Boa tarde, Luís Caires 
Excelentes colocações, tanto suas quanto do Lineu. 
Sugiro que se acrescente às discussões a definição de temas estratégicos para 
pesquisa (soluções de médio e longo prazo). 
Em 2009, no Congresso Brasileiro de Agrometeorologia (Belo Horizonte, MG), o 
pesquisador Eduardo Assad chamou atenção para a necessidade urgente de 
pesquisas sobre a irrigação com déficit para todas as culturas agrícolas. Será 
que o CNPq nos ouvirá sobre isto? Espero que sim. 

Abraço a todos e bom Carnaval. 
Fernando 

--- 
Fernando Campos Mendonça 
Depto. de Engenharia de Biossistemas - ESALQ/USP 
Av. Pádua Dias, 11 - C.P. 09 
13418-900 Piracicaba - SP 
http://www.leb.esalq.usp.br 
Skype: fcmendon 

----- Mensagem original -----

> De: "Luis Caires" <[email protected]>
> Para: [email protected]
> Enviadas: Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2015 14:29:43
> Assunto: Re: [Irriga-l] [SPAM]Re: RES: Fwd: MATÉRIAS DIVULGADAS

> Boa tarde.

> Realmente a idéia do Sr. Lineu é a melhor estratégia.
> Algumas idéias para a controle d' agua vem sendo difundido na midia e
> está diretamente ligada ao potencial produtivo das culturas.
> O rascionamento dentro da agricultura, seria algo desastroso, se não
> for direcionado corretamente, por isso, devemos trabalhar de maneira
> idônea.
> Acredito, que se desmonstrarmos aos irrigantes a utilização de
> estações metereológicas que demonstre o real valor da
> evapotranspiração diária, e trabalharmos a idéia do kc de cada
> cultura, sem diminuir a perca de produtividade acertaríamos na
> mosca.
> Já que apenas, 5% ou menos de todos eles utilizam tal recurso, o
> restante irriga a vontade, sem se preocupar com o gasto de energia,
> tão pouco o gasto excessivo de água.
> Espero que tenha ajudado.
> Grande abraço,

> Att.:

> Luis Caires
> Consultoria AgroMaster-BSB
> Tel.: ( 61 ) 9913 1982 / 8434 4870

> De: [email protected]
> Enviada: Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2015 13:52
> Para: [email protected]
> Assunto: [Irriga-l] [SPAM]Re: RES: Fwd: MATÉRIAS DIVULGADAS

> Prezados:
> Na minha opinião, considero a estratégia de abordagem da questão
> apresentada pelo Lineu a mais apropriada.
> Inclusive não impede que posteriormente o assunto englobe casos mais
> específicos, como os já apresentados anteriormente.
> Abraço
> Luis Preto
> Engenheiro Agrícola

> Date: Mon, 16 Feb 2015 11:39:33 -0200
> From: [email protected]
> To: [email protected]
> Subject: Re: [Irriga-l] [SPAM]Re: RES: Fwd: MATÉRIAS DIVULGADAS

> Colegas,
> Bom dia.

> A conversa está muito interessante. Fico muito satisfeito em ver um
> debate tão intenso entre nós especialistas. Sempre digo, basta olhar
> nos principais congressos, temos muito pouca gente falando o tema
> água na agricultura.

> Neste momento sugiro deixar de lado os oportunistas. Seria impossível
> responder caso a caso. Temos que nos organizar e levar esse debate
> para a sociedade, mas tem que ser de uma maneira mais simples e
> direta, no sentido de educar, sem radicalismos. Nesse sentido, é
> fundamental envolver a mídia.

> Um dia vi uma reportagem de um colega dizendo que a agricultura não
> “consome” água, pois ela volta para o ciclo hidrológico. Este tipo
> de afirmação mais atrapalha do que ajuda...

> A ideia de formar um grupo de especialistas que possam trabalhar num
> documento para a sociedade é muito interessante. A irrigação não usa
> água é apenas um meio de levar água para as culturas. É importante
> deixa claro que a agricultura utiliza água, e não é pouca água, mas
> é para um fim nobre, produção de alimento. O debate então é quanto
> de alimento, fibras, energia, etc. queremos ou precisamos produzir?

> Outro documento desse grupo, com visão de futuro, deveria ser para os
> nossos gestores. Na verdade eles precisam dessa orientação...se não
> fizermos os outros fazem..

> Desculpe o longo e-mail para uma segunda de carnaval.

