Em sex, 06 jul 2001, Lisias Toledo escreveu:
> Edgard Lemos wrote:
> > Quanto custou fazer o kernel atual? US$100M? Se eu enxergar que vou ganhar 1BU$
> > ampliando o Linux para novos mercados com um novo kernel de US$100M, f�-lo-ei
> > sem pestanejar. Investidor com dinheiro � o que n�o falta.
>
> Mas nenhum investidor sozinho quer bancar a jogada.
> Ningu�m joga tanta grana num projeto sem uma ger�ncia ferrenha nos gastos e
> nos prazos...
Se eu for a IBM, eles jogam.
> > Veja o caso do KDE.
>
> o KDE � um caso delicado. Apesar de Open Source, ele � fortemente amarrado
> numa base n�o GPL, o que o torna fr�gil. Falei disto em outra msg.
KDE � GPL.
> Mas n�o � o caso das empresas da chamada "nova economia". A NASDAQ t�
> acordando s� este ano, vai levar algum tempo pra cicatrizar as feridas e estes
> cretinos amofadinhas de Silicon Valley aprenderem que economia � economia,
> computador � s� ferramenta, e ningu�m p�e o carro na frente dos bois.
O fen�meno NASDAQ tem de ser entendio por outra �ptica que foge ao escopo da
lista.
> Concordo. Mas a ind�stria n�o d� a m�nima para movimentos sociais.
� claro que d�. Ali�s a ind�stria � mestre em tirar proveito dos movimentos
sociais.
Pergunte para o Johnson&Johnson o que ela acha do movimento de liberdade sexual
dos anos 60 em diante.
> Tudo o que
> interessa � o balan�o fechar no fim do ano. Se o governo � democrata,
> socialista, ditatorial ou monarquista, a verdade � que n�o faz diferen�a.
Mas a ind�stria molda suas estrat�gias conforme esses par�metros.
> Enquanto falarmos no Linux como movimento social, estaremos tendo problemas
> com a ind�stria cl�ssica. Mas se deixarmos de falar no Linux como movimento
> social, perderemos nossa for�a de trabalho, que n�o est� trabalhando de gra�a
> : eles t�m um objetivo, e ele n�o � enriquecer os magnatas da ind�stria.
Au contraire! O movimento social produzido pelo Linux pode impulsionar a
sociedade a abrir novas oportunidades para as empresas.
Veja a ind�stria do autom�vel. D� quase para estudar a sociedade do s�culo
vinte analisando a hist�ria da ind�stria de autom�vel.
O movimento social que impulsionou a ind�stria do autom�vel foi o
enriquecimento da classe m�dia das sociedades industriais capitalistas.
> E nunca foram t�o dif�ceis. Mas como eu disse antes, quem quiser viver no
> Para�so que passe desta para melhor. Por aqui, temos que ralar mesmo. 8-P
Cara, como dif�cil? Nunca foi t�o f�cil ter acesso a fontes, programas,
tecnologias, colabora��o, informa��o, debates, cursos, educa��o, tutoriais.
At� eu estou contribuindo!!! Onde est�o dif�ceis as coisas?
> > S� o tempo (que temos de sobra) dir�.........
>
> Estou vendendo tempo baratinho. As contas de fim do m�s n�o fecharam.
> Interessados? ;-)
Voc� deve encarar o tempo neste caso como um recurso a ser investido.
A MS sabe usar o tempo muito bem. Lan�a uma tecnologia e fica insistindo nela
por anos at� o mercado aceitar.
> VHS e Betacam. PAL/M, NTSC e SECAM (este �ltimo � usado na R�ssia, at� mesmo o
> sentido da varredura � diferente - para evitar que se capte sinais de TV
> estrangeiros)... Existem in�meros casos de padr�es que canibalizaram o outro
> e, pior, causaram um preju�zo enorme aos que adotaram o padr�o perdedor. O
> pessoal da R�ssia pena at� hoje - n�o d� pra continuar com o SECAM, mas n�o d�
> pra trocar o padr�o por causa da in�rcia do mercado.
