Sim, e a ESG teve como modelo referencial o National War College, dos EUA. Mas vale um adendo: embora Deodoro tenha proclamado a Republica (a contragosto, diga-se de passagem), ele não coadunava em nada com a turba de jovens oficiais positivistas. Além de estar bastante doente no dia 15/11/1889, Deodoro era amigo pessoal do imperador.
O problema depois foi que os proprios positivistas se arrependeram com o que virou o governo, que se transformou numa ditadura florianista. Para saber mais, leiam: CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo, Companhia das Letras, 1987. Abs FG Em 21 de julho de 2010 23:15, AKA <[email protected]> escreveu: > > > FAB, > > o exercito desde deodoro tinha forte influencia positivista, amor, ORDEM & > PROGRESSO que descambou para o Nacionalismo > > integrar para não entregar > era o motto da corrente do Albuquerque LIma que gerou na ESG o projeto > calha norte > > aka > que está fazendo um verdadeiro samba do crioulo doido... > kkkkkkkkkkkkk > > > 2010/7/21 Fabricio Augusto Souza Gomes <[email protected]> > >> >> >> Quem era nacionalista naquela época, nao estava engajado em ser a favor ou >> contra o comunismo. Estava interessado no bem do país - não alinhado com a >> política externa dos EUA. O imperialismo, Rubens, era mais por questoes >> economicas do que ideologicas. >> >> Quer um exemplo? Jango era nacionalista e foi muito bem recebido por >> Kennedy nos EUA, por exemplo. Mas entre importar dos EUA e importar da >> China, ele importava de forma a ser mais lucrativo ao Brasil. A nova forma >> de lidar com os organismos internacionais (de fazer uma visita oficial a >> China, à URSS e ao mesmo tempo, aos EUA) é que fez com que os EUA chiassem. >> Por isso, foram os mais interessados no Golpe de 64. >> >> É meio complicado entender isso hj, sem fazermos um distanciamento ate >> aquela epoca, pq hj em dia estamos impregnados com a questao ideologica. >> Imagine fazer uma criança/adolescente, numa sala de aula, entender isso... >> rs >> >> Já quem era oposição, por exemplo, via o nacionalista como alguem muito >> proximo ao comunista - justamente por não ser tão favoravel assim aos EUA. >> >> Abs >> >> FG >> >> Em 21 de julho de 2010 13:14, Rubens <[email protected]> escreveu: >> >> >>> >>> ... >>> RA| Mas voce disse que quem era nacionalista era visto >>> | como comunista. Contatos com URSS e China e conde- >>> | corar Che sao exemplos de nacionalismo? Isso aí, >>> | pra mim, num mundo de guerra fria, está mais para >>> | ser reddie mesmo... >>> >>> FG| O nacionalismo estava, naqueles idos, desprovido de >>> | qualquer referencia ideológica (...) Nas decadas de >>> | 50/60, ser nacionalista era defender os interesses >>> | da industria nacional, entender o Estado como árbitro >>> | da economia, defesa da soberania nacional etc etc etc, >>> | MAS também agir como antípoda dos interesses imperia- >>> | listas (imperialistas, nesse caso, estritamente atrelado >>> | à órbita estadunidense >>> >>> Nao acha estranho dizer que era "desprovido de qualquer >>> referencia ideologica" num paragrafo, para logo no para- >>> grafo seguinte mostrar-se contrário aos EUA, insinuar >>> que é para agir sempre de forma contrária aos interesses >>> americanos, chamá-los de imperialistas, etc. etc. ? >>> >>> Para mim, soa uma ideologia anti-americana neste discurso... >>> >>> [ ] Rubens >>> >>> . >>> >>> >> >> >> -- >> ---- >> Fabrício Augusto Souza Gomes >> [email protected] >> MSN: [email protected] >> Blog: http://fabriciosgomes.livejournal.com/ >> > > > -- ---- Fabrício Augusto Souza Gomes [email protected] MSN: [email protected] Blog: http://fabriciosgomes.livejournal.com/