> Abs,
> Lineu.
> PS: Acho ser importante também uniformizar alguns conceitos entre nós
> mesmos..

> De: "Marco Viana" <[email protected]>
> Para: "IRRIGA-L: Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada"
> <[email protected]>
> Enviadas: Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015 10:58:55
> Assunto: [SPAM]Re: [Irriga-l] RES: Fwd: MATÉRIAS DIVULGADAS

> Bom dia Fernando

> Concordo com você precisamos eleger e organizar uma pauta minima para
> discussão e depois direcionar nossas acoes.
> O GIFC poderia canalizar essas idéias.
> E colocar em discussão e definição de direcionamento em outubro
> durante o irrigacana.
> O que acham?

> Em 16/02/2015 10:46, [email protected] escreveu:
> >
> > Bom dia, Laércio
> > A ideia é interessante e, como várias outras já expostas aqui, já
> > deve ter alguns trabalhos sobre o tema.
> > Entretanto, o que falta é a realização de estudos amplos e
> > sistêmicos sobre este e os demais temas. Por exemplo, deve haver
> > alguns (ou vários) estudos de caso desse tipo em âmbito de
> > sub-bacias hidrográficas isoladas, mas não para bacias
> > hidrográficas inteiras, e muito menos para as regiões e todo o
> > território nacional.
> > Creio que o enfrentamento de uma crise como esta pela qual passamos
> > implica na escolha de alguns temas fundamentais e a organização de
> > estudos de amplo espectro territorial, pois há carência de
> > recursos para estudar e desenvolver estratégias para todos os
> > temas.
> > Assim, poderemos formular algumas estratégias necessárias para
> > enfrentar a crise em todas as suas instâncias (armazenamento de
> > água, racionalização do uso, valorização de serviços ambientais,
> > comunicação social etc.).
> >
> > Att.,
> > Fernando
> >
> > P.S. (para quem tiver mais tempo para ler):
> > Recentemente eu me meti em uma discussão de Facebook sobre os tais
> > 70% de água utilizados pela agricultura, na qual havia um claro
> > ataque ao agronegócio. Segundo alguns participantes, "agronegócio"
> > só produz commodities para exportação, usa "agrotóxicos" e polui o
> > ambiente. Resumo da ópera: saí da discussão por impossibilidade de
> > provar meu ponto de vista devido à ignorância dos participantes
> > sobre o tema.
> > Não temos feito um bom trabalho de comunicação social, pois esse
> > indivíduo deve ter tomado seu café da manhã (café, pão, leite,
> > manteiga, frutas etc.), vestido algo com fibras vegetais, calçado
> > algo de couro ou com solado de borracha, sentado à frente de seu
> > computador (em uma cadeira com partes de borracha e uma mesa com
> > madeira maciça ou derivados), e escreveu todas as barbaridades que
> > li em sua mensagem. Depois, deve ter-se levantado e ido almoçar um
> > belo arroz com feijão, bife e salada.
> >
> >
> >
> > ---
> > Fernando Campos Mendonça
> > Depto. de Engenharia de Biossistemas - ESALQ/USP
> > Av. Pádua Dias, 11 - C.P. 09
> > 13418-900 Piracicaba - SP
> > http://www.leb.esalq.usp.br
> > Skype: fcmendon
> >
> > ________________________________
> >>
> >> De: "Laércio Jacovine" <[email protected]>
> >> Para: "IRRIGA-L: Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada"
> >> <[email protected]>
> >> Enviadas: Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2015 10:21:15
> >> Assunto: Re: [Irriga-l] RES: Fwd: MATÉRIAS DIVULGADAS
> >>
> >> Caros,
> >> Gostaria de levantar mais um tema para discussão e amadurecimento
> >> de ideias.
> >> Tenho trabalhado na linha de valoração dos recursos naturais.
> >> Nesta linha temos alguns trabalhos na linha de balanço de carbono
> >> em propriedades rurais (pegada de carbono). A propriedade tem
> >> suas emissões por meio do consumo de energia, fertilizantes,
> >> combustível, geração de resíduos sólidos, líquidos e gasosos
> >> (exemplo: metano emitido pelos bovinos). Por outro lado, as
> >> propriedades tem suas áreas de vegetação (matas, capoeiras,
> >> pomares, culturas perenes, pastagens, etc.) que sequestram e