>
> Free Software visa justamente combater o desperd�cio, n�o ger�-lo.
Ent�o voc� aderiu � minha vis�o de que a produ��o de um kernel novo sob o
modelo de desenvolvimento de software livre n�o vai canibalizar os
desenvolvimentos anteriores.
> Por outro lado, vamos ao padr�o Java. A Microsoft "envenenou" sua JVM de forma
> a sabotar o desenvolvimento de aplica��es Java que n�o rodassem em produtos
> Microsoft, um ataque direto mas dissimulado ao cora��o das estrat�gias de
> neg�cios da SUN. E o pior � que a Lei americana permite, por uma fir�la legal.
Entendeu agora por que a GPL � um ovo de colombo?
> Sem d�vida. Mas esfor�o descoordenado � t�o ruim (ou pior) que falta de
> esfor�o. At� pouco tempo atr�s, a for�a contribuinte do movimento era mais
> tarimbada no assunto. Eram um bando de geeks que conheciam a fundo o problema,
> e que sabiam com certa anteced�ncia a viabiliade ou n�o das id�ias.
>
> Com o aumento desordenado da for�a contribuinte (j� que a ger�ncia desta for�a
> � problem�tica - em minha opini�o imposs�vel), aumenta-se muito o n�vel de
> ruido.
No entanto o que se observa � que v�o surgindo aqui e ali iniciativas para
coordena��o dos esfor�os. A FSF, as distros, os projetos (Gnome, KDE, LTSP)
dinossauros como a IBM, o OSDL e agora recentemente o LSB s�o inciativas que
produzem alta coordena��o de esfor�os.
> Um exemplo pr�tico disto � a inclus�o pelas distros de material n�o GPL ou,
> pior, de c�digo fechado ou propriet�rio... Isto enfraquece o movimento, e
> enfraquece muito : d� muni��o � Microsoft para minar nossas bases (e o
> primeiro hound � o Shared Source).
Tudo o que h� de propriet�rio para Linux tem seu equivalente livre ou pode ser
criado.
N�o � o que acontece no Shared Source. Neste esquema eu n�o posso ter
iniciativa de distribuir vers�es modificadas do c�digo.
> Mas isto � feito justamente pela demanda dos usu�rios, que a bem da verdade ou
> n�o entendem o modelo (e as diversas licensas Open Source existentes) ou n�o
> se importam.
As duas coisas.
> Quantas distros de GNU/Linux existem? Centenas, talvez. Quantas delas est�o
> comprometidas 100% com GPL? S� a Debian. Por qu�? Por causa da press�o dos
> usu�rios. Mas isto enfraquece o moviemento que permitiu que tudo isto
> acontecesse - logo, concluo que nem toda contribui��o � construtiva...
Lembre-se que h� outras licen�as de software livre como a BSD, LGPL, MPL, etc.
A GPL � apenas uma licen�a para impedir que software livre seja incorporado em
software propriet�rio. Se a Debian quer s� usar GPL, � uma op��o que ela faz.
Mas n�o necessariamente tira o m�rito de outras distros que usam software livre
com outras licen�as.
A quantidade de software propriet�rio em outras distros � s� 0,002%. Ou seja �
tra�o perto do software livre.
http://www.dwheeler.com/sloc/redhat71-v1/redhat71sloc.html
Pode at� contaminar a pureza do software livre, mas n�o chega a compromet�-lo,
como voc� imagina. Mas n�o estou defendendo a inclus�o de software propriet�rio
nas distros.
[]s
--
Edgard Lemos
[EMAIL PROTECTED]
Usu�rio Linux n� 135479
Assinantes em 06/07/2001: 2264
Mensagens recebidas desde 07/01/1999: 121765
Historico e [des]cadastramento: http://linux-br.conectiva.com.br
Assuntos administrativos e problemas com a lista:
mailto:[EMAIL PROTECTED]