Fala, Marcelo!
 
Sei bem das questões e condições de gravação de álbuns, pois estou envolvido 
agora em dois projetos, um autoral e outro como músico contratado.
 
Reconheço que existe todo um organismo vivo atrás do finalizado, editado e 
lançado CD.
 
Mas engraçado que fui esses dias a uma organização de músicos, ligados a uma 
grande rede e burocracias goveramentais, onde estava falando do apoio que 
receberia para lançar um dos trabalhos - que é o meu autoral, que até cheguei a 
comentar aqui já - e eles disseram, esqueça de ganhar grana com venda de CD e 
gravadora e tal... pensa nesse processo como uma grande divulgação do seu 
trabalho...
 
Concordemos que divulgação por divulgação, todos podemos, fazer, Lógico que uma 
gravadora atinge mercados precisos, existe a movimentação financeira de 
encargos e afins, que é algo muito mais profissional que um blog, sem 
desmerecer de forma alguma o blog. Mas se já não vou ganhar com a venda do CD, 
quero mais que todo o divulguem, quero que todos tenham acesso a ele, não só o 
cara que pode pagar R$ 15,00 a R$ 20,00 no CD, mas aquele que passou na rua e 
viu no camelô uma capinha e tal, achou interessante e levou o meu trabalho. 
Quero que um cara na Nova Zelândia escute o meu som, via rede, via net, e me 
chame para fazer um som, na esquina da casa dele. Você como músico sabe muito 
bem, que ganhamos por show. Pelo menos ainda estou nesse patamar.
 
Com o meu trabalho de compositor vou ganhar mais de outra forma.
 
Nessa onda de o famoso é o prato cheio, não havendo uma política decente de 
incentivo à arte por essas empresas, que só querem o selinho do governo para 
ter benefícios fiscais e tal, e o artista menos conhecido ou novato ficando no 
limbo, é que temos os grandes congelamentos no processo criacional, vide 
matéria com o Chuck Berry, outra área musical, não sendo samba, dizendo que não 
cria mais nada, pois sabe que só querem o Jonnhy B. Good, ou seja o cara não 
cria nada desde sei lá, disse ele que desde 70 e pouco, não me lembro agora. Se 
a indústria estivesse, de fato, interessada em não só ter lucro, mas incentivar 
criação, incentivar o lado cultural, daí eu concordaria com você 100% nos teus 
argumentos, Marcelo.
 
Outra coisa, você não acha que é justíssimo a DIFUSÃO CULTURAL e os padrões de 
ACESSIBILIDADE UNIVERSAL do patrimônio intelectal que ocorre na net? E é aí que 
quem deve decidir é o público. Quero disponibilizar na rede algo que é bom... 
para que todos o possam ter acesso.
 
Existe também, o seguinte lance, o público às vezes está interessado na 
concepção de álbum do artista, então faz uma economia e compra o CD na loja; às 
vezes quer só o conteúdo sonoro, então baixa da net... Complicado é, ainda 
hoje, NÃO entendermos que, em termos comerciais, "quem faz o produto é o 
cliente".
 
E outra, colecionadores de discos, que não acham aquele saudoso disco do 
Jorginho do Império (o Peçanha), não consigam o disco, mas consigam o registro 
sonoro virtual para compilar de repente em seu repertório musical, par aum 
próximo trabalho, aumetando a procura pelo nome citado pelos consumidores e 
forçando empresas a reeditarem material e mais material. Saca o movimento 
comercial de hoje? Cliente manda, empresa faz... Já se foi em algumas empresas, 
graças a Deus a realidade do Henry Ford (todos podem ter um Ford da cor que 
quiser, contanto que seja preto) Chega de ditaduras, né.
 
Com questão ao trabalho, via da escolha da pessoa, conheço muitas pessoas que 
deixaram o "pagodão" que paga 5000 para montar uma resistÊncia cultural do 
choro que paga 10... é complicado, né? Mas existme pessoas assim. Guerreiras, 
mas não julgo mal a atitude de tocar o "pagodão" que paga 5000 não! É mercado 
de trabalho, e quem faz isso TAMBÈM está corretíssimo.
 
concorco 100% quanto a escolha do artista sobre como será sua atuação de 
distribuição, mas volto a dizer, depois que o produto caiu na mão do consumidor 
ele faz o que bem entende... entende esse ponto também?
 
quanto as propagandas, banners, full baners dos sites, é o negócio que 
comentamos desde o início do papo, MONEY MAKES MONEY (sou péssimo em inglês, 
está certo isso?), ou seja, insumo gerando insumo... dinheiro gerando dinheiro. 
Aí, podemos cair num outro papo, o modo como publicar isso na net!
 
Mas acho que já é um outro papo! rs...
 
Grande abraço, Marcelo. bom papo!
 
saúde e paz a todos da tribuna!
Paulo Serau





 
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