> >> estocam carbono. Por fim tem-se o balanço, que tem-se verificado
> >> em alguns levantamentos de pesquisa, mais de 50% são positivos.
> >> Assim, estes produtores estão contribuindo para a minimização das
> >> mudanças climáticas.
> >>
> >> Acreditamos que o mesmo deveria ser feito para a água. Qual é o
> >> consumo de água dos produtores e qual é produção de água na
> >> propriedades? A maioria das propriedades tem uma nascente e
> >> produz água, que pode ser considerada como produzida. Também tem
> >> as suas represas, que armazenam a água excedente da época
> >> chuvosa.
> >>
> >> Além disso, parte da água que poderia ser considerada como
> >> consumida, o produtor a acumula nos seus produtos que vão para a
> >> mesa do consumidor. Um produtor de melancia, por exemplo, consome
> >> água, mas está acumulando no produto. Esta água entrará na conta
> >> do consumo recomendado de 2 litros de água/dia.
> >> Por fim, deve-se realizar este balanço. Acreditamos que a maioria
> >> das propriedades possuem balanço positivo e fornecem água para os
> >> consumidores da cidade. Por isto, devem receber por esta
> >> prestação de serviço ambiental.
> >>
> >> O que acham disso?
> >>
> >> Em 15 de fevereiro de 2015 10:57, Marco Viana
> >> <[email protected]> escreveu:
> >>>
> >>> Bom dia Rodrigo
> >>>
> >>> Vamos a luta sim, temos a obrigação de esclarecer e coragem de
> >>> dizer a verdade nunca me faltou.
> >>> O GIFC esta ai pra isso.
> >>> Vamos em frente colegas. Eu com meu jeito simples e objetivo me
> >>> coloco a disposição.
> >>> Podem contar comigo.
> >>>
> >>> Em 14/02/2015 20:24, Rodrigo Vieira <[email protected]>
> >>> escreveu:
> >>> >
> >>> > prezado.
> >>> > É o que temos defendido há mt tpo, e acho que muito além de
> >>> > conversão há de se fazer manejo.
> >>> > devamos fazer do custo de produtividade da água uma regra, e
> >>> > não um trabalho em prateleiras empoeiradas...
> >>> > o que falta? coragem?
> >>> > Elias falou na entrevista que usa kc 0,9 para banana, indo além
> >>> > da pesquisa, com ótimos resultados.
> >>> > temos de estabelecer seriamente o custo da água, premiando que.
> >>> > usa abaixo de sua cota e punindo os perdulários. mas aí
> >>> > pergunto: cadê a coragem? cadê a ANA e SRHs?
> >>> > abs
> >>> >
> >>> > Em 14/02/2015 08:50, "Marco Viana - RPA Consultoria"
> >>> > <[email protected]> escreveu:
> >>> >>
> >>> >> Bom dia
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >> Enquanto deveríamos incentivar o aumente de produtividade e
> >>> >> consequente redução de custos a sugestão e pagar para
> >>> >> produzir menos ?
> >>> >>
> >>> >> Lamentável essa sugestão. Entendo ser necessário um trabalho
> >>> >> de orientação ao irrigante visando um melhor uso e manejo da
> >>> >> água, esse é o nosso papel.
> >>> >>
> >>> >> Esse professor se quer citou que o consumo de água pela
> >>> >> indústria e nas cidades precisa passar por acompanhamento
> >>> >> para um uso racional. ERle esquece que são visto enormes
> >>> >> vazamentos nas cidades e desperdícios de água nas industrias.
> >>> >> O setor sucroenergetico vem dando o exemplo nessa direção,
> >>> >> pois vem reduzindo drasticamente o uso da água em suas
> >>> >> industrias e essa mesma água, já outorgada, pode e deve ser
> >>> >> usada nas lavouras de cana.
> >>> >>
> >>> >> Ele também não deve ter colocado nessa conta maluca dele que
> >>> >> haver desemprego em massa e que a agricultura é responsável
> >>> >> por 30% do PIB nacional que uma redução de produtividade
> >>> >> traria prejuízos astronômicos para a economia nacional.
> >>> >>
> >>> >> Sinceramente, coisas como essa me deixam muito preocupado,
> >>> >> pois percebemos que vivemos em um pais de desinformados,
> >>> >> principalmente quando vemos um professor pregando algo assim.
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >> Abraços
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >> Marco Viana
> >>> >> RPA Consultoria-Diretor de Novos Negocios.
