Eis que ja surge o 1o legado olímpico para 2016!

 10/07/2010 08h00 - Atualizado em 10/07/2010 11h17
 Imóveis de luxo no Rio vão se valorizar até 2016, dizem corretores Dois
apartamentos usados na orla estão à venda por R$ 30 milhões.
Moeda estável, crédito fácil e juros baixos mexeram com mercado.

Os imóveis na orla da Zona do Sul do Rio – sobretudo, no Leblon e em Ipanema
– estão com os preços muito altos e que, segundo dirigentes do mercado, vão
continuar subindo até pelo menos 2016, quando a cidade sediará as
Olimpíadas. Quem tiver condições e planos para entrar num projeto
milionário, é bom ter pressa, eles sugerem.

O cliente que, no momento, procura produtos exclusivíssimos pode checar duas
unidades à venda por R$ 30 milhões – uma no edifício Juan Les Pins, no
Leblon, e outra no Cap Ferrat, em Ipanema. As duas ficam de frente para o
mar, com vista para o Arquipélago das Cagarras.

O economista Francisco Barone, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio, reforça a
opinião dos corretores: agora é o bom momento de investir na compra de um
imóvel, principalmente no segmento de luxo. “A valorização vai continuar até
2016. Os preços devem subir mais. Depois dos eventos esportivos, é provável
que comecem a desvalorizar”, prevê.

O diretor da imobiliária Frederico Júdice garante que o mercado do Rio é,
atualmente, o mais valorizado do Brasil em razão dos eventos esportivos nos
próximos seis anos – torneios esportivos, Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016.
Ele identifica compradores potenciais para esses apartamentos de alto luxo.
Segundo ele, os clientes são, em geral, empresários nacionais e
estrangeiros, cujos nomes são mantidos em segredo.

“Sigilo é a alma do negócio. Não se trabalha no mercado de alto padrão
divulgando informações de quem vende ou de quem compra porque existe uma
preocupação constante com a segurança”, explicou Frederico.

*Valorização dos preços*

Os imóveis do Rio, de luxo ou não, ficaram mais valorizados depois da
escolha para sediar a Copa 2014 e as Olimpíadas de 2016. A cidade deve
receber obras de infraestrutura e investimentos em segurança. O presidente
da imobiliária Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, aponta outras três razões que
motivaram a valorização: os juros baixos, o crédito fácil e a moeda estável
impulsionaram os preços porque permitiram o crescimento da demanda.

O metro quadrado na Zona Sul tem custo elevado porque não há área
disponível. ‘‘Geograficamente, não tem para onde se expandir. A oferta de
terrenos é quase nula”, explica Frederico Júdice. Os postos de gasolina
estão desaparecendo em áreas da Zona Sul.

Estão à venda unidades no prédio em construção em Ipanema, na esquina da
Avenida Vieira Souto com o canal Jardim de Alah, que era um posto. Na Rua
Jardim Botânico, outro posto foi fechado. No local será erguido mais um
edifício.

*Barra tem opções*

Na Zona Oeste, os imóveis são mais baratos. A Barra da Tijuca tem uma oferta
maior, segundo a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário
do Rio. Mesmo os apartamentos mais luxuosos custam alguns milhões a menos
que na Zona Sul.

Em um condomínio novo, que se encaixa no mercado de alto padrão, por
exemplo, um apartamento de cinco suítes vale cerca de R$ 5 milhões. Além da
área de 555 m², o morador ainda teria, segundo anunciam os vendedores, a
proteção do mesmo sistema de segurança usado na Casa Branca. O apartamento é
todo automatizado, com fechadura que reconhece a digital do dono e banho
programado pelo celular.


-- 
FG

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