Olá Prof. Anderson,
Sou graduanda em Pedagogia pela UNIRIO/Cederj e gostaria de saber
mais sobre essa conversa. Te explico o porquê: Meu TCC está sendo
elaborado sobre minha prática usando a informática e software livre
numa pequena escola do fundamental. Seu título é "Utilizando
Tecnologias e Recursos Educacionais Abertos como Instrumentos para
uma Pedagogia da Autonomia.
Coloco que não há como usar tecnologia na escola se não for de forma
livre e crítica, da mesma forma que fora dela, todos deveriam
fazer...e que a formação dos futuros professores tem que levar isso
em consideração.
Não abordo direta e exclusivamente o software livre, mas ele é um
dos pressupostos básicos do projeto que
foi desenvolvido, pois penso que a distro usada (pandorga) não é
comercial, assim como todos os chamados REAs.
Mas sua observação sobre a fala do Prof. Gadotti me deixou
preocupada.
Procurei centrar minha elaboração na diferenciação entre
conhecimento compartilhado X conhecimento mercadoria, e, nesse
caso, o software livre é ponto de partida na escola. Na prática.
Se não for tomar muito seu tempo, poderia me responder em pvt?
Ficaria super grata!!
Abçs
Jenny Horta
Em 10-05-2012 11:26, Anderson Alencar escreveu:
Bom dia e desculpem a demora!
Segue o resultado do meu diálogo com o professor Gadotti, acerca
das liberdades:
Começando pelo mais complicado de tudo: a educação na
perspectiva do software livre, pautada nas quatro liberdades da
Free Software Foundation, não é ou tende a não ser, uma educação
freiriana ou respaldada no pensamento freiriano.
Explicando: para Paulo Freire, confirma Gadotti, não existe uma
educação “para qualquer propósito” ou “aplicar o conhecimento
adquirido para qualquer propósito”.
Para Freire, não há educação neutra, ela é sempre um ato
político, carregado ideologicamente. A educação deve contribuir
para a emancipação do ser humano, com o ser mais, com a
libertação da opressão, com a transformação social, e não para
oprimir, subjugar, espoliar ou escravizar corpos e mentes. Logo,
subtrair propósitos, liberalizá-los ou defender a sua não
existência implica em acriticidade e, subsequentemente, em não
emancipação do sujeito.
Há uma identidade na dimensão da liberdade, mas com ressalvas. A
liberdade do software livre é liberal, porque tudo cabe, tudo
vale, inclusive as regras do mercado. Para Freire, não. A
liberdade deve favorecer a autonomia do ser. O primeiro livro de
Paulo Freire, inclusive, leva o nome de “Educação como Prática
da Liberdade”.
Por fim, destacamos que a perspectiva do software livre, a
lógica wiki, influenciou uma série de novos movimentos e
práticas referentes ao compartilhamento do conhecimento, no
campo da música, da literatura, do cinema, da ciência etc.
A discussão foi tão intensa somente sobre a primeira liberdade
que não foi possível avançar para as demais. Só trocamos a frase
“redistribuir...” por “compartilhar o conhecimento com o
próximo”.
Grande abraço,
Alencar
Em 27-04-2012 10:35, Marco Aureliopc escreveu:
_______________________________________________
Geral mailing list
[email protected]
http://listas.sleducacional.org/listinfo.cgi/geral-sleducacional.org
--

_______________________________________________
Geral mailing list
[email protected]
http://listas.sleducacional.org/listinfo.cgi/geral-sleducacional.org
--
Jenny Horta
<p><href a="http://aprendizagemdigital.wordpress.com" </a> </p>
<p> Twitter/Identica: @nynyhorta </p>
<p> "Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor." (Paulo Freire)
</p>
<p>Usuária Linux:#474916
<p>Usuária Ubuntu: #23036
|