Prezados,
Bom dia. Compreendo tudo isso para justificar aquisição de software
proprietário (SP) em lugar do software livre (SL)! Sendo o business da
empresa; paradas em ambientes nem pensar! São cenários mais complexos. E é o
core da empresa que está em jogo.
Requer muita sabedoria: aquela de diferençar o que deve para o que pode ser
mudado. Talvez tenha sido, pelo menos para mim, a tal das lições aprendidas.
Mas, licença poética pela próclise, me causa inquietação tentar compreender por
que não avançamos em um cenário mais simples, como, por exemplo, no de suítes
de escritório. É mais comum do que se imagina a presença da suíte proprietária
em cenários onde a mais popular alternativa àquela, o LibreOffice, atenderia!
E fazem ainda rollout em larga escala!
Embora não tenha - ainda e nem sei se terá - compilação para 64 Windows bits e
para Android, salvo informação em contrário, a principal queixa, em grandes
corporações públicas eram programas MSACCESS e, principalmente, planilhas com
macros bem complexas. São formidavelmente práticas para tomada de decisões.
Por outro lado, verdadeiros arcabouços de códigos intimamente ligados a alguns
sistemas corporativos! Mas q-uantas são estes incríveis documentos
programáveis? Aqui em passado não tão distante não chegava a 10% do cenário de
planilhas e documentos. Hoje não saberia dizer! Parágrafo dois. Deixa quieto e
não se migre! Pelo menos ainda!
Entretanto, a velha ensebada cantilena da falta de compatibilidade entre os
arquivos das duas suítes, principalmente por causa de estilos de formatações de
documentos legados ou porque aquele powerpoint, boa parte de autoajuda, abriu
com alguns estilos de formatação diferentes na segunda-feira de manhã antes da
reunião com a chefia, não dá pra engolir!
Salvo exceções, deveria ser uma obrigação do Governo usá-la em toda e qualquer
esfera do poder público.
É quando eu me pergunto onde foram parar o Protocolo Brasília, IN 4...
Hoje na Regional RJ da ECT e envolvido com outras ações em TIC mas, ainda, se
não o único nesta regional, usando GNU/LINUX na minha estação desde que cheguei
a esta grande empresa.
Ficou daquela lição, nos 6 anos que estive a frente da batalha do SL a que,
pelo menos na minha empresa, embora tenha havido alguns avanços, no âmbito
técnico de nossa equipe, operacional, dificilmente uma solução proprietára
superaria o SL.
Mas no tático e estratégico, aí, mermão em bom carioquês, é rúim, hein!
abs.
On 23/07/2015 17:57, Marcos Pitanga wrote:
Porque nem tudo dentro de software livre consegue alcançar o nível de negócio
exigido pelas corporações.
As vezes aquele algo mais falta na hora de prover um TCO consistente. Porque às
vezes, um CEO/CIO não consegue enxergar valor agregado em um determinado
software livre para sua companhia.
Usar o discurso que é de graça ( que na verdade não é ) não convence mais. Tem
que mostrar valor ao negócio do cliente e não simplesmente dizer porque é SL.
Grandes empresas investem no SL e esperam tirar proveito dele para alavancar
negócios e retornando à comunidade alguns benefícios ao código.
Nem tudo é lobby, porque nem todo SL contempla as exigências da demanda
requerida pelas companhias.
O openStack é um exemplo que posso dar. Clientes grandes ficam muito temerosos
porque sentem na pela alguns problemas sérios tais como a dificuldade em migrar
para uma versão nova sem ter parada do ambiente, da dificuldade em receber
suporte necessário 24x7, de faltar código necessário para resolver algumas
demandas, etc...
E, nem tudo é tratado no nível técnico existem muitas coisas que o pessoal de
SL não consegue fazer no âmbito do negócio porque simplesmente não entendem do
negócio.
Quanto a usar SL para amparar a base da sociedade concordo plenamente que tem
que ser por aí.
Clientes hoje procuram soluções e não somente hardware. E dentro das soluções
vejo SL envolvido. O openSTACK é um exemplo clássico que veio agora a minha
cabeça como referencia a grandes projetos.
Só para informar antes que isso vire um flame, atuo com Linux desde 1994 em
diversos segmentos, dentre eles HPC, Load Balancing, Storage, Cluster
Filesystem, Grid, security, dentre outros.
Em quinta-feira, 23 de julho de 2015, Luis Listas
<[email protected]<mailto:[email protected]>> escreveu:
Em ter 21 jul 2015, às 16:22:37, Andre escreveu:
Olá,
O agressivo cenário atual:
http://baguete.com.br/noticias/13/07/2015/software-livre-pode-avancar-mais
É. Eu considero o cenário atual não muito melhor que o de 2002. Em muitos
casos é até pior, pois software livre nem tem o poder de "novidade" que tinha
lá atrás.
Eu já vi vários artigos sobre isso por aí, mas vale a pergunta: onde foi que
erramos? Por que o estado está cada vez mais longe de se libertar? Por que,
mesmo depois de revelações de espionagem, os poderes judiciário e legislativo
continuam a "investir" pesadamente em programas proprietários? Por que, mesmo
entre pessoas educadas (dentro de TI), o software proprietário ainda tem a
preferência que beira o cinismo?
Infelizmente, só consigo observar duas razões: 1) a inércia confortável de
sempre ("ninguém nunca foi demitido por comprar produtos da empresa X") e o 2)
"lobby".
Talvez aumentar a transparência possa reduzir um pouco o "lobby". Mas como
lidar com a inércia e o conforto?
Estive pensando e acho que o ideal seria focar o movimento do software livre
nas bases da sociedade e não no topo da pirâmide. E se houvesse projetos
básicos (escolas periferias, cursos técnicos-profissionalizantes) como
prioridade? A ideia é que o cidadão veria no software livre uma maneira de se
tornar autossuficiente. Por exemplo, poderia prestar serviços de instalação,
configuração, customização, educação, etc. Caso uma grande parcela de cidadãos
começassem a se engajar por motivos práticos, talvez fosse mais difícil para
as "vítimas" do "lobby" e e vítimas da inércia justificarem seus atos.
Uma grande parte da população que aderisse ao software livre também traria
excelentes benefícios para a parte de hardware: os fabricantes teriam que
liberar seus drivers e firmwares como software livre, caso contrário não
conseguiriam atender a um grande mercado!
[-o-]
Luís Soeiro
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