militar ou algo que seja
confidencial, acho que neste caso seria útil.
>
> Concluindo
> Acho, sim que o formato ODF deve permanecer, mas, em segundo plano..
> O BrOffice está evoluindo, mas precisa urgentemente de modelar o
software proporcionando ao usuário a mesma sensação de estar utilizando
a do seu concorrente.
>
> Daniel
>
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