> >>> >> Rua Casemiro de Abreu, 950 - Vila Seixas
> >>> >> Ribeirão Preto, SP, Brasil, CEP 14020-060
> >>> >> Fone: 55 16 3237-4249
> >>> >> Celular: 55 16 981.752662
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >> De: Irriga-l [mailto:[email protected]] Em
> >>> >> nome de Rodrigo Vieira
> >>> >> Enviada em: sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015 19:41
> >>> >> Para: undisclosed-recipients:
> >>> >> Assunto: [Irriga-l] Fwd: MATÉRIAS DIVULGADAS
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >> ---------- Mensagem encaminhada ----------
> >>> >> De: Antônio Carvalho Feitosa
> >>> >> <[email protected]>
> >>> >> Data: sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
> >>> >> Assunto: ENC: MATÉRIAS DIVULGADAS
> >>> >> Para: "Rodrigo Vieira ([email protected])"
> >>> >> <[email protected]>,
> >>> >> "[email protected]"
> >>> >> <[email protected]>,
> >>> >> "[email protected]"
> >>> >> <[email protected]>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >> Para conhecimento.
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >> De: Gerlane Alves de Sousa
> >>> >> Enviada em: sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015 09:26
> >>> >> Para: Secretaria Nacional de Irrigação
> >>> >> Assunto: MATÉRIAS DIVULGADAS
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >> MATÉRIAS DIVULGADAS 13-02-2015
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >> Época
> >>> >>
> >>> >> Paulo Canedo: “A irrigação na agricultura é perdulária”
> >>> >>
> >>> >> http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/blog-do-planeta/noticia/2015/02/paulo-canedo-birrigacao-na-agriculturab-e-perdularia.html
> >>> >>
> >>> >> Coordenador do Laboratório de Hidrologia da Universidade
> >>> >> Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o professor Paulo Canedo de
> >>> >> Magalhães, 66 anos, afirma que agricultores brasileiros
> >>> >> precisam poupar água ao irrigar suas lavouras, mesmo que isso
> >>> >> signifique redução na colheita. Segundo o professor, a medida
> >>> >> seria bem-vinda em municípios mais dependentes da atividade
> >>> >> agrícola, como Cachoeiro de Itapemirim, cidade ao sul do
> >>> >> Espírito Santo onde as perdas com estiagem são estimadas em
> >>> >> R$ 40 milhões, o equivalente a 15% de sua receita anual. Para
> >>> >> compensá-los de uma eventual redução na colheita, o governo
> >>> >> pagaria uma indenização, como incentivo a economia de água.
> >>> >> Canedo diz que o custo para os cofres públicos seia menor do
> >>> >> que os gastos para compensar a crise hídrica.
> >>> >>
> >>> >> >> Reportagens sobre a crise da água
> >>> >>
> >>> >> ÉPOCA - Parte dos moradores de Cachoeiro do Itapemirim culpa o
> >>> >> que consideram desperdício nas lavouras pela falta de água.
> >>> >> Isso está certo?
> >>> >> Paulo Canedo – A agricultura normalmente é um grande
> >>> >> consumidor de água e, no Brasil, nós temos uma técnica de
> >>> >> irrigação perdulária. Tem sido comum essa briga entre o campo
> >>> >> e a cidade. Em termos globais, 70% da água são gastos com a
> >>> >> agricultura e o restante, com as indústrias e o consumo pela
> >>> >> população. Nas grandes cidades, como Rio de Janeiro e São
> >>> >> Paulo, a agricultura é bem modesta e mesmo que ela consuma
> >>> >> muito, o que já está errado, o percentual de gasto no campo
> >>> >> será sempre pequeno. No caso de Cachoeiro de Itapemirim, uma
> >>> >> cidade de porte médio, onde a agricultura é pujante, precisa
> >>> >> haver uma política administrativa eficaz, que esteja sempre
> >>> >> presente, para estimular o uso correto da irrigação.
> >>> >>
> >>> >> ÉPOCA – Falta orientação aos agricultores?
> >>> >> Canedo – Falta tudo. Faltam políticas governamentais e
> >>> >> instrução, apoio técnico e, eventualmente, dinheiro para o
> >>> >> agricultor adotar um método mais eficiente. Precisamos de
> >>> >> ações inteligentes e planejadas. Não se trata simplesmente de
