Respeito
sua opinião, mas da qual discordo pelo seguinte, quanto aos
motores aeronáuticos, a maioria deles, tem tecnologias
da década de 30, e, portanto com ineficiência comprovada, em termos de
aproveitamento de combustível, custam muito mais do que
valem.
Os
motores automotivos podem ser considerados ou iguais ou até mais confiáveis
que motores aeronáuticos convencionais, turbina e turbo hélice não entram
nesta comparação pela obviedade da diferença de tecnologia. Um
motor automotivo moderno (por isso adeus VW a ar - tecnologia anos 30) é
muito menos sujeito a quebrar que os aeronáuticos. Se você quer mais
garantia ainda assim, duplique o sistema críticos. Não sei a sua idade, mas os
avanços tecnológicos do setor automotivo sempre sofreram críticas logo de
início, cito alguns exemplos:
-
Suspensão independente;
-
A troca de dínamos (corrente contínua) por alternadores (corrente
alternada);
-
Correia dentada devido ao comando de válvulas no cabeçote,
Mais
uma pergunta para você: Você regulou o motor do seu carro quantas
vezes nos últimos três meses? Se fosse uma aeronave operando com
motores aeronáuticos, você teria mandado regular ou regulado pra mais de
3 vezes.
-
Vou acrescentar mais uma coisa, se anunciarem um dia que vão parar de fabricar
estes motores aeronáuticos com tecnologia dos anos 30, vou dizer de novo já vão
tarde, e anunciarem que será para fazerem motores aeronáuticos com tecnologia
do século XXI, vou aplaudir.
Aproveitando
a oportunidade do assunto, muitos tem restrição ao uso das Reduções,
em inglês
PSRU (propeler speed reductor unit), mas que fabricadas
seguindo um projeto bem calculado e adequado para o motor onde será
usada, não vejo problema nenhum. A caixa de câmbio do seu carro, por
exemplo, que é até mais exigida que uma redução, quantas vezes te deixou na mão
desde que comprou o carro, ou alguma vez você ficou na mão por isso? Sem falar
ainda no caso dos helicópteros a reação e turbo hélices que usam reduções, e não
vejo ninguém duvidando delas.
Os
cuidados com sistema de refrigeração para o uso aeronáutico é que tem
que ser bem elaborado, de forma cercar todos os problemas possíveis, certa vez
neste grupo um participante de cureta citava o problema da mangueira que ficava
vibrando e rasgava ou soltava (algo assim) com a vibração, até que resolveu o
problema colocando uma abraçadeira no meio dela evitando que
vibrasse.
A
questão é que os paradigmas
estão aí para serem quebrados, só assim se acha soluções e inovações, pensar
diferente sobre como as coisas são e porque que são deste jeito, e se fosse
diferente? Esta é a chave.
Subject: Re: [ac15] Fim da produção do
motor VW a ar...
Amigo David, respeito a sua opinião sobre o motor VW a ar, da mesma
forma, naum acho a refrigeração liquida apropriada para a aviação, pois é
um problema a mais para panes, e se fosse tão vantajoso assim, os
fabricantes dos motores aeronáuticos Continental e Lycoming, já teriam
adotado a refrigeração liquida a muito tempo. Não vou dizer que naum
usaria um motor refrigerado a água, mais voaria sempre com a pulga atrás
da orelha. Qto. a problemas nos VW a ar, posso listar para o amigo vários
companheiros que a muitos anos utilizam esse motor sem qualquer
problema. []s Tadeu
Subject: Re: [ac15] Fim da produção
do motor VW a ar...
Companheiros de grupo... Sem dúvida nenhuma essa
notícia nos atinge a todos que de alguma forma se encontram na
aviação experimental. Com toda certeza estaremos feridos de morte; naum
preciso aqui repetir o discurso da importância desse motor da forma
como ele é e como base para se chegar a um exemplar mais leve e
mais potente. É preciso fazermos alguma coisa...esse ferramental
referente a produção do motor VW a ar ficará esquecido em algum canto
da montadora VW e nós aqui se quisermos um motor confiável teremos que
por a mão no bolso e pagar cerca de 15 a 20 mil dólares por um motor
importado...e aí colega vc. dispõe desse numerário p/ comprar esse
motor? Certamente uma meia dúzia tem até mais que isso, mais o fato é
que a nossa grande maioria dos amantes da aviação aerodesportiva poderá
no máximo formar uma associação dos piolhos de aeroporto para no máximo
ver essa meia duzia voar... Acho que está mais do que na hora das
associações aerodesportivas defenderem seus principais objetivos
estatutários...na verdade temos que nos mobilizar e convencer aos
proprietários desse ferramental a repassa-los a algum empresário ou
empresários que possam continuar produzindo o motor VW a ar, pois com
certeza é inviável para uma empresa multinacional manter uma linha de
produção diante de uma demanda hj. reduzida pois já naum serão
produzidos mais veículos com esses motores. Talvez seja o momento
daquele grupo de discussão formado na Abul, elaborar um documento com
todo embasamento que o assunto merece, referendado por milhares de
colegas que naum se negarão em assinar um documento de tal natureza
para que seja enviado a Volkswagen do Brasil negociando uma saída que
seja bom para todos. É claro que toda sugestão para resolvermos essa
morte anunciada do motor VW a ar e por conseguinte a nossa aviação
experimental, será muito bem vinda... Grande Abraço a todos Tadeu
Faila ----- Original Message ----- From: "Leônidas Tadeu Faila"
<[EMAIL PROTECTED]> To: <[email protected]> Sent:
Sunday, December 11, 2005 2:55 PM Subject: [ac15] Fim da produção do
motor VW a ar...
Colegas, sei que o motor acima citado naum é o
indicado para o AC15, mais a notícia nos afeta a todos da Aviação
Experimental, por essa razão estou postando essa mensagem fora do
objetivo geral do grupo...
Lançamento
25/11/2005 Kombi
Série Prata encerra a produção do motor VW a ar Com
edição limitada a apenas 200 unidades, destinadas a
colecionadores, admiradores da marca e empresas de transporte
executivo, a Kombi Série Prata demarca o encerramento da produção do
motor arrefecido a ar da Volkswagen do Brasil. Aliás, a Kombi é o
último modelo do mundo a utilizar a clássica e eficiente invenção do
Prof. Ferdinand Porsche. No Brasil, o motor a ar estreou em 1953,
montado nos primeiros Fusca em regime de CKD. Em setembro de 1957, ele
equiparia a Kombi, que é reconhecida como um dos primeiros automóveis
genuinamente brasileiros da história. O VW a ar equipou no país toda
a linha de veículos da marca entre os anos 50 e 70, que compreendia
Kombi, Fusca, Karmann-Ghia, Karmann- Ghia TC, TL, Sedan 1600, SP-1,
SP-2, Brasília, Variant, Variant II. Gol e Saveiro, em seus primeiros
anos de produção, também usaram o motor a ar. Foi usado até em
motocicleta. Fez sucesso nas pistas de corridas, com as Fórmulas V e
Super-V, além dos carros de Turismo da Divisão 3. A carroceria
pintada na cor Prata Light Metálico é o maior diferencial da Kombi
Série Prata, além dos vidros verdes e do pára- brisa degradê. O motor
da Série Prata, como não poderia deixar de ser, é movido a gasolina
(injeção eletrônica multipoint), de 1.584 cm3 e quatro cilindros
contrapostos, que desenvolve potência de 58 cv. O preço sugerido na
rede de concessionária VW para a Kombi Série Prata é de R$ 39.200,00. A
partir de
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Grupos
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Informação do NOD32 1.1339 (20051224) __________