Constatar o que exatamente?
Que as estradas federais concedidas a iniciativa privada
sao um tapete e as (nao) administradas pelo governo
estao um caco?
Eu constatei.
Via Dutra eh excelente, Anhanguera perfeita, BR-050
uma porcaria, principalmente chegando em Brasilia.
BR-040 uma m*rda em MG, ja a parte privatizada,
perfeita.
Na parte nao privatizada vi diversos caminhoes com
rodas estouradas, quase acidentes por causa das
guinadas repentinas dos carros desviando dos buracos.
Pista simples em 99% dos trechos federais percorridos,
o que gasta mais tempo e combustivel e aumenta o perigo.
Eu escolhi pagar pedagio e saber que vou chegar inteiro,
eu e o carro, a ter que trocar os amortecedores e pneus
na volta para casa.

[][]
Flavio

On 1/16/07, ccarloss <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

   Rodem pelo Brasil e constatem.

Carlos Antônio.


http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2007/01/15/ult579u2052.jhtm

       <http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/>
15/01/2007
Governo brasileiro pode adotar filosofia estatista em relação a rodovias
Mudança de planos do governo com relação a rodovias podem sinalizar
filosofia estatista. Discórdias no seio do governo irritaram os
investidores, mas os fatos podem refletir uma falta de rumo, em vez de uma
guinada para a esquerda

Jonathan Wheatley
Financial Times

O momento não poderia ser mais propício para reforçar a impressão de que a
América Latina está dando uma guinada rumo ao controle estatal da economia.
Hugo Chávez, o presidente recém-reeleito da Bolívia, mal acabara de revelar
os seus planos para nacionalizar amplos setores da economia venezuelana,
quando o Brasil, o vizinho bem maior ao sul, cancelou os projetos para a
privatização das rodovias federais.

Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil do governo do presidente Luís Inácio
Lula da Silva, anunciou na semana passada que a administração de sete
rodovias federais, que deveria passar por alterações já no início deste mês,
não seria mais oferecida ao setor privado. Em vez disso, o governo passou a
avaliar a criação de uma empresa estatal para gerenciar as rodovias e
coletar pedágios.

Muito se disse a respeito da guinada para a esquerda na América Latina nos
últimos anos, sendo que grande parte dessa impressão é exagerada. Mas o
salto abrupto rumo ao socialismo dominado pelo Estado anunciado por Chávez,
os seus vínculos próximos e a aparente influência sobre novos líderes
emergentes como Evo Morales, da Bolívia, e Daniel Ortega, da Nicarágua,
conferiram mais substância a essa impressão.

Mas os acontecimentos no Brasil podem ser o reflexo de uma falta de rumo
nas políticas governamentais, e não um movimento consciente para a esquerda,
opinam os analistas políticos. Lula, que começou o seu segundo mandato de
quatro anos em 1º de janeiro, disse que a sua prioridade é "destravar" a
economia brasileira a fim de gerar um crescimento de 5% neste ano - o que
representa o dobro da média dos últimos 15 anos.

A fim de liberar capital dos setores público e privado para investimentos
na economia real, a maioria dos economistas diz que o governo precisa
reduzir o nível atual de gastos - em setores como o do pagamento do
funcionalismo público, das pensões e dos serviços públicos. Embora os
ministros estejam divididos, o presidente diz que a responsabilidade fiscal,
embora fundamental, não pode implicar na redução de gastos nos programas
sociais.

Não se sabe ao certo qual será a direção assumida pelas políticas do
governo. Antes da sua reeleição, em outubro, Lula prometeu adotar ações
imediatas para promover um crescimento acelerado. Mas nos últimos meses ele
não conseguiu nomear a sua nova equipe ministerial, e um muito prometido
pacote de medidas para promover o crescimento foi sistematicamente adiado.

O anúncio feito na semana passada revela um panorama das brigas que estão
por trás desses adiamentos. "Isso é parte da discussão que ocorre em
Brasília entre aqueles que acham que os serviços deveriam ser prestados pelo
governo e os que querem o envolvimento do setor privado", diz Moacyr
Servilha Duarte, presidente da associação de concessão de gerenciamento de
rodovias.

Segundo ele, o problema é que muita gente acreditou que essa discussão
tivesse se encerrado na década de 1990, quando teve início o programa
brasileiro de concessões de rodovias. "É uma surpresa o fato de isto ter
vindo à tona novamente", diz ele. "Alguns membros do governo não entendem o
setor."

Marcelino Rafart, presidente da Ecovias, a segunda maior detentora de
concessões de rodovias no Brasil, diz que Rousseff foi influenciada pouco
antes da sua declaração por uma reunião ocorrida anteriormente com Roberto
Requião, o governador populista do Estado do Paraná. Descrito por Rafart
como "o Hugo Chávez do Brasil", Requião contestou as concessões de rodovias
no seu Estado, antes de perder sua argumentação para o judiciário
brasileiro.

Rafart diz que Rousseff fez os seus comentários "um pouco fora de
contexto", e que espera que a Ecovias, que investiu R$ 1,6 bilhão nas
estradas brasileiras durante oito anos, continue investindo no setor.
Caso não surja nenhuma nova concessão, no entanto, ele diz que a Ecovias
direcionará o seu dinheiro para outros países da região.

Mas o problema para a Ecovias e outros investidores é a incerteza criada
por tais declarações, afirma Ana Carla Abrão Costa, da Tendências, uma firma
de consultoria de São Paulo. "Uma das grandes áreas que necessita de
investimentos é a de logística de transporte e esses fatos só farão com que
o investidor fique menos disposto a desembolsar dinheiro."

Algo que preocupa especialmente alguns investidores são as recentes
mudanças na composição do governo Lula. Até o ano passado, aqueles que eram
favoráveis a uma economia dirigida pelo Estado, como Rousseff, eram
contrabalançados por ministros de orientação mais neoliberal, como Antônio
Palocci. Desde que este deixou o cargo de ministro da Fazenda em março do
ano passado, os estatistas passaram a prevalecer
*Visite o site do Financial Times* <http://news.ft.com/home/us>

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