> >>> >> chegar e dizer aos produtores que eles não podem mais
> >>> >> utilizar a água, porque isso daria prejuízos homéricos aos
> >>> >> empreendedores rurais, o que não seria justo.
> >>> >>
> >>> >> ÉPOCA – Qual a solução possível?
> >>> >> Canedo – Indenizar o agricultor por não poder ter uma colheita
> >>> >> do tamanho que ele desejaria. O pagamento dessa compensação
> >>> >> financeira, se nós fizermos as contas direitinho, será sempre
> >>> >> inferior aos gastos que se tem para corrigir a falta de água
> >>> >> destinada ao consumo humano.
> >>> >>
> >>> >> ÉPOCA – A redução na produção agrícola não causaria um impacto
> >>> >> na economia dos municípios?
> >>> >> Canedo – Os custos para consertar problemas de abastecimento
> >>> >> serão sempre maiores que o eventual prejuízo na arrecadação
> >>> >> de impostos. Essas coisas ainda não estão bem claras. Por
> >>> >> isso, as administrações municipais, estaduais e a federal não
> >>> >> procuram encontrar soluções para a escassez. A água não acaba
> >>> >> de repente. Se você pesquisar, verá que, um ano atrás, o
> >>> >> pessoal de Cachoeiro de Itapemirim já sabia que era muito
> >>> >> provável uma estiagem. Para ouvidos leigos, eu digo mais ou
> >>> >> menos assim: imagine uma família em que apenas o pai tem
> >>> >> renda. Ele prevê que o ano seguinte será financeiramente
> >>> >> difícil e avisa à família que poupará dinheiro. Aquela coisa
> >>> >> de ir ao cinema toda a semana, por exemplo, não pode mais,
> >>> >> agora é só uma vez por mês. Se a economia de água começar com
> >>> >> antecedência, ninguém sofrerá muito.
> >>> >>
> >>> >> ÉPOCA – A deterioração de rios que cortam a zona urbana também
> >>> >> é responsável pela crise?
> >>> >> Canedo – Claro. Tudo isso tem impacto. O problema número 1 da
> >>> >> seca urbana é a poluição de rios pelos esgotos, o que
> >>> >> dificulta muito a utilização da água para consumo.
> >>> >>
> >>> >> ÉPOCA – O que fazer de imediato diante da seca no Sudeste?
> >>> >> Canedo – Apertar a agricultura e a população urbana para
> >>> >> gastar menos água, evitando desperdício. Se você se
> >>> >> organizar, como o pai que controla o orçamento familiar, será
> >>> >> possível superar um ano difícil. Como o Brasil é um país
> >>> >> muito rico em água, nós temos uma gestão desleixada com os
> >>> >> recursos hídricos. Vem uma adversidade meteorológica e nos
> >>> >> complicamos todos. A culpa é da falta de chuva? É claro, mas
> >>> >> não estaríamos numa situação tão grave, se tivéssemos um
> >>> >> comportamento minimamente organizado.
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >> G1
> >>> >>
> >>> >> Tanque em fazenda economiza 15 milhões de litros de água por
> >>> >> mês
> >>> >>
> >>> >> http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2015/02/tanque-em-fazenda-economiza-15-milhoes-de-litros-de-agua-por-mes.html
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >> Tanque que reserva água usada em irrigação e da chuva garante
> >>> >> a produção de flores por meses em uma fazenda de Mogi Mirim
> >>> >> (SP). O sistema faz com que 15 milhões de litros deixem de
> >>> >> ser retirados mensalmente dos mananciais. O investimento foi
> >>> >> de R$ 500 mil.
> >>> >>
> >>> >> A capacidade do reservatório é para 47 milhões de litros. O
> >>> >> tanque é ligado à estufa de flores por canos.Quando um
> >>> >> segundo estiver pronto, eles vão garantir a manutenção dos
> >>> >> trabalhos por oito meses, mesmo com a crise hídrica.
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >> Diário do Grande ABC
> >>> >>
> >>> >> Falta de água eleva preço de hortifrúti em 10,61% nesta semana
> >>> >> na região
> >>> >>
> >>> >> http://www.dgabc.com.br/(X(1)S(vhjth3ddfgxzpsj3ibu4wpnd))/Noticia/1232566/falta-de-agua-eleva-preco-de-hortifruti-em-10-61-nesta-semana-na-regiao?referencia=minuto-a-minuto-topo
> >>> >>
> >>> >> Quem foi às compras nos supermercados e sacolões do Grande ABC
