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Bom dia e desculpem a demora! Segue o resultado do meu diálogo com o professor Gadotti, acerca das liberdades: Começando pelo mais complicado de tudo: a educação na perspectiva do software livre, pautada nas quatro liberdades da Free Software Foundation, não é ou tende a não ser, uma educação freiriana ou respaldada no pensamento freiriano. Explicando: para Paulo Freire, confirma Gadotti, não existe uma educação “para qualquer propósito” ou “aplicar o conhecimento adquirido para qualquer propósito”. Para Freire, não há educação neutra, ela é sempre um ato político, carregado ideologicamente. A educação deve contribuir para a emancipação do ser humano, com o ser mais, com a libertação da opressão, com a transformação social, e não para oprimir, subjugar, espoliar ou escravizar corpos e mentes. Logo, subtrair propósitos, liberalizá-los ou defender a sua não existência implica em acriticidade e, subsequentemente, em não emancipação do sujeito. Há uma identidade na dimensão da liberdade, mas com ressalvas. A liberdade do software livre é liberal, porque tudo cabe, tudo vale, inclusive as regras do mercado. Para Freire, não. A liberdade deve favorecer a autonomia do ser. O primeiro livro de Paulo Freire, inclusive, leva o nome de “Educação como Prática da Liberdade”. Por fim, destacamos que a perspectiva do software livre, a lógica wiki, influenciou uma série de novos movimentos e práticas referentes ao compartilhamento do conhecimento, no campo da música, da literatura, do cinema, da ciência etc. A discussão foi tão intensa somente sobre a primeira liberdade que não foi possível avançar para as demais. Só trocamos a frase “redistribuir...” por “compartilhar o conhecimento com o próximo”. Grande abraço, Alencar Em 27-04-2012 10:35, Marco Aureliopc escreveu:
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