> A proposta se baseia na ligação entre duas cidades, mas quais duas cidades?
> Aí eu li o tal raio de influência, fazendo uma conta no caso de BH isto dá
> 1700 km. Então devo considerar que todas as cidades no raio de 1700 km com
> mais de 200 mil habitantes devem estar ligados por vias tipo trunk? Se der
> o resultado que eu tô pensando quase tudo viaria trunk, e perderíamos a
> hierarquia das vias.

Isso. Bem, é difcil imaginar o quão denso seria o mapa por ti
vislumbrado. Daí também entra a questão de analisar perante estudos a
possibilidade de flexibilizar a população por diferentes estados, como
já comentado. Em um primeiro momento, pode parecer que haverá 1 rota
diferente para cada ligação de BH com as cidades dentro do seu raio,
porém o que se procura é a rota ideal entre cada par de cidades,
ocorrendo, na prática, que a maioria das rotas irão se sobrepor em
diversos trechos. Por exemplo, estive analisando a ligação de São
Paulo com o Nordeste e o Sul, e é impressionante como Feira de Santana
e Curitiba, respectivamente, acabam por concentrar boa parte das rotas
de cidades de suas regiões até São Paulo.

> Sabe, isto me soa muito como um algorítmo, penso que seja factível fazer
> uma simulação. Tipo baixar o mapa, isolar as cidades por população e
> distância, e reclassificar as rodovias. E depois estudar como ficou a
> hierarquia viária. Pelo menos algo semelhante seria necessário para ajustar
> o tal raio de influência. Daria um bom projeto de TCC.

Bem colocado. É preciso aqui explanar que concomitantemente à análise
e discussão da proposta, vai se dar o resultado parcial em forma de
mapas das discussões das maiores classificações (trunk e primary),
antes de ser votado. Num primeiro momento cabe apresentar aqui a
proposta para se obter uma primeira impressão dos membros da
comunidade interessados no assunto.

> A premissa do esquema br2013 era que o formato da via seria proporcional à
sua importância. (...)

Sim, pelo esquema br2013 mede-se a importância de uma via pela sua
característica física. Exatamente isso que tem gerado vários casos da
chamada "salada de frutas" na classificação viaria, muitas vezes
ferindo o conceito de continuidade, quando o mapeador a leva ao pé da
letra (e é só dar uma passeada pelo mapa, ou mesmo acompanhar edições
Brasil afora, para se deparar com diversos casos). Na prática, a nova
proposta apresentada acaba levando em conta, no momento da seleção da
melhor rota entre duas cidades, aquelas vias que tiverem as melhores
características físicas, e isso acontece de forma natural. Já o
contrário nem sempre é verdade, pois uma melhor característica física
nem sempre representa uma maior importância da via, e isso ocorre
pelos mais variados motivos. É importante lembrar ainda que existem
inúmeras tags complementares que cumprem o papel de descrever
caracterstícas físicas e que podem ser, e são, utilizadas por
roteadores como parâmetros para o cálculo de rotas.

Quanto ao caso específico de MG, imagino que o fluxo de transito
poderia ajudar na seleção das chamadas rotas ideais. Por outro lado,
há problema de distribuitividade ao se analisar exclusivamente o fluxo
de trânsito. A título de exemplo, inúmeras ruas cetrais de uma capital
teriam mais fluxo que uma rodovia do interior do seu estado. Já,
quanto aos demais estados, creio que poucos teriam esses dados.

Eu poderia fazer uma análise de caso para MG de modo a aplicar esta
proposta, teria o link para esses dados?

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> Uma dúvida que me veio foi quanto as regiões conurbadas. Aí no Rio Grande
> do Sul vocês consideraram elas como uma única cidade, inclusive, unindo a
> população dos municípios constituintes ou as ignoraram?

Consideramos. Inclusive interestadualmente ou internacionalmente, se
for o caso. Adicionei ao texto da proposta a questão de cidades
conurbadas.

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