> >>> >> nesta semana, e buscou por itens para compor a salada e
> >>> >> enfrentar o calorão, tomou um susto ao se deparar com os
> >>> >> preços de verduras e legumes, em torno de 10,61% mais caros.
> >>> >> O aumento nos valores dos hortifrúti foi provocado pela falta
> >>> >> de água, justificam os estabelecimentos, que fez com que
> >>> >> agricultores tivessem de despender mais recursos com a
> >>> >> irrigação, custo que foi repassado ao consumidor.
> >>> >>
> >>> >> Essa elevação dos preços puxou o acréscimo de 2,65% no valor
> >>> >> da cesta básica pesquisada pela Craisa (Companhia Regional de
> >>> >> Abastecimento Integrado de Santo André), o equivalente a R$
> >>> >> 12,23 a mais, se comparada com os sete dias anteriores,
> >>> >> saindo por R$ 472,97.
> >>> >>
> >>> >> Em Destaque
> >>> >>
> >>> >> Mauá entregará kits de redução de vazão de água para
> >>> >> torneirasPara sempre Tomie Falta de água eleva preço de
> >>> >> hortifrúti em 10,61% nesta semana na regiãoMarinho trabalha
> >>> >> saída de Cleuza
> >>> >>
> >>> >> Entre os produtos que mais tiveram alta nesta semana estão o
> >>> >> tomate, que voltou a encarecer e subiu 46%, passando de R$
> >>> >> 4,13 a R$ 6,03 o quilo – alta de R$ 1,90. Outros itens que
> >>> >> também pesaram no bolso do consumidor foram a batata, que em
> >>> >> sete dias aumentou 15,89% (R$ 0,61), custando em média R$
> >>> >> 4,45, e a cebola, com inflação de 11,38% (R$ 0,28),
> >>> >> encontrada a R$ 2,74.
> >>> >>
> >>> >> O gerente do supermercado Nagumo, em Santo André, Fábio
> >>> >> Lacerda, afirma que, na semana passada, verduras e legumes
> >>> >> custavam cerca de 15% menos. A alface, ele cita, saltou de R$
> >>> >> 1,99 para R$ 2,39 (R$ 0,40).
> >>> >>
> >>> >> Lacerda explica que o aumento se deve aos problemas hídricos
> >>> >> que os agricultores estão tendo que enfrentar para manter a
> >>> >> qualidade e produção do setor. “Fizemos pesquisa em outros
> >>> >> estabelecimentos da região e percebemos que, de fato, o
> >>> >> aumento foi geral, e a justificativa dada foi a mesma em
> >>> >> todos os lugares.”
> >>> >>
> >>> >> A insatisfação é geral. No Sacolão Saúde, em São Bernardo, o
> >>> >> gerente Joacir Nunes explicava aos clientes que a alta nos
> >>> >> preços se deve à estiagem e investimentos adicionais que
> >>> >> fornecedores estão tendo que realizar por conta da crise
> >>> >> hídrica. “O reajuste mensal de todos os alimentos pesou
> >>> >> muito, e os clientes não param de reclamar”, diz.
> >>> >>
> >>> >> É o caso do aposentado Sebastião Eugenio Milan, 66 anos, que
> >>> >> ficou indignado ao ver os preços do hortifrúti. “Além de não
> >>> >> ser acessível, gera preocupação porque a cada semana os
> >>> >> valores só aumentam. Não sei onde isso vai parar.”
> >>> >>
> >>> >> A cabeleireira Carola Hernandez, 37, quase voltou para casa
> >>> >> quando percebeu que o valor tomate havia subido novamente.
> >>> >> “Vim às compras para aumentar uma salada que iria fazer hoje
> >>> >> (ontem) à noite, mas já mudei de ideia.”
> >>> >>
> >>> >> ECONOMIA - Uma saída para quem quer economizar, sem perder
> >>> >> nutrientes importantes na alimentação, é ser criativo na hora
> >>> >> de fazer a feira. “Grãos e raízes são ótimos aliados para
> >>> >> compor a salada. Alimentos congelados como ervilha e brócolis
> >>> >> também são uma boa opção”, sugere a culinarista Ana Tomazoni,
> >>> >> ao propor itens que não estão sofrendo tanto com a alta nos
> >>> >> preços.
> >>> >>
> >>> >> Além do jogo de cintura, Ana reforça que evitar o desperdício
> >>> >> também reduz os gastos com alimentação.
> >>> >>
> >>> >> CARNAVAL - Na véspera do início dos festejos da Folia, uma
> >>> >> dica é aproveitar alimentos que costumam ficar mais caros
> >>> >> nesta época, como ingredientes da caipirinha que, apesar da
> >>> >> sazonalidade, mantiveram o preço na região. O quilo do limão
> >>> >> pode ser encontrado por R$ 1,99, enquanto a do maracujá sai
> >>> >> por R$ 4,99.
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >> Reuters Brasil
> >>> >>
> >>> >> Governo estabelece monitoramento de água e energia na
> >>> >> administração federal
> >>> >>
> >>> >> http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRKBN0LH11J20150213
> >>> >>
> >>> >> SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério do Planejamento estabeleceu
> >>> >> o monitoramento do uso de energia elétrica e água nos órgãos
> >>> >> da administração pública federal, em meio à crise hídrica que
> >>> >> vem elevando os temores de racionamento no país.
> >>> >>
> >>> >> Em portaria publicada no Diário Oficial da União desta
> >>> >> sexta-feira, o Planejamento determinou que órgãos e entidades
> >>> >> passem a fornecer informações referentes ao consumo de água e
> >>> >> energia mensalmente, através do Sistema do Projeto Esplanada
> >>> >> Sustentável.
> >>> >>
> >>> >> Segundo a portaria, dados sobre 2014 e o mês de janeiro deste
> >>> >> ano devem ser inseridos no sistema em um prazo de 30 dias,
> >>> >> sendo que um servidor de cada órgão deverá ser designado para
> >>> >> o fornecimento das informações.
> >>> >>
> >>> >> A Secretaria de Orçamento Federal (SOF) e a Secretaria de
> >>> >> Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), ambas
> >>> >> subordinadas ao Planejamento, estabelecerão indicadores para
> >>> >> o monitoramento do consumo de energia e água pelos órgãos em
> >>> >> até 60 dias.
> >>> >>
> >>> >> A portaria também listou uma série de boas práticas a serem
> >>> >> adotadas pelos órgãos em esforço para um consumo mais
> >>> >> eficiente, entre as quais estão o desligamento de aparelhos
> >>> >> de ar condicionado, computadores e lâmpadas em ambientes
> >>> >> desocupados.
> >>> >>
> >>> >> Para evitar o desperdício de água, a portaria institui, por
> >>> >> exemplo, a definição de regras sobre a periodicidade de
> >>> >> irrigação de jardins e gramados e avaliação da viabilidade de
> >>> >> utilização de sistemas de reúso da água e de captação da água
> >>> >> de chuva em novos projetos de edificações.
> >>> >>
> >>> >> A publicação da portaria ocorre em um momento de baixo nível
> >>> >> dos reservatórios da região Sudeste devido à falta de chuvas,
> >>> >> com implicações para o abastecimento energético e hídrico do
> >>> >> país.
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >>
> >>> >> Montesclaros.com
> >>> >>
> >>> >> Governo de Minas quer reduzir em até 30% captação de água em
> >>> >> Minas
> >>> >>
> >>> >> http://montesclaros.com/noticias.asp?codigo=71286
> >>> >>
> >>> >> O jornal “O Tempo”, de Belo Horizonte, diz hoje que “a
> >>> >> restrição no abastecimento e a cobrança da sobretaxa para
> >>> >> quem não economizar água deverão ser anunciadas em cerca de
> >>> >> 20 dias para a população de Minas”. De acordo com proposta
> >>> >> apresentada durante reunião do Conselho Estadual de Recursos
> >>> >> Hídricos, órgão ligado à Secretaria de Meio Ambiente, haverá
> >>> >> reduções de 20% do volume diário de captação de água para
> >>> >> consumo humano, 30% para as captações de água para consumo
> >>> >> industrial e de 30% para irrigação para a agricultura. As
> >>> >> propostas constam na Deliberação Normativa elaborada pelo
> >>> >> conselho. No entanto, alguns pontos propostos pelo estado
> >>> >> foram questionados pelos conselheiros. Após análise das
> >>> >> reivindicações e possíveis alterações no texto, outra reunião
> >>> >> do conselho será marcada, quando haverá a votação e as
> >>> >> medidas poderão ser adotadas.
> >>> >>
> >>> >>
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> >>> >>
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> >>> >> Gerlane Alves
> >>> >> Assessoria de Comunicação Social
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> >>> >> Ministério da Integração Nacional
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